Linha do Tempo da Guerra entre EUA, Israel e Irã: Conflito Completa Seis Meses com Impacto Global
O conflito iniciado pelo presidente Donald Trump, com apoio de Israel, completa seis meses nesta sexta-feira (28). A guerra envolveu 16 países, alterou o mapa geopolítico do Oriente Médio e impactou o mercado energético global, sem um fim à vista.
A escalada de tensões teve início em fevereiro de 2026, com ataques mútuos após negociações sobre o programa nuclear iraniano. Os Estados Unidos e Israel lançaram ofensivas contra o Irã, resultando na morte do líder Ali Khamenei e de comandantes. A teocracia revidou com mísseis e drones contra bases americanas e Israel.
A partir daí, o conflito se intensificou, com a entrada do Hezbollah, ataques a bases britânicas, instalações de energia e infraestrutura vital. Conforme informações divulgadas, a guerra tem sido marcada por exigências de rendição, sanções, bloqueios navais e negociações de paz que frequentemente fracassam. O mercado energético e a estabilidade global permanecem em xeque.
O Início da Escalada e as Primeiras Retaliações
Em 28 de fevereiro de 2026, os EUA e Israel lançaram ataques contra o Irã, visando o programa nuclear e matando o líder Ali Khamenei. A resposta iraniana veio com mísseis e drones contra bases americanas em países vizinhos e contra o Estado judeu. No dia seguinte, o Hezbollah se juntou ao conflito atacando Israel, enquanto o Irã alvejava uma base britânica em Chipre.
O início de março viu o presidente Trump exigir a rendição incondicional do Irã, que respondeu atacando instalações de energia no Golfo. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) enviou navios para o Mediterrâneo e interceptou um míssil balístico iraniano sobre a Turquia. Um submarino dos EUA afundou a fragata iraniana Dena, matando 87 pessoas.
Intensificação dos Ataques e Impacto Geopolítico
Apesar da rejeição à rendição pelo presidente iraniano Masoud Pezeshkian, os ataques continuaram. O aeroporto de Dubai foi fechado após um ataque, e Mojtaba Khamenei, filho de Ali, foi escolhido novo líder supremo, embora os EUA questionassem sua condição física. O Conselho de Segurança da ONU condenou a retaliação iraniana.
Os EUA intensificaram os ataques, visando a ilha de Kharg, crucial para a exportação de petróleo iraniano. Israel, por sua vez, eliminou o homem-forte Ali Larijani e invadiu o sul do Líbano para combater o Hezbollah. O Irã retaliou bombardeando o maior campo de gás do país e infraestrutura energética do Qatar.
O Programa Nuclear e a Entrada de Novos Atores
Os centros de enriquecimento de urânio em Natanz, no Irã, e o programa nuclear israelense em Dimona foram alvos de ataques americanos e iranianos, respectivamente. Em 28 de março, os rebeldes houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, entraram na guerra atacando Israel com mísseis, aumentando a complexidade do conflito.
Em abril, Trump ameaçou a “civilização inteira” do Irã, mas mediou um cessar-fogo com o Paquistão. Israel, no entanto, ignorou a trégua em sua guerra no Líbano contra o Hezbollah. As negociações de paz fracassaram, e os EUA impuseram um bloqueio naval ao Irã.
Cessar-Fogo Frágil e Novas Escaladas
Apesar das pressões, Netanyahu aceitou uma trégua com o Líbano, mas não com o Hezbollah. O Irã violou a trégua atacando os Emirados Árabes e, posteriormente, os EUA responderam a tentativas iranianas de atingir navios de guerra no estreito de Hormuz, violando o cessar-fogo. Ataques de ambos os lados persistiram até o fim de maio.
Em junho, o Irã suspendeu as negociações e voltou a atacar vizinhos no Golfo. Um memorando assinado remotamente entre Trump e Pezeshkian previu 60 dias de trégua, alívio de sanções e negociações sobre o programa nuclear e o controle de Hormuz. Israel e Líbano assinaram um acordo para negociar o fim das hostilidades, mas o Hezbollah não participou.
O Controle de Hormuz e a Guerra Econômica
O Irã determinou rotas para navios em Hormuz, exigindo permissão para a passagem e negociando um acordo de controle com Omã. Em julho, o Irã atacou três navios em Hormuz, travando o tráfego, o que levou a novas respostas americanas e ao fim do cessar-fogo. Trump declarou que o estreito seria controlado pelos EUA.
A guerra se estendeu a outros teatros, com os houthis atacando a Arábia Saudita e bloqueando portos no Mar Vermelho. A Ucrânia atingiu um navio iraniano no Mar Cáspio, alegando apoio militar à Rússia. Um navio com gás americano no Egito foi atingido pelo Irã, em mais uma escalada. Em agosto, um pacto militar histórico foi firmado entre Turquia, Arábia Saudita e Paquistão.
O cessar-fogo expirou sem renovação, com o Irã prometendo manter Hormuz fechado e Trump declarando guerra econômica ao Irã, afastando ataques militares por ora. O Irã ameaçou reagir a novas sanções com ações militares. Israel e Turquia trocaram ameaças após um bombardeio israelense em uma base na Síria. O Irã anunciou um acordo com Omã para explorar o controle de Hormuz, enquanto os EUA mantêm todas as opções, inclusive militares, em pauta.





