Milo Yiannopoulos, figura controversa e ex-defensor de Donald Trump, é deportado do território americano um dia após ser detido pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). A expulsão marca o fim de sua estadia irregular nos Estados Unidos, gerando repercussão devido ao seu histórico de declarações extremistas e apoio a políticas anti-imigração.
O agitador britânico Milo Yiannopoulos, que se destacou por seu apoio fervoroso ao ex-presidente Donald Trump e por suas posições radicais, foi deportado dos Estados Unidos na última sexta-feira (28). A informação foi confirmada por um porta-voz do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), órgão ao qual o ICE está subordinado.
Yiannopoulos foi detido na quinta-feira (27) no Aeroporto Internacional Louis Armstrong, em Nova Orleans, Louisiana. Sua prisão e posterior deportação ocorrem após uma ordem definitiva de expulsão emitida por um juiz de imigração em 22 de julho, motivada pela ausência do britânico em uma audiência crucial sobre seu status migratório.
A deportação de Milo Yiannopoulos representa uma reviravolta irônica para o comentarista político. Ele ficou conhecido por defender medidas de controle migratório extremamente rígidas, chegando a propor a instalação de postos de fiscalização do ICE em locais públicos e a deportação sumária de indocumentados. Essas declarações contrastam fortemente com sua atual situação de expulso do país que defendia políticas de imigração mais severas.
Quem é Milo Yiannopoulos?
Milo Yiannopoulos ganhou notoriedade internacional a partir de 2014, quando começou a trabalhar para o veículo de notícias de direita Breitbart News. Durante esse período, ele se tornou uma figura proeminente na campanha antifeminista conhecida como “Gamergate”, que visava mulheres atuantes na indústria de videogames. Sua ascensão foi meteórica no cenário conservador americano.
Em 2016, Yiannopoulos foi um dos mais vocais apoiadores de Donald Trump durante a campanha presidencial republicana. Sua plataforma se consolidou em eventos como a Conservative Political Action Conference (CPAC), onde chegou a ser convidado para discursar em 2017, consolidando sua imagem como um expoente da direita radical nos Estados Unidos.
Queda e Declarações Polêmicas
A carreira de Yiannopoulos sofreu um revés abrupto após a divulgação de um vídeo em que ele defendia relações sexuais com menores e minimizava a gravidade da pedofilia. As declarações chocaram e geraram forte repúdio, levando à retirada de seu convite para a CPAC e, posteriormente, à sua saída do Breitbart News em meio a críticas generalizadas.
Apesar de se declarar abertamente gay e de ter expressado admiração por Donald Trump, Yiannopoulos anunciou em 2017 seu casamento com um cidadão americano, cuja identidade nunca foi totalmente revelada. Posteriormente, ele afirmou ter deixado de se identificar como gay, rebaixando seu marido à condição de “colega de casa”, em mais uma de suas declarações controversas.
Situação Irregular e Deportação
Segundo o DHS, Milo Yiannopoulos entrou legalmente nos Estados Unidos em maio de 2019, via Nova York. No entanto, ele excedeu o período permitido de permanência, violando as leis de imigração do país. A ordem definitiva de expulsão foi emitida após ele não comparecer a uma audiência de imigração, o que o manteve sob custódia do ICE até sua deportação.
A situação de Yiannopoulos, que defendia políticas de imigração restritivas, agora é de ser ele próprio sujeito a uma medida de expulsão. Ele foi encaminhado de volta ao Reino Unido, encerrando sua trajetória irregular nos Estados Unidos e reforçando o escrutínio sobre figuras públicas com histórico de violações de leis de imigração.





