Bad Omens encanta público do Rock in Rio com “sofrência do metalcore” e hits virais do TikTok
O Bad Omens fez sua tão esperada estreia no Rock in Rio neste sábado, 5 de outubro, encerrando as apresentações do Palco Sunset no dia dedicado ao metal. A banda, que retornou ao Brasil após dois anos, apresentando-se também no Knotfest em São Paulo em 2024, trouxe para o festival um show que resumiu a turnê mundial “Do you fell love”.
O repertório mesclou músicas dos seus três álbuns, com destaque para “The Death of Peace of Mind”, lançado em 2022, disco que impulsionou a banda para um novo patamar de popularidade, tanto nos palcos quanto nas plataformas digitais.
A apresentação no Rock in Rio, conforme informações divulgadas, contou com faixas que conquistaram não apenas os fãs de metalcore, mas também o público jovem, impulsionado pela viralização de sucessos como “Just Pretend” no TikTok. A música, comparada à “Te esperando” de Luan Santana, fala sobre amores impossíveis e a espera interminável, um tema que ressoou fortemente com a nova geração.
A “sofrência do metalcore” ganha o palco Sunset
O setlist apresentado no Rock in Rio incluiu fortes representantes do som do Bad Omens, como “The death of peace of mind”, “Left for good”, “What it Cost” e “Concrete jungle”. Essas músicas, combinadas com batidas pesadas e explosões sonoras características do heavy metal, criaram a atmosfera de “sofrência do metalcore”, com letras melancólicas que cativaram o público presente.
A banda, que mistura elementos de metal alternativo com pop, música eletrônica e R&B, também apresentou singles mais recentes como “Specter”, que abriu o show, e “Dying to Love”. Estas faixas, lançadas nos últimos meses, devem integrar o próximo álbum de estúdio do grupo, ainda sem data de lançamento definida.
“Just Pretend” e a conexão com o TikTok
Um dos momentos mais aguardados da noite foi a performance de “Just Pretend”, música que viralizou no TikTok e rendeu ao Bad Omens o apelido de “a Te esperando dos gringos”. A canção, que aborda a complexidade de amar alguém e não poder ficar junto, emocionou o público, que cantou em coro com celulares e braços erguidos, demonstrando a forte conexão da banda com a nova geração de fãs.
A escolha do repertório parece ter levado em conta o feedback dos fãs nas redes sociais. Houve comentários indicando preferência por outros hits em detrimento de “V.A.N”, parceria com Poppy, que já havia se apresentado no mesmo palco anteriormente. A ausência de Poppy no show do Bad Omens, apesar da expectativa de alguns fãs, não diminuiu a energia da apresentação.
Identidade própria e a evolução da banda
Formada em 2015 e composta por Nicholas Ruffilo (guitarra), Noah Sebastian (voz), Joakim “Jolly” Karlsson (guitarra) e Nick Folio (bateria), o Bad Omens foi, no início da carreira, frequentemente comparado ao Bring Me the Horizon, banda que se apresentou pouco antes no Palco Mundo. No entanto, o vocal versátil de Noah Sebastian, capaz de alternar entre gritos intensos e sussurros, ajudou o grupo a solidificar uma identidade sonora própria ao longo dos anos.
Embora a performance de palco de Noah Sebastian tenha sido criticada por alguns por uma menor energia em comparação com a expectativa do público brasileiro, ele conseguiu engajar a plateia. Diferentemente de apresentações passadas, onde precisou instruir o público sobre etiqueta em shows de metal, no Rock in Rio, os fãs já demonstravam o comportamento esperado, com menos dancinhas e mais rodas, gritos e celebração.





