Houthi do Iêmen Buscam Evitar Confronto Direto com EUA, Afirma Trump, Enquanto Escalada Tensa com Arábia Saudita Continua
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou em declarações recentes que o grupo rebelde Houthi, do Iêmen, teria entrado em contato com o governo americano buscando evitar um confronto direto. Segundo Trump, os Houthi sinalizaram que “não querem lutar conosco” e preferem que os EUA não os ataquem.
As afirmações do presidente americano surgem em um momento de crescente tensão na região, especialmente após os Houthi assumirem o controle de uma área estratégica no Mar Vermelho e de ataques a infraestruturas vitais da Arábia Saudita. A declaração de Trump, feita a jornalistas em Dublin, na Irlanda, adiciona uma nova camada à complexa dinâmica do conflito.
Apesar de buscar evitar um confronto com os EUA, os Houthi deixaram claro que suas restrições se aplicam especificamente à Arábia Saudita, principal rival do Irã na região e aliada dos Estados Unidos. Essa postura, conforme informações divulgadas pelo próprio grupo e reportadas por Trump, indica um foco direcionado em seu conflito com Riad. Acompanhe os detalhes dessa surpreendente revelação e suas implicações.
Houthi Controlam Estreito Estratégico e Sinalizam Liberdade de Navegação Condicionada
As declarações de Donald Trump ocorrem um dia após os Houthi terem consolidado seu controle sobre a costa do Iêmen no Mar Vermelho, incluindo o estratégico estreito de Bab el-Mandeb. O grupo rebelde, que tem apoio do Irã, avançou para cidades e ilhas importantes na região, segundo relatos de seus adversários. Trump mencionou que os Houthi estão permitindo a passagem da maioria das embarcações pela área.
“Eles prefeririam muito que não estivéssemos envolvidos, e estão deixando a maioria dos navios passar. Há apenas um país com o qual eles não estão muito satisfeitos, e vamos resolver isso”, declarou o presidente. Essa ressalva aponta diretamente para a Arábia Saudita, com a qual os Houthi têm um conflito declarado. Rebeldes já haviam afirmado que a navegação seria segura na via, exceto para navios sauditas.
Trump Aponta Irã por Ataque a Oleoduto Saudita e Príncipe Bin Salman Busca Apoio Americano
O presidente americano também sugeriu que o regime iraniano é o provável responsável pelo recente ataque ao oleoduto que liga os campos de petróleo sauditas ao porto de Yanbu, no Mar Vermelho. Este oleoduto é uma rota alternativa crucial para a exportação de petróleo saudita, especialmente quando o Estreito de Hormuz, controlado pelo Irã, enfrenta tensões. O Ministério da Energia saudita fechou o oleoduto como medida de precaução após o incidente.
Trump revelou que conversou com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, a quem chamou de “amigo”, e expressou otimismo sobre a resolução da crise. No entanto, segundo o site americano Axios, Bin Salman teria ligado duas vezes para Trump solicitando ataques americanos contra os Houthi, pedidos que foram rejeitados por Washington. A Arábia Saudita, maior exportadora mundial de petróleo, considera a segurança da navegação no Mar Vermelho vital para sua economia.
EUA Oferecem Apoio Limitado à Arábia Saudita e Monitoram Ameaças à Navegação
Fontes do governo americano, citadas pela ABC News, indicaram que a administração Trump está fornecendo apoio de inteligência e assistência para identificação de alvos à Arábia Saudita. Contudo, neste momento, os EUA não planejam lançar ataques militares diretos contra os Houthi. Essa política, no entanto, pode ser revista caso a ameaça às rotas de navegação no Mar Vermelho se intensifique.
A decisão de não escalar militarmente evita um atrito ainda maior com o Irã e preserva os estoques de armamentos americanos, já sob pressão devido ao conflito prolongado com Teerã. Como parte do apoio, o almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central americano, visitou a Arábia Saudita para reuniões estratégicas. Enquanto isso, forças iemenitas apoiadas pela Arábia Saudita relataram ataques contra combatentes Houthi em Mokha, na costa do Mar Vermelho.
Trump em Viagem pela Irlanda em Meio a Protestos e Tensões Regionais
As declarações de Trump sobre o Iêmen ocorreram durante sua visita de 48 horas à Irlanda, onde ele participa de um torneio de golfe em seu resort em Doonbeg. Em Dublin, o presidente se reuniu com a presidente irlandesa, Catherine Connolly. A viagem também foi marcada por protestos contra a guerra e contra Trump, com manifestantes expressando solidariedade à causa palestina, uma posição notória da Irlanda na União Europeia, que recentemente aprovou leis restringindo o comércio de produtos de assentamentos israelenses na Cisjordânia.





