Fiocruz mantém alerta para Síndrome Respiratória Grave em 18 estados
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), através do seu boletim Infogripe, emitiu um alerta importante para a saúde pública no Brasil. Dezoito estados e o Distrito Federal permanecem em níveis de atenção, variando entre alerta, risco e alto risco para o desenvolvimento de casos graves de síndromes respiratórias. A situação é particularmente preocupante em Mato Grosso e Maranhão, onde a tendência é de aumento nas próximas semanas.
Ainda que a tendência nacional a longo prazo aponte para estabilidade, com interrupção do crescimento e até quedas em algumas regiões, a atenção precisa ser redobrada. Pesquisadores observam uma diminuição nos casos causados pela influenza A e pelo rinovírus, responsáveis por mais de 70% das infecções virais recentes diagnosticadas.
A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é caracterizada pela piora de sintomas gripais, como febre, coriza e tosse, evoluindo para dificuldade de respirar e necessidade de hospitalização. Embora frequentemente desencadeada por vírus, o agente causador nem sempre é identificado por exames. Conforme informação divulgada pela Fiocruz, a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra formas graves e óbitos.
Vacinação é a principal arma contra a SRAG
Três das principais infecções que causam SRAG podem ser prevenidas por vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS): Influenza A, Influenza B e Covid-19. A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza está ativa em todo o país, priorizando grupos mais vulneráveis como crianças, idosos e gestantes, que têm maior suscetibilidade a desenvolver quadros graves.
A vacina contra a Covid-19 é recomendada para todos os bebês a partir dos 6 meses de idade, com reforços periódicos para idosos, gestantes, pessoas com deficiência, comorbidades ou imunossuprimidas, e outros grupos considerados vulneráveis. Desde o ano passado, o Ministério da Saúde também oferece a vacina contra o vírus sincicial respiratório para grávidas, visando proteger bebês contra a bronquiolite, doença grave que acomete os pequenos.
Recomendações para evitar a propagação de vírus
Tatiana Portella, pesquisadora do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, enfatiza a importância da vacinação como ferramenta primordial na proteção contra casos graves e mortes. Ela recomenda que a população de maior risco e os grupos mais expostos, como profissionais de saúde, se vacinem o quanto antes.
“Também recomendamos que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado permaneçam em casa em isolamento. Caso isso não seja possível, o ideal é sair usando uma boa máscara”, destaca Tatiana Portella. Essa medida simples ajuda a reduzir a transmissão viral em ambientes coletivos e protege os mais frágeis.
Dados alarmantes sobre SRAG no Brasil
Este ano, o Brasil já registrou 31.768 casos de SRAG, com aproximadamente 13 mil testando positivo para algum vírus respiratório. Desses, 42,9% foram causados por rinovírus, 24,5% por influenza A, 15,3% por vírus sincicial respiratório, 11,1% por Covid-19 e 1,5% por influenza B. O cenário de mortes também é preocupante, com 1.621 óbitos por SRAG registrados até o momento, sendo 669 com exame positivo para vírus respiratório.
Entre os casos com resultado laboratorial positivo, a Covid-19 foi responsável por 33,5% das mortes, seguida pela influenza A com 32,9%, rinovírus com 22,7%, vírus sincicial respiratório com 4,8% e influenza B com 2,8%. Esses números reforçam a necessidade de manter a vigilância e a adesão às medidas de prevenção, especialmente a vacinação.





