Análise de Falas de Donald Trump Detalha Padrão Emocional e Evolução do Vocabulário
Donald Trump demonstra consistentemente emoções como confiança, expectativa e alegria em suas aparições públicas. Este padrão emocional tem sido observado desde a pré-campanha de 2015 até fevereiro de 2026, período analisado pela Folha em um levantamento de aproximadamente 4.000 discursos e declarações.
A análise, realizada com algoritmos de aprendizado de máquina em mais de 20 milhões de palavras, classifica as falas de Trump por sua carga emocional. Mesmo diante de públicos variados, como jornalistas, o público geral ou outros candidatos, a confiança e a expectativa permanecem como sentimentos dominantes.
A pesquisa, com base em dados compilados pela Folha, indica que a confiança de Trump não é inabalável, tendo atingido seu auge na primeira metade de seu primeiro mandato e em um breve período após deixar a presidência. Conforme informação divulgada pela Folha, o estudo detalha a metodologia utilizada, incluindo o processamento de texto em larga escala e a análise lexical de emoções.
Vocabulário Repetitivo e Linguagem Divisiva Marcantes no Estilo de Trump
O vocabulário de Donald Trump é caracterizado pela repetição de termos e pela simplicidade das frases. Em média, ele utiliza 12,9 palavras por oração, e as 50 palavras mais frequentes, excluindo artigos e preposições, representam 33% do total de suas falas. Essa variedade vocabular limitada diminuiu ao longo dos anos, segundo o levantamento.
Um estudo da Universidade de Chicago, comparando candidatos à presidência dos EUA desde 1960, aponta que Trump utiliza as sentenças mais curtas, simples e repetitivas entre todos. Sua linguagem é frequentemente descrita como divisiva, pois é usada para atacar e deslegitimar oponentes, conforme indicam análises linguísticas.
Hostilidade Aumenta ao Falar de Terceiros, Conforme Análise
A análise da Folha revela que, quando Trump se refere a outras pessoas ou entidades, utilizando pronomes como “eles” e “deles”, suas falas mostram uma alta correlação com emoções como medo e raiva. Nesses momentos, os sentimentos de alegria e confiança tendem a diminuir significativamente.
A frequência com que Trump fala sobre outros, incluindo cidadãos e países estrangeiros, tem aumentado ao longo do tempo, o que corrobora descobertas de outras pesquisas. A hostilidade em seu discurso, especialmente ao abordar temas externos, é um ponto de destaque na análise.
Momentos de Crise Política Refletem Oscilações Emocionais nas Falas de Trump
As transições emocionais nas falas de Trump frequentemente coincidem com momentos políticos de grande impacto. O final de 2018, marcado por reveses, viu o predomínio de raiva e medo, influenciado por eventos como a publicação do livro “Medo: Trump na Casa Branca” e a prisão de seu ex-advogado Michael Cohen.
A derrota nas eleições de 2020 para Joe Biden e a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021 representaram o ponto mais baixo de confiança nas declarações de Trump desde 2015. Houve uma recuperação temporária entre 2021 e 2022, período em que ele viajava pelo país e lançava seu conglomerado de mídia, incluindo a rede social Truth Social.
Padrão de Raiva e Medo Prevaleceu, com Tristeza Emergindo em Segundo Mandato
Antes de assumir a presidência em 2017, o par emocional mais frequente nas falas de Trump era raiva e nojo. Durante sua primeira gestão, a associação entre raiva e medo se manteve. Esse padrão persistiu durante o governo de Joe Biden até a nova vitória de Trump em 2024.
No que se refere a um potencial segundo mandato, a análise sugere que a tristeza passou a integrar o par mais frequente junto com a raiva. Essa evolução no espectro emocional reflete as dinâmicas políticas e pessoais enfrentadas pelo ex-presidente.





