Anitta encanta em “Equilibrium Tour” mesclando espiritualidade e batidão no Rio de Janeiro
A cantora Anitta demonstrou uma faceta multifacetada em sua recente apresentação da “Equilibrium Tour” em Niterói, no Rio de Janeiro. O show, que aconteceu no dia 22 de agosto, celebrou a união entre a essência pessoal de Larissa, seu nome de batismo, e a artista globalmente reconhecida.
A turnê, que percorreu cinco cidades brasileiras neste mês de agosto, propôs uma experiência estética que transita entre o zen e o energético. Anitta conseguiu harmonizar os anseios espirituais com a energia contagiante de seus sucessos, cativando o público presente e os espectadores da transmissão ao vivo.
Conforme divulgado pela crítica especializada, a apresentação em Niterói evidenciou a habilidade de Anitta em transitar por diferentes universos musicais e emocionais, reafirmando sua versatilidade e conexão com seu público. A performance foi acompanhada via Globoplay e canal Multishow.
A jornada espiritual e o ijexá em “Equilibrium”
O show “Equilibrium” iniciou sua trajetória com um primeiro ato profundamente enraizado em temas de inspiração afro-brasileira. A plateia acompanhou com fervor a proposta espiritualizada de Anitta, evidenciando a forte conexão com suas raízes e crenças.
Um dos momentos de maior destaque foi a interpretação do ijexá “É d’Oxum”, de Gerônimo Santana e Vevé Calazans. A cantora também reafirmou a força de composições próprias que celebram a fé, os orixás e os santos, como “Bemba” e “Ogum me rodeia”, esta última com a participação especial da recitação de Maria Bethânia.
Do forró ao R&B, a sedução do repertório de Anitta
A “Equilibrium Tour” também explorou outros gêneros musicais, mostrando a amplitude do repertório de Anitta. O refrão da música forrozeira “Eu não sou santa” demonstrou ter o poder de cativar até mesmo quem não se identifica com o gênero.
O R&B romântico “Caso de amor”, presente no primeiro volume do álbum “Equilibrium”, também foi um ponto alto, comprovando o alto poder de sedução das canções escolhidas pela artista para a turnê. Anitta provou que sua habilidade de conquista vai além do funk.
O batidão que domina o palco e a alma
Apesar da atmosfera zen e espiritual, a Anitta dos bailes não deixou de se fazer presente. O quarto e último ato do show foi dominado pelo funk, com hits energéticos como “Você já sabe”, “Choka choka”, “Meia noite” e o arrebatador “Okê”.
Este último, um funk de inspiração indígena, foi cantado duas vezes a pedido do público, demonstrando a força e o apelo das músicas mais dançantes de seu repertório. A energia do batidão carioca, que consagrou Anitta mundialmente, tomou conta do Caminho Niemeyer.
Um show ritualístico e de cores vibrantes
Com bailarinos, ritmistas e projeções visuais impactantes, Anitta transformou a “Equilibrium Tour” em um verdadeiro show ritualístico. A apresentação buscou atrair e envolver o público através de uma mistura de ijexás, reggaes, sambas e funks.
As cores vibrantes dominaram o palco, equilibrando tons de amarelo e vermelho, mas também abrindo espaço para a serenidade da canção “Azul”, de Djavan, em sua versão em espanhol. Anitta, seja no clima zen ou na pressão do funk, conseguiu criar uma experiência devota, nascida dos anseios pessoais de Larissa.





