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Apresentadora egípcia Sarah Khalifa condenada à morte por tráfico de drogas: ‘Missão Impossível’ termina em tragédia

Apresentadora egípcia Sarah Khalifa é condenada à morte por tráfico de drogas, chocando o país

A apresentadora de televisão egípcia Sarah Khalifa, de 39 anos, foi condenada à morte por enforcamento nesta terça-feira, 5, em um tribunal do Cairo. A sentença, que também atingiu outros 11 réus, está relacionada à fabricação e ao tráfico ilegal de drogas, encerrando de forma dramática a carreira da artista conhecida por seu programa sobre segurança.

Khalifa, que comandava o popular programa “Mission Impossible”, voltado para temas de segurança e criminalidade, além de ser proprietária de uma clínica de cirurgia estética e de uma empresa de eventos, agora enfrenta a pena capital. A condenação abala o cenário midiático e levanta questões sobre os caminhos que a apresentadora teria trilhado.

Segundo o jornal estatal Al-Ahram, a apresentadora e os demais envolvidos foram considerados parte de uma **organização criminosa** com atuação na obtenção de materiais para a produção de drogas, posse ilegal de armas de fogo e munições. A notícia chocou o público e levanta debates sobre a aplicação da lei no Egito. A decisão judicial, contudo, ainda pode ser objeto de recurso.

Rede criminosa desmantelada com apreensão de centenas de quilos de entorpecentes

As autoridades egípcias realizaram uma operação que resultou na apreensão de mais de **750 quilos de entorpecentes** e materiais utilizados na sua produção. Dois apartamentos foram identificados como laboratórios clandestinos usados pela organização criminosa para a fabricação das drogas que seriam vendidas no mercado ilegal. A descoberta evidencia a **escala da operação criminosa**.

Parecer religioso e pena de morte: o ritual legal no Egito

Antes de proferir a sentença de morte, o tribunal seguiu um procedimento obrigatório no Egito, solicitando um parecer religioso ao Grande Mufti do país. Essa consulta, embora não vinculante, é um passo formal em casos que culminam na pena capital. A opinião do religioso é considerada, mas a decisão final cabe ao judiciário, demonstrando a complexidade do sistema legal egípcio em casos de extrema gravidade.

Condenação por sequestro e agressão agrava situação da apresentadora

Em um processo judicial distinto, Sarah Khalifa e os outros réus foram sentenciados a **cinco anos de prisão** cada um por um caso envolvendo o sequestro e a agressão de um jovem. Essa condenação adicional reforça a gravidade das acusações e o envolvimento dos réus em atividades criminosas diversas, impactando ainda mais a imagem pública da apresentadora.

Pena de morte no Egito: um panorama do uso da sentença capital

A pena de morte é aplicada no Egito para uma série de crimes graves, incluindo homicídio premeditado, terrorismo, determinados tipos de estupro e, como neste caso, tráfico de drogas. De acordo com a Comissão Egípcia de Direitos e Liberdades, o país registrou **541 sentenças de morte proferidas em 2025**, evidenciando a rigorosidade com que crimes hediondos são tratados pela justiça egípcia.

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