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Aventura Noturna para Passagens Aéreas Acaba: IA Promete Preços Baixos e Compra Autônoma

IA no E-commerce: O Fim das Madrugadas de Busca por Passagens Aéreas e o Início do Comércio Agêntico

A prática de acordar de madrugada para garantir a passagem aérea mais barata está prestes a se tornar uma memória distante. Uma nova onda de inteligência artificial, conhecida como comércio agêntico, promete automatizar a busca pelas melhores ofertas e concluir transações financeiras de forma autônoma, liberando os consumidores para desfrutarem de seus momentos de lazer.

Essa tecnologia representa um salto significativo na forma como interagimos com o comércio eletrônico, com projeções ambiciosas para o futuro. A indústria de pagamentos aposta alto no potencial da IA para impulsionar o e-commerce, introduzindo soluções que antes pareciam ficção científica.

As projeções indicam um futuro onde agentes de compras autônomos movimentarão trilhões de dólares globalmente até 2030, de acordo com a McKinsey & Company. O Brasil, com seu ecossistema financeiro dinâmico impulsionado pelo Pix e por fintechs, surge como um mercado estratégico para a adoção dessas inovações. As principais bandeiras de cartões no país já estão testando essa tecnologia promissora, conforme informações divulgadas pela imprensa especializada.

Pioneirismo e Corrida Tecnológica entre as Bandeiras de Cartões

A Visa já realizou as primeiras operações totalmente automatizadas por agentes de IA no Brasil, utilizando cartões emitidos pelo Banco do Brasil e pelo Santander. O processo envolve a autorização prévia do cliente, permitindo que o agente de IA realize o pagamento em seu nome, com a Visa garantindo a segurança através de autenticação e tokenização.

Essa iniciativa validou a viabilidade técnica do modelo agêntico e despertou o interesse de outros emissores, como bancos e fintechs, que buscam acelerar a adesão a essa nova tecnologia. A conclusão bem-sucedida dessas transações piloto abriu oficialmente a corrida entre as bandeiras de cartões.

Pouco tempo depois do anúncio da Visa, a Mastercard também conduziu pagamentos agênticos no Brasil, em parceria com Itaú Unibanco e Santander. Os “robôs” executaram compras de diversos produtos, desde maquiagem até itens de supermercado, demonstrando a versatilidade da tecnologia.

Mastercard e Elo: Foco na Experiência do Cliente e Integração

Eduardo Arnoni, vice-presidente sênior de soluções para clientes da Mastercard Brasil, destaca que essa inovação atende à crescente demanda dos consumidores por experiências de compra mais ágeis e convenientes. A Mastercard visa replicar a segurança e simplicidade já oferecidas nos pagamentos em estabelecimentos físicos para o ambiente digital.

Já a Elo foca em minimizar a fragmentação da jornada de compra online, unificando todo o processo no canal escolhido pelo usuário. Em parceria com a agência de viagens Decolar, a empresa testa um agente de IA capaz de realizar desde a busca até o pagamento de passagens aéreas.

A ferramenta permitirá a aquisição de passagens por meio de plataformas como WhatsApp e chats de sites, integrando-se a grandes modelos de linguagem como ChatGPT e Gemini. Eduardo Merighi, CTO da Elo, prevê a ampliação da integração com o catálogo de varejistas e a inclusão de pequenas e médias empresas nesse ecossistema.

O Futuro do Comércio Agêntico: Autonomia e Disseminação Gradual

Inicialmente, a conclusão das transações ainda exigirá a autorização do cliente por questões de segurança. No entanto, com a evolução dos agentes e o aprimoramento do conhecimento sobre o usuário, a tendência é que a jornada se torne totalmente autônoma nos próximos anos.

A disseminação dessa tecnologia dependerá da adesão do varejo e da preparação tecnológica dos bancos emissores. Espera-se que, inicialmente, os modelos mais bem-sucedidos sejam os verticais, operando dentro de ambientes fechados como sites e aplicativos específicos. Frederico Succi, da Visa, acredita que os primeiros casos de uso nesse padrão poderão surgir ainda este ano, impulsionados pela rápida inovação do mercado brasileiro.

O modelo horizontal, onde o agente atua como um intermediário universal buscando e comprando em qualquer lugar disponível, é mais complexo e ainda não possui casos em escala global. Independentemente do modelo, o Brasil é visto como um protagonista no movimento agêntico, com 7 em cada 10 brasileiros já utilizando IA para comparar preços e auxiliar em decisões de compra, segundo pesquisa da Morning Consult encomendada pela Visa.

A rápida adoção do Pix e de outras inovações em pagamentos demonstra que o consumidor brasileiro está preparado para abraçar novas tecnologias. A escala que os agentes de IA atingirão dependerá da evolução do comércio nessa nova dinâmica, conforme avalia Arnoni, da Mastercard.

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