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Bilionário Venezuelano Julio Herrera: Ex-advogada de Trump, Alina Habba e R$ 250 Milhões em Contrato Levantam Suspeitas sobre Indulto Presidencial

Contrato Milionário e Indulto: O Caso Julio Herrera Velutini e a Ligações com Trump

O bilionário venezuelano Julio Herrera Velutini, envolvido em acusações criminais nos Estados Unidos, obteve um indulto presidencial após um acordo judicial que previa o pagamento de mais de R$ 250 milhões a uma ex-advogada pessoal de Donald Trump. A contratação de Alina Habba, que ocupava uma posição sênior no Departamento de Justiça na época, por um valor expressivo, levanta sérias dúvidas sobre a natureza e a influência por trás da concessão do perdão.

Herrera buscava limpar seu histórico, mesmo após um acordo judicial por uma contravenção relacionada ao financiamento de campanha. A filha de Julio, Isabela Herrera, cidadã americana, já havia feito doações significativas a um supercomitê de ação política ligado a Trump. No entanto, a obtenção do indulto parecia distante até a entrada de Alina Habba no cenário.

O acordo firmado com Habba, que previa um salário anual de US$ 10 milhões (aproximadamente R$ 50 milhões) por quatro anos, além de bônus, totalizando mais de US$ 50 milhões (cerca de R$ 252 milhões), gerou surpresa entre pessoas próximas ao caso. A contratação de Habba como diretora jurídica de uma nova empresa criada por Isabela Herrera, a Concord Partners, dias após o registro da companhia, intensifica as especulações. Conforme informações divulgadas pelo The New York Times, a sequência de eventos levanta questionamentos sobre como Herrera conseguiu o indulto e quem pode ter exercido influência no processo.

A Contratação de Alina Habba e o Processo de Indulto

Alina Habba, que já atuou como advogada pessoal de Donald Trump, foi contratada pela família Herrera em um momento crucial. O contrato, que previa remuneração substancial, foi firmado poucos meses antes de Trump conceder um indulto pleno e incondicional a Julio Herrera. Habba, na época, ocupava o cargo de assessora sênior no Departamento de Justiça, supervisionando procuradores dos EUA.

Apesar de Habba negar qualquer envolvimento na obtenção do indulto, afirmando que seu emprego foi devidamente examinado e comunicado ao Departamento de Justiça, a coincidência temporal e o vulto financeiro do contrato levantam suspeitas. O Departamento de Justiça declarou que Habba não discutiu o caso de indulto com ninguém, e um funcionário da Casa Branca assegurou que ela não teve envolvimento no processo, que segue um rito rigoroso.

A Indústria de Indultos e o Momento de Carreira de Habba

O período do segundo mandato de Trump viu o surgimento de uma controversa indústria de indultos, onde indivíduos ricos pagavam a advogados influentes e lobistas para intercederem em seus casos. A conclusão de que apoiar Trump e sua agenda política poderia acelerar o processo de clemência parecia ser uma estratégia para muitos.

Para Alina Habba, a oferta de emprego da família Herrera surgiu em um momento de transição em sua carreira. Ela havia renunciado ao cargo de procuradora após uma decisão judicial questionar sua nomeação por Trump. O acordo com os Herrera proporcionou estabilidade financeira e, posteriormente, um novo relacionamento amoroso, culminando em seu casamento com o investidor turco Turhan Mildon.

A Família Herrera e as Acusações Anteriores

A família Herrera é conhecida por sua influência nos setores bancário, imobiliário e da moda, com uma linhagem que remonta ao século XIV. Julio Herrera, fundador de um banco em Porto Rico em 2008, enfrentou acusações em 2022 por seu suposto envolvimento em um esquema para subornar a governadora de Porto Rico, Wanda Vázquez. Na época, Herrera, Vázquez e um ex-agente do FBI declararam-se inocentes.

O acordo negociado por Christopher Kise, ex-procurador-geral da Flórida e integrante da equipe jurídica de Trump, levou Herrera a se declarar culpado de uma contravenção relacionada ao financiamento de campanha. Vázquez e o ex-agente do FBI também se declararam culpados de contravenções. Pouco antes de suas sentenças, os três foram agraciados com o indulto de Trump. A gestão do patrimônio familiar, Banvelca, anunciou recentemente a ascensão de Isabela Herrera à liderança, sem menções à Concord Partners ou ao contrato com Habba.

Disputas e Novas Investigações

Após o indulto, Alina Habba e seu marido, Turhan Mildon, se envolveram em uma disputa pública com Richard Grenell, um aliado de longa data de Trump. Habba acusou Grenell de desvio de doações, alegações que Grenell refuta. A investigação sobre as acusações, levadas diretamente a Trump por Habba, foi encarregada a Will Scharf, conselheiro jurídico da Casa Branca, e focada em transferências bancárias suspeitas. O New York Times noticiou que a investigação se concentra em uma transferência bancária do Congo para uma empresa de defesa no Texas.

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