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Caos Aéreo em SP: Incêndio Suspeito no Decea Paralisa Congonhas, Guarulhos e Viracopos, Dezenas de Voos Atrasados

Aeroportos de São Paulo Retomam Operações Após Parada Crítica

Os aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Viracopos, em São Paulo, voltaram a operar normalmente após uma interrupção que causou grande impacto na manhã desta quinta-feira (9). A paralisação, que durou cerca de uma hora, foi motivada por uma suspeita de incidente nas instalações do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).

A situação gerou preocupação e atrasos significativos para milhares de passageiros que tinham voos programados. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) monitorou de perto os desdobramentos e os efeitos na malha aérea nacional.

As causas exatas da paralisação ainda estão sob investigação, mas as informações preliminares apontam para um problema grave nas dependências do Decea. Conforme detalhado pelo presidente da Anac, Tiago Faierstein, em entrevista à Folha de S.Paulo, o Corpo de Bombeiros foi acionado e os funcionários evacuaram o prédio.

Suspeita de Incêndio ou Vazamento de Gás na Torre de Controle

A principal hipótese para a paralisação, segundo o presidente da Anac, Tiago Faierstein, é uma **suspeita de incêndio no edifício do Decea**. O órgão, vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB), é fundamental para o gerenciamento e segurança do tráfego aéreo. Sem o seu funcionamento, os aeroportos da região metropolitana de São Paulo foram forçados a suspender as operações.

Uma versão alternativa foi apresentada pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, que mencionou a possibilidade de um **vazamento de gás na torre do Decea**. Essa ocorrência teria comprometido o funcionamento do Controle de Aproximação (APP), sistema responsável por organizar o fluxo de aeronaves nas imediações dos aeroportos, garantindo a segurança de pousos e decolagens.

Impacto Significativo nos Aeroportos Paulistas e Nacionais

A interrupção nos serviços de controle aéreo teve consequências diretas e severas. Até as 13h, a Anac registrou que **28,2% das operações em Congonhas, Guarulhos e Viracopos sofreram atrasos superiores a 30 minutos**. Em âmbito nacional, o índice de voos atrasados atingiu 17,2%, sendo 14% nos pousos e 20,2% nas decolagens.

O Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU Airport) confirmou a paralisação momentânea e informou que, até as 13h30, **37 voos tiveram o embarque atrasado**. Outros aeroportos paulistas, como o Campo de Marte e o Aeroporto Executivo Catarina, também precisaram suspender suas atividades por curtos períodos, embora o Campo de Marte tenha retomado às 10h34.

A falha no controle aéreo em São Paulo reverberou por todo o país. O Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, teve quatro voos afetados, enquanto o RIOgaleão, que operou normalmente, recebeu voos que seriam destinados a São Paulo. O Aeroporto Internacional de Brasília registrou duas partidas impactadas, e o Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, teve seis voos cancelados.

Anac Monitora e Orienta Passageiros

A Anac segue ativamente no levantamento dos dados sobre as empresas aéreas e rotas afetadas, além de estimar o número de passageiros impactados pela paralisação. A agência reforça que, em casos de atraso, as companhias aéreas têm o dever de **informar os passageiros** sobre a situação.

Recomenda-se que passageiros com viagens programadas fiquem atentos aos comunicados oficiais das companhias aéreas para obterem informações atualizadas sobre seus voos. A normalização dos serviços é o foco principal após a resolução do incidente no Decea.

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