
MPB4 Sinfônico: O Encontro Histórico com a Orquestra Petrobras em Álbum que Celebra 60 Anos de Música Brasileira
MPB4 Sinfônico: A Majestade da Música Popular Brasileira Ganha Contornos Orquestrais O universo da música popular brasileira (MPB) reverbera em novas sonoridades com o lançamento de “MPB4 Sinfônico”, álbum que registra o emocionante concerto do grupo MPB4 ao lado da Orquestra Petrobras Sinfônica. Disponível no mundo digital desde 31 de julho, o trabalho celebra os 60 anos do quarteto, formado em 1962 no ambiente universitário de Niterói (RJ) e profissionalizado em 1964. O álbum, gravado em 2025 na sala de ensaios da orquestra carioca, apresenta 14 canções que percorrem a rica e engajada trajetória do MPB4. O grupo, conhecido por sua profunda conexão com a MPB, interpreta obras de compositores essenciais como Chico Buarque e Gilberto Gil, cujas músicas moldaram gerações. Este lançamento, conforme informações divulgadas, é uma prova da vitalidade do MPB4 e sua capacidade de se reinventar, oferecendo ao público uma nova perspectiva sobre seus clássicos. A colaboração com a Orquestra Petrobras Sinfônica, regida pelo maestro Felipe Prazeres, adiciona uma camada de sofisticação e grandiosidade às canções. Arranjos que Elevam Clássicos da MPB A força de “MPB4 Sinfônico” reside, em grande parte, nos arranjos primorosos assinados por nomes como Itamar Assiere, Gilson Santos, Jaime Alem e Paulo Malaguti Pauleira. A orquestra, sob a batuta de Felipe Prazeres, e com a participação vocal e instrumental de Aquiles Reis, Dalmo Medeiros, Miltinho e Paulo Malaguti Pauleira, confere uma nova dimensão a canções que já marcaram época. Músicas como “Cálice” (Chico Buarque e Gilberto Gil, 1973), que ganha um tom sacro e, por vezes, fúnebre no arranjo de Itamar Assiere, e “Angélica” (Miltinho e Chico Buarque, 1977), com sua melancolia apropriada, demonstram a versatilidade do repertório. “O cio da terra” (Chico Buarque e Milton Nascimento, 1977) também se encaixa perfeitamente na moldura sinfônica. Embora as gravações originais do MPB4 nos anos 1960 e 1970 possuam um vigor inegável, o álbum “MPB4 Sinfônico” revela novas belezas, especialmente nos arranjos que enriquecem cada interpretação. Diversidade e Emoção em Cada Faixa A melancolia de “Porto” (Dori Caymmi, 1975), com arranjo de Paulo Malaguti, é acentuada pelos violinos, oboés e trompas. Já “Notícias do Brasil (Os pássaros trazem)” (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1981), que integrou a discografia do MPB4 recentemente, ganha ares épicos com o arranjo de Itamar Assiere. O samba-canção “Última forma” (Baden Powell e Paulo C. Pinheiro, 1972) tem suas dores de cotovelo acarinhadas pelas cordas, assim como o samba “Cicatrizes” (Miltinho e Paulo C. Pinheiro), que batizou um antológico álbum de 1972. A inventividade de Gilson Santos brilha em “O ronco da cuíca” (João Bosco e Aldir Blanc, 1975), com suas quebradas e suingue sinfônico inesperado, evidenciando as percussões. O álbum ainda passeia por parcerias como Ivan Lins e Vitor Martins em “Velas içadas” (1979) e por clássicos de Tom Jobim como “Samba do avião” (1962) e “Falando de amor” (1979). Um Final Apoteótico e a Essência do MPB4 O encerramento do álbum com “Roda viva” (Chico Buarque, 1967) remete ao arranjo original criado por Magro (Antônio José Waghabi Filho), figura








