Cheirin Bão: Da beira da falência ao sucesso com gestão radical e foco em aprendizado
O caminho para o sucesso raramente é linear, e a Cheirin Bão, hoje uma das maiores redes de cafeterias do Brasil, é a prova disso. A empresa, que ostenta mais de 800 lojas e projeta faturamento acima de R$ 500 milhões em 2026, viveu um período de dificuldades extremas que quase a levaram à ruína.
A expansão acelerada, sem o devido controle financeiro, consumiu recursos valiosos. O CEO Wilton Bezerra admitiu em entrevista que a empresa “gastou milhões até aprender”, um erro clássico de empreendedores em fase de crescimento desordenado.
Essas decisões equivocadas, somadas a um cenário de alavancagem financeira já preocupante em 2019, criaram um campo minado que a pandemia de Covid-19 intensificou drasticamente. Foi nesse contexto de crise que uma decisão radical mudou o destino da Cheirin Bão, como detalhado na entrevista para Mariana Amaro, do podcast Do Zero ao Topo.
O alto custo do crescimento desordenado
Wilton Bezerra explicou que o principal erro da Cheirin Bão foi a má gestão de caixa durante os períodos de bonança. “Quando estava tudo bem, estávamos usando o dinheiro para outras finalidades”, relatou o CEO. Essa prática forçou a empresa a recorrer a créditos caros quando as dificuldades surgiram, uma estratégia insustentável.
“Uma coisa é você tomar crédito para desenvolver o negócio. Outra coisa é fazer isso para cobrir rombo de caixa”, ponderou Bezerra, evidenciando a diferença entre investir e tapar buracos financeiros. A empresa se encontrava “altamente alavancada” em 2019, o que tornou a situação ainda mais crítica com a chegada da pandemia.
Medidas extremas em tempos de crise
Diante do cenário alarmante, Bezerra e seu sócio Eduardo Schroeder tomaram uma atitude drástica: cortaram os próprios salários e decidiram viver exclusivamente dos novos resultados gerados pela empresa. “A partir de hoje, mudamos todo o nosso jeito de fazer negócio. Agora, vamos ter que viver de dinheiro novo”, declarou o CEO.
Essa mudança de mentalidade e de operação foi crucial. “Situações extremas pedem medidas extremas”, afirmou Bezerra. A decisão não só salvou a empresa, mas também a impulsionou a criar mais produtos, homologar novos fornecedores e motivar os franqueados a venderem mais, mudando a perspectiva sobre o negócio.
Ousadia e aprendizado como motores da virada
Enquanto muitos negócios recuavam, a Cheirin Bão apostou em inovação e marketing. A rede lançou novos produtos, fortaleceu o suporte aos franqueados e firmou parcerias ousadas, como com o cantor Michel Teló. Essa estratégia permitiu que a empresa “tirasse o olho da crise e olhasse para a luz”.
“Quando vem uma crise, alguém tem que ter coragem de fazer as pessoas tirarem o olho da crise e olhar para a luz”, disse o CEO. Essa coragem e a capacidade de aprender com os erros foram os pilares que permitiram à Cheirin Bão não apenas sobreviver, mas prosperar, mirando agora a expansão internacional.
Para conhecer todos os detalhes sobre a trajetória de superação da Cheirin Bão, o episódio completo do podcast Do Zero ao Topo está disponível no YouTube e nas principais plataformas de streaming.





