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China: Plenária Secreta Pode Revelar Sucessor de Xi Jinping Sem Alarde, Em Meio a Expurgos

Plenária na China: O Ensaio Silencioso para a Sucessão de Xi Jinping

A quinta plenária do Comitê Central do Partido Comunista Chinês, iniciada nesta segunda-feira (26), promete ser mais do que um mero encontro para discutir disciplina interna e controle de funcionários. Conforme informações divulgadas, o evento servirá como um palco para possíveis indicações futuras, embora de forma discreta e sem o alarde de anos anteriores.

A história recente sugere que tais plenárias podem ser decisivas. Em 2016, um encontro similar consolidou Xi Jinping como o “núcleo” da liderança, um título que o elevou acima de seus pares e que seu antecessor, Hu Jintao, jamais ostentou. Um ano depois, Xi foi reconduzido ao poder, indicando a importância desses encontros.

Desta vez, contudo, o cenário é distinto. O grupo que deliberará sobre os documentos importantes estará consideravelmente reduzido. Expulsões e investigações por corrupção e indisciplina têm minguado o número de delegados, com a participação na última reunião sendo a menor desde a morte de Mao Tsé-tung. A maioria dos ausentes era de militares, levantando questões sobre a estabilidade nas Forças Armadas.

Expurgos Militares e o Esvaziamento do Comitê Central

A redução drástica na participação militar é um dos pontos mais notáveis. Dos 44 oficiais eleitos em 2022, a maioria foi expurgada ou desapareceu publicamente sem explicações. O general Zhang Youxia, até janeiro o mais graduado da China, e Liu Zhenli, chefe do Estado-Maior Conjunto, foram expulsos em setembro sob acusações de suborno e deslealdade.

A Comissâo Militar Central, órgão que comanda as Forças Armadas, está dramaticamente reduzida, com apenas dois membros titulares além de Xi Jinping, e o general Zhang Shengmin, próximo da aposentadoria. O Politburo, o círculo íntimo de dirigentes, também encolheu de 24 para 21 membros.

A Busca por Novos Líderes e a Tradicional Via da Sucessão

As vagas abertas no comitê são o foco dos observadores. A plenária é o único órgão capaz de preenchê-las. Um candidato natural para a Comissâo Militar é Zhang Shuguang, general que Xi Jinping nomeou em julho para liderar a disciplina nas Forças Armadas. A ordem de ascensão dos suplentes a titulares também será observada de perto.

Historicamente, plenárias como esta serviam para indicar o sucessor de um líder, geralmente nomeando-o para a vice-presidência da Comissâo Militar. Essa posição era crucial, pois o comando das Forças Armadas representa o último bastião de poder de um líder chinês. Hu Jintao e Xi Jinping seguiram essa rota antes de assumirem a liderança máxima.

Rumores e a Possibilidade de Surpresas na Indicação do Sucessor

Embora haja especulações sobre a possível nomeação do premiê Li Qiang ou de Cai Qi, chefe de gabinete de Xi, para posições-chave, ambos enfrentam o obstáculo da idade. A regra informal de aposentadoria aos 68 anos, que Xi ignorou em 2022, ainda se aplica a outros membros da cúpula.

A expectativa é que Xi Jinping não aponte um sucessor claro nesta plenária, possivelmente deixando algumas vagas militares para serem preenchidas em 2027. No entanto, uma surpresa poderia vir da nomeação de um civil para um posto militar de destaque, ou da entrada no Politburo de um dirigente nascido nos anos 1970. Tal movimento, discreto e inesperado, sinalizaria uma transição de poder e a introdução de um novo rosto na gestão do país a partir do próximo ano, conforme apontam analistas.

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