Megaoperação na Flórida desmantela rede de abuso infantil e tráfico humano, com funcionários de parques renomados entre os presos.
Uma extensa operação policial realizada no condado de Polk, Flórida, resultou na prisão de 281 suspeitos envolvidos com abuso sexual de crianças e tráfico de pessoas. A ação, que durou sete dias, teve como foco principal a captura de indivíduos que se deslocavam para encontrar menores com fins sexuais.
Dentre os detidos, um número alarmante de 17 pessoas trabalhava para gigantes do entretenimento como a Disney World e a Universal Studios. O xerife Grady Judd, do condado de Polk, destacou a gravidade dos crimes e a importância de operações sigilosas para combater esses predadores.
A investigação, que contou com a colaboração da Disney, que demitiu os funcionários envolvidos, revelou detalhes perturbadores sobre os modus operandi dos suspeitos. A operação também visou identificar e prender indivíduos envolvidos em tráfico humano, ampliando o escopo da ação policial.
Funcionários de parques temáticos entre os alvos da operação policial
De acordo com informações divulgadas pelo gabinete do xerife do condado de Polk e reportadas pela CBS News, 13 funcionários da Disney e quatro da Universal Studios estão entre os 281 presos. O xerife Grady Judd enfatizou a natureza repugnante dos crimes, afirmando que os suspeitos demonstravam grande disposição para cometer atos sexuais contra menores de idade. Essa é uma das razões pelas quais tais operações secretas são cruciais, segundo ele.
Detalhes chocantes da operação e perfis dos presos
A operação resultou na prisão de 31 suspeitos que haviam viajado para o condado com a intenção de praticar sexo com crianças. Além dos funcionários dos parques, a polícia prendeu um treinador de futebol americano de uma equipe local, que teria tentado encontrar uma adolescente de 14 anos, e um militar da Marinha. Um ex-funcionário da Disney, que interpretava o personagem Mickey Mouse, foi detido com duas mochilas repletas de fraldas, indicando um fetiche específico.
Imigrantes e armas de fogo em posse de suspeitos
A operação também revelou a presença de imigrantes em situação irregular entre os detidos. Dezesseis dos presos foram encaminhados ao Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos, sendo que 32 dos detidos eram imigrantes sem documentação. Além disso, a polícia encontrou armas de fogo com 24 dos suspeitos, aumentando a complexidade e o perigo associado à operação.
Colaboração e medidas tomadas pelas empresas
O xerife Grady Judd ressaltou que a investigação contou com a colaboração da Disney, que prontamente demitiu todos os funcionários identificados como envolvidos nos crimes. Essa parceria demonstra um compromisso em coibir atividades ilegais e proteger crianças e adolescentes, mesmo dentro de suas organizações. A Universal Studios também está colaborando com as autoridades.





