Copa do Mundo pode se revelar um gol contra para o setor hoteleiro dos EUA, com baixa ocupação e custos inesperados.
Nova York ensaiava otimismo com a proximidade da Copa do Mundo de 2026, com a governadora Kathy Hochul e o prefeito Zohran Mamdani anunciando um evento para 50 mil pessoas no Central Park para assistir à final. A cidade esperava receber mais de 1 milhão de visitantes, mas as expectativas de retorno econômico para o setor hoteleiro americano começam a murchar.
A realidade contrasta com as projeções otimistas. Em junho de 2018, quando EUA, Canadá e México foram escolhidos como sede, o cenário geopolítico e econômico era outro. Agora, a guerra comercial e as tensões com os EUA impactam o humor global, e o setor hoteleiro americano é apontado como o principal perdedor antes mesmo da bola rolar.
Enquanto a Fifa estimava uma arrecadação de US$ 3 bilhões para a região de Nova York, a realidade é desanimadora. Apenas 25% dos quartos de hotel próximos ao estádio MetLife, onde o Brasil estreia, estavam reservados um mês antes do evento, percentual que se mantém baixo. Essas informações foram divulgadas em reportagem especializada. Acompanhe os detalhes que revelam um possível prejuízo para os anfitriões americanos.
Expectativas Frustradas e Reservas Anêmicas
Apesar do otimismo declarado pelas autoridades, a verdade é que as reservas hoteleiras nos Estados Unidos para a Copa do Mundo de 2026 estão aquém do esperado. Na região de Nova York, que abriga jogos importantes, a taxa de ocupação tem se mostrado **anêmica**, longe dos **US$ 3 bilhões** projetados pela Fifa. Apenas um terço dos quartos previstos para o período de seis semanas do campeonato foram reservados, um número preocupante.
Fatores Geopolíticos e Restrições de Visto Impactam o Setor
O cenário inicial em 2018, quando os EUA, Canadá e México foram designados sedes, era de maior estabilidade. No entanto, a **guerra comercial iniciada por Trump** e as **tensões geopolíticas** alteraram o humor global em relação aos Estados Unidos. Além disso, a **complicação de novas restrições a vistos de entrada** e o **temor à agressividade das medidas anti-imigração** nos EUA afastam potenciais turistas, conforme apontado por especialistas.
México e Canadá em Vantagem na Ocupação Hoteleira
Em contrapartida à baixa ocupação nos EUA, hotéis no **México e Canadá** registram **taxas de ocupação significativamente maiores**. Essa diferença é atribuída, em parte, às restrições de visto e às políticas de imigração mais rigorosas nos Estados Unidos. As cidades americanas que sediarão jogos enfrentam uma concorrência desleal, com cidades vizinhas nos países parceiros atraindo mais visitantes.
Custos Elevados e Visibilidade Já Existente Preocupam Economistas
Economistas já preveem que Nova York pode terminar a Copa do Mundo com um **prejuízo**, especialmente devido aos **altos custos com segurança**. A cidade, que já atrai milhões de turistas anualmente sem a necessidade de eventos especiais, pode não ver um retorno financeiro proporcional aos investimentos. A falta de necessidade de atrair turistas para a cidade, que já possui enorme visibilidade, levanta questionamentos sobre a real necessidade de sediar um evento dessa magnitude sob tais condições.





