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Copiloto da Flydubai se inspirou no 11 de Setembro para planejar ataque suicida contra Israel, revela procurador dos Emirados Árabes Unidos

Piloto da Flydubai teria planejado ataque suicida contra Israel inspirado no 11 de Setembro

O copiloto da Flydubai que tentou assumir o controle de um voo entre Dubai e Tel Aviv teria planejado um ataque suicida contra Israel, inspirando-se nos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad Saif al-Shamsi, por meio da agência estatal de notícias WAM.

Segundo a investigação, o plano do suspeito, que é cidadão de Omã, era lançar a aeronave contra um terminal do Aeroporto Internacional Ben Gurion. A Flydubai não comentou a declaração e a agência estatal de notícias ressaltou que o comunicado não atribui qualquer irregularidade à companhia aérea.

Esta é a primeira confirmação oficial de que o copiloto teria se inspirado nos ataques que abalaram os Estados Unidos em 2001. A investigação indicou que o suspeito utilizou dois voos anteriores para Tel Aviv para se familiarizar com a rota e o aeroporto, conforme relatado pela WAM.

Suspeito usou machado de emergência e aeronave despencou

O incidente ocorreu quando a aeronave estava no espaço aéreo saudita. O copiloto atacou o comandante utilizando um machado de emergência, normalmente guardado na cabine para situações críticas. A ação inesperada fez com que o avião despencasse quase 5.000 metros em apenas 30 segundos.

Felizmente, o agressor foi dominado por outros tripulantes. Dois pilotos que estavam a bordo conseguiram realizar um pouso seguro na Arábia Saudita. O suspeito foi posteriormente transferido para os Emirados Árabes Unidos, país de origem da companhia aérea.

Recrutamento da Flydubai sem indícios de radicalização

A investigação sobre os procedimentos de recrutamento da Flydubai concluiu que o suspeito cumpria todos os requisitos profissionais e de segurança exigidos, incluindo possuir licença de piloto e apresentar um atestado de bons antecedentes. No entanto, nenhum dos processos revelou sinais de suas opiniões extremistas ou de sua intenção de cometer um ato terrorista.

O homem, de 29 anos, já havia trabalhado para companhias aéreas de outros países, como a Oman Air, antes de ingressar na Flydubai em janeiro de 2026. Contudo, a investigação aponta que indícios de inclinação ao “extremismo e ao terrorismo” já existiam desde 2017, quando ele estudava na Austrália.

Radicalização e preparação para o ataque

O procurador relatou que o suspeito confessou aos investigadores ter se preparado psicológica e fisicamente para o ataque. Ele teria assistido a conteúdos de propaganda terrorista e frequentado aulas de boxe como parte de sua preparação.

O caso gerou críticas ao governo de Binyamin Netanyahu, que questiona como um piloto de um país sem relações diplomáticas com Israel obteve autorização para operar o voo. O primeiro-ministro ordenou revisões de segurança em todos os voos internacionais para o país.

Arábia Saudita também investiga o incidente

As autoridades dos Emirados Árabes Unidos não divulgaram a identidade do suspeito, mas fontes informaram à Reuters que ele foi identificado como Hammam al-Hammami. A Arábia Saudita também iniciou sua própria investigação de segurança sobre o voo FZ1073.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, e o ministro da Defesa, Israel Katz, classificaram o incidente como um ato terrorista. Netanyahu chegou a elogiar o piloto indiano Smit Machchhar e um passageiro que ajudaram a deter o copiloto, chamando-os de “verdadeiros heróis”.

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