Copiloto da Flydubai atacou comandante com machado em voo para Israel, dizem Emirados Árabes Unidos
O copiloto de um voo da Flydubai com destino a Israel atacou o comandante da aeronave utilizando um machado de emergência, em vez de uma faca, conforme especulado anteriormente. A revelação foi feita pelas autoridades dos Emirados Árabes Unidos neste sábado (3), que classificaram o ato como uma tentativa de ataque terrorista.
O incidente ocorreu na quarta-feira (30) e gerou grande apreensão. O copiloto, identificado como Hammam al-Hammami, cidadão de Omã, teria tentado assumir o controle da aeronave. As autoridades dos Emirados ainda não confirmaram oficialmente o nome do suspeito, e Omã não comentou o caso até o momento.
O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, já havia afirmado que o copiloto passava por um processo de radicalização islâmica e era “claramente suicida”. Segundo reportagem do Wall Street Journal, o homem já havia sido proibido de pilotar em Omã devido a preocupações com sua ideologia, mas foi contratado pela Flydubai.
Comandante reagiu e permitiu dominarem o agressor
Apesar de ferido, o comandante do voo, o indiano Smit Machchhar, lutou contra o agressor e conseguiu abrir a porta da cabine. Essa ação permitiu que outros membros da tripulação e passageiros interviessem, conseguindo dominar o copiloto e evitar uma tragédia maior.
Um piloto reserva da companhia, que estava a bordo, assumiu os comandos após o incidente. Ele realizou um pouso de emergência em Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita, onde o copiloto foi detido. No dia seguinte, o suspeito foi transferido para Abu Dhabi, nos Emirados.
Avião perdeu altitude rapidamente sobre território saudita
Dados de rastreamento de voo, como os do Flightradar24, indicam que a aeronave perdeu aproximadamente 16.625 pés de altitude em pouco mais de 30 segundos enquanto sobrevoava o território saudita. Essa rápida descida reforça a gravidade do confronto na cabine.
A maioria dos passageiros a bordo era de nacionalidade israelense. Autoridades de Israel devem participar da investigação, que está sendo conduzida pelos Emirados Árabes Unidos, com o objetivo de apurar os motivos e o histórico completo do copiloto.
Investigação busca entender radicalização e histórico do copiloto
A investigação em andamento visa esclarecer completamente os motivos que levaram o copiloto a cometer o ato. A possibilidade de radicalização ideológica, já levantada por autoridades israelenses e pela imprensa, é um ponto central.
O fato de o copiloto ter sido previamente impedido de pilotar em Omã, mas ter sido contratado pela Flydubai para operar voos internacionais, incluindo rotas para Israel, levanta questões sobre os processos de contratação e verificação de antecedentes da companhia aérea.
A Flydubai, companhia pertencente ao governo de Dubai, informou que não fará novos comentários sobre o caso enquanto a investigação estiver em curso. A cooperação entre as autoridades dos Emirados e de Israel é esperada para obter respostas completas sobre o incidente.





