Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Díaz-Canel: EUA ‘asfixiam’ Cuba e negam guinada capitalista; “Não nos rendemos”

Díaz-Canel defende resistência cubana contra “asfixia” dos EUA e nega capitalismo

Em uma entrevista exclusiva, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, descreveu a situação atual do país como um momento crucial, sob forte pressão dos Estados Unidos. Ele negou veementemente que as recentes reformas econômicas representem uma guinada capitalista, classificando-as como medidas de resistência e sobrevivência diante do que chamou de “genocídio silencioso” promovido por Washington.

Díaz-Canel afirmou que o bloqueio imposto pelos EUA visa “asfixiar economicamente” a ilha para provocar uma “explosão social” e derrubar a Revolução Cubana. Ele comparou a situação a um “bombardeio sem bombas”, com consequências devastadoras na vida cotidiana dos cidadãos cubanos, afetando o fornecimento de luz, água, transporte, alimentos e medicamentos.

As declarações foram feitas em meio a uma crise aguda, agravada pela suspensão do envio de combustível e insumos, que resultou em longos apagões e escassez generalizada. Conforme informações divulgadas, o presidente cubano reiterou a determinação do país em resistir, apesar das adversidades.

Bloqueio dos EUA causa “genocídio silencioso” e crise humanitária

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, descreveu a política dos Estados Unidos em relação a Cuba como uma “guerra multidimensional” com o objetivo de “asfixiar economicamente” a ilha. Ele detalhou que as sanções impostas pelo governo norte-americano, especialmente sob a administração de Donald Trump, endureceram o bloqueio e levaram à escassez crítica de combustível.

“Em sete meses, entrou neste país apenas um navio petroleiro”, relatou Díaz-Canel, explicando que essa falta de energia impacta diretamente a vida cotidiana, desde o fornecimento de luz e água até os processos produtivos e serviços essenciais como saúde e educação.

As consequências são graves, com mais de 98 mil pacientes aguardando cirurgias, incluindo 12 mil crianças, e dificuldades no tratamento de câncer e hemodiálise. A mortalidade infantil, segundo o presidente, “mais que dobrou”, com mortes evitáveis.

Reformas econômicas: resistência, não capitulação ao capitalismo

Apesar da grave crise, Díaz-Canel rejeita a ideia de que as reformas econômicas recentes sinalizem uma volta ao capitalismo em Cuba. Ele assegura que o povo cubano não permitiria tal mudança e que as medidas são uma estratégia para fortalecer a soberania e a independência da nação.

“Não há reformas capitalistas”, declarou o presidente, explicando que o socialismo defende a justiça social e a soberania, princípios que Cuba continua a defender. Ele argumentou que a abertura ao setor privado e ao investimento estrangeiro visa, na verdade, impulsionar a produção e beneficiar a população, mantendo os principais meios de produção nas mãos do Estado.

Díaz-Canel mencionou que o socialismo em Cuba foi “bloqueado desde que surgiu” e que questionar o sistema sob essas condições é “cínico”. Ele ressaltou que, mesmo com as dificuldades, Cuba conseguiu solucionar problemas de justiça social que ainda persistem nos EUA.

Resistência e a “Guerra de Todo o Povo”

O presidente cubano expressou a determinação do país em resistir, afirmando que “não temos alternativa senão resistir”. Ele comparou a situação cubana à de Gaza, alertando para o risco de um “genocídio silencioso” se a comunidade internacional não intervir.

Díaz-Canel também abordou a questão da segurança nacional, descrevendo a estratégia de “Guerra de Todo o Povo”. “Temos nossos segredos, que não vamos revelar”, disse ele, garantindo que o país está preparado para a defesa, mesmo diante da escassez de recursos como a gasolina.

Ele concluiu a entrevista com uma mensagem de firmeza: “Sabemos que vai ser duro. Sim, está sendo duro. Mas, veja: aqui estamos, em pé, lutando, sem nos render.” A entrevista, concedida à Folha, reflete a resiliência e a postura desafiadora de Cuba diante das pressões externas.

Veja também

Newsletter

Assine nossa newsletter e fique por dentro das novidades!

Mais Vistos