Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Embaixadora Brasileira nos EUA Segue em Washington Após Revogação de Visto, Embaixador Americano Aguarda “Agrément”

Um mês após crise diplomática, embaixadora brasileira nos EUA segue em Washington e embaixador americano aguarda “agrèment”

Um mês se passou desde que o governo Donald Trump revogou o visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Apesar da crise diplomática, Viotti continua exercendo suas funções em Washington, embora com menor exposição pública.

Fontes do Itamaraty indicam que a discrição de Viotti também está ligada ao período eleitoral brasileiro, quando diplomatas tendem a reduzir aparições públicas para evitar interpretações de envolvimento na campanha.

Apesar da cautela, a relação entre Brasil e EUA parece ter estabilizado após contato direto entre os presidentes Lula e Trump. A revogação do visto de Viotti ocorreu em meio à disputa pela concessão do “agrèment” a Daniel Perez, indicado por Trump para chefiar a embaixada americana em Brasília. Conforme informações divulgadas, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que a medida contra Viotti foi de reciprocidade, diante da demora brasileira em aceitar Perez e da negativa de vistos a dois funcionários americanos.

Viotti permanece nos EUA, mas com restrições

A embaixadora brasileira, Maria Luiza Viotti, não foi declarada “persona non grata”, o que lhe permite permanecer nos Estados Unidos e continuar suas atividades. Contudo, ela precisará de um novo visto caso deixe o território americano e deseje retornar. A rotina de trabalho de Viotti sofreu poucas alterações desde a revogação do visto.

A ausência de novas ações de pressão por parte dos EUA tem sido interpretada pelo Itamaraty como um sinal de que a crise diplomática não escalou. No entanto, a cautela prevalece, pois as sanções americanas contra o Brasil, como tarifas, ainda estão em vigor.

Futuro do embaixador americano em Brasília ainda incerto

O futuro de Daniel Perez, indicado por Trump para a embaixada dos EUA em Brasília, continua sendo um ponto de atenção para a diplomacia brasileira. Perez prestou juramento no fim de agosto e se prepara para assumir a missão, mas ainda depende do “agrèment” brasileiro.

Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA informou que os procedimentos para Perez assumir o posto foram iniciados em 25 de agosto, visando sua preparação assim que o processo de “agrèment” e credenciamento for concluído pelo Brasil. “Esperamos que o embaixador designado Perez represente o governo Trump e os interesses dos Estados Unidos em Brasília o mais breve possível”, declarou.

Brasil avalia “construtor de pontes” em potencial

A expectativa no Itamaraty é que a decisão sobre o “agrèment” de Perez seja tomada após as eleições brasileiras. Embora a aprovação dependa de Lula, diplomatas consideram mais provável que Perez seja aceito. A avaliação sobre o indicado de Trump é menos negativa do que o episódio do “agrèment” pode sugerir, com interlocutores brasileiros descrevendo-o como um republicano próximo ao governo Trump, mas com potencial para atuar como um “construtor de pontes” entre Brasília e Washington.

Em entrevista recente, o próprio Daniel Perez afirmou que não pretende se envolver nas eleições brasileiras e que trabalhará com quem vencer o pleito. Ele reconheceu o “impasse” entre os dois países e expressou o desejo de reduzir a distância entre os governos ao chegar a Brasília. “Não haverá nenhum envolvimento da minha parte em relação à eleição no Brasil. Isso é algo para os brasileiros decidirem. Eles têm um processo eleitoral pelo qual têm de passar em outubro, e qualquer um que sair vitorioso do outro lado eu acho que será o líder do Brasil e será com quem eu vou trabalhar”, disse Perez.

Veja também

Newsletter

Assine nossa newsletter e fique por dentro das novidades!

Mais Vistos