Familiares Relatam Crise de Saúde Mental em Porta-Aviões Americano no Oriente Médio, Autoridades Contestam
Notícias preocupantes emergem do Oriente Médio, com familiares de militares a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln relatando tentativas de suicídio e uma severa deterioração da saúde mental da tripulação. O navio, com cerca de 5.000 tripulantes, está em uma missão prolongada desde novembro de 2025, sem aportar em portos amigos por um período consideravelmente longo.
Essas alegações foram veiculadas por publicações especializadas em assuntos militares, como o Navy Times e o Stars and Stripes. As famílias, em reuniões com altos escalões da Marinha, expressaram descontentamento com as condições de vida e o impacto psicológico que a longa permanência no mar, em zona de conflito, tem causado nos marinheiros.
Em contrapartida, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, classificou as notícias como “completamente deturpadas”. Ele afirmou que a Marinha oferece todo o suporte necessário aos tripulantes, reconhecendo, porém, a natureza desafiadora e longa de algumas missões. As informações foram divulgadas pelo Navy Times e pelo Stars and Stripes.
Preocupações Familiares e Reuniões com a Marinha
Mais de 200 familiares de militares do USS Abraham Lincoln participaram de uma reunião em San Diego com o secretário interino da Marinha, Hung Cao. Durante o encontro, e posteriormente em uma reunião virtual, as famílias apresentaram suas preocupações sobre a saúde mental, o esgotamento e a segurança dos marinheiros. Eles relataram um cenário de extrema pressão e sofrimento psicológico a bordo.
O vice-almirante Joseph Cahill, comandante das Forças Navais de Superfície, reconheceu a gravidade das preocupações. De acordo com a emissora MS NOW, ele afirmou: “Ouvimos vocês em alto e bom som [em relação ao] impacto que isso tem sobre as famílias, sobre os militares e sobre nossa capacidade a longo prazo de manter e sustentar a saúde de nossas forças”.
Respostas Oficiais e Medidas de Apoio em Alto Mar
Em resposta às preocupações, a Marinha dos EUA declarou que a liderança do USS Abraham Lincoln avalia continuamente a prontidão psicológica dos oficiais. O navio conta com o apoio de terapeutas, religiosos e profissionais médicos para auxiliar os marinheiros em dificuldades. A corporação informou que “especialistas em resiliência” e conselheiros atuam para identificar riscos e monitorar o bem-estar da tripulação.
Apesar do reconhecimento da pressão, a Marinha não forneceu um número exato de marinheiros que teriam tentado cometer suicídio durante o atual desdobramento. Missões longas em cenários de guerra sempre representaram um desafio para a saúde mental das tripulações, exigindo um estado constante de alerta, especialmente diante das ameaças no Oriente Médio.
Condições Adversas e Prorrogação da Missão
Senadores democratas também manifestaram insatisfação com a prorrogação da mobilização do USS Abraham Lincoln e as condições relatadas a bordo. O senador Richard Blumenthal enviou uma carta a altos oficiais da Defesa, detalhando preocupações como escassez de suprimentos, problemas de infraestrutura, contaminação da água e falhas no sistema de correio, que resultaram na perda de pacotes de ajuda por meses.
Uma autoridade americana anônima informou que o porta-aviões George Washington está a caminho da região para substituir o USS Abraham Lincoln, uma medida que, segundo ela, foi planejada antecipadamente. A Casa Branca, por meio de sua porta-voz Olivia Wales, reafirmou o compromisso do presidente Donald Trump e do secretário Hegseth em garantir que as Forças Armadas recebam os recursos necessários para combater ameaças aos Estados Unidos.





