Polêmicas forjadas: a nova tática para bombar na música?
No universo da música, a busca por atenção e engajamento pode levar a estratégias inusitadas. Recentemente, o cantor Felipe Amorim gerou burburinho ao declarar em suas redes sociais que sua colaboração com Ludmilla não foi uma boa experiência. A declaração, que pintava Ludmilla como antipática, logo se espalhou, mas a verdade veio à tona: tudo não passava de uma jogada de marketing para promover uma nova música.
Essa tática de criar polêmicas falsas ou esconder parcerias comerciais não é novidade no cenário musical brasileiro. O objetivo é claro, gerar o máximo de repercussão possível, transformando a controvérsia em audiência e, consequentemente, em vendas e streams. A estratégia, contudo, nem sempre agrada a todos os envolvidos, como demonstrou a própria Ludmilla, que expressou descontentamento com a forma como a parceria foi divulgada.
O g1 relembra outros casos em que artistas brasileiros usaram de artimanhas semelhantes para promover seus trabalhos, mostrando que o marketing criativo, por vezes, cruza a linha do ético e do transparente. Essas ações, embora eficazes em gerar buzz, levantam debates sobre a credibilidade e o impacto a longo prazo na imagem dos artistas.
MC IG e o assalto encenado de R$ 5 milhões
Em maio de 2025, o funkeiro MC IG chocou seus seguidores ao divulgar um vídeo onde simulava ter sido vítima de um assalto em um estacionamento. Na ocasião, o artista alegou ter perdido uma maleta contendo joias e dinheiro, com um prejuízo estimado em R$ 5 milhões. Ele chegou a oferecer uma recompensa de R$ 200 mil para quem o ajudasse a recuperar os pertences.
A notícia se espalhou rapidamente, com programas de TV e sites noticiosos cobrindo o caso e até questionando a polícia sobre o andamento de uma possível investigação. No entanto, tudo não passava de uma encenação elaborada para promover o lançamento de um novo álbum do cantor, evidenciando o uso de polêmicas falsas como ferramenta de divulgação.
A “briga” entre Anitta e Alok para lançar hit
Em 2024, uma suposta rivalidade entre Anitta e Alok tomou conta das redes sociais. Tudo começou quando Anitta anunciou ter se tornado a artista brasileira com o maior número de ouvintes mensais no Spotify, ultrapassando o DJ. A resposta de Alok foi interpretada por muitos como uma indireta, alimentando especulações sobre um conflito entre os dois.
A “treta” virtual durou pouco e foi rapidamente desfeita no dia seguinte, quando ambos lançaram a música “Looking For Love”, uma colaboração que foi claramente impulsionada pela falsa briga virtual. A estratégia de marketing visava gerar curiosidade e engajamento em torno da nova música, aproveitando o buzz criado pela suposta inimizade.
Claudia Leitte e a mudança de nome para vender remédio
Em 2017, Claudia Leitte surpreendeu seus fãs ao anunciar uma nova turnê sem utilizar seu sobrenome. A cantora postou em seu Instagram que estava tirando o “Leitte” do nome para uma nova fase, gerando grande repercussão e especulações sobre os motivos da mudança. A hashtag #claudia viralizou rapidamente.
Contudo, a novidade não passava de uma jogada de marketing. No dia seguinte, Claudia Leitte revelou, sem sinalizar previamente que se tratava de publicidade, que a mudança de nome estava ligada a uma parceria com um medicamento para pessoas com intolerância à lactose. A cantora justificou sua participação afirmando que a ação visava conscientizar sobre um assunto sério, utilizando seu nome e uma estratégia de marketing para alertar sobre a intolerância à lactose.




