Fernanda Abreu celebra 30 anos de ‘Da Lata’ com show explosivo no Rio de Janeiro
Aos 31 anos de seu lançamento, o álbum ‘Da Lata’ de Fernanda Abreu continua a provar seu poder de contágio. Na última quinta-feira, 11 de abril, a cantora apresentou a estreia do show comemorativo ‘Da Lata 30 Anos’ na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro, reafirmando a força do disco que definiu seu som e marcou o pop brasileiro.
O espetáculo é um desdobramento do projeto multimídia que celebrou as três décadas do álbum em 2025, incluindo documentário, livro, relançamento em LP e um remix inédito de ‘Garota Sangue Bom’. A apresentação na Vivo Rio integrou a programação da edição 2026 do Queremos! Festival.
A escolha do Rio de Janeiro para a estreia nacional não foi por acaso. A cidade, berço de Fernanda Abreu e palco do samba-funk que ela tão magistralmente amalgamou em ‘Da Lata’, com pitadas de R&B e rock para as pistas, serviu como cenário perfeito para a celebração. Conforme informação divulgada pela fonte, o Rio é a capital do balanço do samba e da batida do funk, elementos essenciais na obra da artista.
Uma Banda Afiada e Visual Nostálgico
Com uma banda afiada, que contou com nomes como o guitarrista Billy Brandão, o percussionista Jovi Joviniano e o baterista Tuto Ferraz, além do carismático dançarino Che Leal, Fernanda Abreu entregou um show potente. A estética visual da época foi cuidadosamente reposta em cena, com figurinos e cenografia que incluíam vídeos marcantes.
A energia contagiante tomou conta do público, especialmente durante o refrão de ‘Garota Sangue Bom’, onde os fãs cantaram em coro, demonstrando a conexão duradoura com a música. A artista, conhecida pelo cuidado na concepção de seus trabalhos, foi ovacionada.
Desafios Técnicos Não Ofuscaram o Brilho
Apesar de alguns percalços técnicos, como problemas de microfonia que afetaram a audição de alguns instrumentos pela cantora, o brilho do show permaneceu intacto. As projeções com imagens de arquivo da gravação e lançamento do álbum de 1995 adicionaram uma camada extra de nostalgia e emoção à apresentação.
Fernanda Abreu, com sua jovialidade e energia, que desmentem seus 64 anos, revitalizou o suingue balanço funk e apresentou também canções de outros álbuns, explorando o que ela conceitua como o “universo da lata”.
Releituras e Pot-Pourris que Aqueceram a Noite
O espetáculo passeou por diferentes fases da carreira de Fernanda. Músicas de seu álbum de estreia, ‘Sla Radical Dance Disco Club’ (1990), como ‘A Noite’ e a balada ‘Você Pra Mim’, foram revisitadas. Em momentos de cadência mais lenta, a cantora explorou o chamado “baile charm”, com canções como ‘Dois’ e ‘Um Dia Não Outro Sim’.
O show esquentou ainda mais com o rap-samba-funk ‘Rio 40 Graus’, hino carioca de 1992, e o icônico rap ‘Kátia Flávia, Godiva do Irajá’, que Fernanda popularizou em 1997. Dois pot-pourris envolventes, um com referências ao universo black Rio dos anos 70 e outro com funks cariocas, prepararam o terreno para o grand finale.
Um Final Explosivo e Duradouro
O encerramento apoteótico veio com o samba-enredo ‘É Hoje’, de 1982, em uma releitura funk feita por Fernanda em 1996 e incorporada ao álbum ‘Da Lata’. O batuque samba-funk de Fernanda Abreu provou que, mesmo após 30 anos, continua sendo “da lata”, um termo que na gíria dos anos 90 celebrava a qualidade e o impacto de sua música, consolidando-a como a eterna garota carioca suingue sangue bom.




