França vive caos: protestos deixam 1 morto, mais de mil policiais feridos e 2.400 presos
A França amanheceu sob o impacto de um dos dias de maior violência em anos. Protestos contra a alta dos preços e a deterioração dos serviços públicos resultaram em um manifestante morto, centenas de policiais feridos e quase 2.400 pessoas detidas em todo o país.
As manifestações, que ocorreram no sábado, evoluíram para confrontos e episódios de vandalismo. Uma prefeitura foi incendiada, lojas foram saqueadas e prédios pichados, com grupos violentos entrando em confronto direto com as forças de segurança em diversas cidades.
Um manifestante morreu em Paris após sofrer uma parada cardíaca durante os protestos, onde a polícia registrou um recorde de 855 prisões. No total, mais de 1.000 agentes de segurança ficaram feridos em todo o território nacional, conforme informou o ministro do Interior, Laurent Núñez. Conforme informação divulgada pelo ministro do Interior, Laurent Núñez.
Mobilização Nacional e Causas Profundas
Mais de 500 mil pessoas participaram de marchas em dezenas de cidades. A mobilização representou a convergência de um movimento estudantil iniciado há cerca de um mês com um descontentamento social mais amplo. Este descontentamento é impulsionado pelo aumento do custo de vida e pela deterioração percebida dos serviços públicos essenciais.
Repercussão e Declarações Oficiais
O presidente Emmanuel Macron fará um pronunciamento à nação neste domingo. Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atribuiu a onda de violência à imigração, defendendo um endurecimento das regras migratórias francesas. Trump escreveu em sua rede social, Truth Social, que a imigração de pessoas com “ódio no coração” destruiu o país.
Apesar de centenas de milhares de pessoas terem protestado pacificamente, grupos violentos atacaram prédios públicos, saquearam lojas de luxo e supermercados, além de investirem contra veículos e agentes policiais. Uma grande operação de limpeza foi iniciada em cidades como Lille, Marselha e Estrasburgo.
Impacto e Prejuízos Materiais
Centenas de estabelecimentos comerciais sofreram danos significativos no sábado, segundo o ministro do Interior. Em Limoges, a prefeitura, com 143 anos de história, foi incendiada e parcialmente destruída em um ataque criminoso. O prefeito local, Guillaume Guerin, condenou o caos e ameaçou renunciar caso a cidade não receba os fundos necessários para o reparo do prédio.
A onda de violência aumenta a pressão sobre o governo de Macron, especialmente meses antes da eleição presidencial. O primeiro-ministro atribuiu os episódios à “extrema esquerda” e a criminosos. O ministro da Economia prometeu apoio aos comerciantes afetados, afirmando que “quem quebra vai pagar”.
Em Bordeaux, cem lojas foram saqueadas, e em Marselha, ajuda financeira emergencial foi anunciada. O presidente-executivo do Carrefour relatou que 50 lojas da rede foram danificadas, com prejuízos estimados em dezenas de milhões de euros. Os protestos, que começaram devido a problemas em escolas e falta de professores, expandiram-se para questões de desigualdade e cortes de gastos públicos.





