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Governador de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, se afasta do cargo após acusações de ligação com narcotráfico nos EUA

Governador de Sinaloa se afasta após acusações de ligação com narcotráfico nos EUA, gerando tensões diplomáticas

O governador do estado mexicano de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, anunciou seu afastamento provisório do cargo. A decisão ocorre após acusações feitas pelos Estados Unidos, que apontam ligações do político com o narcotráfico.

Rocha Moya, juntamente com outros nove políticos governistas, incluindo o prefeito de Culiacán, Juan de Dios Gámez, que também se afastou, são acusados de associação a um cartel para a distribuição de grandes quantidades de drogas no território americano. Em troca, teriam recebido apoio e propinas.

A promotoria do Distrito Sul de Nova York solicitou a detenção e extradição dos acusados. No entanto, o governador afastado afirma que as acusações são falsas e mal-intencionadas. Conforme informações divulgadas, o afastamento visa facilitar as investigações, uma vez que os políticos deixam de ter foro privilegiado.

Afastamento abre caminho para investigações sem necessidade de perda de foro

O afastamento temporário de Rubén Rocha Moya e de Juan de Dios Gámez de seus respectivos cargos é um passo crucial para o andamento das investigações. Ao renunciarem às suas posições, eles perdem o foro privilegiado que os protegia de processos judiciais diretos.

Isso significa que as autoridades mexicanas não precisarão passar pelo complexo processo legislativo de perda de imunidade para que os políticos sejam convocados. A decisão de se afastar, portanto, demonstra uma tentativa de colaborar com as investigações, ao mesmo tempo em que contestam a validade das acusações.

Governo mexicano contesta acusações e defende soberania nacional

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, manifestou a posição de seu governo, afirmando que não aceitará intervenções de governos estrangeiros. Ela pediu aos Estados Unidos a apresentação de “provas irrefutáveis” contra os acusados.

A Procuradoria-Geral do México, responsável por analisar pedidos de detenção internacionais, declarou que, até o momento, não há provas suficientes para justificar a prisão provisória dos políticos. Segundo Raúl Jiménez, porta-voz da área de assuntos internacionais da Procuradoria-Geral, não há fundamento ou evidência que comprove a urgência da prisão solicitada por Washington.

Caso pressiona governo de Sheinbaum e partido Morena em meio a tensões com os EUA

A denúncia contra Rocha Moya e outros políticos governistas representa um teste significativo para a diplomacia entre EUA e México, além de pressionar o governo da presidente Claudia Sheinbaum e seu partido, o Morena. Este é um caso sem precedentes, pois envolve um governador, um prefeito e um senador em exercício acusados judicialmente de ligações com o tráfico de drogas.

A situação ocorre em um momento delicado, com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, exigindo resultados do México no combate ao narcotráfico. A defensora da soberania mexicana, Sheinbaum, enfatizou que nenhum governo estrangeiro pode violar o território do país, reafirmando a determinação mexicana em defender sua nação.

Rocha Moya nega acusações e afirma confiança na justiça mexicana

Em comunicado, Rubén Rocha Moya declarou sua inocência, afirmando que pode olhar nos olhos de seu povo e de sua família sem ter traído sua confiança. Ele se comprometeu a demonstrar sua inocência quando as instituições de justiça mexicanas assim o exigirem.

A declaração do governador afastado reforça a postura do governo mexicano de que as acusações americanas carecem de fundamento. O caso continua a evoluir, com o México buscando defender sua soberania enquanto lida com as complexas relações internacionais e a luta contra o narcotráfico.

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