Governo eleva imposto do cigarro para financiar subsídios de combustíveis e equilibrar contas públicas
Em uma manobra fiscal para cobrir os custos de subsídios recentes aos combustíveis, o governo do presidente Lula (PT) anunciou um aumento significativo na alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre os cigarros. A decisão, comunicada nesta segunda-feira (6), busca **compensar a renúncia de receitas** decorrente da isenção de PIS/Cofins sobre o querosene de aviação (QAV) e o biodiesel.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, detalhou que a arrecadação adicional proveniente do aumento do imposto sobre cigarros será direcionada para **restituir os valores deixados de arrecadar** com as desonerações. Essa estratégia visa manter o equilíbrio das contas públicas em um cenário de incertezas econômicas globais, agravadas por conflitos internacionais.
A medida, que entra em vigor com o aumento da alíquota do IPI sobre cigarros de 2,25% para 3,5%, tem como objetivo principal **gerar receita extra para o governo**. Com isso, espera-se que o preço mínimo de uma carteira de cigarros sofra um reajuste, impactando diretamente o bolso dos consumidores e o setor produtivo.
O governo projeta que essa alteração tributária gere uma **arrecadação considerável nos próximos dois meses**, estimada em cerca de R$ 1,2 bilhão. Esse montante será crucial para financiar outras ações econômicas importantes, como o pacote anunciado mais cedo para conter a alta dos combustíveis, em resposta às tensões geopolíticas envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.
Detalhes do Aumento e Impacto no Preço Final
A elevação da alíquota do IPI sobre cigarros, de 2,25% para 3,5%, é a principal ferramenta utilizada pelo governo para **suprir o déficit orçamentário** criado pelas desonerações. Como consequência direta, o preço mínimo estabelecido para a carteira de cigarros deve saltar de R$ 6,50 para R$ 7,50, representando um aumento de mais de 15% no valor de varejo. Essa mudança tem o potencial de afetar o consumo e a indústria do tabaco no país.
Outras Fontes de Receita para o Governo
Dario Durigan, ministro da Fazenda, assegurou que o aumento do imposto sobre cigarros não será a única fonte para compensar os custos das medidas de subsídio aos combustíveis. Ele mencionou que outras fontes de receita serão mobilizadas para **garantir a sustentabilidade fiscal da União**. Essas fontes incluem o Imposto de Exportação de 12% sobre o petróleo, já anunciado em março, e o aumento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para empresas petroleiras.
Crise Internacional e Medidas de Contenção de Preços
A decisão de aumentar o imposto do cigarro ocorre em um contexto de **elevada incerteza no mercado internacional de petróleo**. A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã tem gerado preocupações sobre a oferta global e, consequentemente, sobre a estabilidade dos preços dos combustíveis. O governo Lula, buscando mitigar os efeitos dessa instabilidade no bolso dos brasileiros, anunciou um pacote de medidas para conter a alta dos preços.
Arrecadação Prevista e Impacto nas Contas Públicas
A expectativa do governo é que o aumento do IPI sobre cigarros gere uma **arrecadação de aproximadamente R$ 1,2 bilhão** nos próximos dois meses. Esse valor é fundamental para que o Tesouro Nacional possa arcar com os custos das desonerações emQAV e biodiesel, além de outras ações fiscais. A gestão econômica busca, com essas medidas, **minimizar o impacto no orçamento público** e manter a confiança dos agentes econômicos na condução da política fiscal do país.





