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Guerra contra Irã: EUA sofrem maior perda de aeronaves desde 1991, drones MQ-9 Reaper são os mais afetados

EUA registram perdas aéreas massivas em conflito recente, superando patamares da Guerra do Golfo

Os 40 dias de combate contra o Irã, iniciados com apoio de Israel, representaram o período mais custoso para a força aérea americana desde a Guerra do Golfo de 1991. Um levantamento parcial aponta a perda de ao menos 42 aeronaves, um número alarmante que inclui uma parcela significativa da frota de drones de vigilância e combate MQ-9 Reaper.

Este dado é parte de um relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso (CRS), órgão apartidário de assessoramento parlamentar. O documento, divulgado recentemente, também critica o Departamento de Defesa pela falta de transparência, uma vez que o Pentágono não comentou nem negou as informações apresentadas.

O conflito em si, que não obteve autorização do Congresso, tem seus custos totais estimados em cerca de US$ 29 bilhões. A maior parte dessa cifra, especificamente US$ 2,6 bilhões, está associada às 42 aeronaves perdidas, seja por abate, fogo amigo ou acidentes, conforme aponta o CRS.

Prejuízo bilionário com 42 aeronaves perdidas

O número de 42 aeronaves perdidas em tão curto período é o maior registrado em guerras modernas dos Estados Unidos. Para comparação, na Guerra do Iraque em 1991, foram 75 aeronaves perdidas em 43 dias de combate, sendo 33 delas em acidentes. Já em 2003, contra o mesmo regime de Saddam Hussein, apenas 3 aeronaves foram derrubadas nos primeiros 26 dias de conflito ativo.

No conflito mais recente, a taxa de perdas elevou-se para 1,07 aeronave por dia, refletindo um ambiente aéreo mais contestado e a capacidade de retaliação iraniana. A perda de 24 drones MQ-9 Reaper, que representam 10,6% da frota, chamou atenção especial.

Drones MQ-9 Reaper sob fogo intenso

As redes sociais iranianas divulgaram imagens de diversas unidades do modelo MQ-9 Reaper destruídas durante as hostilidades. Este drone, que substituiu o lendário Predator em 2018, tem um custo individual de US$ 56 milhões, incluindo kit de operação e antenas de satélite. A fabricante, General Atomics, chegou a fechar a linha de produção do modelo no ano passado devido à falta de encomendas do Pentágono.

O ritmo acelerado de perdas do MQ-9 Reaper é particularmente notável, dado que o Irã foi alvo de intensos bombardeios desde o início da guerra. Por serem movidos a turboélice e mais lentos que caças a jato, os Reapers tornam-se alvos mais expostos a fogo antiaéreo, mesmo menos sofisticado.

Outras perdas significativas e o futuro da aviação de combate

Além dos drones MQ-9 Reaper, Israel admitiu a perda de entre 12 e 20 drones menos sofisticados. Um prejuízo ainda maior foi a perda de um drone de vigilância naval MQ-4C Triton, avaliado em US$ 240 milhões, dos quais apenas 16 estavam operacionais. Outro golpe significativo foi a destruição em solo de um Boeing E-3 Sentry, um avião-radar crucial para o controle de frotas.

Houve também perdas de aeronaves de reabastecimento, como o KC-135 Stratotanker, com sete baixas. A aviação de caça também sofreu, incluindo a perda de caças F-15E e um A-10. Há relatos, ainda não totalmente explicados, de um piloto do Kuwait derrubando três F-15E americanos em um único incidente.

O conflito também viu a possível primeira baixa de um caça furtivo F-35A, embora os EUA afirmem que a aeronave conseguiu pousar em um país vizinho. As perdas americanas, em sua maioria de drones não tripulados, levantam questões sobre a natureza da guerra moderna e a eficácia de modelos de vigilância e ataque de grande porte em cenários de combate cada vez mais saturados.

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