Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Irã Promete Resposta “Devastadora” a Novas Sanções dos EUA que Visam Derrubar o Regime; Petróleo Oscila

Tensões se Intensificam: Irã Ameaça “Resposta Devastadora” a Novas Sanções dos EUA

O Irã elevou o tom nesta sexta-feira (21), prometendo uma reação “devastadora” a quaisquer novas ameaças dos Estados Unidos. A declaração surge após Washington anunciar a intenção de impor as sanções financeiras “mais severas da história” com o objetivo de desestabilizar o regime iraniano.

As novas medidas, detalhadas pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na quinta-feira (20), seguem declarações do presidente Donald Trump sobre uma “guerra econômica” contra qualquer nação que ofereça apoio financeiro ao Irã. Os detalhes completos das sanções são esperados para a próxima segunda-feira (24).

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, major-general Ali Abdollahi, classificou a potencial resposta de sua nação como “esmagadora, punitiva e devastadora”. Essa escalada verbal ocorre em um momento delicado para a economia global e para as relações internacionais, com o preço do petróleo já reagindo às incertezas.

Irã Busca Posição de Força e Critica “Guerra Econômica”

Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, sugeriu que Washington reconhece a impossibilidade de uma vitória militar direta contra o Irã. Durante uma visita ao Iraque, Qalibaf acusou os EUA e Israel de recorrerem a táticas de “guerra econômica” e “cognitiva”.

Em linha com essa visão, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que é o momento de encerrar o conflito, pois Teerã estaria em uma posição de força. “É melhor que coloquemos fim à guerra agora, pois estamos em uma posição de poder e dignidade, e o mundo inteiro reconhece nossa vitória”, afirmou Pezeshkian.

O Irã já enfrenta sanções econômicas severas e quase contínuas há cerca de 50 anos, desde a Revolução Islâmica de 1979. Antes mesmo das novas ameaças americanas, o Ministério das Relações Exteriores do Irã já havia condenado as sanções dos EUA como “terrorismo econômico”.

Mercado de Petróleo em Alerta e a Influência da China

Os preços do petróleo, embora estáveis nesta sexta-feira, caminhavam para a segunda alta semanal consecutiva, impulsionados pelas preocupações com as exportações de energia do Golfo. Na quinta-feira, o valor do barril atingiu o maior patamar em mais de três semanas após a ameaça de novas sanções americanas.

A estratégia dos EUA visa pressionar o Irã a aceitar o fim de um conflito que tem impactado significativamente o fluxo de milhões de barris de petróleo do Oriente Médio. Scott Bessent comentou à CNBC que a “máxima pressão econômica” dos EUA pode reduzir a probabilidade de uma nova ofensiva militar em larga escala.

A China, que importa mais de 80% do petróleo iraniano transportado por navios, segundo dados de 2025 da Kpler, mostra-se cautelosa. Ampliar a guerra econômica contra Pequim poderia gerar retaliações, dado o papel crucial da China como exportadora para os EUA. A embaixada chinesa em Washington declarou que “sanções e pressão não ajudam a resolver o problema” e pediu uma solução política e diplomática.

Histórico de Conflito e Sanções no Irã

A guerra, que já durou quase seis meses, resultou em milhares de mortes e abalou os mercados globais. Uma das consequências mais notórias foi a capacidade demonstrada pelo Irã de restringir a navegação pelo Estreito de Hormuz, por onde passava, antes de fevereiro, cerca de um quinto do petróleo comercializado mundialmente.

Acordos de cessar-fogo foram anunciados duas vezes, em abril e junho, com o objetivo de normalizar o tráfego marítimo e avançar para o fim do conflito, mas ambos fracassaram rapidamente. A pressão sobre o presidente Trump para encerrar a guerra também aumenta internamente, com os altos preços dos combustíveis afetando seus índices de aprovação e a disputa eleitoral de meio de mandato em novembro.

Ofertas de petróleo bruto iraniano para compradores chineses já apresentaram queda, com os preços subindo nesta semana após o bloqueio americano aos portos iranianos ter reduzido os embarques de Teerã, segundo fontes do setor comercial ouvidas pela Reuters.

Veja também

Newsletter

Assine nossa newsletter e fique por dentro das novidades!

Mais Vistos