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Joyce Moreno encanta com ‘Never too soon’: a mestra da ‘hard bossa’ volta com swingueira e frescor em novo álbum

Joyce Moreno lança ‘Never too soon’, um convite à ‘swingueira’ com a assinatura inconfundível da ‘hard bossa’

A cantora, compositora e violonista Joyce Moreno está prestes a presentear o público com seu mais novo álbum, intitulado ‘Never too soon’. O lançamento, agendado para sexta-feira, 30 de outubro, promete revisitar a essência da ‘hard bossa’ com um frescor surpreendente, reafirmando a posição de Joyce como uma das mais talentosas artistas brasileiras. O disco conta com nove faixas, produzidas pela própria artista em parceria com o baterista Tutty Moreno.

Com uma carreira sólida e uma discografia que inspira gerações, Joyce Moreno demonstra, mais uma vez, sua habilidade em transitar por diferentes ritmos, mantendo a identidade sonora que a tornou única. ‘Never too soon’ chega pela gravadora inglesa Far Out Recordings, selo com o qual a artista mantém uma parceria de longa data, iniciada em 1999 com o álbum ‘Hard Bossa’.

As nove faixas inéditas e autorais do álbum trazem a marca registrada de Joyce Moreno, com arranjos sofisticados e letras que convidam à reflexão. A produção musical, orquestrada por Joyce e Tutty Moreno, ressalta a vitalidade e o groove que permeiam todo o trabalho, provando que o tempo apenas aprimora sua arte. Conforme divulgado, o álbum é uma celebração do balanço e do ritmo, com a artista se mostrando senhora de cada compasso.

‘Respira Fundo’: um hino de esperança em meio à incerteza

Uma das faixas de destaque do álbum é o samba ‘Respira Fundo’. A música, que abre com uma projeção de prognósticos sombrios, gradualmente se transforma, abrindo espaço para a esperança. A letra, que reflete sobre a resiliência em tempos difíceis, ganha um toque especial com a participação do coro formado pela filha da artista, Ana Martins, e os netos Miguel Martins e Tom Andrade. Essa dinâmica sonora simboliza a força da renovação e a crença em um futuro promissor.

‘Never too Soon’: a conexão com o mercado europeu e a celebração da bossa

O álbum ‘Never too soon’ não apenas reafirma a mestria de Joyce Moreno na ‘hard bossa’, mas também celebra sua conexão com o público internacional. A regravação de ‘Aldeia de Ogum’, um marco de seu álbum ‘Feminina’ (1980), remete ao movimento que abriu as portas do mercado europeu para a artista nos anos 1990, após um período de boicote por gravadoras brasileiras. A faixa surge em ‘Never too soon’ com arranjos de sopro orquestrados por Nailor Proveta, conferindo um novo frescor à canção.

Homenagem a Toninho Horta e a versatilidade de Joyce Moreno

O disco também traz ‘Chovendo na Horta (For my brother Toninho)’, um samba-jazz composto por Joyce sem letra e dedicado ao renomado guitarrista Toninho Horta, que participa da gravação. A faixa demonstra a versatilidade da artista, que compõe com a mesma maestria em diferentes estilos. Além disso, a regravação de ‘Beija-me’, um clássico de 1943, arranjada por Nailor Proveta, mostra a habilidade de Joyce em reinterpretar pérolas da música brasileira, sempre com um toque de modernidade.

Domínio rítmico e a força da banda em ‘Never too Soon’

Em ‘Never too soon’, Joyce Moreno demonstra seu domínio absoluto do ritmo, seja em andamentos mais calmos, como na melancólica ‘Saudade’, ou em momentos mais frenéticos, como no afro-samba-jazz que dá título ao álbum, cantado em inglês. A sintonia com a banda-base, formada por Tutty Moreno (bateria e percussão), Jorge Helder (baixo), Lula Galvão (violão e guitarra) e Marcos Nimrichter (teclados), é palpável em cada faixa. O álbum se encerra com ‘4:08’, canção em inglês com participação do trompete de José Arimatéa, reiterando que a ‘hard bossa’ de Joyce Moreno permanece vibrante e atual.

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