Juiz americano bloqueia obra bilionária de Donald Trump na Casa Branca
Um juiz federal nos Estados Unidos tomou uma decisão surpreendente nesta terça-feira (31), suspendendo a construção de um novo salão de festas na Casa Branca, um projeto ambicioso do presidente Donald Trump avaliado em US$ 400 milhões (aproximadamente R$ 2 bilhões).
A medida atende a um pedido de liminar do Fundo Nacional para Preservação Histórica, que argumenta que Trump ultrapassou sua autoridade ao iniciar a demolição da ala leste e a construção sem a devida aprovação do Congresso.
Este revés representa um duro golpe para um dos planos mais visíveis do presidente republicano para deixar sua marca na sede do poder americano. A decisão do juiz Richard Leon, indicado pelo ex-presidente George W. Bush, suspende o projeto enquanto o processo legal se desenrola, podendo chegar a instâncias superiores.
Projeto milionário de Trump interrompido por falta de aprovação legal
O juiz Richard Leon declarou explicitamente em sua decisão que, a menos que o Congresso aprove o projeto por meio de autorização legal, a construção precisa parar. Ele enfatizou a importância dos Poderes exercendo seus papéis constitucionais determinados, sugerindo que isso beneficiaria o povo americano.
A Casa Branca ainda não se pronunciou oficialmente sobre a decisão. O juiz Leon concedeu um prazo de 14 dias para que o governo Trump apresente um recurso, e esclareceu que a ordem não afeta obras essenciais para a segurança e proteção da Casa Branca.
Donald Trump vinha defendendo o salão de festas como uma adição marcante e um símbolo duradouro de sua presidência. O Departamento de Justiça, que se opôs à liminar, argumentava que a obra modernizaria as instalações e era uma alteração permitida.
Organização histórica acusa Trump de exceder autoridade presidencial
O Fundo Nacional para Preservação Histórica entrou com a ação em dezembro, após a demolição da ala leste da Casa Branca, estrutura que data de 1902 e foi ampliada por Franklin Roosevelt. O grupo alega que nem o presidente nem o Serviço Nacional de Parques tinham o direito de demolir um edifício histórico e construir uma nova instalação de grande porte sem consentimento explícito do Congresso.
Durante uma audiência em março, o juiz Leon questionou as justificativas apresentadas pelo Departamento de Justiça sobre a autoridade presidencial para a mudança estrutural, descrevendo a Casa Branca como um “lugar especial” e um “símbolo icônico” da nação.
Governo alega modernização e financiamento privado para o projeto
A administração Trump argumentou que o novo salão de festas modernizaria a infraestrutura, aumentaria a segurança e aliviaria a pressão sobre as instalações atuais, que frequentemente necessitam de estruturas temporárias ao ar livre para grandes eventos. Um ponto frequentemente destacado por Trump é que o projeto é inteiramente financiado por doadores privados.
Um painel da Comissão de Belas Artes dos EUA, composto por indicados de Trump, já havia aprovado o projeto por unanimidade em fevereiro. O salão de festas faz parte de um plano maior de Trump para remodelar o centro monumental de Washington, que inclui a construção de um arco de 76 metros de altura e alterações no Kennedy Center.





