Kid Abelha retorna aos palcos após 13 anos com turnê “Eu Tive Um Sonho”, prometendo um “setlist matador” com hits e surpresas. Paula Toller adianta que o show incluirá canções inéditas em apresentações ao vivo, buscando agradar tanto fãs antigos quanto novas gerações.
Um dos grupos mais queridos do pop rock brasileiro, o Kid Abelha, está de volta aos palcos. Após um hiato de 13 anos, o trio formado por Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato inicia a turnê “Eu Tive Um Sonho” nesta sexta-feira (12), no Rio de Janeiro. A banda, que surgiu em 1981, promete um espetáculo com 30 músicas, mesclando sucessos consagrados com faixas nunca antes apresentadas em shows.
A decisão de retomar as atividades veio de uma demanda dos fãs e da percepção de Paula Toller sobre o interesse crescente de novas gerações pela música do Kid Abelha. A cantora expressou surpresa com a popularidade contínua do grupo, observando jovens tocando seus sucessos em instrumentos e compartilhando nas redes sociais.
Em entrevista ao g1, Paula Toller detalhou as expectativas para a turnê, que passará por diversas capitais brasileiras. Ela ressaltou o cuidado na elaboração do repertório e a produção do espetáculo, garantindo uma experiência memorável para o público, conforme informado pelo g1.
“Setlist Matador” e Canções Inéditas no Repertório
A cantora adiantou que o show foi cuidadosamente planejado para agradar a todos os públicos. “Esse show é para quem conhece Kid Abelha desde o começo, para quem pegou no meio do caminho, para essa juventude, essa galera que pegou depois que acabou, e é para também aquelas pessoas que só vão ver uma vez”, explicou Paula Toller. Ela prometeu “surpresas legais” e repertório pensado para quem acompanha a banda desde o início, incluindo os “lados B” e canções menos conhecidas.
A escolha das 30 músicas foi um desafio, dada a vasta discografia do grupo. “Tem coisas muito legais, muitas surpresas. Tem os grandes hits, todos, e algumas músicas diferentes. Setlist matador. A gente trabalhou muito nisso”, afirmou Paula. A produção da turnê teve um investimento considerável, e a banda está “em ponto de bala” para as apresentações.
A Polêmica de “Lágrimas e Chuva” e a Escolha da Versão Original
Um dos pontos de maior debate na montagem do show foi a escolha da versão para a música “Lágrimas e Chuva”. A canção, lançada em 1985, possui tanto a versão original, com uma pegada mais rock, quanto uma versão acústica do álbum “Acústico MTV” (2002). Paula Toller revelou que optaram pela versão original, mais “power”, para energizar o público.
“Eu não vou te contar os detalhes, mas a gente optou pelo original, que é mais power. Um show grande, um show para fazer a galera se mexer. Vai ter essa versão, mas também tem sutilezas”, comentou a cantora. A decisão visa proporcionar um espetáculo dinâmico e vibrante, alinhado com a energia esperada para os shows de reencontro.
“Como Eu Quero” e a Interpretação das Músicas
Paula Toller também comentou sobre as diferentes interpretações que suas músicas podem gerar, citando “Como Eu Quero” como exemplo. A canção, muitas vezes vista como uma abordagem sobre relacionamentos tóxicos, segundo a cantora, é, na verdade, sobre honestidade. “No geral, eu acho que é uma música com um texto que se refere a uma pessoa muito honesta, que tem coragem de ser honesta”, explicou.
Ela defende a liberdade de interpretação do público, afirmando que “a música é de cada um”. Para Paula, o sucesso do Kid Abelha reside na capacidade das pessoas de se identificarem e criarem suas próprias histórias com as canções. “Cada um se torna dono da música. A música de sucesso vai para a massa, mas cada um tem uma história com ela”, concluiu.
Um Privilégio Viver de Música e a Magia do Palco
Aos 63 anos e avó de Maya, Paula Toller expressou que estar nos palcos e viver de música é um “privilégio”. Ela valoriza a apresentação com “luxo” e “conceito”, inspirando-se na ideia de um “disco voador” para a estética do show, com figurinos “intergalácticos” e cores vibrantes, buscando criar uma “Paula de outro planeta, do planeta música”.
A cantora revelou que já tem ideias para compor músicas em homenagem à neta, mas ainda não finalizou nenhuma. A inspiração para suas composições solo veio de seu filho Gabriel, que inspirou as faixas “Oito Anos” e “Barcelona 16”.





