Lady Zu, a voz soul da disco music brasileira, está de volta às paradas com o lançamento do single “Até o Fim”, marcando seu retorno fonográfico após 24 anos. A canção, já disponível, é o primeiro trabalho inédito da artista desde o álbum “Number One”, lançado em 2002.
O novo single “Até o Fim” conta com a composição de Lafayeth Persaud e Carol Persaud, em parceria com a própria Lady Zu. A produção musical e o arranjo também levam a assinatura de Lafayeth, com colaboração de Ricardo Cassal, trazendo de volta a energia que marcou a carreira da cantora.
A notícia do retorno de Lady Zu ao cenário musical evoca memórias nostálgicas para aqueles que viveram os vibrantes dancin’ days dos anos 70. Foi nessa década que a disco music explodiu no Brasil, e Lady Zu se tornou um dos seus maiores ícones, conquistando o público com sua voz potente e presença de palco.
A Explosão de Lady Zu nos Anos 70
Nascida Zuleide Santos Silva em 7 de maio de 1958, a cantora paulistana Lady Zu surgiu com força total, surfando na onda da disco music brasileira. Em 1977, seu hit “A Noite Vai Chegar”, uma fusão de funk disco com toques de samba, dominou as rádios, as pistas de dança e integrou a trilha sonora da novela “Sem Lenço, Sem Documento” da TV Globo.
O sucesso estrondoso rendeu a Lady Zu o apelido de “a Donna Summer brasileira”, dado pelo lendário Chacrinha. A comparação era pertinente, não só pelas semelhanças físicas, mas principalmente pela **voz quente e grave da artista brasileira**, que rivalizava em potência com a da estrela americana.
Além da Disco Music: A Versatilidade de Zu
Apesar de ter emplacado outros sucessos nas discotecas, como “Só Você (Por Você, Sem Você)” em 1978, Lady Zu demonstrou uma **versatilidade musical** que extrapolou os limites da disco music. Ela também é a voz por trás de “Hora de União”, um clássico do cancioneiro Black Rio, um samba-soul composto por Totó Mugabe e apresentado ao Brasil na trilha sonora da novela “Dancin’ Days”, em 1978.
Um Longo Caminho de Volta
Com o declínio da era disco, o mercado fonográfico se tornou mais restritivo para a cantora. Após os álbuns “A Noite Vai Chegar” (1978) e “Femêa Brasileira” (1979), Lady Zu só retornou ao cenário musical em 1988, participando do álbum coletivo “Alma Negra”.
A balada “Junto a Mim”, sua interpretação neste projeto, abriu caminho para seu terceiro álbum solo, “Louco Amor”, lançado em 1989. Treze anos depois, em 2002, veio “Number One”, seu último trabalho antes do single “Até o Fim”.
O Retorno que Celebra a Trajetória
O single “Até o Fim”, com sua capa assinada por Thiago Drummond, não é apenas uma nova canção, mas um marco na **reabertura da discografia de Lady Zu**. A artista, conhecida por sua voz e alma soul, reafirma sua presença na música brasileira, pronta para conquistar novas gerações e relembrar aos fãs de longa data os momentos inesquecíveis que sua música proporcionou.




