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Lula desmente discussão com Trump sobre PCC e CV como terroristas, mas foca em combate ao crime organizado

Lula e Trump: foco em comércio e crime organizado, mas sem designação de facções brasileiras como terroristas

Em um encontro na Casa Branca, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esclareceu que a classificação do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas não foi pauta em sua conversa com o então presidente americano Donald Trump. A declaração surge em meio a receios do governo brasileiro sobre possíveis intervenções estrangeiras e exploração política do tema.

Apesar de não ter abordado diretamente a designação das facções, Lula destacou que temas considerados tabus, como o combate ao crime organizado e ao narcotráfico, foram amplamente discutidos. O presidente brasileiro apresentou sua visão sobre a necessidade de ir além da repressão, propondo alternativas econômicas para regiões produtoras de drogas.

“Como você vai fazer um país deixar de produzir coca se você não oferece uma alternativa de produto para que alguém possa plantar e ganhar dinheiro?”, questionou Lula, ressaltando a importância de novas estratégias. As informações foram divulgadas pelo próprio presidente após o encontro. Conforme relatado por Lula, a reunião visou fortalecer a relação bilateral e defender o multilateralismo em um cenário global de tensões comerciais.

Combate ao crime organizado: proposta de cooperação internacional

Lula revelou ter proposto a criação de um grupo internacional de combate ao crime organizado, com a participação de países da América Latina e, potencialmente, de outras nações ao redor do mundo. Ele mencionou a existência de uma base em Manaus, voltada ao combate ao crime na fronteira brasileira, e estendeu um convite aos EUA para que compartilhem e participem dessa iniciativa.

O presidente brasileiro também frisou a importância de os EUA retomarem o interesse pela América Latina, não apenas sob a ótica do combate às drogas, mas também em termos de investimentos e parcerias econômicas. Lula citou a China como um exemplo de país que tem ampliado sua presença em licitações de infraestrutura na região, em contraste com a menor participação americana.

Temas comerciais e a relação Brasil-EUA

Durante o encontro, foram discutidos temas como comércio e tarifas, conforme relatado por ambos os presidentes em suas redes sociais. Lula mencionou especificamente as terras raras e tarifas, mas negou que o Pix, sistema de pagamentos brasileiro, tenha sido abordado. Ele também compartilhou uma conversa informal com Trump sobre vistos para jogadores brasileiros em Copas do Mundo.

O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, também avaliou a reunião como positiva, destacando a discussão sobre investigações da Seção 301, abertas pelo governo Trump contra o Brasil, que poderiam resultar em sanções e tarifas adicionais. A visita de Lula a Washington, classificada como uma visita de trabalho, seguiu um protocolo mais informal em comparação a uma visita de Estado.

Histórico de encontros e a importância estratégica da América Latina

Esta foi a sexta visita de Lula à Casa Branca, sendo a primeira sob a administração Trump. O presidente relembrou encontros anteriores com George W. Bush, Barack Obama e Joe Biden, destacando a relação democrática histórica entre Brasil e EUA. Lula enfatizou que as duas maiores democracias do hemisfério podem servir de exemplo internacional.

O presidente brasileiro também ressaltou a relevância histórica dos EUA para a economia do Brasil no século 20 e lamentou a perda de interesse de Washington pela América Latina nas décadas recentes. Ele acredita que o cenário internacional atual tem feito o mundo redescobrir a importância estratégica da América Latina.

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