Marcel Powell e Daniel Migliavacca celebram a obra de Garoto em EP ao vivo com lançamento previsto para julho
O legado do violonista e compositor Aníbal Augusto Sardinha, o **Garoto**, ganha novo fôlego com o lançamento do EP “Garoto”. O trabalho, que reúne gravações ao vivo dos talentosos Marcel Powell e Daniel Migliavacca, promete revisitar a genialidade de Garoto para uma nova geração.
Em outubro de 2019, durante um show no Teatro Paiol, a sintonia entre o violonista francês Marcel Powell, filho do lendário Baden Powell, e o bandolinista curitibano Daniel Migliavacca se mostrou evidente. A performance, focada no repertório de Garoto e Waldir Azevedo, foi o embrião para o projeto que agora se concretiza em formato de EP.
O resultado dessa colaboração musical está no EP “Garoto”, programado para ser lançado no dia 10 de julho pela gravadora Mills Records. O disco ao vivo apresenta cinco faixas que exploram a rica obra autoral de Garoto, um dos pilares da música instrumental brasileira. Conforme informações divulgadas, o EP celebra a modernidade e o requinte que garantiram a Garoto um passaporte para a eternidade na música brasileira.
Um mergulho nos clássicos de Garoto
O EP abre com o icônico samba “Lamentos do morro”, de 1950, seguido pelo sofisticado samba-canção “Duas contas”, de 1951. Nessas faixas, Marcel Powell e Daniel Migliavacca exploram novos caminhos harmônicos, mantendo a essência melódica original, demonstrando a profunda conexão com o repertório.
“Gente Humilde” e a melancolia revisitada
Outro destaque do EP é a execução de “Gente humilde”. Originalmente apresentada por Garoto em 1945, a canção ganhou uma interpretação melancólica que ressoa com a letra de Vinicius de Moraes, com colaboração de Chico Buarque, que data de 1969. A dupla captura com maestria a tristeza e a poesia presentes na composição.
Choros vibrantes para fechar o EP
O repertório do EP “Garoto” se completa com duas joias do choro. “Jorge do Fusa”, composta por Garoto em 1950 e oficialmente lançada em disco em 1980, ganha nova vida nas mãos de Powell e Migliavacca. A obra, que conta com letra do pianista Mário Albanese, demonstra a versatilidade do compositor.
Para encerrar, o EP apresenta “Vamos acabar com o baile”, de 1952, outro choro contagiante de Garoto. A peça, de toque buliçoso, fecha com chave de ouro o trabalho, reforçando a importância e a atemporalidade da obra de Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto, para a música brasileira.





