Venezuela exige imprensa livre e nova comissão eleitoral para eleições justas, segundo Marco Rubio
A Venezuela necessita urgentemente de uma **imprensa livre e independente**, além da formação de uma **nova comissão eleitoral**, para que eleições com garantias possam ser realizadas no país. A declaração foi feita pelo Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, durante uma audiência na Câmara.
Cinco meses após a deposição de Nicolás Maduro, o país sul-americano ainda se encontra em uma **fase de recuperação**. Esta etapa é considerada crucial para, posteriormente, avançar para uma transição política efetiva e democrática, conforme explicou Rubio.
“Parte da fase de recuperação é criar as condições para uma imprensa livre e independente”, ressaltou o chefe da diplomacia americana. Ele observou um **aumento na atividade da imprensa**, mas destacou que esse crescimento precisa continuar para consolidar a liberdade de expressão.
Partidos políticos e organização eleitoral em foco
Marco Rubio também enfatizou a importância da **organização e mobilização dos partidos políticos**. Ele argumentou que a participação eleitoral se torna inviável sem tempo hábil para que as agremiações se preparem e apresentem suas propostas aos eleitores.
“E é necessária uma nova comissão eleitoral. Temos dito isso repetidamente”, reiterou Rubio, sublinhando a necessidade de um órgão eleitoral imparcial e confiável para conduzir o processo democrático.
Cenário eleitoral e o futuro da Venezuela
Durante a audiência, congressistas questionaram Rubio sobre a possibilidade de a Venezuela realizar eleições até o final de 2027. Essa discussão surge após as **controversas eleições presidenciais de 2024**, que mantiveram Maduro no poder e não foram reconhecidas por importantes atores internacionais, como os Estados Unidos, a União Europeia e diversos países latino-americanos.
“Gostaríamos de ver isso o mais rápido possível, mas a realidade, lembrem-se, é que se passaram cinco meses, não cinco anos”, ponderou Rubio, indicando que a reconstrução democrática demanda tempo e esforço contínuo.
Ações diplomáticas e militares dos EUA na Venezuela
O presidente Donald Trump tem demonstrado um **interesse renovado na Venezuela** após a operação militar que resultou na saída de Maduro e sua esposa do país, ambos aguardando julgamento em Nova York. Trump considera que a atual líder do país, Delcy Rodríguez, está realizando um “grande trabalho” na **abertura do setor petrolífero a investidores**, especialmente os americanos.
Nas palavras de Trump, Marco Rubio é o responsável de fato pela Venezuela, onde Washington reabriu sua embaixada e incentiva empresas americanas a **retornarem com investimentos**. Essa postura sinaliza uma nova abordagem diplomática e econômica dos EUA em relação ao país sul-americano.
Visita de alto escalão militar em Caracas
Complementando as ações diplomáticas, o presidente do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, general Dan Caine, visitou Caracas. O objetivo da visita foi dialogar com líderes da gestão interina sobre a **segurança regional**. Esta foi a primeira visita oficial de Caine à Venezuela.
O foco da reunião esteve na **estabilidade nacional** e no papel das Forças Armadas americanas na implementação de um plano apresentado por Trump. A visita reforça o engajamento dos EUA na busca por um cenário estável e seguro na Venezuela e em toda a região.





