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Mosteiro Histórico Ucraniano Pega Fogo em Ataque Russo: 11 Mortos em Kiev e Kharkiv

Ucrânia em Alerta: Ataque Russo Deixa 11 Mortos e Incendeia Mosteiro Histórico em Kiev

A Ucrânia amanheceu sob ataque russo em larga escala nesta segunda-feira (15), com bombardeios intensos sobre Kiev e outras cidades. O mosteiro Kyiv Pechersk Lavra, um símbolo da cultura ucraniana e patrimônio mundial da UNESCO, foi atingido e pegou fogo, gerando condenação internacional. As autoridades ucranianas reportaram pelo menos 11 mortos em Kiev e Kharkiv, além de dezenas de feridos.

Os ataques ocorrem em um momento de intensificação das hostilidades, após o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky ter discutido com o presidente dos EUA, Donald Trump, sobre esforços para alcançar o fim do conflito. A reunião do G7 na França, que se aproxima, adiciona um pano de fundo diplomático à escalada da violência.

Enquanto a Ucrânia busca aumentar a pressão sobre a Rússia e ampliar a ajuda de defesa aérea, Moscou nega a responsabilidade pelo dano ao mosteiro, atribuindo a culpa a um míssil de defesa americano. A situação segue tensa, com ambos os lados trocando acusações e ataques em diferentes frentes. Conforme divulgado pelas autoridades ucranianas e informações compartilhadas em plataformas como o Telegram e X.

Mosteiro Histórico Sofre Danos Significativos

O mosteiro Kyiv Pechersk Lavra, fundado em 1051 e um local de profunda importância religiosa e histórica, sofreu danos consideráveis. O chefe da administração militar da capital, Tymur Tkachenko, informou em uma publicação no Telegram que o complexo foi seriamente danificado em um ataque direto. A UNESCO também confirmou os estragos, especialmente na Catedral da Dormição, e se colocou à disposição para ajudar na avaliação dos danos.

O presidente Zelensky classificou o ataque ao mosteiro como um grave crime contra a cultura cristã, destacando a antiguidade da Catedral da Dormição, cuja história remonta ao século XI. Ele apelou aos países do G7 para intensificarem a pressão sobre a Rússia e ampliarem o apoio à defesa aérea ucraniana.

Rússia Nega Ataque Direto e Aponta para Defesa Aérea Ocidental

O Ministério da Defesa russo, em comunicado, negou o ataque direto ao mosteiro. Moscou afirmou que um míssil do sistema de defesa aérea Patriot, de fabricação americana, teria atingido o local religioso. A Rússia sugeriu que um possível mau funcionamento desse sistema, devido ao fornecimento de mísseis com prazo de validade expirado por países ocidentais, seria a causa dos danos.

Segundo a versão russa, o ataque principal visou e atingiu instalações de fabricação de drones. Essa troca de acusações eleva a tensão diplomática e complica ainda mais os esforços para um cessar-fogo.

Vítimas em Diversas Cidades e Alertas na Polônia

Em Kiev, os bombardeios russos atingiram vários bairros, resultando em pelo menos cinco mortes e 34 feridos, segundo as autoridades. Na cidade de Kharkiv, no nordeste do país, cinco pessoas, incluindo quatro integrantes dos serviços de emergência e um funcionário municipal, morreram, informou o ministro do Interior, Igor Klimenko. Uma morte foi registrada em Kherson, no sul. Na Rússia, três pessoas morreram na cidade de Tula em um ataque ucraniano com drones, segundo o governador regional.

A vizinha Polônia, membro da OTAN e da União Europeia, chegou a acionar caças em resposta a uma possível incursão no espaço aéreo, mas posteriormente cancelou o alerta, afirmando que nenhuma violação foi registrada. A Ucrânia, por sua vez, iniciou procedimentos junto à UNESCO e outros mecanismos internacionais para buscar respostas à ação russa.

Esforços Diplomáticos e Ataques Cruzados

O presidente francês Emmanuel Macron condenou o ataque ao mosteiro como totalmente injustificável e reiterou o compromisso da França em trabalhar por um cessar-fogo e um acordo de paz durante a reunião do G7. A primeira-ministra ucraniana, Yulia Svyrydenko, descreveu o ataque como brutal e uma demonstração da verdadeira face dos valores russos.

Enquanto a Ucrânia intensifica ataques a instalações russas e corta o fornecimento à Crimeia, a busca por uma solução pacífica continua. No entanto, o progresso tem sido lento, com autoridades americanas e mediadores também focados no conflito no Oriente Médio. As negociações diretas entre Zelensky e Putin, propostas pela Ucrânia e apoiadas por alguns países europeus, foram rejeitadas pela Rússia.

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