
Extrema-direita Alemã Promete Deportação em Massa e Saída da UE, Ecoando Sombra de um Século Atrás
Extrema-direita Alemã Promete Deportação em Massa e Saída da UE, Ecoando Sombra de um Século Atrás A Alternativa para a Alemanha (AfD), partido de extrema-direita, vem ganhando espaço no cenário político alemão com propostas radicais, incluindo deportações em massa e a saída do país da União Europeia. Este movimento político, que ressoa com um passado sombrio de um século atrás, levanta preocupações sobre o futuro da Alemanha e da Europa. A ascensão da AfD, que se originou de debates sobre a crise do euro, agora se consolidou em torno de pautas anti-imigração e contestação de políticas ambientais e de direitos de minorias. O partido, que se autodenomina como uma nova opção para os eleitores alemães, promete “tudo é possível”, em um slogan que reflete a audácia de suas propostas. As ambições da AfD não se limitam a discursos. O partido tem em seu programa propostas como a proibição de professores de expressarem opiniões em sala de aula, a demissão de profissionais de saúde estrangeiros, o fim do imposto de radiodifusão e a saída do euro e da União Europeia. Estas medidas, segundo o Instituto de Economia Alemã, poderiam custar ao país centenas de bilhões de euros e milhões de empregos. Conforme informado pela fonte, em um comício em Magdeburgo, o ambiente era comparado à entrada de um show, com forte presença de materiais de campanha exaltando o principal nome do partido, Ulrich Siegmund. Apesar da atmosfera festiva, a retórica do partido é marcada por propostas controversas, como a “reimigração”, discutida em reuniões secretas e posteriormente levada ao discurso público. A Ascensão da AfD e o Fantasma do Passado Criada em 2013, a AfD surfou na onda anti-imigração após a política de portas abertas de Angela Merkel em 2015. O partido também se opõe a pautas associadas à esquerda, como ambientalismo e direitos de minorias. Ulrich Siegmund, figura central da AfD em Saxônia-Anhalt, viu sua popularidade crescer durante a pandemia com críticas às restrições governamentais. Diferentemente de outros partidos populistas europeus, como o Rassemblement National na França ou o Fratelli d’Italia na Itália, que buscaram amenizar seus discursos para atrair o eleitorado de centro, a AfD tem redobrado a aposta no radicalismo. A sigla não hesita em revisitar temas controversos, como a “reimigração”, que se tornou parte de seu programa. Propostas Radicais e Consequências Econômicas O programa da AfD inclui a deportação em massa de imigrantes e a saída da União Europeia. O Instituto de Economia Alemã estima que a saída do euro e da UE poderia custar ao país cerca de 690 bilhões de euros (R$ 4,06 trilhões) nos primeiros cinco anos, além da perda de 2,5 milhões de empregos. A expulsão de imigrantes também deixaria o país com escassez em setores essenciais, como transporte e saúde. Apesar das críticas e mobilizações contra o partido, muitos eleitores, como um eletricista de 23 anos entrevistado, veem na AfD uma alternativa aos políticos tradicionais. Ele expressa frustração com a inércia dos governos anteriores e busca por “alguém com planos”, mesmo que “inverossímeis”,








