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Mundo

Keiko Fujimori: “Lua de Mel” no Peru com alta aprovação e promessas de mão dura e ajuda social

Keiko Fujimori vive “lua de mel” surpreendente no Peru após eleição apertada, com 60% de aprovação e otimismo geral Menos de um mês após assumir a presidência do Peru, Keiko Fujimori desfruta de um período de alta popularidade, com aprovação de 60% nas pesquisas Datum e 57% na Ipsos. Uma pesquisa da Datum revelou que 62% dos peruanos estão otimistas com o futuro do país. Este cenário de “lua de mel” é notável para uma política que chegou ao cargo após quatro segundos turnos e carrega o peso do sobrenome Fujimori. O início de seu governo explica parte desse entusiasmo, com anúncios que atendem a anseios populares. Conforme divulgado pela Cercanías, newsletter da Folha sobre América Latina, Keiko Fujimori começou seu mandato com promessas de aumento do salário mínimo, o dobro do valor para programas de assistência a idosos em extrema pobreza e maior presença das Forças Armadas no combate ao crime organizado. Populismo e demanda por segurança moldam o início do governo Fujimori A estratégia de Keiko Fujimori combina elementos reconhecíveis do populismo: redistribuição econômica e uma política de “mão dura”. No entanto, essa abordagem responde a uma demanda real da sociedade peruana, que clama por segurança e estabilidade, algo que o Estado tem falhado em entregar há anos. O Peru enfrenta uma grave crise de criminalidade, especialmente marcada por extorsões. Nas primeiras três semanas do novo governo, foram registrados 121 homicídios, sendo 93 deles com armas de fogo. O “Plan Escudo”, lançado com mais de 4.000 policiais e militares para combater extorsões no transporte público, ainda não dissipou a sensação de insegurança. Congresso desacreditado impulsiona popularidade de Keiko Fujimori Um fator crucial para o início de governo de Keiko Fujimori é a **enorme rejeição popular ao Congresso peruano**. Próximo à eleição, cerca de 90% dos peruanos desaprovavam o Legislativo. Nesse contexto, conceder mais poderes ao Executivo torna-se atraente, não por uma confiança cega na presidente, mas pela desconfiança ainda maior nas instituições que deveriam fiscalizá-la. Esse cenário cria um terreno fértil para o populismo. Uma presidente bem avaliada diante de instituições desacreditadas pode se apresentar como a voz direta das angústias populares, oferecendo soluções rápidas para problemas complexos. Eco histórico e o desafio de governar o Peru O eco histórico de Alberto Fujimori, pai de Keiko, é inevitável. Ele construiu grande parte de sua popularidade confrontando uma classe política e instituições desacreditadas. Embora seja precipitado prever o futuro do governo da filha com base nessa semelhança, ignorá-la seria um erro. Após três derrotas eleitorais, Keiko Fujimori finalmente encontrou um Peru disposto a lhe dar poder. O primeiro mês de seu governo já sinaliza as intenções de como ela pretende utilizá-lo, buscando consolidar sua base de apoio e enfrentar os desafios do país.

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Primeira-Ministra do Japão, Sanae Takaichi, revela sentimento de ‘solidão’ e ‘tristeza’ após funcionário matar barata em residência oficial

Primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, expressa sentimentos inusitados após incidente com inseto em sua residência oficial. A chefe de governo do Japão, Sanae Takaichi, compartilhou uma experiência peculiar em sua residência oficial, que gerou um misto de alívio e melancolia. O episódio inusitado envolveu o aparecimento de uma barata e a reação de um funcionário. Takaichi, conhecida por sua dedicação ao trabalho e por passar longas horas na residência oficial, revelou em uma publicação recente no X, antigo Twitter, que se sentiu “um pouco solitária, ou talvez triste” após o inseto ser eliminado. A primeira-ministra explicou que sua aversão a matar insetos remonta à infância, influenciada pela leitura do mangá “Fênix”, de Osamu Tezuka. A obra, que aborda o conceito de reencarnação, impactou profundamente Takaichi desde cedo, levando-a a acreditar no ciclo da vida e a hesitar em tirar a vida de qualquer criatura. Reflexões sobre a vida e a reencarnação Em sua publicação, Sanae Takaichi relatou que, ao se deparar com a barata, pensou sobre a ideia de reencarnação. “Talvez esta vida [da barata] também seja parte desse longo ciclo de reencarnação”, ponderou a primeira-ministra, que esperou que o inseto desaparecesse por conta própria. No entanto, a situação exigiu uma intervenção. Funcionários da residência oficial agiram para se livrar do inseto e implementaram medidas de controle de pragas, como a aplicação de inseticidas, o que resultou no fim do aparecimento de baratas no local. Apesar do alívio com a solução do problema, Takaichi admitiu ter vivenciado um sentimento inesperado. “Eu me senti aliviada, mas também um pouco solitária, ou talvez triste…”, escreveu a líder política, demonstrando sua conexão com a ideia de que até mesmo um pequeno inseto possui seu próprio ciclo de vida. O uso da residência oficial como local de trabalho intensivo O episódio também lança luz sobre a rotina de trabalho de Sanae Takaichi. Segundo o jornal Nikkei, a primeira-ministra tem dedicado a maior parte do seu tempo à residência oficial desde que assumiu o cargo em outubro de 2025, raramente saindo do local em fins de semana e feriados. Essa dedicação é justificada por Takaichi, que defende o uso da residência como um centro de operações para otimizar sua gestão. “Posso obter as informações necessárias, avaliar e dar respostas prontamente logo cedo, de noite ou em feriados”, afirmou. A intensidade de seu trabalho se contrasta com os antecessores. Os três premiês anteriores, de acordo com a mesma publicação, passaram uma porcentagem menor de seus dias não úteis dentro de casa, variando entre 3% e 16%. Impacto da cultura popular na visão de mundo A declaração de Takaichi ressalta como elementos da cultura popular, como mangás, podem moldar a visão de mundo e as reações pessoais, mesmo em figuras públicas de alto escalão. A referência a “Fênix”, de Osamu Tezuka, um dos pioneiros do mangá no Japão, demonstra a influência duradoura de obras artísticas na formação de valores e perspectivas individuais, como a compaixão por todas as formas de vida. O caso da primeira-ministra do Japão

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Trump remove quadro “woke” de embaixada dos EUA e planeja vendê-lo: Arte de Kehinde Wiley vira alvo político

Departamento de Estado dos EUA retira obra de Kehinde Wiley de embaixada e considera venda em meio a polêmica. Uma pintura do renomado artista Kehinde Wiley, conhecido por criar o retrato oficial de Barack Obama, foi retirada da Embaixada dos Estados Unidos na República Dominicana na semana passada. A decisão, tomada pelo Departamento de Estado, gerou controvérsia e levanta questões sobre a politização da arte diplomática. A obra, intitulada “Young Artists After Siamesas 1960”, foi encomendada pelo governo federal em 2013 com fundos públicos. No entanto, a diretora do programa Arte nas Embaixadas, Erin Scavino, a classificou como “muito woke” e “esteticamente aterrorizante”, conforme divulgado pelo The New York Times. A embaixadora dos EUA na República Dominicana, Leah Campos, celebrou a retirada da pintura em redes sociais, associando-a a “ideologias globalistas e woke” e afirmando que a arte deveria refletir “o patriotismo americano”. O Departamento de Estado agora avalia a possibilidade legal de vender a obra, o que seria inédito para o programa Arte nas Embaixadas. O que diz o Departamento de Estado sobre a retirada da obra Em comunicado oficial, um porta-voz do Departamento de Estado não comentou diretamente o conteúdo da pintura, mas criticou declarações feitas por Wiley em 2023 sobre outra obra sua, “Judith and Holofernes”. Wiley teria descrito a peça como “uma brincadeira com essa coisa de ‘matar brancos’”, o que, segundo o porta-voz, “não tem lugar no Departamento de Estado da política América em Primeiro Lugar”. O porta-voz também mencionou acusações de agressão sexual contra Wiley, que o artista nega. A justificativa para a retirada e possível venda da pintura “Young Artists After Siamesas 1960” baseia-se nessas alegações e nas declarações interpretadas como violentas e racistas, alinhando-se à política externa do governo Trump. Artista Kehinde Wiley e a diplomacia cultural Kehinde Wiley é conhecido por suas releituras de obras clássicas, inserindo modelos negros contemporâneos em composições históricas. Para “Young Artists After Siamesas 1960”, Wiley estudou pinturas de artistas dominicanos e colaborou com estudantes de arte locais, um processo que durou dois anos. Em 2015, o próprio Departamento de Estado o premiou por suas contribuições à diplomacia cultural. Virginia Shore, que encomendou a obra em questão quando dirigia o programa Arte nas Embaixadas, defendeu o trabalho, classificando-o como apartidário. Ela ressaltou a importância do programa para a construção de confiança e empatia entre países, citando que o programa recebeu apoio durante o governo Bush. Histórico do programa Arte nas Embaixadas e outras polêmicas O programa Arte nas Embaixadas foi criado em 1963, durante o governo Kennedy, com o objetivo de promover a diplomacia cultural. A retirada da obra de Wiley é vista por alguns como uma tentativa de politizar o programa. A diretora Erin Scavino já esteve envolvida em outras controvérsias, como a demissão de um embaixador na Romênia por conta de uma obra considerada “satânica” e a organização de uma exposição em Washington com o lema “Tornar a Arte Grande Novamente”. A embaixadora Leah Campos, por sua vez, reafirmou em redes sociais que seu objetivo

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Trump propõe taxa de US$ 103 mil para vistos H-1B: Gigantes da tecnologia e trabalhadores qualificados na mira

Governo Trump impõe nova taxa milionária para vistos de trabalhadores qualificados, mirando empresas de tecnologia e talentos estrangeiros. O governo do ex-presidente Donald Trump implementou uma medida que visa cobrar uma taxa expressiva de mais de US$ 100 mil dos empregadores que contratam trabalhadores estrangeiros através do programa de vistos H-1B. Essa iniciativa surge após uma derrota judicial em uma tentativa anterior de impor custos mais altos. A restrição da imigração, tanto legal quanto irregular, tem sido um pilar da agenda republicana, atendendo a um apelo constante de sua base eleitoral. A nova proposta de regulamentação, apresentada pelo Departamento de Segurança Interna, argumenta que a taxa de US$ 103.265 (aproximadamente R$ 532.269) funcionaria como um “mecanismo de arrecadação” para cobrir os custos administrativos do sistema de imigração legal. A Casa Branca sustenta que o programa H-1B tem sido utilizado para substituir a mão de obra americana, em vez de complementá-la. Uma proclamação presidencial anterior, que buscava combater o que foi descrito como “abuso sistêmico”, foi bloqueada por um juiz federal em junho, que acatou argumentos de 20 estados governados por democratas, alegando que a taxa era ilegal e instituída sem autorização do Congresso. Contudo, outra decisão judicial em dezembro manteve a medida, conferindo ao presidente ampla autoridade para lidar com questões de segurança econômica e nacional, decisão que ainda está em fase de recurso. Conforme informações divulgadas, até o fim de fevereiro, cerca de 70 empregadores já haviam pago a taxa de US$ 100 mil em 85 pedidos de visto, segundo documentos judiciais. Argumentos e Controvérsias por Trás da Proposta A nova proposta do governo dá ênfase aos custos operacionais, justificando a necessidade de cobrir despesas de órgãos como o Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS), a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). No entanto, a medida também reconhece um benefício indireto: aumentar a probabilidade de empregadores americanos optarem por contratar profissionais do país em vez de trabalhadores com visto H-1B, caso fossem obrigados a arcar com uma taxa adicional. O Impacto nos Setores de Tecnologia e Outras Áreas Críticas Donald Trump e outros críticos do programa H-1B frequentemente apontam para o uso indevido por empresas que substituem trabalhadores americanos por mão de obra estrangeira mais barata. Por outro lado, entidades empresariais defendem que o programa é vital para suprir a escassez de profissionais qualificados em certas áreas e permitir que as indústrias americanas atraiam os melhores talentos globais. Críticos das novas regras alertam que elas podem levar a uma escassez crítica de profissionais em setores como tecnologia da informação, engenharia, educação e medicina. Histórico do Programa H-1B e Perfil dos Beneficiários Criado em 1990, o programa H-1B concede anualmente 85 mil vistos para profissionais estrangeiros altamente qualificados. No ano fiscal de 2025, a Índia foi o país de origem da maioria dos beneficiários (70%), seguida pela China (12%), Filipinas, Canadá e Coreia do Sul. Empresas como a Amazon se destacam como grandes empregadoras, com mais de 9 mil

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Nepal: Enxurrada Devastadora Deixa Rastro de Destruição e Desaparecidos, Famílias Buscam Respostas em Meio ao Caos

Sobreviventes Relatam Terror e Perdas Após Enxurrada Repentina no Nepal: Famílias Procuram Entes Queridos Desaparecidos O guia Sonam Dorjee, de Rasuwa, no Nepal, descreve o som das águas se aproximando de sua aldeia como um prenúncio de tragédia. A enxurrada repentina e o deslizamento de terra na fronteira com o Tibete causaram ao menos 157 mortes e centenas de desaparecimentos, com muitos turistas estrangeiros entre os afetados. A força da água foi tão avassaladora que Sonam relata que sua casa desabou, e ele só conseguiu encontrar uma fotografia como vestígio. A esperança agora se volta para a possível localização de sua irmã, Dechen Tamang, e outros familiares que também estão desaparecidos. A situação é de desespero, com muitos sobreviventes necessitando de resgate, evacuação e suprimentos básicos. Conforme informado pela BBC, equipes de resgate no Nepal correm contra o tempo. A principal hipótese para o início da catástrofe é uma avalanche de gelo que desencadeou uma série de eventos devastadores. O Conselho de Turismo do Nepal atualizou o número de desaparecidos, que inclui 579 viajantes, sendo 466 estrangeiros de 28 países diferentes. O país, conhecido por abrigar montanhas altíssimas e ser um destino turístico, enfrenta um desafio monumental. O Relato de Quem Perdeu Tudo No distrito de Nuwakot, Kalpana Malla narra a experiência aterradora de ver sua família ser levada pela correnteza. Sua casa e tudo o que possuía foi destruído. Ela e seu filho, Sugam Malla, sobreviveram ao se refugiarem no telhado de uma casa, um milagre que ela não consegue explicar. Sugam conta que conseguiu salvar a mãe puxando-a pela mão. Ele havia entregado seu telefone à irmã na esperança de que ela pudesse pedir ajuda, mas agora não consegue contato, aumentando a angústia pela sua segurança. Nuwakot, localizada às margens do rio Bhotekoshi, foi uma das regiões mais atingidas, com estradas, pontes e infraestrutura hidrelétrica severamente danificadas. Impacto Devastador na Vida e na Economia Local Goma Pandit, outra residente de Nuwakot, compartilha a perda de seu gado e plantações. Dez sacos de sementes de mostarda, toneladas de milho e arroz, além de todos os seus búfalos, foram levados pela enxurrada, destruindo sua fonte de sustento. A destruição da infraestrutura afeta não apenas as comunidades locais, mas também a economia do Nepal, que depende fortemente de turismo e ajuda externa. Esforços de Resgate e Solidariedade em Massa O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, expressou o choque e a profunda comoção do país diante da tragédia. Ele classificou o desastre como repentino e de grandes proporções, garantindo a mobilização de todos os recursos disponíveis para as operações de resgate. O Exército do Nepal está envolvido em buscas intensivas, com centenas de militares atuando e em prontidão. Helicópteros militares e civis têm sido cruciais no resgate de pessoas em áreas de difícil acesso. Equipes em terra também trabalham incansavelmente para encontrar sobreviventes. A solidariedade internacional e o apoio são fundamentais neste momento crítico para ajudar o Nepal a se recuperar desta devastadora enxurrada.

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Tragédia no Himalaia: Deslizamentos e Enchentes Devastam Nepal e Tibete, Deixando 160 Mortos e Quase 500 Desaparecidos

Alerta de Desastre Natural: Inundações Catastróficas no Himalaia Deixam Rastro de Destruição e Luto O Nepal e o Tibete enfrentam uma tragédia de proporções alarmantes após uma série de deslizamentos e inundações devastadoras atingirem a região do Himalaia. Autoridades locais confirmaram a morte de ao menos 160 pessoas, com um número crescente de quase 500 desaparecidos, aumentando a apreensão e a urgência das operações de resgate. A força das águas arrastou casas, destruiu estradas e levou pontes, deixando um cenário de desolação e pânico. Vilarejos inteiros foram engolidos por lama e destroços, e a dimensão exata do desastre ainda está sendo avaliada, conforme informações divulgadas por autoridades locais e pela imprensa internacional. As causas exatas das inundações ainda são incertas, com hipóteses que variam desde um possível terremoto desencadeando avalanches de gelo e rochas, até o impacto das mudanças climáticas, que podem ter levado ao desprendimento de um grande bloco de gelo de uma geleira. O governo do Nepal já solicitou ajuda a países vizinhos, como China e Índia, para intensificar os esforços de resgate e lidar com as consequências desta catástrofe natural. Balanço de Vítimas e Desaparecidos: Números Alarmantes no Nepal e Tibete A polícia nepalesa divulgou um boletim indicando 157 mortes confirmadas em seu território. No lado chinês da fronteira, na região do Tibete, ao menos três pessoas perderam a vida devido a um deslizamento de terra que atingiu o porto de Gyirong, causando pânico e destruição. A emissora estatal CCTV informou que outras 265 pessoas estão desaparecidas em decorrência do deslizamento de terra no Tibete, um número preliminar que ainda está sendo verificado pelas autoridades. O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, confirmou que o número total de desaparecidos chega a 484, sendo 341 deles estrangeiros. Entre os estrangeiros desaparecidos, há cidadãos da Índia (105), Reino Unido (12), Estados Unidos (3), Austrália, Holanda, Malásia e África do Sul. O Itamaraty informou que, até o momento da última atualização, não havia confirmação de vítimas brasileiras no desastre. O Impacto no Turismo e as Dificuldades de Resgate A região afetada é uma rota importante para peregrinos que se dirigem a Kailash Manasarovar, no Tibete, um destino espiritual para hindus e pessoas de outros países, especialmente nesta época do ano. A interrupção das rotas e a destruição da infraestrutura impactam significativamente o turismo e os esforços de socorro. No distrito montanhoso de Rasuwagadhi, no norte do Nepal, o transbordamento do rio Bhote Koshi tem dificultado o acesso de helicópteros de resgate às áreas mais atingidas, como Syapru Besi e Timure. As aeronaves só poderão operar quando o nível da água baixar, segundo informações do Exército. Ameaça de Novas Inundações e o Alerta Climático As autoridades alertam para o risco iminente de novas inundações. Um bloqueio em um afluente do rio Bhote Koshi continua a represar parte do curso d’água, aumentando a probabilidade de uma nova onda de cheias devastadoras. A situação exige vigilância constante e ações preventivas. No Tibete, o deslizamento de terra no porto de Gyirong, que ocorreu após um

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Harry e Meghan Markle: O Retorno ao Reino Unido com Filhos Após Seis Anos e Mudanças Drásticas na Vida Real Britânica

Harry e Meghan Markle retornam ao Reino Unido com os filhos Archie e Lilibet, marcando um novo capítulo após seis anos vivendo nos Estados Unidos. A mudança acontece menos de uma semana após o anúncio de que o casal planeja uma estadia mais longa no país. A decisão de voltar ao Reino Unido por um período estendido sinaliza uma transformação significativa na vida do Duque e da Duquesa de Sussex. Eles já providenciaram a matrícula dos filhos, Archie e Lilibet, em uma escola britânica, com o início das aulas previsto para o começo de setembro. A família, no entanto, não ocupará nenhuma propriedade ligada diretamente à Coroa. A expectativa é que Harry e Meghan se hospedem em uma residência privada localizada nos arredores de Londres, mantendo uma distância das obrigações e do ambiente palaciano. Este retorno representa uma virada após a saída oficial de suas funções reais em 2020 e a subsequente mudança para a Califórnia. O rompimento, apelidado de “Megxit”, causou repercussão e foi seguido por diversas declarações públicas do casal detalhando suas experiências como membros da realeza. Nova Fase Longe dos Holofotes Reais Desde que deixaram o Reino Unido, Harry e Meghan se estabeleceram em Montecito, na Califórnia. Lá, construíram uma nova vida, criaram seus filhos e firmaram importantes acordos comerciais, incluindo parcerias com plataformas de streaming. O Príncipe Harry, em particular, já havia expressado preocupações sobre a segurança no Reino Unido, um fator que influenciou a decisão de permanecer nos Estados Unidos. A atual temporada britânica não implica um retorno aos deveres reais. Harry e Meghan continuam afastados das funções oficiais da monarquia, optando por uma vida mais privada. Segundo informações do jornal The Telegraph, o casal viajou acompanhado de seus cães, Mia e Pula, enquanto as galinhas da família permaneceram na propriedade em Montecito. Relações Abaladas e Acusações Públicas A relação entre o casal e a família real se deteriorou consideravelmente nos últimos anos. Isso foi acentuado por entrevistas, documentários e declarações onde Harry e Meghan relataram conflitos internos com membros da realeza e funcionários do palácio. O casal também levantou acusações de racismo e tratamento desigual dentro da instituição. Apesar das tensões passadas, o retorno de Harry e Meghan ao Reino Unido, agora com seus filhos e focados em uma nova dinâmica familiar, abre um novo capítulo, ainda que mantendo uma postura independente da Coroa Britânica.

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Irã Anuncia Acordo para Controlar Estreito de Hormuz com Omã, EUA Reagem com Sanções e Ameaças

Irã e Omã firmam acordo para controle do Estreito de Hormuz, elevando tensões globais O governo do Irã divulgou nesta quarta-feira (26) um acordo com Omã para o controle do estratégico Estreito de Hormuz. Esta via marítima é crucial, respondendo por um quinto da produção global de petróleo e gás natural liquefeito antes do recente conflito na região. Segundo o vice-chanceler iraniano, Kazem Gharibabadi, o estreito permanecerá obstruído até que os detalhes finais do arranjo sejam concluídos. Ele afirmou à TV estatal que a rota definida é temporária, após discussões com autoridades de Omã em Teerã. No entanto, a Guarda Revolucionária do Irã adicionou incerteza ao anúncio, declarando que a medida só será implementada se os Estados Unidos concordarem com seus termos. O porta-voz Hossein Mohebbi informou à mídia estatal que foram alcançados acordos sobre a divisão de águas e receitas entre Irã e Omã. Acordo em Hormuz: Detalhes Incertos e Reação Americana Os Estados Unidos, que iniciaram a guerra congelada com Israel em 28 de fevereiro, já expressaram sua oposição a qualquer solução para o Estreito de Hormuz que não esteja sob seu controle. O presidente Donald Trump chegou a ameaçar bombardear Omã, um aliado americano, caso a negociação com o Irã prosperasse. Antes da guerra, o sultanato de Omã atuava como mediador entre os rivais. Contudo, durante o conflito, a nação foi alvo de cerca de 70 ataques do Irã. Os detalhes do acordo entre Irã e Omã permanecem obscuros. Antes do conflito, o tráfego marítimo no estreito era livre, com um corredor de três faixas de 3 km de largura cada. Hormuz: Um Ponto Estratégico e de Conflito O Estreito de Hormuz tem uma largura mínima de 39 km, dividida entre a costa de Omã ao sul e a do Irã ao norte. Não existem águas internacionais na área, apenas a junção dos limites territoriais dos dois países. O Irã minou parte da região, embora Trump tenha afirmado que o perigo foi removido. Com o início da guerra, o Irã buscou intensificar seu controle sobre a área, ameaçando e atacando petroleiros e outras embarcações. Isso resultou em uma queda drástica no trânsito, de até 140 embarcações diárias para um volume mínimo, com breves aumentos durante tréguas instáveis. Impacto Econômico e Novas Sanções dos EUA Em fevereiro, a média móvel de sete dias de navios no estreito era de 95 embarcações. Na terça-feira (25), segundo o monitor MarineTraffic, apenas 5 navios passaram pelo corredor autorizado pelas águas iranianas, que implica o pagamento de um pedágio. Há a previsão de uma taxa sobre as cargas, similar à cobrada pelo Egito no Canal de Suez. Essa disrupção afetou cadeias logísticas globais, com cerca de 6.000 marinheiros em navios fundeados no Golfo Pérsico. O preço do petróleo está 20% mais alto do que em fevereiro, impactando diversas economias. O corredor temporário anunciado terá 11,3 km de largura, com entrada e saída por águas territoriais iranianas. O anúncio iraniano ocorreu um dia após os EUA imporem sanções a 60 indivíduos e empresas

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Trump Mira Banco Iraniano: Bank Melli, Sob Sanções dos EUA há 19 Anos, Enfrenta Nova Ameaça de Fechamento Global

Bank Melli na Mira: A Estratégia dos EUA para Isolar o Sistema Financeiro Iraniano O Bank Melli, a maior instituição financeira do Irã, está novamente no centro das atenções internacionais devido às sanções impostas pelos Estados Unidos. Com um histórico de quase duas décadas sob escrutínio americano, o banco agora enfrenta uma ofensiva intensificada que visa paralisar suas operações globais. A mais recente ação, anunciada na segunda-feira (24), busca eliminar a capacidade do banco de operar no exterior, um movimento que reflete a estratégia dos EUA de isolar economicamente Teerã. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, prometeu punir países que mantiverem negócios com o Irã, classificando a ação como uma “Operação Pária Econômico”. A meta específica é o fechamento de todas as agências internacionais do Bank Melli. “Todas as agências do Bank Melli devem ser fechadas e ficar às escuras”, declarou Bessent, sinalizando a severidade da nova fase da guerra econômica contra o Irã. Essas sanções sucessivas já limitaram drasticamente a capacidade do Bank Melli de operar internacionalmente, um reflexo do isolamento econômico mais amplo do Irã. O banco estatal tem enfrentado penalidades financeiras rigorosas pelo menos desde 2007, quando foi formalmente acusado pelos EUA de financiar os programas nuclear e de mísseis iranianos. A Organização das Nações Unidas (ONU) e a União Europeia também tentaram restringir o uso de supostas empresas de fachada pelo banco para financiar atividades ilícitas. Resistência e Pressão: O Futuro das Operações Internacionais do Bank Melli Apesar da pressão, algumas agências do Bank Melli mantêm suas portas abertas. Nos Emirados Árabes Unidos, uma agência em Dubai operava normalmente na terça-feira (25), segundo um funcionário. Em Londres, a agência em Kensington também apresentava atividade, com funcionários visíveis no interior, embora o acesso a um repórter tenha sido negado. A capacidade de resiliência do Bank Melli se apoia no suporte do governo iraniano e em sua vasta rede doméstica de quase 3.100 agências. A presença internacional do banco, com agências no Oriente Médio, Europa e Ásia, tem sido alvo de sanções. Países como o Iraque revogaram licenças de operação em 2024 sob pressão americana. Outros, como o Reino Unido e a União Europeia, impuseram restrições tão severas que as agências locais, embora abertas, têm dificuldade em movimentar dinheiro ou facilitar o comércio com o Irã, atividades centrais para as operações internacionais do banco. Acusações de Rede Paralela e Empresas de Fachada Autoridades americanas acusam há anos o Bank Melli de criar ou utilizar empresas internacionais como fachada para movimentar fundos, parte de uma rede bancária paralela iraniana com comércio anual estimado em dezenas de bilhões de dólares. O Departamento do Tesouro afirma que essa rede visa contornar sanções e financiar atividades militares e grupos aliados do Irã. Em janeiro, empresas nos Emirados Árabes Unidos e em Singapura foram acusadas de atuar como fachadas para canalizar dinheiro para e do Irã através de estruturas ligadas ao Melli. Matthew Levitt, ex-alto cargo de inteligência do Departamento do Tesouro, avalia que o alcance do Bank Melli diminuiu, mas

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EUA Revogam Vistos de Turistas que Pediram Asilo: Milhares de Brasileiros Podem Ser Afetados

EUA iniciam ondas de revogação de vistos para solicitantes de asilo, afetando milhares de estrangeiros O governo dos Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, iniciou um processo de revisão e revogação de vistos para estrangeiros que entraram no país com permissão temporária, mas que posteriormente solicitaram asilo. A medida visa impedir que pessoas que chegaram como visitantes de curta duração permaneçam nos EUA de forma definitiva. O Departamento de Estado começou a analisar milhares de documentos, e os cancelamentos devem ocorrer em etapas. Estima-se que a ação possa impactar até 200 mil titulares de vistos que estão atualmente nos Estados Unidos ou que solicitaram asilo. A decisão reflete um objetivo claro da administração Trump de restringir a imigração. Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado, declarou que o visto é um privilégio, não um direito, e que o órgão trabalha em conjunto com o Departamento de Segurança Interna para identificar e revogar vistos de estrangeiros que alegam ser visitantes de curta duração, mas solicitam asilo para permanecer no país. Conforme informação divulgada pelo Departamento de Estado, esses vistos são emitidos com o entendimento claro de que se destinam a pessoas que retornarão ao seu país de origem. Novas Regras e o Impacto nos Pedidos de Visto A iniciativa de revogação de vistos é mais uma mudança na política de imigração dos EUA. O Departamento de Estado informou às embaixadas e consulados que todas as entrevistas para obtenção de visto deverão ser remarcadas até que os agentes consulares concluam treinamentos sobre uma política mais restritiva. Essa nova política foca na regra de encargo público, que visa negar vistos de imigrante a solicitantes que possam depender de assistência pública nos EUA. Suspensão de Entrevistas e Incerteza para Solicitantes A suspensão das entrevistas para obtenção de visto em todo o mundo gerou incerteza entre os solicitantes. O Departamento de Estado comunicou que uma iniciativa global de treinamento foi lançada em todas as embaixadas e consulados dos EUA. Para viabilizar esse treinamento, os horários dos serviços de visto serão ajustados. A data para o aviso sobre os novos horários das entrevistas remarcadas não foi informada. Vistos B1 e B2 no Centro da Revogação Os cidadãos estrangeiros que se tornaram alvo do Departamento de Estado nesta nova onda de revogações entraram nos EUA com os chamados vistos B1 ou B2. Estes vistos são concedidos para estadias de curta duração, destinadas a turismo, negócios ou trabalho. A agência de notícias Associated Press noticiou a iniciativa, afirmando que o número de revogações permanecerá dinâmico e ocorrerá de forma contínua. Decisão Judicial Recente sobre Emissão de Vistos Em paralelo, uma juíza federal em Nova York derrubou medidas da Casa Branca que visavam suspender a emissão de vistos a pessoas que solicitam o documento em 75 países, muitos deles na África, Ásia e América Latina. A juíza Jeannette A. Vargas considerou que a justificativa do departamento, baseada na ideia de que muitos cidadãos estrangeiros desses países dependeriam de assistência de Washington, não tinha fundamento jurídico. No

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Keiko Fujimori: “Lua de Mel” no Peru com alta aprovação e promessas de mão dura e ajuda social

Keiko Fujimori vive “lua de mel” surpreendente no Peru após eleição apertada, com 60% de aprovação e otimismo geral Menos de um mês após assumir a presidência do Peru, Keiko Fujimori desfruta de um período de alta popularidade, com aprovação de 60% nas pesquisas Datum e 57% na Ipsos. Uma pesquisa da Datum revelou que 62% dos peruanos estão otimistas com o futuro do país. Este cenário de “lua de mel” é notável para uma política que chegou ao cargo após quatro segundos turnos e carrega o peso do sobrenome Fujimori. O início de seu governo explica parte desse entusiasmo, com anúncios que atendem a anseios populares. Conforme divulgado pela Cercanías, newsletter da Folha sobre América Latina, Keiko Fujimori começou seu mandato com promessas de aumento do salário mínimo, o dobro do valor para programas de assistência a idosos em extrema pobreza e maior presença das Forças Armadas no combate ao crime organizado. Populismo e demanda por segurança moldam o início do governo Fujimori A estratégia de Keiko Fujimori combina elementos reconhecíveis do populismo: redistribuição econômica e uma política de “mão dura”. No entanto, essa abordagem responde a uma demanda real da sociedade peruana, que clama por segurança e estabilidade, algo que o Estado tem falhado em entregar há anos. O Peru enfrenta uma grave crise de criminalidade, especialmente marcada por extorsões. Nas primeiras três semanas do novo governo, foram registrados 121 homicídios, sendo 93 deles com armas de fogo. O “Plan Escudo”, lançado com mais de 4.000 policiais e militares para combater extorsões no transporte público, ainda não dissipou a sensação de insegurança. Congresso desacreditado impulsiona popularidade de Keiko Fujimori Um fator crucial para o início de governo de Keiko Fujimori é a **enorme rejeição popular ao Congresso peruano**. Próximo à eleição, cerca de 90% dos peruanos desaprovavam o Legislativo. Nesse contexto, conceder mais poderes ao Executivo torna-se atraente, não por uma confiança cega na presidente, mas pela desconfiança ainda maior nas instituições que deveriam fiscalizá-la. Esse cenário cria um terreno fértil para o populismo. Uma presidente bem avaliada diante de instituições desacreditadas pode se apresentar como a voz direta das angústias populares, oferecendo soluções rápidas para problemas complexos. Eco histórico e o desafio de governar o Peru O eco histórico de Alberto Fujimori, pai de Keiko, é inevitável. Ele construiu grande parte de sua popularidade confrontando uma classe política e instituições desacreditadas. Embora seja precipitado prever o futuro do governo da filha com base nessa semelhança, ignorá-la seria um erro. Após três derrotas eleitorais, Keiko Fujimori finalmente encontrou um Peru disposto a lhe dar poder. O primeiro mês de seu governo já sinaliza as intenções de como ela pretende utilizá-lo, buscando consolidar sua base de apoio e enfrentar os desafios do país.

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Primeira-Ministra do Japão, Sanae Takaichi, revela sentimento de ‘solidão’ e ‘tristeza’ após funcionário matar barata em residência oficial

Primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, expressa sentimentos inusitados após incidente com inseto em sua residência oficial. A chefe de governo do Japão, Sanae Takaichi, compartilhou uma experiência peculiar em sua residência oficial, que gerou um misto de alívio e melancolia. O episódio inusitado envolveu o aparecimento de uma barata e a reação de um funcionário. Takaichi, conhecida por sua dedicação ao trabalho e por passar longas horas na residência oficial, revelou em uma publicação recente no X, antigo Twitter, que se sentiu “um pouco solitária, ou talvez triste” após o inseto ser eliminado. A primeira-ministra explicou que sua aversão a matar insetos remonta à infância, influenciada pela leitura do mangá “Fênix”, de Osamu Tezuka. A obra, que aborda o conceito de reencarnação, impactou profundamente Takaichi desde cedo, levando-a a acreditar no ciclo da vida e a hesitar em tirar a vida de qualquer criatura. Reflexões sobre a vida e a reencarnação Em sua publicação, Sanae Takaichi relatou que, ao se deparar com a barata, pensou sobre a ideia de reencarnação. “Talvez esta vida [da barata] também seja parte desse longo ciclo de reencarnação”, ponderou a primeira-ministra, que esperou que o inseto desaparecesse por conta própria. No entanto, a situação exigiu uma intervenção. Funcionários da residência oficial agiram para se livrar do inseto e implementaram medidas de controle de pragas, como a aplicação de inseticidas, o que resultou no fim do aparecimento de baratas no local. Apesar do alívio com a solução do problema, Takaichi admitiu ter vivenciado um sentimento inesperado. “Eu me senti aliviada, mas também um pouco solitária, ou talvez triste…”, escreveu a líder política, demonstrando sua conexão com a ideia de que até mesmo um pequeno inseto possui seu próprio ciclo de vida. O uso da residência oficial como local de trabalho intensivo O episódio também lança luz sobre a rotina de trabalho de Sanae Takaichi. Segundo o jornal Nikkei, a primeira-ministra tem dedicado a maior parte do seu tempo à residência oficial desde que assumiu o cargo em outubro de 2025, raramente saindo do local em fins de semana e feriados. Essa dedicação é justificada por Takaichi, que defende o uso da residência como um centro de operações para otimizar sua gestão. “Posso obter as informações necessárias, avaliar e dar respostas prontamente logo cedo, de noite ou em feriados”, afirmou. A intensidade de seu trabalho se contrasta com os antecessores. Os três premiês anteriores, de acordo com a mesma publicação, passaram uma porcentagem menor de seus dias não úteis dentro de casa, variando entre 3% e 16%. Impacto da cultura popular na visão de mundo A declaração de Takaichi ressalta como elementos da cultura popular, como mangás, podem moldar a visão de mundo e as reações pessoais, mesmo em figuras públicas de alto escalão. A referência a “Fênix”, de Osamu Tezuka, um dos pioneiros do mangá no Japão, demonstra a influência duradoura de obras artísticas na formação de valores e perspectivas individuais, como a compaixão por todas as formas de vida. O caso da primeira-ministra do Japão

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Trump remove quadro “woke” de embaixada dos EUA e planeja vendê-lo: Arte de Kehinde Wiley vira alvo político

Departamento de Estado dos EUA retira obra de Kehinde Wiley de embaixada e considera venda em meio a polêmica. Uma pintura do renomado artista Kehinde Wiley, conhecido por criar o retrato oficial de Barack Obama, foi retirada da Embaixada dos Estados Unidos na República Dominicana na semana passada. A decisão, tomada pelo Departamento de Estado, gerou controvérsia e levanta questões sobre a politização da arte diplomática. A obra, intitulada “Young Artists After Siamesas 1960”, foi encomendada pelo governo federal em 2013 com fundos públicos. No entanto, a diretora do programa Arte nas Embaixadas, Erin Scavino, a classificou como “muito woke” e “esteticamente aterrorizante”, conforme divulgado pelo The New York Times. A embaixadora dos EUA na República Dominicana, Leah Campos, celebrou a retirada da pintura em redes sociais, associando-a a “ideologias globalistas e woke” e afirmando que a arte deveria refletir “o patriotismo americano”. O Departamento de Estado agora avalia a possibilidade legal de vender a obra, o que seria inédito para o programa Arte nas Embaixadas. O que diz o Departamento de Estado sobre a retirada da obra Em comunicado oficial, um porta-voz do Departamento de Estado não comentou diretamente o conteúdo da pintura, mas criticou declarações feitas por Wiley em 2023 sobre outra obra sua, “Judith and Holofernes”. Wiley teria descrito a peça como “uma brincadeira com essa coisa de ‘matar brancos’”, o que, segundo o porta-voz, “não tem lugar no Departamento de Estado da política América em Primeiro Lugar”. O porta-voz também mencionou acusações de agressão sexual contra Wiley, que o artista nega. A justificativa para a retirada e possível venda da pintura “Young Artists After Siamesas 1960” baseia-se nessas alegações e nas declarações interpretadas como violentas e racistas, alinhando-se à política externa do governo Trump. Artista Kehinde Wiley e a diplomacia cultural Kehinde Wiley é conhecido por suas releituras de obras clássicas, inserindo modelos negros contemporâneos em composições históricas. Para “Young Artists After Siamesas 1960”, Wiley estudou pinturas de artistas dominicanos e colaborou com estudantes de arte locais, um processo que durou dois anos. Em 2015, o próprio Departamento de Estado o premiou por suas contribuições à diplomacia cultural. Virginia Shore, que encomendou a obra em questão quando dirigia o programa Arte nas Embaixadas, defendeu o trabalho, classificando-o como apartidário. Ela ressaltou a importância do programa para a construção de confiança e empatia entre países, citando que o programa recebeu apoio durante o governo Bush. Histórico do programa Arte nas Embaixadas e outras polêmicas O programa Arte nas Embaixadas foi criado em 1963, durante o governo Kennedy, com o objetivo de promover a diplomacia cultural. A retirada da obra de Wiley é vista por alguns como uma tentativa de politizar o programa. A diretora Erin Scavino já esteve envolvida em outras controvérsias, como a demissão de um embaixador na Romênia por conta de uma obra considerada “satânica” e a organização de uma exposição em Washington com o lema “Tornar a Arte Grande Novamente”. A embaixadora Leah Campos, por sua vez, reafirmou em redes sociais que seu objetivo

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Trump propõe taxa de US$ 103 mil para vistos H-1B: Gigantes da tecnologia e trabalhadores qualificados na mira

Governo Trump impõe nova taxa milionária para vistos de trabalhadores qualificados, mirando empresas de tecnologia e talentos estrangeiros. O governo do ex-presidente Donald Trump implementou uma medida que visa cobrar uma taxa expressiva de mais de US$ 100 mil dos empregadores que contratam trabalhadores estrangeiros através do programa de vistos H-1B. Essa iniciativa surge após uma derrota judicial em uma tentativa anterior de impor custos mais altos. A restrição da imigração, tanto legal quanto irregular, tem sido um pilar da agenda republicana, atendendo a um apelo constante de sua base eleitoral. A nova proposta de regulamentação, apresentada pelo Departamento de Segurança Interna, argumenta que a taxa de US$ 103.265 (aproximadamente R$ 532.269) funcionaria como um “mecanismo de arrecadação” para cobrir os custos administrativos do sistema de imigração legal. A Casa Branca sustenta que o programa H-1B tem sido utilizado para substituir a mão de obra americana, em vez de complementá-la. Uma proclamação presidencial anterior, que buscava combater o que foi descrito como “abuso sistêmico”, foi bloqueada por um juiz federal em junho, que acatou argumentos de 20 estados governados por democratas, alegando que a taxa era ilegal e instituída sem autorização do Congresso. Contudo, outra decisão judicial em dezembro manteve a medida, conferindo ao presidente ampla autoridade para lidar com questões de segurança econômica e nacional, decisão que ainda está em fase de recurso. Conforme informações divulgadas, até o fim de fevereiro, cerca de 70 empregadores já haviam pago a taxa de US$ 100 mil em 85 pedidos de visto, segundo documentos judiciais. Argumentos e Controvérsias por Trás da Proposta A nova proposta do governo dá ênfase aos custos operacionais, justificando a necessidade de cobrir despesas de órgãos como o Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS), a Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). No entanto, a medida também reconhece um benefício indireto: aumentar a probabilidade de empregadores americanos optarem por contratar profissionais do país em vez de trabalhadores com visto H-1B, caso fossem obrigados a arcar com uma taxa adicional. O Impacto nos Setores de Tecnologia e Outras Áreas Críticas Donald Trump e outros críticos do programa H-1B frequentemente apontam para o uso indevido por empresas que substituem trabalhadores americanos por mão de obra estrangeira mais barata. Por outro lado, entidades empresariais defendem que o programa é vital para suprir a escassez de profissionais qualificados em certas áreas e permitir que as indústrias americanas atraiam os melhores talentos globais. Críticos das novas regras alertam que elas podem levar a uma escassez crítica de profissionais em setores como tecnologia da informação, engenharia, educação e medicina. Histórico do Programa H-1B e Perfil dos Beneficiários Criado em 1990, o programa H-1B concede anualmente 85 mil vistos para profissionais estrangeiros altamente qualificados. No ano fiscal de 2025, a Índia foi o país de origem da maioria dos beneficiários (70%), seguida pela China (12%), Filipinas, Canadá e Coreia do Sul. Empresas como a Amazon se destacam como grandes empregadoras, com mais de 9 mil

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Nepal: Enxurrada Devastadora Deixa Rastro de Destruição e Desaparecidos, Famílias Buscam Respostas em Meio ao Caos

Sobreviventes Relatam Terror e Perdas Após Enxurrada Repentina no Nepal: Famílias Procuram Entes Queridos Desaparecidos O guia Sonam Dorjee, de Rasuwa, no Nepal, descreve o som das águas se aproximando de sua aldeia como um prenúncio de tragédia. A enxurrada repentina e o deslizamento de terra na fronteira com o Tibete causaram ao menos 157 mortes e centenas de desaparecimentos, com muitos turistas estrangeiros entre os afetados. A força da água foi tão avassaladora que Sonam relata que sua casa desabou, e ele só conseguiu encontrar uma fotografia como vestígio. A esperança agora se volta para a possível localização de sua irmã, Dechen Tamang, e outros familiares que também estão desaparecidos. A situação é de desespero, com muitos sobreviventes necessitando de resgate, evacuação e suprimentos básicos. Conforme informado pela BBC, equipes de resgate no Nepal correm contra o tempo. A principal hipótese para o início da catástrofe é uma avalanche de gelo que desencadeou uma série de eventos devastadores. O Conselho de Turismo do Nepal atualizou o número de desaparecidos, que inclui 579 viajantes, sendo 466 estrangeiros de 28 países diferentes. O país, conhecido por abrigar montanhas altíssimas e ser um destino turístico, enfrenta um desafio monumental. O Relato de Quem Perdeu Tudo No distrito de Nuwakot, Kalpana Malla narra a experiência aterradora de ver sua família ser levada pela correnteza. Sua casa e tudo o que possuía foi destruído. Ela e seu filho, Sugam Malla, sobreviveram ao se refugiarem no telhado de uma casa, um milagre que ela não consegue explicar. Sugam conta que conseguiu salvar a mãe puxando-a pela mão. Ele havia entregado seu telefone à irmã na esperança de que ela pudesse pedir ajuda, mas agora não consegue contato, aumentando a angústia pela sua segurança. Nuwakot, localizada às margens do rio Bhotekoshi, foi uma das regiões mais atingidas, com estradas, pontes e infraestrutura hidrelétrica severamente danificadas. Impacto Devastador na Vida e na Economia Local Goma Pandit, outra residente de Nuwakot, compartilha a perda de seu gado e plantações. Dez sacos de sementes de mostarda, toneladas de milho e arroz, além de todos os seus búfalos, foram levados pela enxurrada, destruindo sua fonte de sustento. A destruição da infraestrutura afeta não apenas as comunidades locais, mas também a economia do Nepal, que depende fortemente de turismo e ajuda externa. Esforços de Resgate e Solidariedade em Massa O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, expressou o choque e a profunda comoção do país diante da tragédia. Ele classificou o desastre como repentino e de grandes proporções, garantindo a mobilização de todos os recursos disponíveis para as operações de resgate. O Exército do Nepal está envolvido em buscas intensivas, com centenas de militares atuando e em prontidão. Helicópteros militares e civis têm sido cruciais no resgate de pessoas em áreas de difícil acesso. Equipes em terra também trabalham incansavelmente para encontrar sobreviventes. A solidariedade internacional e o apoio são fundamentais neste momento crítico para ajudar o Nepal a se recuperar desta devastadora enxurrada.

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Tragédia no Himalaia: Deslizamentos e Enchentes Devastam Nepal e Tibete, Deixando 160 Mortos e Quase 500 Desaparecidos

Alerta de Desastre Natural: Inundações Catastróficas no Himalaia Deixam Rastro de Destruição e Luto O Nepal e o Tibete enfrentam uma tragédia de proporções alarmantes após uma série de deslizamentos e inundações devastadoras atingirem a região do Himalaia. Autoridades locais confirmaram a morte de ao menos 160 pessoas, com um número crescente de quase 500 desaparecidos, aumentando a apreensão e a urgência das operações de resgate. A força das águas arrastou casas, destruiu estradas e levou pontes, deixando um cenário de desolação e pânico. Vilarejos inteiros foram engolidos por lama e destroços, e a dimensão exata do desastre ainda está sendo avaliada, conforme informações divulgadas por autoridades locais e pela imprensa internacional. As causas exatas das inundações ainda são incertas, com hipóteses que variam desde um possível terremoto desencadeando avalanches de gelo e rochas, até o impacto das mudanças climáticas, que podem ter levado ao desprendimento de um grande bloco de gelo de uma geleira. O governo do Nepal já solicitou ajuda a países vizinhos, como China e Índia, para intensificar os esforços de resgate e lidar com as consequências desta catástrofe natural. Balanço de Vítimas e Desaparecidos: Números Alarmantes no Nepal e Tibete A polícia nepalesa divulgou um boletim indicando 157 mortes confirmadas em seu território. No lado chinês da fronteira, na região do Tibete, ao menos três pessoas perderam a vida devido a um deslizamento de terra que atingiu o porto de Gyirong, causando pânico e destruição. A emissora estatal CCTV informou que outras 265 pessoas estão desaparecidas em decorrência do deslizamento de terra no Tibete, um número preliminar que ainda está sendo verificado pelas autoridades. O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, confirmou que o número total de desaparecidos chega a 484, sendo 341 deles estrangeiros. Entre os estrangeiros desaparecidos, há cidadãos da Índia (105), Reino Unido (12), Estados Unidos (3), Austrália, Holanda, Malásia e África do Sul. O Itamaraty informou que, até o momento da última atualização, não havia confirmação de vítimas brasileiras no desastre. O Impacto no Turismo e as Dificuldades de Resgate A região afetada é uma rota importante para peregrinos que se dirigem a Kailash Manasarovar, no Tibete, um destino espiritual para hindus e pessoas de outros países, especialmente nesta época do ano. A interrupção das rotas e a destruição da infraestrutura impactam significativamente o turismo e os esforços de socorro. No distrito montanhoso de Rasuwagadhi, no norte do Nepal, o transbordamento do rio Bhote Koshi tem dificultado o acesso de helicópteros de resgate às áreas mais atingidas, como Syapru Besi e Timure. As aeronaves só poderão operar quando o nível da água baixar, segundo informações do Exército. Ameaça de Novas Inundações e o Alerta Climático As autoridades alertam para o risco iminente de novas inundações. Um bloqueio em um afluente do rio Bhote Koshi continua a represar parte do curso d’água, aumentando a probabilidade de uma nova onda de cheias devastadoras. A situação exige vigilância constante e ações preventivas. No Tibete, o deslizamento de terra no porto de Gyirong, que ocorreu após um

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Harry e Meghan Markle: O Retorno ao Reino Unido com Filhos Após Seis Anos e Mudanças Drásticas na Vida Real Britânica

Harry e Meghan Markle retornam ao Reino Unido com os filhos Archie e Lilibet, marcando um novo capítulo após seis anos vivendo nos Estados Unidos. A mudança acontece menos de uma semana após o anúncio de que o casal planeja uma estadia mais longa no país. A decisão de voltar ao Reino Unido por um período estendido sinaliza uma transformação significativa na vida do Duque e da Duquesa de Sussex. Eles já providenciaram a matrícula dos filhos, Archie e Lilibet, em uma escola britânica, com o início das aulas previsto para o começo de setembro. A família, no entanto, não ocupará nenhuma propriedade ligada diretamente à Coroa. A expectativa é que Harry e Meghan se hospedem em uma residência privada localizada nos arredores de Londres, mantendo uma distância das obrigações e do ambiente palaciano. Este retorno representa uma virada após a saída oficial de suas funções reais em 2020 e a subsequente mudança para a Califórnia. O rompimento, apelidado de “Megxit”, causou repercussão e foi seguido por diversas declarações públicas do casal detalhando suas experiências como membros da realeza. Nova Fase Longe dos Holofotes Reais Desde que deixaram o Reino Unido, Harry e Meghan se estabeleceram em Montecito, na Califórnia. Lá, construíram uma nova vida, criaram seus filhos e firmaram importantes acordos comerciais, incluindo parcerias com plataformas de streaming. O Príncipe Harry, em particular, já havia expressado preocupações sobre a segurança no Reino Unido, um fator que influenciou a decisão de permanecer nos Estados Unidos. A atual temporada britânica não implica um retorno aos deveres reais. Harry e Meghan continuam afastados das funções oficiais da monarquia, optando por uma vida mais privada. Segundo informações do jornal The Telegraph, o casal viajou acompanhado de seus cães, Mia e Pula, enquanto as galinhas da família permaneceram na propriedade em Montecito. Relações Abaladas e Acusações Públicas A relação entre o casal e a família real se deteriorou consideravelmente nos últimos anos. Isso foi acentuado por entrevistas, documentários e declarações onde Harry e Meghan relataram conflitos internos com membros da realeza e funcionários do palácio. O casal também levantou acusações de racismo e tratamento desigual dentro da instituição. Apesar das tensões passadas, o retorno de Harry e Meghan ao Reino Unido, agora com seus filhos e focados em uma nova dinâmica familiar, abre um novo capítulo, ainda que mantendo uma postura independente da Coroa Britânica.

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Irã Anuncia Acordo para Controlar Estreito de Hormuz com Omã, EUA Reagem com Sanções e Ameaças

Irã e Omã firmam acordo para controle do Estreito de Hormuz, elevando tensões globais O governo do Irã divulgou nesta quarta-feira (26) um acordo com Omã para o controle do estratégico Estreito de Hormuz. Esta via marítima é crucial, respondendo por um quinto da produção global de petróleo e gás natural liquefeito antes do recente conflito na região. Segundo o vice-chanceler iraniano, Kazem Gharibabadi, o estreito permanecerá obstruído até que os detalhes finais do arranjo sejam concluídos. Ele afirmou à TV estatal que a rota definida é temporária, após discussões com autoridades de Omã em Teerã. No entanto, a Guarda Revolucionária do Irã adicionou incerteza ao anúncio, declarando que a medida só será implementada se os Estados Unidos concordarem com seus termos. O porta-voz Hossein Mohebbi informou à mídia estatal que foram alcançados acordos sobre a divisão de águas e receitas entre Irã e Omã. Acordo em Hormuz: Detalhes Incertos e Reação Americana Os Estados Unidos, que iniciaram a guerra congelada com Israel em 28 de fevereiro, já expressaram sua oposição a qualquer solução para o Estreito de Hormuz que não esteja sob seu controle. O presidente Donald Trump chegou a ameaçar bombardear Omã, um aliado americano, caso a negociação com o Irã prosperasse. Antes da guerra, o sultanato de Omã atuava como mediador entre os rivais. Contudo, durante o conflito, a nação foi alvo de cerca de 70 ataques do Irã. Os detalhes do acordo entre Irã e Omã permanecem obscuros. Antes do conflito, o tráfego marítimo no estreito era livre, com um corredor de três faixas de 3 km de largura cada. Hormuz: Um Ponto Estratégico e de Conflito O Estreito de Hormuz tem uma largura mínima de 39 km, dividida entre a costa de Omã ao sul e a do Irã ao norte. Não existem águas internacionais na área, apenas a junção dos limites territoriais dos dois países. O Irã minou parte da região, embora Trump tenha afirmado que o perigo foi removido. Com o início da guerra, o Irã buscou intensificar seu controle sobre a área, ameaçando e atacando petroleiros e outras embarcações. Isso resultou em uma queda drástica no trânsito, de até 140 embarcações diárias para um volume mínimo, com breves aumentos durante tréguas instáveis. Impacto Econômico e Novas Sanções dos EUA Em fevereiro, a média móvel de sete dias de navios no estreito era de 95 embarcações. Na terça-feira (25), segundo o monitor MarineTraffic, apenas 5 navios passaram pelo corredor autorizado pelas águas iranianas, que implica o pagamento de um pedágio. Há a previsão de uma taxa sobre as cargas, similar à cobrada pelo Egito no Canal de Suez. Essa disrupção afetou cadeias logísticas globais, com cerca de 6.000 marinheiros em navios fundeados no Golfo Pérsico. O preço do petróleo está 20% mais alto do que em fevereiro, impactando diversas economias. O corredor temporário anunciado terá 11,3 km de largura, com entrada e saída por águas territoriais iranianas. O anúncio iraniano ocorreu um dia após os EUA imporem sanções a 60 indivíduos e empresas

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Trump Mira Banco Iraniano: Bank Melli, Sob Sanções dos EUA há 19 Anos, Enfrenta Nova Ameaça de Fechamento Global

Bank Melli na Mira: A Estratégia dos EUA para Isolar o Sistema Financeiro Iraniano O Bank Melli, a maior instituição financeira do Irã, está novamente no centro das atenções internacionais devido às sanções impostas pelos Estados Unidos. Com um histórico de quase duas décadas sob escrutínio americano, o banco agora enfrenta uma ofensiva intensificada que visa paralisar suas operações globais. A mais recente ação, anunciada na segunda-feira (24), busca eliminar a capacidade do banco de operar no exterior, um movimento que reflete a estratégia dos EUA de isolar economicamente Teerã. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, prometeu punir países que mantiverem negócios com o Irã, classificando a ação como uma “Operação Pária Econômico”. A meta específica é o fechamento de todas as agências internacionais do Bank Melli. “Todas as agências do Bank Melli devem ser fechadas e ficar às escuras”, declarou Bessent, sinalizando a severidade da nova fase da guerra econômica contra o Irã. Essas sanções sucessivas já limitaram drasticamente a capacidade do Bank Melli de operar internacionalmente, um reflexo do isolamento econômico mais amplo do Irã. O banco estatal tem enfrentado penalidades financeiras rigorosas pelo menos desde 2007, quando foi formalmente acusado pelos EUA de financiar os programas nuclear e de mísseis iranianos. A Organização das Nações Unidas (ONU) e a União Europeia também tentaram restringir o uso de supostas empresas de fachada pelo banco para financiar atividades ilícitas. Resistência e Pressão: O Futuro das Operações Internacionais do Bank Melli Apesar da pressão, algumas agências do Bank Melli mantêm suas portas abertas. Nos Emirados Árabes Unidos, uma agência em Dubai operava normalmente na terça-feira (25), segundo um funcionário. Em Londres, a agência em Kensington também apresentava atividade, com funcionários visíveis no interior, embora o acesso a um repórter tenha sido negado. A capacidade de resiliência do Bank Melli se apoia no suporte do governo iraniano e em sua vasta rede doméstica de quase 3.100 agências. A presença internacional do banco, com agências no Oriente Médio, Europa e Ásia, tem sido alvo de sanções. Países como o Iraque revogaram licenças de operação em 2024 sob pressão americana. Outros, como o Reino Unido e a União Europeia, impuseram restrições tão severas que as agências locais, embora abertas, têm dificuldade em movimentar dinheiro ou facilitar o comércio com o Irã, atividades centrais para as operações internacionais do banco. Acusações de Rede Paralela e Empresas de Fachada Autoridades americanas acusam há anos o Bank Melli de criar ou utilizar empresas internacionais como fachada para movimentar fundos, parte de uma rede bancária paralela iraniana com comércio anual estimado em dezenas de bilhões de dólares. O Departamento do Tesouro afirma que essa rede visa contornar sanções e financiar atividades militares e grupos aliados do Irã. Em janeiro, empresas nos Emirados Árabes Unidos e em Singapura foram acusadas de atuar como fachadas para canalizar dinheiro para e do Irã através de estruturas ligadas ao Melli. Matthew Levitt, ex-alto cargo de inteligência do Departamento do Tesouro, avalia que o alcance do Bank Melli diminuiu, mas

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EUA Revogam Vistos de Turistas que Pediram Asilo: Milhares de Brasileiros Podem Ser Afetados

EUA iniciam ondas de revogação de vistos para solicitantes de asilo, afetando milhares de estrangeiros O governo dos Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, iniciou um processo de revisão e revogação de vistos para estrangeiros que entraram no país com permissão temporária, mas que posteriormente solicitaram asilo. A medida visa impedir que pessoas que chegaram como visitantes de curta duração permaneçam nos EUA de forma definitiva. O Departamento de Estado começou a analisar milhares de documentos, e os cancelamentos devem ocorrer em etapas. Estima-se que a ação possa impactar até 200 mil titulares de vistos que estão atualmente nos Estados Unidos ou que solicitaram asilo. A decisão reflete um objetivo claro da administração Trump de restringir a imigração. Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado, declarou que o visto é um privilégio, não um direito, e que o órgão trabalha em conjunto com o Departamento de Segurança Interna para identificar e revogar vistos de estrangeiros que alegam ser visitantes de curta duração, mas solicitam asilo para permanecer no país. Conforme informação divulgada pelo Departamento de Estado, esses vistos são emitidos com o entendimento claro de que se destinam a pessoas que retornarão ao seu país de origem. Novas Regras e o Impacto nos Pedidos de Visto A iniciativa de revogação de vistos é mais uma mudança na política de imigração dos EUA. O Departamento de Estado informou às embaixadas e consulados que todas as entrevistas para obtenção de visto deverão ser remarcadas até que os agentes consulares concluam treinamentos sobre uma política mais restritiva. Essa nova política foca na regra de encargo público, que visa negar vistos de imigrante a solicitantes que possam depender de assistência pública nos EUA. Suspensão de Entrevistas e Incerteza para Solicitantes A suspensão das entrevistas para obtenção de visto em todo o mundo gerou incerteza entre os solicitantes. O Departamento de Estado comunicou que uma iniciativa global de treinamento foi lançada em todas as embaixadas e consulados dos EUA. Para viabilizar esse treinamento, os horários dos serviços de visto serão ajustados. A data para o aviso sobre os novos horários das entrevistas remarcadas não foi informada. Vistos B1 e B2 no Centro da Revogação Os cidadãos estrangeiros que se tornaram alvo do Departamento de Estado nesta nova onda de revogações entraram nos EUA com os chamados vistos B1 ou B2. Estes vistos são concedidos para estadias de curta duração, destinadas a turismo, negócios ou trabalho. A agência de notícias Associated Press noticiou a iniciativa, afirmando que o número de revogações permanecerá dinâmico e ocorrerá de forma contínua. Decisão Judicial Recente sobre Emissão de Vistos Em paralelo, uma juíza federal em Nova York derrubou medidas da Casa Branca que visavam suspender a emissão de vistos a pessoas que solicitam o documento em 75 países, muitos deles na África, Ásia e América Latina. A juíza Jeannette A. Vargas considerou que a justificativa do departamento, baseada na ideia de que muitos cidadãos estrangeiros desses países dependeriam de assistência de Washington, não tinha fundamento jurídico. No

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