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Homem invade escola na Suécia com espada: um morto e três feridos em ataque chocante em Fagersta

Suécia: Ataque com espada em escola deixa um morto e três feridos em Fagersta Um grave incidente chocou a cidade de Fagersta, na Suécia, nesta sexta-feira (21), quando um homem armado com uma espada invadiu uma escola, resultando na morte de uma pessoa e deixando outras três feridas. O suspeito, um jovem de 18 anos, foi detido após a polícia intervir e disparar contra ele. As autoridades foram acionadas pouco depois das 14h, horário local, e ao entrarem na escola, encontraram a vítima fatal. Dos três feridos, dois em estado grave foram levados para o hospital, sendo que um deles passou por cirurgia de emergência. As vítimas graves são meninos com idades entre 12 e 17 anos. A polícia iniciou a investigação para determinar as motivações do ataque, mas não há indícios de que mais pessoas estivessem envolvidas. O suspeito detido já possuía antecedentes criminais, incluindo uma condenação por agressão. A forma como o ataque ocorreu, com uso de espada, remete a um caso similar ocorrido em 2015. Ataque com espada em escola sueca: detalhes do incidente Conforme informado pelo chefe da polícia local, Tommy Alriksson, em coletiva de imprensa, o corpo foi encontrado após a entrada das forças de segurança na escola. Ele confirmou que um **homem de 18 anos foi detido** após ser baleado pela polícia. A avaliação inicial indicou três pessoas feridas e uma morta, com dois dos feridos em estado crítico. A prefeita de Fagersta, Asa-Marta Sjostrom, descreveu o evento como **”um incidente muito grave e profundamente chocante”**. O diretor regional dos serviços de saúde, Jonas Cederberg, confirmou que os dois jovens **gravemente feridos foram internados no hospital local**, ambos com idades entre 12 e 17 anos. Um deles estava em cirurgia, mas ambos em situação estável. Suspeito com histórico de agressão e referências a massacres Segundo informações da emissora sueca SVT, o autor do ataque possuía uma **condenação anterior por agressão**. O uso de um capacete e uma espada durante o ataque trouxe à memória um caso de outubro de 2015, em Trollhättan, onde um jovem de 21 anos armado com uma espada matou três pessoas em um ataque com motivação racista. Na ocasião, o agressor usava vestimentas escuras e um capacete. A polícia sueca está investigando uma conta no TikTok que supostamente pertencia ao agressor. Antes de ser apagada, a conta exibia **vídeos com referências a ataques em escolas e massacres**, e a última postagem era uma foto de uma espada. Essa descoberta adiciona uma camada de preocupação sobre o planejamento do ato. Estudantes confinados e reação das autoridades Os estudantes da escola, que conta com cerca de 450 alunos, permaneceram **confinados no local e em áreas próximas por mais de três horas** antes de serem liberados pelas autoridades. Imagens divulgadas pela SVT mostravam diversas ambulâncias e viaturas em frente à escola, além de um helicóptero policial. O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, manifestou solidariedade às famílias das vítimas e afirmou que a polícia está trabalhando intensamente para desvendar as circunstâncias do ataque. A líder

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Pentágono Demite Chefes do “Stars and Stripes”: Veto à “Cobertura Woke” e Interferência Editorial em Destaque

Pentágono demite líderes do “Stars and Stripes” em meio a tensões sobre independência editorial O Departamento de Defesa dos Estados Unidos demitiu o publisher e o editor-chefe do “Stars and Stripes”, jornal financiado pelo governo que cobre as Forças Armadas americanas. A decisão, confirmada por um alto funcionário do Pentágono e pelos próprios jornalistas afetados, levanta sérias questões sobre a autonomia editorial da publicação. As demissões ocorrem em um momento delicado, com o jornal noticiando as dificuldades enfrentadas por militares e suas famílias em meio a conflitos internacionais, como a prolongada guerra no Irã. A medida gerou preocupação sobre a disposição do Pentágono em garantir a integridade jornalística do “Stars and Stripes”. A polêmica ganhou força após reportagens recentes sobre as adversidades enfrentadas por marinheiros a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, cuja missão foi estendida para nove meses. Conforme apurado pelo “Stars and Stripes” e divulgado por outros veículos, a publicação tem se aprofundado em temas sensíveis para a comunidade militar. Essa informação foi divulgada pelo próprio jornal. Motivos Oficiais e Contestações Erik Slavin, editor-chefe demitido, recebeu um aviso que citava “insubordinação” e “aparição não autorizada na imprensa” como justificativas para seu desligamento. Slavin, no entanto, contesta as alegações e aponta para uma entrevista concedida à CBS News em julho, na qual ele defendeu a independência editorial do jornal. Na ocasião, Slavin declarou que a censura de notícias destinadas aos militares seria uma “linha vermelha”. “Mantenho o princípio de que o “Stars and Stripes” deve permanecer editorialmente independente, conforme exigido por lei e pelas próprias políticas do departamento”, afirmou Slavin em comunicado. Ele ressaltou que sua posição em defesa da autonomia jornalística é inegociável, mesmo diante de pressões. Histórico de Tensões e Mudanças Regulatórias A integridade editorial do “Stars and Stripes” é, historicamente, protegida por regulamentos federais e políticas do Pentágono, que garantem “um fluxo livre de notícias e informações para seus leitores, sem controle editorial ou censura”. Contudo, em janeiro deste ano, o Pentágono revogou esse regulamento. Sean Parnell, principal porta-voz do Pentágono, manifestou publicamente que o “Stars and Stripes” deveria “redirecionar seu conteúdo, afastando-o de distrações woke”. Essa declaração sinalizou uma mudança de direção pretendida pelo órgão governamental, visando um conteúdo considerado mais alinhado aos seus interesses. Restrições e Demissão Anterior Em março, o Pentágono emitiu um memorando que proibiu o jornal de publicar histórias em quadrinhos e de republicar artigos da Associated Press. O memorando estipulava que as reportagens do “Stars and Stripes” “devem ser compatíveis com a boa ordem e a disciplina militares”, uma formulação criticada por remeter à legislação militar usada para restringir manifestações. Anteriormente, em abril, Jacqueline Smith, responsável pela fiscalização editorial interna do jornal, foi demitida após criticar o Pentágono por interferência editorial. Smith, cujo cargo foi criado pelo Congresso para garantir a independência jornalística, processou o Departamento de Defesa, alegando violação da Primeira Emenda. A “Trincheira” da Independência Editorial Em julho, em entrevista à CBS News, Slavin foi questionado sobre em qual “trincheira” estaria “disposto a morrer” caso a integridade editorial

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Maduro Abandonado? Regime da Venezuela Deixa Ditador à Justiça Americana e Foca em Sobrevivência

Regime Venezuelano Deixa Nicolás Maduro à Própria Sorte em Meio a Negociações e Mudanças de Poder O governo venezuelano parece ter deixado de lado os esforços para a libertação de Nicolás Maduro, seu líder deposto e preso nos Estados Unidos. Durante quase duas semanas de negociações com a oposição, o nome de Maduro sequer foi mencionado, um sinal claro de que o regime pode ter abandonado sua causa judicial. Inicialmente, autoridades venezuelanas, como Delcy Rodríguez e Jorge Rodríguez, classificaram a captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, como uma “agressão vil” e prometeram lutar por sua libertação. No entanto, essa postura mudou drasticamente. A ausência de qualquer exigência pela soltura de Maduro nas recentes conversas, segundo relatos de participantes ouvidos pelo Financial Times, surpreendeu a oposição. A Casa Branca tem apoiado Delcy Rodríguez, que assumiu após a captura de Maduro em 3 de janeiro, em troca de acesso aos recursos naturais venezuelanos, especialmente petróleo. Mudança de Prioridades e Sinais de Distanciamento A primeira rodada de negociações, focada em eleições presidenciais, produziu poucos resultados concretos. As discussões se concentraram mais em como financiar a recuperação após terremotos devastadores, incluindo a repatriação de cerca de US$ 4 bilhões em barras de ouro do Banco da Inglaterra, e na reforma do sistema judiciário. Analistas apontam que, para o regime atual, “o destino dele já está selado”, com o foco principal voltado para a própria sobrevivência política. A estratégia de Delcy Rodríguez mudou, com a substituição de líderes militares por aliados leais e um aparente distanciamento do poderoso chefe de segurança, Diosdado Cabello, que também teria se aproximado de Washington. Sinais visíveis dessa mudança incluem a retirada de placas e outdoors pedindo a libertação do casal Maduro, que haviam sido instalados em janeiro. Murais pró-Maduro também foram apagados, restando poucas imagens do ex-líder em Caracas. Delcy Rodríguez, em suas aparições públicas, raramente menciona seu antecessor, marcando uma ruptura com o estilo inflamado de Maduro. Apoio Chavista e Controvérsias nas Negociações Apesar do distanciamento oficial, Maduro ainda conta com o apoio de chavistas fervorosos. Muitos seguidores fiéis acreditam que Maduro foi traído por pessoas próximas e entregue às forças americanas, expressando descontentamento com as negociações que não o mencionam. As negociações também geraram controvérsia dentro da oposição, especialmente pela ausência de sua líder mais popular, a vencedora do Nobel María Corina Machado. O regime venezuelano não comentou oficialmente sobre os pedidos de esclarecimento a respeito dessas mudanças. Liberação de Presos Políticos e Confirmação Incerta Após o encerramento das negociações, o regime anunciou a libertação de 131 presos políticos. No entanto, a organização de direitos humanos Foro Penal conseguiu confirmar a soltura de apenas 78 pessoas, levantando dúvidas sobre a veracidade e a abrangência das medidas anunciadas. A situação de Maduro, que responde a acusações relacionadas ao tráfico de drogas nos Estados Unidos, parece cada vez mais isolada. A prioridade do governo atual, segundo analistas, é garantir sua própria permanência no poder, independentemente do futuro do ex-líder.

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Descoberta de Petróleo na Foz do Amazonas Coincide com Plano Chinês para Reduzir Importações: O Futuro do Barril Brasileiro

China redefine estratégia energética: O que a descoberta de petróleo no Brasil significa para o futuro do mercado asiático. A descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado na Foz do Amazonas, foi anunciada com entusiasmo pelo Brasil na mesma semana em que a China divulgou partes de seu novo plano quinquenal focado em petróleo e gás. As 16 páginas do documento chinês, divididas em nove capítulos, trazem mudanças significativas que prometem reconfigurar o mercado energético global e, em particular, as exportações brasileiras para a Ásia. Os números recentes já indicavam uma forte demanda chinesa pelo petróleo brasileiro. Em março, a alfândega chinesa registrou 5,03 milhões de toneladas de petróleo vindas do Brasil, um aumento expressivo de 154% em relação ao ano anterior. Essa tendência consolidou o Brasil como um fornecedor cada vez mais relevante, subindo para a quinta posição entre os maiores fornecedores da China no ano passado. O novo plano chinês, no entanto, sinaliza uma mudança de rota. Com foco em aumentar a oferta doméstica e reduzir a dependência de importações, Pequim estabelece metas ambiciosas para a produção interna e o desenvolvimento de tecnologias estratégicas. A publicação, que detalha as diretrizes energéticas até 2030, foi divulgada conforme informação do setor. China busca autossuficiência em petróleo e gás até 2030 O documento chinês estabelece um objetivo de oferta doméstica de 440 milhões de toneladas equivalentes de petróleo, com a criação de sete bases produtoras estratégicas. Há também uma diretriz clara para a reposição consistente de reservas, embora a dimensão exata dessas reservas permaneça incerta. Pequim também planeja o desenvolvimento de bases de carvão para a produção de líquidos e gás em regiões como Ordos e Yulin, consideradas reservatórios de capacidade e tecnologia. O plano chinês e o impacto nas exportações brasileiras Uma das surpresas do plano chinês é a pouca ênfase dada à importação de petróleo. O tema, crucial para sustentar a indústria chinesa nas últimas décadas, foi restrito a um único parágrafo. Essa mudança pode ser interpretada como um esforço deliberado para diminuir a dependência externa, conforme resumiu o economista Lin Boqiang, da Universidade de Xiamen, que descreveu a lógica do documento como um esforço para “derrubar a dependência externa de petróleo e gás”. Essa estratégia chinesa responde diretamente aos riscos evidenciados por crises geopolíticas recentes, como a do estreito de Hormuz. Em 2025, a China importou 578 milhões de toneladas de petróleo bruto, um aumento de 4,4%, mas o consumo já dá sinais de atingir um platô. O instituto de pesquisa da CNPC, a maior estatal chinesa do setor, projeta uma dependência externa em torno de 70% até 2030. Novas descobertas brasileiras em um cenário de demanda chinesa em transformação Apesar do novo plano chinês, o barril brasileiro não deve ser expulso do mercado asiático de imediato. No entanto, a consequência mais direta para o Brasil será a perda do ritmo acelerado de crescimento das exportações para a China nos últimos dois anos. O país asiático está se posicionando para disputar um volume de petróleo que, segundo projeções,

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Deputada Democrata Alerta: Trump Tenta Interferir nas Eleições Brasileiras e Democratas Agirão para Garantir Respeito ao Voto

Democratas dos EUA Vêem Tentativas de Trump de Interferir nas Eleições Brasileiras e Prometem Ação Legisladores americanos do Partido Democrata expressam preocupação com supostas tentativas do governo de Donald Trump de influenciar as eleições presidenciais no Brasil. A deputada democrata Pramila Jayapal afirmou que os democratas farão “tudo o que for possível” para garantir que os resultados do pleito sejam reconhecidos e respeitados. Jayapal, que liderou uma iniciativa para enviar uma carta ao Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, contestando a “Doutrina Donroe” de Trump, explicou que as táticas usadas são semelhantes às empregadas para questionar a segurança eleitoral nos próprios Estados Unidos. A deputada destacou que o objetivo seria deslegitimar o processo democrático brasileiro. A posição dos democratas contrasta com declarações anteriores do Departamento de Estado americano, que, embora afirmasse respeitar o resultado das eleições, adicionou a ressalva de “eleições livres e justas”, termo frequentemente associado a questionamentos sobre a legitimidade do voto. As informações foram divulgadas em conversa com jornalistas no início de agosto. Trump e a “Doutrina Donroe”: Uma Nova Abordagem de Hegemonia A deputada Pramila Jayapal comparou as ações de Trump com a “Doutrina Donroe”, uma adaptação da Doutrina Monroe que, segundo ela, prevê a hegemonia de Washington no hemisfério ocidental. Ela vê essas intervenções como uma estratégia partidária que inclui o apoio a candidatos preferidos, o uso de tarifas e sanções como armas, e, em último caso, o emprego da força militar. “As maneiras pelas quais Trump tenta influenciar as eleições brasileiras, seja por meio das tarifas, seja por meio do seu apoio [a um dos candidatos] não são algo comum. Tornou-se comum sob este governo Trump, mas não é normal que o presidente dos EUA interfira ativamente nas eleições ou apoie candidatos de outros países. Considero isso muito preocupante”, afirmou Jayapal à Folha. Ela acredita que essas táticas desestabilizam o hemisfério e colocam os vizinhos em risco. O Papel dos EUA nas Eleições Brasileiras: Do Apoio em 2022 à Preocupação Atual Em 2022, o governo de Joe Biden teve um papel ativo ao reconhecer prontamente o resultado da eleição brasileira, mesmo diante de questionamentos do então presidente Jair Bolsonaro. Naquela ocasião, os EUA enviaram o Assessor de Segurança Nacional, Jake Sullivan, a Brasília para reforçar a confiança no sistema eleitoral brasileiro e sinalizar que a cooperação militar poderia ser cortada caso as Forças Armadas interferissem. Contudo, a situação parece ter mudado. Segundo o jornal Washington Post, funcionários do Departamento de Estado americano tentaram obter vistos para o Brasil com o objetivo de questionar a integridade do sistema eleitoral do país, mas seus pedidos foram negados pelo Itamaraty. Essa ação gerou ainda mais preocupação entre os democratas. Democratas Prometem Vigilância e Ação para Proteger a Integridade Eleitoral “Estamos preocupados. Trabalhamos em estreita colaboração com o governo Biden, que respeitou a vontade dos eleitores brasileiros”, disse Jayapal. Ela assegurou que, desta vez, os democratas farão “tudo o que estiver ao nosso alcance” para garantir que os resultados das eleições sejam respeitados, especialmente se obtiverem a

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Terremoto na Colômbia: Setor de Turismo Pede Viagens Mantidas e Adia Cancelamentos em Regiões Afetadas

Setor turístico da Colômbia apela para que visitantes não cancelem viagens após terremoto no Eixo Cafeteiro Um forte terremoto atingiu a Colômbia no dia 10, causando danos significativos em uma das regiões mais cobiçadas por turistas, o Eixo Cafeteiro. Apesar da situação ainda delicada, o setor de turismo local e autoridades pedem que os visitantes não desistam de seus planos de viagem, buscando alternativas como o adiamento de reservas. Pereira, uma das cidades mais impactadas, e outras localidades do Eixo Cafeteiro, como Salento e Filandia, sofrem com a diminuição do fluxo turístico. Mesmo com os desafios, atividades e passeios já foram retomados em diversos pontos turísticos da região, demonstrando a resiliência do setor. O apelo para manter as viagens e a solidariedade com a região afetada vem de associações como a Cotelco e a Anato, além de representantes do governo local. Conforme apurado pela Folha, o objetivo é mitigar o impacto econômico e social dos cancelamentos em massa, conforme informação divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo. Impacto e Resiliência no Eixo Cafeteiro O Eixo Cafeteiro, conhecido por suas paisagens deslumbrantes com as imponentes palmeiras do Valle de Cocora, cidades charmosas como Salento e Filandia, hotéis de águas termais e o Parque Nacional Natural Los Nevados, sofreu com o abalo sísmico. O Parque del Café, com suas atrações como montanhas-russas, já retomou suas atividades, mostrando um esforço para a normalização. A cidade de Pereira, um importante ponto de acesso para turistas devido ao seu aeroporto, Matecaña, sofreu danos consideráveis na infraestrutura aeroportuária. Funcionários trabalham para restabelecer as operações, que já operam com algumas restrições, como o uso parcial do terminal. A oferta de hospedagem em cidades como Manizales também foi afetada, com estabelecimentos danificados e serviços limitados, como a falta de água em alguns locais. Apelo por Solidariedade e Manutenção de Reservas Cristian Toro, secretário de Desenvolvimento Econômico de Pereira, relatou que mais de 200 operadoras turísticas foram impactadas, afetando quase 900 empregos diretos. “As reservas despencaram”, afirmou Toro, pedindo que as pessoas **adiem, e não cancelem**, suas viagens. A intenção é manter a reativação econômica através de eventos programados e do turismo, que é vital para a recuperação da cidade. Jose Duarte Garcia, presidente da Cotelco, divulgou um vídeo alertando sobre os cancelamentos massivos e solicitando **solidariedade** ao setor. Ele enfatiza que adiar a visita, em vez de cancelar, é uma forma crucial de ajudar a região a se recuperar economicamente. Os cancelamentos representam um segundo golpe, afetando emprego, desenvolvimento e atividade econômica, que são mais necessários do que nunca nas áreas mais atingidas pelo terremoto. Apoio ao Turismo como Forma de Ajuda Paula Cortés Calle, presidente da Anato, reforçou o apelo em suas redes sociais, destacando que **não cancelar viagens** é a melhor maneira de apoiar o Chocó, o Eixo Cafeteiro e o Valle del Cauca. O secretário Toro também garante que os parques da região estão funcionando normalmente e convida os turistas a visitarem Pereira, ressaltando que **qualquer visita será grandiosa** para a recuperação da cidade. Apesar dos

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Lula sugere a Trump encontro com Xi Jinping e Putin em resort de luxo para buscar a paz mundial

Lula propõe encontro histórico entre líderes mundiais em resort de luxo para negociar a paz global O presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou, na noite desta sexta-feira (21), uma ousada sugestão feita ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula propôs a realização de um encontro entre líderes globais na mansão de Trump em Mar-a-Lago, na Flórida, com o objetivo de buscar soluções para os conflitos internacionais e promover a paz. A declaração foi feita durante um comício em Belo Horizonte, Minas Gerais, onde o presidente reforçou o discurso em defesa da soberania nacional e criticou duramente as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, classificando-as como irrealistas e baseadas em mentiras. Segundo Lula, essas acusações americanas se referem a questões como trabalho forçado e taxas de desmatamento no país. A proposta de Lula, conforme relatado pelo próprio presidente, foi feita em referência à reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) em setembro. Ele teria dito a Trump: “Convida o Xi Jinping e o [Vladimir] Putin na sua casa —ele tem uma casa de golfe, lá para o lado de Miami— toma um trago, e vamos tentar encontrar um jeito de fazer paz”. A declaração, segundo o presidente, foi dada em Belo Horizonte, durante comício realizado para fortalecer o palanque estadual do PT em Minas Gerais. Críticas às tarifas americanas e defesa da soberania nacional Lula rebateu as acusações do governo americano sobre trabalho forçado e desmatamento, afirmando que as taxas impostas ao Brasil são

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China Expõe Sistema Massivo de Vigilância de Estrangeiros: Dados Revelam Monitoramento Detalhado de Residentes e Visitantes

China Expõe Sistema Massivo de Vigilância de Estrangeiros: Dados Revelam Monitoramento Detalhado de Residentes e Visitantes Um pesquisador de cibersegurança descobriu um vasto banco de dados que detalha o monitoramento de estrangeiros na China, expondo como o governo coleta e organiza informações sobre indivíduos que vivem ou visitam o país. A plataforma, apelidada de “Plataforma de Controle Dinâmico de Pessoal Estrangeiro”, oferece um vislumbre sem precedentes da escala e profundidade da vigilância chinesa sobre não-cidadãos. A descoberta, feita por Marc Hofer, revelou um painel que parecia saído de um filme de ficção científica, rastreando centenas de estrangeiros em Zhangjiakou, cidade que sediou eventos das Olimpíadas de Inverno de 2022. O sistema continha registros de quase 12 mil pessoas, incluindo foragidos, jornalistas estrangeiros e indivíduos de Hong Kong e Taiwan, muitos dos quais nunca estiveram na cidade. O acesso não autorizado a essas informações sensíveis levanta sérias questões sobre a privacidade e a segurança dos dados. A existência e o funcionamento deste sistema indicam uma integração profunda de diversas fontes de dados para fins de vigilância, um tema cada vez mais presente na gestão da segurança pública sob a liderança do Partido Comunista Chinês. As informações foram compartilhadas com o New York Times, que corroborou a veracidade de parte dos dados. Descoberta Chocante de um Pesquisador de Cibersegurança Marc Hofer, um pesquisador de cibersegurança e jornalista baseado em Amsterdã, estava em sua rotina de busca por informações sobre a vigilância chinesa quando se deparou com a “Plataforma de Controle Dinâmico de Pessoal Estrangeiro”. Ele descreveu o painel como algo retirado do filme “Minority Report”, com um design futurista. Ao explorar o sistema, Hofer se viu listado, com sua própria foto tirada por autoridades de imigração chinesas, seu número de passaporte e o número de celular que utilizou na China. “Quem quer que tenha colocado essas coisas ali tinha acesso a dados reais”, declarou Hofer, impressionado com a precisão das informações. Ele também notou uma lista de usuários que haviam acessado o site recentemente, incluindo delegacias de Zhangjiakou e de outras cidades, indicando que o sistema era utilizado por órgãos de segurança pública. A plataforma, que continha dados sobre mais de 700 residentes estrangeiros em Zhangjiakou, foi retirada do ar em maio, após Hofer ter baixado o máximo de informações possível em janeiro. Origem e Conexões da Plataforma de Vigilância Investigações posteriores pelo The New York Times ligaram a plataforma à Origin Dynamic, uma empresa sediada em Pequim que fornece robótica e equipamentos de vigilância para a polícia chinesa. Documentos públicos de licitação confirmam essa relação comercial. Em 2023, a Origin Dynamic solicitou uma patente para um sistema descrito como uma “interface de informações para cidadãos não chineses”, que apresentava design e funcionalidades quase idênticas à plataforma encontrada em Zhangjiakou. A empresa tem participação acionária do governo municipal de Yancheng, na província de Jiangsu, o que reforça a conexão entre o setor privado e órgãos estatais na disseminação de tecnologias de vigilância. Embora a Origin Dynamic e o Departamento de Segurança Pública

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Irã Promete Resposta “Devastadora” a Novas Sanções dos EUA que Visam Derrubar o Regime; Petróleo Oscila

Tensões se Intensificam: Irã Ameaça “Resposta Devastadora” a Novas Sanções dos EUA O Irã elevou o tom nesta sexta-feira (21), prometendo uma reação “devastadora” a quaisquer novas ameaças dos Estados Unidos. A declaração surge após Washington anunciar a intenção de impor as sanções financeiras “mais severas da história” com o objetivo de desestabilizar o regime iraniano. As novas medidas, detalhadas pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na quinta-feira (20), seguem declarações do presidente Donald Trump sobre uma “guerra econômica” contra qualquer nação que ofereça apoio financeiro ao Irã. Os detalhes completos das sanções são esperados para a próxima segunda-feira (24). O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, major-general Ali Abdollahi, classificou a potencial resposta de sua nação como “esmagadora, punitiva e devastadora”. Essa escalada verbal ocorre em um momento delicado para a economia global e para as relações internacionais, com o preço do petróleo já reagindo às incertezas. Irã Busca Posição de Força e Critica “Guerra Econômica” Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, sugeriu que Washington reconhece a impossibilidade de uma vitória militar direta contra o Irã. Durante uma visita ao Iraque, Qalibaf acusou os EUA e Israel de recorrerem a táticas de “guerra econômica” e “cognitiva”. Em linha com essa visão, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que é o momento de encerrar o conflito, pois Teerã estaria em uma posição de força. “É melhor que coloquemos fim à guerra agora, pois estamos em uma posição de poder e dignidade, e o mundo inteiro reconhece nossa vitória”, afirmou Pezeshkian. O Irã já enfrenta sanções econômicas severas e quase contínuas há cerca de 50 anos, desde a Revolução Islâmica de 1979. Antes mesmo das novas ameaças americanas, o Ministério das Relações Exteriores do Irã já havia condenado as sanções dos EUA como “terrorismo econômico”. Mercado de Petróleo em Alerta e a Influência da China Os preços do petróleo, embora estáveis nesta sexta-feira, caminhavam para a segunda alta semanal consecutiva, impulsionados pelas preocupações com as exportações de energia do Golfo. Na quinta-feira, o valor do barril atingiu o maior patamar em mais de três semanas após a ameaça de novas sanções americanas. A estratégia dos EUA visa pressionar o Irã a aceitar o fim de um conflito que tem impactado significativamente o fluxo de milhões de barris de petróleo do Oriente Médio. Scott Bessent comentou à CNBC que a “máxima pressão econômica” dos EUA pode reduzir a probabilidade de uma nova ofensiva militar em larga escala. A China, que importa mais de 80% do petróleo iraniano transportado por navios, segundo dados de 2025 da Kpler, mostra-se cautelosa. Ampliar a guerra econômica contra Pequim poderia gerar retaliações, dado o papel crucial da China como exportadora para os EUA. A embaixada chinesa em Washington declarou que “sanções e pressão não ajudam a resolver o problema” e pediu uma solução política e diplomática. Histórico de Conflito e Sanções no Irã A guerra, que já durou quase seis meses, resultou em milhares de mortes e

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Justiça de Hong Kong condena ativistas pró-democracia por subversão em memória de Tiananmen, gerando protestos internacionais

Hong Kong: Condenação de organizadores de vigília de Tiananmen acende alerta internacional sobre liberdades O Tribunal Superior de Hong Kong proferiu nesta sexta-feira (21) uma decisão que condena dois proeminentes ativistas pró-democracia, Lee Cheuk-yan e Chow Hang-tung, por incitação à subversão. A condenação está diretamente ligada à organização de atos anuais em memória do massacre da Praça Tiananmen em 1989. Segundo a corte, o uso repetido da frase “acabar com a ditadura de partido único” durante as atividades foi considerado uma violação da Lei de Segurança Nacional. A decisão, emitida por juízes aprovados pelo governo, aponta que a intenção dos réus era minar a confiança no Partido Comunista Chinês e enfraquecer o sistema fundamental do país. A Lei de Segurança Nacional, imposta por Pequim em 2020, criminaliza atos de secessão, subversão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras, gerando preocupação global quanto à erosão das liberdades em Hong Kong. A informação é baseada em reportagem detalhada sobre o caso. Ativistas condenados por expressar oposição política Lee Cheuk-yan, de 69 anos, e Chow Hang-tung, de 41 anos, ex-presidente e ex-vice-presidente, respectivamente, da extinta Aliança de Hong Kong em Apoio aos Movimentos Democráticos Patrióticos da China, foram considerados culpados. A Aliança era conhecida por organizar as vigílias anuais em memória da repressão aos protestos pró-democracia na Praça Tiananmen, em Pequim, em 1989. A lei, que entrou em vigor em resposta aos protestos pró-democracia de 2019 em Hong Kong, prevê pena de até dez anos de prisão para os crimes de subversão. Os juízes rejeitaram o argumento da defesa de que os réus agiam dentro das liberdades de expressão garantidas em Hong Kong, afirmando que eles “simplesmente se recusaram a recuar à beira do precipício e estavam determinados a seguir até o fim”. Lei de Segurança Nacional e o fim das vigílias de Tiananmen As manifestações em memória dos eventos de 1989 eram, até 2020, eventos legais e tolerados em Hong Kong, simbolizando a relativa liberdade do território em contraste com a China continental. Com a promulgação da Lei de Segurança Nacional, essas vigílias foram efetivamente proibidas. A decisão judicial destacou que, mesmo que os atos de resistência não envolvessem violência, a intenção de enfraquecer o sistema político chinês configura uma violação da lei, representando um risco de prisão de longo prazo. “Os réus pretendiam fazer com que outras pessoas perdessem a confiança no Partido Comunista Chinês, incitando a hostilidade e provocando divisões, a fim de alcançar o objetivo de enfraquecer o sistema fundamental básico”, declararam os magistrados. Repercussão internacional e críticas à decisão O julgamento contou com a presença de diplomatas estrangeiros e gerou forte repercussão internacional. Países como Estados Unidos, França e Alemanha, além da União Europeia, condenaram a decisão do tribunal. “A defesa pacífica dos direitos humanos não constitui crime”, afirmaram os ministérios das Relações Exteriores da França e da Alemanha. A União Europeia alertou que a sentença “confirma a contínua deterioração das liberdades de expressão e de reunião e uma nova redução do espaço para uma sociedade civil independente em

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Homem invade escola na Suécia com espada: um morto e três feridos em ataque chocante em Fagersta

Suécia: Ataque com espada em escola deixa um morto e três feridos em Fagersta Um grave incidente chocou a cidade de Fagersta, na Suécia, nesta sexta-feira (21), quando um homem armado com uma espada invadiu uma escola, resultando na morte de uma pessoa e deixando outras três feridas. O suspeito, um jovem de 18 anos, foi detido após a polícia intervir e disparar contra ele. As autoridades foram acionadas pouco depois das 14h, horário local, e ao entrarem na escola, encontraram a vítima fatal. Dos três feridos, dois em estado grave foram levados para o hospital, sendo que um deles passou por cirurgia de emergência. As vítimas graves são meninos com idades entre 12 e 17 anos. A polícia iniciou a investigação para determinar as motivações do ataque, mas não há indícios de que mais pessoas estivessem envolvidas. O suspeito detido já possuía antecedentes criminais, incluindo uma condenação por agressão. A forma como o ataque ocorreu, com uso de espada, remete a um caso similar ocorrido em 2015. Ataque com espada em escola sueca: detalhes do incidente Conforme informado pelo chefe da polícia local, Tommy Alriksson, em coletiva de imprensa, o corpo foi encontrado após a entrada das forças de segurança na escola. Ele confirmou que um **homem de 18 anos foi detido** após ser baleado pela polícia. A avaliação inicial indicou três pessoas feridas e uma morta, com dois dos feridos em estado crítico. A prefeita de Fagersta, Asa-Marta Sjostrom, descreveu o evento como **”um incidente muito grave e profundamente chocante”**. O diretor regional dos serviços de saúde, Jonas Cederberg, confirmou que os dois jovens **gravemente feridos foram internados no hospital local**, ambos com idades entre 12 e 17 anos. Um deles estava em cirurgia, mas ambos em situação estável. Suspeito com histórico de agressão e referências a massacres Segundo informações da emissora sueca SVT, o autor do ataque possuía uma **condenação anterior por agressão**. O uso de um capacete e uma espada durante o ataque trouxe à memória um caso de outubro de 2015, em Trollhättan, onde um jovem de 21 anos armado com uma espada matou três pessoas em um ataque com motivação racista. Na ocasião, o agressor usava vestimentas escuras e um capacete. A polícia sueca está investigando uma conta no TikTok que supostamente pertencia ao agressor. Antes de ser apagada, a conta exibia **vídeos com referências a ataques em escolas e massacres**, e a última postagem era uma foto de uma espada. Essa descoberta adiciona uma camada de preocupação sobre o planejamento do ato. Estudantes confinados e reação das autoridades Os estudantes da escola, que conta com cerca de 450 alunos, permaneceram **confinados no local e em áreas próximas por mais de três horas** antes de serem liberados pelas autoridades. Imagens divulgadas pela SVT mostravam diversas ambulâncias e viaturas em frente à escola, além de um helicóptero policial. O primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson, manifestou solidariedade às famílias das vítimas e afirmou que a polícia está trabalhando intensamente para desvendar as circunstâncias do ataque. A líder

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Pentágono Demite Chefes do “Stars and Stripes”: Veto à “Cobertura Woke” e Interferência Editorial em Destaque

Pentágono demite líderes do “Stars and Stripes” em meio a tensões sobre independência editorial O Departamento de Defesa dos Estados Unidos demitiu o publisher e o editor-chefe do “Stars and Stripes”, jornal financiado pelo governo que cobre as Forças Armadas americanas. A decisão, confirmada por um alto funcionário do Pentágono e pelos próprios jornalistas afetados, levanta sérias questões sobre a autonomia editorial da publicação. As demissões ocorrem em um momento delicado, com o jornal noticiando as dificuldades enfrentadas por militares e suas famílias em meio a conflitos internacionais, como a prolongada guerra no Irã. A medida gerou preocupação sobre a disposição do Pentágono em garantir a integridade jornalística do “Stars and Stripes”. A polêmica ganhou força após reportagens recentes sobre as adversidades enfrentadas por marinheiros a bordo do porta-aviões USS Abraham Lincoln, cuja missão foi estendida para nove meses. Conforme apurado pelo “Stars and Stripes” e divulgado por outros veículos, a publicação tem se aprofundado em temas sensíveis para a comunidade militar. Essa informação foi divulgada pelo próprio jornal. Motivos Oficiais e Contestações Erik Slavin, editor-chefe demitido, recebeu um aviso que citava “insubordinação” e “aparição não autorizada na imprensa” como justificativas para seu desligamento. Slavin, no entanto, contesta as alegações e aponta para uma entrevista concedida à CBS News em julho, na qual ele defendeu a independência editorial do jornal. Na ocasião, Slavin declarou que a censura de notícias destinadas aos militares seria uma “linha vermelha”. “Mantenho o princípio de que o “Stars and Stripes” deve permanecer editorialmente independente, conforme exigido por lei e pelas próprias políticas do departamento”, afirmou Slavin em comunicado. Ele ressaltou que sua posição em defesa da autonomia jornalística é inegociável, mesmo diante de pressões. Histórico de Tensões e Mudanças Regulatórias A integridade editorial do “Stars and Stripes” é, historicamente, protegida por regulamentos federais e políticas do Pentágono, que garantem “um fluxo livre de notícias e informações para seus leitores, sem controle editorial ou censura”. Contudo, em janeiro deste ano, o Pentágono revogou esse regulamento. Sean Parnell, principal porta-voz do Pentágono, manifestou publicamente que o “Stars and Stripes” deveria “redirecionar seu conteúdo, afastando-o de distrações woke”. Essa declaração sinalizou uma mudança de direção pretendida pelo órgão governamental, visando um conteúdo considerado mais alinhado aos seus interesses. Restrições e Demissão Anterior Em março, o Pentágono emitiu um memorando que proibiu o jornal de publicar histórias em quadrinhos e de republicar artigos da Associated Press. O memorando estipulava que as reportagens do “Stars and Stripes” “devem ser compatíveis com a boa ordem e a disciplina militares”, uma formulação criticada por remeter à legislação militar usada para restringir manifestações. Anteriormente, em abril, Jacqueline Smith, responsável pela fiscalização editorial interna do jornal, foi demitida após criticar o Pentágono por interferência editorial. Smith, cujo cargo foi criado pelo Congresso para garantir a independência jornalística, processou o Departamento de Defesa, alegando violação da Primeira Emenda. A “Trincheira” da Independência Editorial Em julho, em entrevista à CBS News, Slavin foi questionado sobre em qual “trincheira” estaria “disposto a morrer” caso a integridade editorial

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Maduro Abandonado? Regime da Venezuela Deixa Ditador à Justiça Americana e Foca em Sobrevivência

Regime Venezuelano Deixa Nicolás Maduro à Própria Sorte em Meio a Negociações e Mudanças de Poder O governo venezuelano parece ter deixado de lado os esforços para a libertação de Nicolás Maduro, seu líder deposto e preso nos Estados Unidos. Durante quase duas semanas de negociações com a oposição, o nome de Maduro sequer foi mencionado, um sinal claro de que o regime pode ter abandonado sua causa judicial. Inicialmente, autoridades venezuelanas, como Delcy Rodríguez e Jorge Rodríguez, classificaram a captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, como uma “agressão vil” e prometeram lutar por sua libertação. No entanto, essa postura mudou drasticamente. A ausência de qualquer exigência pela soltura de Maduro nas recentes conversas, segundo relatos de participantes ouvidos pelo Financial Times, surpreendeu a oposição. A Casa Branca tem apoiado Delcy Rodríguez, que assumiu após a captura de Maduro em 3 de janeiro, em troca de acesso aos recursos naturais venezuelanos, especialmente petróleo. Mudança de Prioridades e Sinais de Distanciamento A primeira rodada de negociações, focada em eleições presidenciais, produziu poucos resultados concretos. As discussões se concentraram mais em como financiar a recuperação após terremotos devastadores, incluindo a repatriação de cerca de US$ 4 bilhões em barras de ouro do Banco da Inglaterra, e na reforma do sistema judiciário. Analistas apontam que, para o regime atual, “o destino dele já está selado”, com o foco principal voltado para a própria sobrevivência política. A estratégia de Delcy Rodríguez mudou, com a substituição de líderes militares por aliados leais e um aparente distanciamento do poderoso chefe de segurança, Diosdado Cabello, que também teria se aproximado de Washington. Sinais visíveis dessa mudança incluem a retirada de placas e outdoors pedindo a libertação do casal Maduro, que haviam sido instalados em janeiro. Murais pró-Maduro também foram apagados, restando poucas imagens do ex-líder em Caracas. Delcy Rodríguez, em suas aparições públicas, raramente menciona seu antecessor, marcando uma ruptura com o estilo inflamado de Maduro. Apoio Chavista e Controvérsias nas Negociações Apesar do distanciamento oficial, Maduro ainda conta com o apoio de chavistas fervorosos. Muitos seguidores fiéis acreditam que Maduro foi traído por pessoas próximas e entregue às forças americanas, expressando descontentamento com as negociações que não o mencionam. As negociações também geraram controvérsia dentro da oposição, especialmente pela ausência de sua líder mais popular, a vencedora do Nobel María Corina Machado. O regime venezuelano não comentou oficialmente sobre os pedidos de esclarecimento a respeito dessas mudanças. Liberação de Presos Políticos e Confirmação Incerta Após o encerramento das negociações, o regime anunciou a libertação de 131 presos políticos. No entanto, a organização de direitos humanos Foro Penal conseguiu confirmar a soltura de apenas 78 pessoas, levantando dúvidas sobre a veracidade e a abrangência das medidas anunciadas. A situação de Maduro, que responde a acusações relacionadas ao tráfico de drogas nos Estados Unidos, parece cada vez mais isolada. A prioridade do governo atual, segundo analistas, é garantir sua própria permanência no poder, independentemente do futuro do ex-líder.

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Descoberta de Petróleo na Foz do Amazonas Coincide com Plano Chinês para Reduzir Importações: O Futuro do Barril Brasileiro

China redefine estratégia energética: O que a descoberta de petróleo no Brasil significa para o futuro do mercado asiático. A descoberta de petróleo no poço Morpho, localizado na Foz do Amazonas, foi anunciada com entusiasmo pelo Brasil na mesma semana em que a China divulgou partes de seu novo plano quinquenal focado em petróleo e gás. As 16 páginas do documento chinês, divididas em nove capítulos, trazem mudanças significativas que prometem reconfigurar o mercado energético global e, em particular, as exportações brasileiras para a Ásia. Os números recentes já indicavam uma forte demanda chinesa pelo petróleo brasileiro. Em março, a alfândega chinesa registrou 5,03 milhões de toneladas de petróleo vindas do Brasil, um aumento expressivo de 154% em relação ao ano anterior. Essa tendência consolidou o Brasil como um fornecedor cada vez mais relevante, subindo para a quinta posição entre os maiores fornecedores da China no ano passado. O novo plano chinês, no entanto, sinaliza uma mudança de rota. Com foco em aumentar a oferta doméstica e reduzir a dependência de importações, Pequim estabelece metas ambiciosas para a produção interna e o desenvolvimento de tecnologias estratégicas. A publicação, que detalha as diretrizes energéticas até 2030, foi divulgada conforme informação do setor. China busca autossuficiência em petróleo e gás até 2030 O documento chinês estabelece um objetivo de oferta doméstica de 440 milhões de toneladas equivalentes de petróleo, com a criação de sete bases produtoras estratégicas. Há também uma diretriz clara para a reposição consistente de reservas, embora a dimensão exata dessas reservas permaneça incerta. Pequim também planeja o desenvolvimento de bases de carvão para a produção de líquidos e gás em regiões como Ordos e Yulin, consideradas reservatórios de capacidade e tecnologia. O plano chinês e o impacto nas exportações brasileiras Uma das surpresas do plano chinês é a pouca ênfase dada à importação de petróleo. O tema, crucial para sustentar a indústria chinesa nas últimas décadas, foi restrito a um único parágrafo. Essa mudança pode ser interpretada como um esforço deliberado para diminuir a dependência externa, conforme resumiu o economista Lin Boqiang, da Universidade de Xiamen, que descreveu a lógica do documento como um esforço para “derrubar a dependência externa de petróleo e gás”. Essa estratégia chinesa responde diretamente aos riscos evidenciados por crises geopolíticas recentes, como a do estreito de Hormuz. Em 2025, a China importou 578 milhões de toneladas de petróleo bruto, um aumento de 4,4%, mas o consumo já dá sinais de atingir um platô. O instituto de pesquisa da CNPC, a maior estatal chinesa do setor, projeta uma dependência externa em torno de 70% até 2030. Novas descobertas brasileiras em um cenário de demanda chinesa em transformação Apesar do novo plano chinês, o barril brasileiro não deve ser expulso do mercado asiático de imediato. No entanto, a consequência mais direta para o Brasil será a perda do ritmo acelerado de crescimento das exportações para a China nos últimos dois anos. O país asiático está se posicionando para disputar um volume de petróleo que, segundo projeções,

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Deputada Democrata Alerta: Trump Tenta Interferir nas Eleições Brasileiras e Democratas Agirão para Garantir Respeito ao Voto

Democratas dos EUA Vêem Tentativas de Trump de Interferir nas Eleições Brasileiras e Prometem Ação Legisladores americanos do Partido Democrata expressam preocupação com supostas tentativas do governo de Donald Trump de influenciar as eleições presidenciais no Brasil. A deputada democrata Pramila Jayapal afirmou que os democratas farão “tudo o que for possível” para garantir que os resultados do pleito sejam reconhecidos e respeitados. Jayapal, que liderou uma iniciativa para enviar uma carta ao Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, contestando a “Doutrina Donroe” de Trump, explicou que as táticas usadas são semelhantes às empregadas para questionar a segurança eleitoral nos próprios Estados Unidos. A deputada destacou que o objetivo seria deslegitimar o processo democrático brasileiro. A posição dos democratas contrasta com declarações anteriores do Departamento de Estado americano, que, embora afirmasse respeitar o resultado das eleições, adicionou a ressalva de “eleições livres e justas”, termo frequentemente associado a questionamentos sobre a legitimidade do voto. As informações foram divulgadas em conversa com jornalistas no início de agosto. Trump e a “Doutrina Donroe”: Uma Nova Abordagem de Hegemonia A deputada Pramila Jayapal comparou as ações de Trump com a “Doutrina Donroe”, uma adaptação da Doutrina Monroe que, segundo ela, prevê a hegemonia de Washington no hemisfério ocidental. Ela vê essas intervenções como uma estratégia partidária que inclui o apoio a candidatos preferidos, o uso de tarifas e sanções como armas, e, em último caso, o emprego da força militar. “As maneiras pelas quais Trump tenta influenciar as eleições brasileiras, seja por meio das tarifas, seja por meio do seu apoio [a um dos candidatos] não são algo comum. Tornou-se comum sob este governo Trump, mas não é normal que o presidente dos EUA interfira ativamente nas eleições ou apoie candidatos de outros países. Considero isso muito preocupante”, afirmou Jayapal à Folha. Ela acredita que essas táticas desestabilizam o hemisfério e colocam os vizinhos em risco. O Papel dos EUA nas Eleições Brasileiras: Do Apoio em 2022 à Preocupação Atual Em 2022, o governo de Joe Biden teve um papel ativo ao reconhecer prontamente o resultado da eleição brasileira, mesmo diante de questionamentos do então presidente Jair Bolsonaro. Naquela ocasião, os EUA enviaram o Assessor de Segurança Nacional, Jake Sullivan, a Brasília para reforçar a confiança no sistema eleitoral brasileiro e sinalizar que a cooperação militar poderia ser cortada caso as Forças Armadas interferissem. Contudo, a situação parece ter mudado. Segundo o jornal Washington Post, funcionários do Departamento de Estado americano tentaram obter vistos para o Brasil com o objetivo de questionar a integridade do sistema eleitoral do país, mas seus pedidos foram negados pelo Itamaraty. Essa ação gerou ainda mais preocupação entre os democratas. Democratas Prometem Vigilância e Ação para Proteger a Integridade Eleitoral “Estamos preocupados. Trabalhamos em estreita colaboração com o governo Biden, que respeitou a vontade dos eleitores brasileiros”, disse Jayapal. Ela assegurou que, desta vez, os democratas farão “tudo o que estiver ao nosso alcance” para garantir que os resultados das eleições sejam respeitados, especialmente se obtiverem a

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Terremoto na Colômbia: Setor de Turismo Pede Viagens Mantidas e Adia Cancelamentos em Regiões Afetadas

Setor turístico da Colômbia apela para que visitantes não cancelem viagens após terremoto no Eixo Cafeteiro Um forte terremoto atingiu a Colômbia no dia 10, causando danos significativos em uma das regiões mais cobiçadas por turistas, o Eixo Cafeteiro. Apesar da situação ainda delicada, o setor de turismo local e autoridades pedem que os visitantes não desistam de seus planos de viagem, buscando alternativas como o adiamento de reservas. Pereira, uma das cidades mais impactadas, e outras localidades do Eixo Cafeteiro, como Salento e Filandia, sofrem com a diminuição do fluxo turístico. Mesmo com os desafios, atividades e passeios já foram retomados em diversos pontos turísticos da região, demonstrando a resiliência do setor. O apelo para manter as viagens e a solidariedade com a região afetada vem de associações como a Cotelco e a Anato, além de representantes do governo local. Conforme apurado pela Folha, o objetivo é mitigar o impacto econômico e social dos cancelamentos em massa, conforme informação divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo. Impacto e Resiliência no Eixo Cafeteiro O Eixo Cafeteiro, conhecido por suas paisagens deslumbrantes com as imponentes palmeiras do Valle de Cocora, cidades charmosas como Salento e Filandia, hotéis de águas termais e o Parque Nacional Natural Los Nevados, sofreu com o abalo sísmico. O Parque del Café, com suas atrações como montanhas-russas, já retomou suas atividades, mostrando um esforço para a normalização. A cidade de Pereira, um importante ponto de acesso para turistas devido ao seu aeroporto, Matecaña, sofreu danos consideráveis na infraestrutura aeroportuária. Funcionários trabalham para restabelecer as operações, que já operam com algumas restrições, como o uso parcial do terminal. A oferta de hospedagem em cidades como Manizales também foi afetada, com estabelecimentos danificados e serviços limitados, como a falta de água em alguns locais. Apelo por Solidariedade e Manutenção de Reservas Cristian Toro, secretário de Desenvolvimento Econômico de Pereira, relatou que mais de 200 operadoras turísticas foram impactadas, afetando quase 900 empregos diretos. “As reservas despencaram”, afirmou Toro, pedindo que as pessoas **adiem, e não cancelem**, suas viagens. A intenção é manter a reativação econômica através de eventos programados e do turismo, que é vital para a recuperação da cidade. Jose Duarte Garcia, presidente da Cotelco, divulgou um vídeo alertando sobre os cancelamentos massivos e solicitando **solidariedade** ao setor. Ele enfatiza que adiar a visita, em vez de cancelar, é uma forma crucial de ajudar a região a se recuperar economicamente. Os cancelamentos representam um segundo golpe, afetando emprego, desenvolvimento e atividade econômica, que são mais necessários do que nunca nas áreas mais atingidas pelo terremoto. Apoio ao Turismo como Forma de Ajuda Paula Cortés Calle, presidente da Anato, reforçou o apelo em suas redes sociais, destacando que **não cancelar viagens** é a melhor maneira de apoiar o Chocó, o Eixo Cafeteiro e o Valle del Cauca. O secretário Toro também garante que os parques da região estão funcionando normalmente e convida os turistas a visitarem Pereira, ressaltando que **qualquer visita será grandiosa** para a recuperação da cidade. Apesar dos

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Lula sugere a Trump encontro com Xi Jinping e Putin em resort de luxo para buscar a paz mundial

Lula propõe encontro histórico entre líderes mundiais em resort de luxo para negociar a paz global O presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou, na noite desta sexta-feira (21), uma ousada sugestão feita ao então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Lula propôs a realização de um encontro entre líderes globais na mansão de Trump em Mar-a-Lago, na Flórida, com o objetivo de buscar soluções para os conflitos internacionais e promover a paz. A declaração foi feita durante um comício em Belo Horizonte, Minas Gerais, onde o presidente reforçou o discurso em defesa da soberania nacional e criticou duramente as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, classificando-as como irrealistas e baseadas em mentiras. Segundo Lula, essas acusações americanas se referem a questões como trabalho forçado e taxas de desmatamento no país. A proposta de Lula, conforme relatado pelo próprio presidente, foi feita em referência à reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) em setembro. Ele teria dito a Trump: “Convida o Xi Jinping e o [Vladimir] Putin na sua casa —ele tem uma casa de golfe, lá para o lado de Miami— toma um trago, e vamos tentar encontrar um jeito de fazer paz”. A declaração, segundo o presidente, foi dada em Belo Horizonte, durante comício realizado para fortalecer o palanque estadual do PT em Minas Gerais. Críticas às tarifas americanas e defesa da soberania nacional Lula rebateu as acusações do governo americano sobre trabalho forçado e desmatamento, afirmando que as taxas impostas ao Brasil são

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China Expõe Sistema Massivo de Vigilância de Estrangeiros: Dados Revelam Monitoramento Detalhado de Residentes e Visitantes

China Expõe Sistema Massivo de Vigilância de Estrangeiros: Dados Revelam Monitoramento Detalhado de Residentes e Visitantes Um pesquisador de cibersegurança descobriu um vasto banco de dados que detalha o monitoramento de estrangeiros na China, expondo como o governo coleta e organiza informações sobre indivíduos que vivem ou visitam o país. A plataforma, apelidada de “Plataforma de Controle Dinâmico de Pessoal Estrangeiro”, oferece um vislumbre sem precedentes da escala e profundidade da vigilância chinesa sobre não-cidadãos. A descoberta, feita por Marc Hofer, revelou um painel que parecia saído de um filme de ficção científica, rastreando centenas de estrangeiros em Zhangjiakou, cidade que sediou eventos das Olimpíadas de Inverno de 2022. O sistema continha registros de quase 12 mil pessoas, incluindo foragidos, jornalistas estrangeiros e indivíduos de Hong Kong e Taiwan, muitos dos quais nunca estiveram na cidade. O acesso não autorizado a essas informações sensíveis levanta sérias questões sobre a privacidade e a segurança dos dados. A existência e o funcionamento deste sistema indicam uma integração profunda de diversas fontes de dados para fins de vigilância, um tema cada vez mais presente na gestão da segurança pública sob a liderança do Partido Comunista Chinês. As informações foram compartilhadas com o New York Times, que corroborou a veracidade de parte dos dados. Descoberta Chocante de um Pesquisador de Cibersegurança Marc Hofer, um pesquisador de cibersegurança e jornalista baseado em Amsterdã, estava em sua rotina de busca por informações sobre a vigilância chinesa quando se deparou com a “Plataforma de Controle Dinâmico de Pessoal Estrangeiro”. Ele descreveu o painel como algo retirado do filme “Minority Report”, com um design futurista. Ao explorar o sistema, Hofer se viu listado, com sua própria foto tirada por autoridades de imigração chinesas, seu número de passaporte e o número de celular que utilizou na China. “Quem quer que tenha colocado essas coisas ali tinha acesso a dados reais”, declarou Hofer, impressionado com a precisão das informações. Ele também notou uma lista de usuários que haviam acessado o site recentemente, incluindo delegacias de Zhangjiakou e de outras cidades, indicando que o sistema era utilizado por órgãos de segurança pública. A plataforma, que continha dados sobre mais de 700 residentes estrangeiros em Zhangjiakou, foi retirada do ar em maio, após Hofer ter baixado o máximo de informações possível em janeiro. Origem e Conexões da Plataforma de Vigilância Investigações posteriores pelo The New York Times ligaram a plataforma à Origin Dynamic, uma empresa sediada em Pequim que fornece robótica e equipamentos de vigilância para a polícia chinesa. Documentos públicos de licitação confirmam essa relação comercial. Em 2023, a Origin Dynamic solicitou uma patente para um sistema descrito como uma “interface de informações para cidadãos não chineses”, que apresentava design e funcionalidades quase idênticas à plataforma encontrada em Zhangjiakou. A empresa tem participação acionária do governo municipal de Yancheng, na província de Jiangsu, o que reforça a conexão entre o setor privado e órgãos estatais na disseminação de tecnologias de vigilância. Embora a Origin Dynamic e o Departamento de Segurança Pública

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Irã Promete Resposta “Devastadora” a Novas Sanções dos EUA que Visam Derrubar o Regime; Petróleo Oscila

Tensões se Intensificam: Irã Ameaça “Resposta Devastadora” a Novas Sanções dos EUA O Irã elevou o tom nesta sexta-feira (21), prometendo uma reação “devastadora” a quaisquer novas ameaças dos Estados Unidos. A declaração surge após Washington anunciar a intenção de impor as sanções financeiras “mais severas da história” com o objetivo de desestabilizar o regime iraniano. As novas medidas, detalhadas pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na quinta-feira (20), seguem declarações do presidente Donald Trump sobre uma “guerra econômica” contra qualquer nação que ofereça apoio financeiro ao Irã. Os detalhes completos das sanções são esperados para a próxima segunda-feira (24). O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, major-general Ali Abdollahi, classificou a potencial resposta de sua nação como “esmagadora, punitiva e devastadora”. Essa escalada verbal ocorre em um momento delicado para a economia global e para as relações internacionais, com o preço do petróleo já reagindo às incertezas. Irã Busca Posição de Força e Critica “Guerra Econômica” Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país, sugeriu que Washington reconhece a impossibilidade de uma vitória militar direta contra o Irã. Durante uma visita ao Iraque, Qalibaf acusou os EUA e Israel de recorrerem a táticas de “guerra econômica” e “cognitiva”. Em linha com essa visão, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que é o momento de encerrar o conflito, pois Teerã estaria em uma posição de força. “É melhor que coloquemos fim à guerra agora, pois estamos em uma posição de poder e dignidade, e o mundo inteiro reconhece nossa vitória”, afirmou Pezeshkian. O Irã já enfrenta sanções econômicas severas e quase contínuas há cerca de 50 anos, desde a Revolução Islâmica de 1979. Antes mesmo das novas ameaças americanas, o Ministério das Relações Exteriores do Irã já havia condenado as sanções dos EUA como “terrorismo econômico”. Mercado de Petróleo em Alerta e a Influência da China Os preços do petróleo, embora estáveis nesta sexta-feira, caminhavam para a segunda alta semanal consecutiva, impulsionados pelas preocupações com as exportações de energia do Golfo. Na quinta-feira, o valor do barril atingiu o maior patamar em mais de três semanas após a ameaça de novas sanções americanas. A estratégia dos EUA visa pressionar o Irã a aceitar o fim de um conflito que tem impactado significativamente o fluxo de milhões de barris de petróleo do Oriente Médio. Scott Bessent comentou à CNBC que a “máxima pressão econômica” dos EUA pode reduzir a probabilidade de uma nova ofensiva militar em larga escala. A China, que importa mais de 80% do petróleo iraniano transportado por navios, segundo dados de 2025 da Kpler, mostra-se cautelosa. Ampliar a guerra econômica contra Pequim poderia gerar retaliações, dado o papel crucial da China como exportadora para os EUA. A embaixada chinesa em Washington declarou que “sanções e pressão não ajudam a resolver o problema” e pediu uma solução política e diplomática. Histórico de Conflito e Sanções no Irã A guerra, que já durou quase seis meses, resultou em milhares de mortes e

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Justiça de Hong Kong condena ativistas pró-democracia por subversão em memória de Tiananmen, gerando protestos internacionais

Hong Kong: Condenação de organizadores de vigília de Tiananmen acende alerta internacional sobre liberdades O Tribunal Superior de Hong Kong proferiu nesta sexta-feira (21) uma decisão que condena dois proeminentes ativistas pró-democracia, Lee Cheuk-yan e Chow Hang-tung, por incitação à subversão. A condenação está diretamente ligada à organização de atos anuais em memória do massacre da Praça Tiananmen em 1989. Segundo a corte, o uso repetido da frase “acabar com a ditadura de partido único” durante as atividades foi considerado uma violação da Lei de Segurança Nacional. A decisão, emitida por juízes aprovados pelo governo, aponta que a intenção dos réus era minar a confiança no Partido Comunista Chinês e enfraquecer o sistema fundamental do país. A Lei de Segurança Nacional, imposta por Pequim em 2020, criminaliza atos de secessão, subversão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras, gerando preocupação global quanto à erosão das liberdades em Hong Kong. A informação é baseada em reportagem detalhada sobre o caso. Ativistas condenados por expressar oposição política Lee Cheuk-yan, de 69 anos, e Chow Hang-tung, de 41 anos, ex-presidente e ex-vice-presidente, respectivamente, da extinta Aliança de Hong Kong em Apoio aos Movimentos Democráticos Patrióticos da China, foram considerados culpados. A Aliança era conhecida por organizar as vigílias anuais em memória da repressão aos protestos pró-democracia na Praça Tiananmen, em Pequim, em 1989. A lei, que entrou em vigor em resposta aos protestos pró-democracia de 2019 em Hong Kong, prevê pena de até dez anos de prisão para os crimes de subversão. Os juízes rejeitaram o argumento da defesa de que os réus agiam dentro das liberdades de expressão garantidas em Hong Kong, afirmando que eles “simplesmente se recusaram a recuar à beira do precipício e estavam determinados a seguir até o fim”. Lei de Segurança Nacional e o fim das vigílias de Tiananmen As manifestações em memória dos eventos de 1989 eram, até 2020, eventos legais e tolerados em Hong Kong, simbolizando a relativa liberdade do território em contraste com a China continental. Com a promulgação da Lei de Segurança Nacional, essas vigílias foram efetivamente proibidas. A decisão judicial destacou que, mesmo que os atos de resistência não envolvessem violência, a intenção de enfraquecer o sistema político chinês configura uma violação da lei, representando um risco de prisão de longo prazo. “Os réus pretendiam fazer com que outras pessoas perdessem a confiança no Partido Comunista Chinês, incitando a hostilidade e provocando divisões, a fim de alcançar o objetivo de enfraquecer o sistema fundamental básico”, declararam os magistrados. Repercussão internacional e críticas à decisão O julgamento contou com a presença de diplomatas estrangeiros e gerou forte repercussão internacional. Países como Estados Unidos, França e Alemanha, além da União Europeia, condenaram a decisão do tribunal. “A defesa pacífica dos direitos humanos não constitui crime”, afirmaram os ministérios das Relações Exteriores da França e da Alemanha. A União Europeia alertou que a sentença “confirma a contínua deterioração das liberdades de expressão e de reunião e uma nova redução do espaço para uma sociedade civil independente em

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