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Mundo

Livro ‘Born’ Revela o Caos Político e a Violência Que Precederam o Golpe Militar na Argentina

O livro ‘Born’ lança luz sobre a violência política e os sequestros que assolaram a Argentina antes da ditadura militar A Argentina da década de 1970 é frequentemente lembrada por sua brutal ditadura militar, mas o período que antecedeu o golpe de 1976 é menos explorado. Era uma democracia marcada pela crescente violência política, com guerrilhas de esquerda e grupos parapoliciais de direita em confronto direto, culminando em sequestros e assassinatos. É nesse cenário turbulento, entre a morte de Juan Domingo Perón em 1974 e o golpe militar de 1976, que se desenrola a história narrada em “Born”, livro da renomada jornalista argentina María O’Donnell. A obra reconstitui um episódio emblemático: o sequestro dos irmãos Juan e Jorge Born, herdeiros de um dos maiores impérios empresariais do país. O sequestro, ocorrido em 19 de setembro de 1974, foi um verdadeiro thriller político. Os irmãos Born foram interceptados por militantes dos Montoneros, uma guerrilha urbana de esquerda peronista, que exigiram um resgate milionário. Este evento, detalhado por O’Donnell, serve como porta de entrada para a compreensão de um país à beira do abismo. A pesquisa da jornalista, que contou com o crucial testemunho de Jorge Born, será adaptada para o cinema e tem lançamento previsto no Brasil em 2027. A escalada da violência em uma democracia fragilizada Após a morte de Perón, a presidência foi assumida por sua esposa, Isabelita. Nesse vácuo de poder, proliferaram organizações como a “Triple A”, um grupo parapolicial de extrema-direita, que perseguia opositores de esquerda. Simultaneamente, grupos guerrilheiros como os Montoneros e o Exército Revolucionário do Povo (ERP) intensificavam a luta armada. Os Montoneros, que inicialmente apoiaram o retorno de Perón do exílio com a esperança de uma revolução, viram suas expectativas frustradas com a aproximação do político ao sindicalismo tradicional. A guerrilha, buscando financiamento e alvos simbólicos, optou por sequestrar empresários de famílias ricas, como os Born, cujas fortunas eram vistas como um espólio da exploração capitalista. O sequestro dos Born: um marco na violência política A reconstituição do sequestro dos irmãos Born, realizada por O’Donnell, é descrita como eletrizante. Militantes disfarçados de funcionários públicos interceptaram os carros dos empresários em plena luz do dia. O episódio, que resultou no desaparecimento dos Born, exemplifica a audácia e a brutalidade das ações da guerrilha naquele período. A cena evoca a tensão de produções cinematográficas que retratam a violência estatal, mas em “Born” a inversão é notável: a esquerda revolucionária se torna a executora da ação armada contra figuras proeminentes da elite econômica. Essa dinâmica complexa é um dos pontos centrais da obra de O’Donnell. ‘Born’: um olhar crítico sobre a violência revolucionária O livro “Born”, publicado originalmente em 2015, tem sido associado a projetos cinematográficos, como o de Walter Salles, diretor de “Ainda Estou Aqui”. Enquanto “Ainda Estou Aqui” focava em uma narrativa que a esquerda latino-americana poderia abraçar, “Born” oferece uma perspectiva mais incômoda, forçando o leitor a confrontar a violência cometida em nome de ideais revolucionários. María O’Donnell, uma das jornalistas mais respeitadas da

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Eleições de Meio de Mandato nos EUA: O Futuro de Trump e o Poder no Congresso em Jogo

Eleições de Meio de Mandato nos EUA: O Futuro de Trump e o Poder no Congresso em Jogo As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, em novembro, prometem ser um divisor de águas na política americana. Embora Donald Trump não esteja diretamente nas cédulas, sua influência dominará a disputa, que pode definir o rumo de seu potencial retorno à Casa Branca e o equilíbrio de poder no Congresso. Com os índices de aprovação do presidente em queda, a questão central é se os eleitores darão uma reprimenda aos republicanos, tirando-lhes a maioria no Congresso, ou se Trump e seus aliados conseguirão desafiar a história e a tendência de o partido do presidente em exercício sofrer perdas. Entenda o que está em jogo. A análise do conteúdo divulgado por fontes especializadas indica que o resultado destas eleições terá um impacto significativo, moldando o cenário político para os próximos anos e influenciando diretamente as ambições de Donald Trump. A Batalha pelo Controle do Senado Os democratas enfrentam um desafio considerável para retomar o controle do Senado, onde 35 das 100 cadeiras estão em disputa. Atualmente, os republicanos detêm a maioria com 53 assentos contra 47 democratas (considerando os dois independentes alinhados aos democratas). Para alcançar a maioria, os democratas precisariam de um ganho líquido de quatro cadeiras, o que lhes daria 51 assentos, assumindo que o vice-presidente possa desempatar em um cenário de 50 a 50. Os republicanos, por sua vez, podem perder no máximo três assentos para manter o controle. As melhores chances democratas estão em estados como Carolina do Norte, Maine e Ohio. A conquista de uma quarta cadeira em Alasca, Iowa ou Texas também é uma possibilidade, mas o partido precisa defender suas posições em Michigan, Geórgia e New Hampshire. O controle do Senado é crucial para restringir o poder de Trump em seus últimos dois anos de mandato, caso ele vença a presidência em 2024, mas os mercados de previsão atuais indicam que essa meta pode ser difícil de alcançar. O Futuro da Câmara dos Deputados Manter o controle da Câmara dos Deputados é vital para o governo Trump, permitindo a aprovação de leis sem obstáculos. Se os democratas recuperarem a maioria, a capacidade do presidente de aprovar legislação será limitada, e investigações contra o republicano e seu gabinete se tornarão quase certas. Todas as 435 cadeiras da Câmara estão em disputa, pois os mandatos são de dois anos. A maioria das disputas é considerada segura para um dos partidos, resultado de décadas de redistritamento. No entanto, algumas poucas disputas decisivas atrairão grande atenção e recursos. Um exemplo é o sétimo distrito congressional da Pensilvânia. Nacionalmente, as pesquisas indicam uma tendência de voto democrata para o Congresso, e os mercados de previsão apontam para a retomada da Câmara pelos democratas. Disputas para Governador e Questões-Chave Além do Congresso, as eleições de meio de mandato definirão governadores em 36 estados, muitos dos quais são vistos como potenciais candidatos presidenciais em 2028. Disputas acirradas em estados como Arizona,

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Sinagoga em Ruínas e Santuário Fechado: Judeus no Irã Vivem Sob Tensão em Meio à Guerra e Incertezas

Judeus no Irã: Entre a Guerra e o Medo, Locais Sagrados Sofrem e a Comunidade Vive Sob Tensão O céu sobre Teerã foi rasgado por bombardeios em 7 de abril, poucas horas antes de um cessar-fogo tentar pacificar 40 dias de guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Um dos alvos, segundo informações, foi o bairro de Fariman, próximo à antiga embaixada israelense. Nesse ataque, a histórica sinagoga Rafi-Nia, um dos cerca de 30 templos judaicos da capital iraniana, foi destruída. Israel classificou o incidente como dano colateral, uma justificativa que se repete em situações semelhantes, conforme relatos de reportagem realizada no local uma semana após o ataque. A destruição da sinagoga e o fechamento de santuários como o túmulo de Ester em Hamadã expõem a delicada situação dos judeus no Irã, uma comunidade com mais de 2.500 anos de história, mas que vive sob constante vigilância e receio, especialmente em períodos de alta tensão geopolítica. Conforme informação divulgada pela reportagem que investigou o caso, a comunidade judaica iraniana se encontra em um paradoxo, buscando manter suas tradições enquanto lida com a desconfiança e a ameaça a seus locais de culto. A Sinagoga Rafi-Nia: Símbolo de Destruição e Questionamentos Legais A sinagoga Rafi-Nia, erguida em 1958, era um importante centro para uma comunidade com ritos e tradições litúrgicas próprias. Ao caminhar entre as ruínas em 14 de abril, era possível ver a magnitude da destruição, com paredes de menos de um metro de altura, madeiras e ferros retorcidos, e páginas soltas de livros de oração espalhadas entre os escombros. O local, que deveria ser protegido pelo direito internacional humanitário como bem civil, tornou-se um exemplo emblemático do padrão de destruição de locais religiosos durante o conflito. A destruição levanta questões legais importantes. O Protocolo Adicional I às Convenções de Genebra proíbe ataques que causem dano incidental excessivo a objetivos militares legítimos e exige precauções para evitar ou reduzir danos a locais de culto. A reportagem aponta que as circunstâncias do ataque à Rafi-Nia podem sustentar uma qualificação jurídica como crime de guerra, dada a proteção especial conferida a locais de culto. Yoram Masih, membro da junta responsável pela sinagoga, detalhou os danos: cerca de 400 livros de oração e exemplares da Torá foram danificados, assim como três rolos da Torá com quase cem anos, cujas capas foram destruídas, embora o texto sagrado tenha permanecido intacto. Homayoun Sameyah Najafabadi, único representante judeu no Parlamento iraniano, condenou o ataque, classificando-o como uma falta de piedade do “regime sionista” contra a comunidade. Medo e Desconfiança: A Comunidade Judaica no Irã Membros da comunidade judaica, que pediram para não ter seus nomes publicados, expressaram a outras organizações de direitos humanos que a agressão não foi apenas a destruição de um local sagrado, mas uma demonstração da desconfiança com que são vistos os judeus que não se alinham ao sionismo. Eles enfatizam a distinção entre judaísmo, uma fé, e sionismo, um projeto político. Esse receio tem um contexto real, com relatos de interrogatórios

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Tragédia nas Filipinas: Estudante mata colega e comete suicídio em ataque a tiros transmitido ao vivo

Estudante mata colega e comete suicídio em ataque a tiros transmitido ao vivo nas Filipinas Um chocante ataque a tiros em uma escola nas Filipinas, transmitido ao vivo por uma câmera corporal do agressor, resultou na morte de um estudante e no suicídio do atirador. O incidente, ocorrido na terça-feira (18) em Zamboanga, reacende o debate sobre a segurança em instituições de ensino no país. Este é o segundo ataque do tipo em menos de dois meses, aumentando a apreensão após um tiroteio similar em junho que vitimou três alunos em Tacloban. As autoridades estão investigando a motivação por trás da violência, que parece ter sido perpetrada com armas licenciadas pertencentes ao pai do atirador. O presidente Ferdinand Marcos Jr. já determinou uma investigação aprofundada e a proposição de medidas preventivas para evitar que tragédias como essa se repitam. Conforme informações divulgadas pela Reuters, o agressor, um estudante do 9º ano, invadiu o campus armado com uma pistola e um rifle, disparando contra colegas em salas de aula. Detalhes chocantes do ataque transmitido ao vivo Segundo um relatório preliminar da polícia, o estudante assassino, após o ataque inicial, trocou de arma e continuou os disparos em outra sala. A vítima fatal era um aluno do 10º ano, e outras duas pessoas ficaram feridas. A transmissão ao vivo, confirmada pelas autoridades, capturou imagens perturbadoras do estudante agindo dentro do campus, demonstrando a frieza com que o crime foi executado. A Reuters teve acesso ao vídeo, que mostra o agressor entrando em salas de aula e disparando contra os alunos. A crueldade das imagens, com um estudante visivelmente caído no chão, gerou comoção. Vídeos divulgados por redes de televisão locais e redes sociais, também verificados pela Reuters, exibem o pânico dos estudantes tentando se proteger e fugir do prédio. Investigação e preocupações com a segurança de armas A motivação para o ataque ainda é um mistério, mas as armas utilizadas, uma pistola e um rifle, eram licenciadas e pertenciam ao pai do estudante, segundo uma autoridade sênior da alfândega. Este fato levanta questionamentos sobre o controle e acesso a armas de fogo, mesmo em um país com regras consideradas relativamente rígidas para posse de armas, incluindo verificações de antecedentes e avaliações psicológicas. Apesar das leis existentes, a circulação de armas ilegais continua sendo um problema nas Filipinas. A raridade de tiroteios em escolas no país torna esses incidentes ainda mais alarmantes, exigindo respostas efetivas do governo para garantir a segurança dos estudantes e professores. Repercussão nacional e medidas preventivas O presidente Ferdinand Marcos Jr. expressou sua preocupação e determinou que as forças de segurança investiguem o caso minuciosamente. O objetivo é apresentar um plano de ação que possa prevenir futuros episódios de violência em escolas filipinas. A comunidade escolar e a sociedade em geral aguardam ansiosamente por medidas concretas que restaurem a sensação de segurança. Este trágico evento nas Filipinas serve como um alerta sombrio sobre a necessidade contínua de vigilância e intervenção em relação à violência armada, especialmente em ambientes educacionais.

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Eleições de Meio de Mandato: Desgaste Político de Trump Expõe Crise no Partido Republicano e Futuro Incerto da Democracia Americana

Eleições de meio de mandato expõem o desgaste político de Donald Trump e dividem o Partido Republicano A persistente crença de Donald Trump na fraude eleitoral é um pilar de sua identidade política. Ele frequentemente alerta seus apoiadores que, sem impedir o que ele alega ser um sistema manipulado, o país deixará de existir. Essa narrativa, que remonta a 2016, quando alegou ter sido prejudicado apesar da vitória, ganhou força após a derrota para Joe Biden em 2020, culminando na invasão do Capitólio. Em 2024, Trump sugeriu que sua vitória sobre Kamala Harris só ocorreu porque a margem foi “grande demais para fraudar”. Agora, o ex-presidente enfrenta um novo teste, mesmo sem estar diretamente nas cédulas. As eleições de meio de mandato para o Congresso, em novembro, são tradicionalmente um termômetro da popularidade do presidente em exercício. Especialmente quando seu partido detém a maioria em ambas as casas legislativas, como é o caso atualmente. A eleição ocorre em um momento de **profunda impopularidade para Trump**, cujos índices de aprovação, nesta fase de mandato, são os mais baixos em 80 anos, comparáveis apenas a Richard Nixon às vésperas de sua renúncia. No entanto, as ações de Trump sugerem um desinteresse crescente nos resultados eleitorais para seu partido. Ele tem se concentrado em questões pessoais e em retaliações políticas, ao mesmo tempo em que ignora problemas cruciais como a inflação. O ex-presidente parece mais preocupado em preservar seu legado e em se vingar de seus adversários do que em garantir as maiorias republicanas no Congresso. Conforme a análise, essa postura pode levar à perda da Câmara e a um Senado acirrado, com consequências significativas para o governo Biden e para a própria estrutura democrática americana. Conforme informação divulgada em análise política, Donald Trump tem reiterado suas alegações de fraude eleitoral, mesmo sem apresentar provas concretas. Ele já sugeriu que a China teria manipulado eleições e pressiona por leis que exijam identificação para votação, medidas que enfrentam resistência até mesmo dentro do Partido Republicano. Essa estratégia, contudo, não tem sido amplamente endossada por muitos republicanos que competem nas eleições de meio de mandato. Sabotagem Estratégica e Foco em Questões Pessoais A estratégia de Trump parece ser a de minar os candidatos mais fortes de seu partido. Em diversos estados, ele incentivou a aposentadoria de parlamentares republicanos experientes e independentes, preferindo apoiar candidatos leais a ele, mesmo que menos qualificados para derrotar adversários democratas populares. Essa **interferência direta** tem prejudicado a liderança republicana no Congresso, forçando-os a posições impopulares ou a defender projetos sem chance de aprovação. O ex-presidente também pressionou os parlamentares republicanos a cancelar o recesso de agosto, um período vital para campanhas eleitorais. Mais preocupante ainda é a atenção de Trump voltada para questões de interesse pessoal, como a construção de um novo salão de baile na Casa Branca e a criação de monumentos. Enquanto isso, ele tem **praticamente ignorado a inflação**, um problema que afeta diretamente os eleitores em todo o país. O Futuro Incerto das Maiorias Republicanas e a

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Taxa de Aprovação de Trump Cai para 33%, Menor Nível de Seu Mandato, Pressionada por Guerra no Irã e Inflação

Taxa de aprovação de Donald Trump atinge 33%, o menor índice de seu mandato, segundo pesquisa Reuters/Ipsos. Apenas um terço dos americanos aprova o trabalho do presidente Donald Trump, marcando o menor índice de sua gestão, de acordo com levantamento divulgado pela agência de notícias Reuters nesta segunda-feira (17). A pesquisa, realizada pelo Instituto Ipsos, indica uma **queda na popularidade** do republicano, atingindo níveis comparáveis a dezembro de 2017. Enquanto 33% dos entrevistados expressaram aprovação, um expressivo 64% afirmou desaprovar a atuação de Trump. Os 3% restantes não souberam responder. Essa desaprovação generalizada surge em um momento delicado para a Casa Branca, com a contínua tensão no Irã e o impacto da inflação no cotidiano dos americanos. O levantamento aponta que a **guerra no Irã**, iniciada em fevereiro, é uma das principais fontes de insatisfação. Apenas 80% dos americanos acreditam que o conflito, que já se estende por quase seis meses, terá uma longa duração. A situação se agrava com a ameaça de Trump de atacar o Omã, aliado estratégico, que atua como mediador no conflito, aumentando a instabilidade na região crucial do Estreito de Hormuz. Impacto da Guerra no Irã e Inflação na Popularidade de Trump O prolongamento do conflito, inicialmente previsto para durar poucas semanas, tem gerado um **aumento significativo nos preços dos combustíveis** em todo o mundo, incluindo os Estados Unidos. Essa escalada inflacionária contribui diretamente para o descontentamento popular, prejudicando a imagem de Trump em um ano eleitoral crucial para o seu partido. A **inflação crescente** é um dos principais fatores que afetam a aprovação do presidente, que se prepara para as eleições de meio de mandato. A perda de controle da Câmara dos Deputados, considerada provável pela oposição, pode dificultar a aprovação de pautas importantes para Trump, como o aumento do orçamento para sua política de deportação em massa e para o Pentágono. Riscos Políticos e Histórico de Aprovação Presidencial Caso os democratas também conquistem a maioria no Senado, o risco de um **impeachment contra Trump** se torna uma possibilidade real, o que poderia levar à sua remoção do cargo. Apesar da baixa aprovação atual, Trump não figura entre os presidentes com os menores índices históricos. Figuras como George W. Bush, George H.W. Bush, Richard Nixon, Jimmy Carter e Harry Truman registraram aprovações abaixo dos 30%. Harry Truman, por exemplo, deixou o cargo com apenas 22% de aprovação, em grande parte devido ao envolvimento na Guerra da Coreia. No entanto, Donald Trump detém o recorde de **menor aprovação média em um primeiro mandato**, com 41%, e é o único presidente a jamais registrar mais de 50% em uma pesquisa Gallup, demonstrando uma **volatilidade incomum em sua popularidade** ao longo de seu período na Casa Branca.

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Suprema Corte dos EUA nega novo recurso de Trump em caso de abuso sexual contra E. Jean Carroll, confirmando condenação de US$ 5 milhões

Suprema Corte dos EUA confirma decisão contra Donald Trump em caso de abuso sexual e difamação A Suprema Corte dos Estados Unidos reiterou sua posição ao rejeitar, pela segunda vez, um recurso apresentado pelo ex-presidente Donald Trump. O pedido visava anular uma condenação civil de US$ 5 milhões, imposta após um júri determinar em 2023 que Trump cometeu abuso sexual contra a escritora E. Jean Carroll e a difamou. O anúncio, feito na segunda-feira (17), não detalhou as justificativas dos magistrados para a decisão, um procedimento comum quando o tribunal opta por não revisar um caso. Não houve registro de votos discordantes. Trump já havia efetuado o pagamento da quantia a Carroll em julho, logo após a primeira rejeição do recurso. Ele, contudo, protocolou um pedido de reconsideração, que agora foi formalmente recusado pela corte, apesar das baixas expectativas de sucesso. Outro caso de difamação bilionária aguarda análise da Suprema Corte Em um processo separado, Donald Trump solicitou à Suprema Corte que invalide uma indenização ainda maior, de US$ 83,3 milhões. Esta decisão foi proferida por um júri em 2024, por difamação contra E. Jean Carroll em 2019, após ela o acusar de um estupro ocorrido décadas antes. Os juízes da Suprema Corte estão atualmente em recesso de verão e a análise sobre aceitar ou não este novo caso não deve ocorrer antes do final de setembro. Reveses contínuos para Trump nos processos movidos por E. Jean Carroll O pedido recentemente rejeitado pela Suprema Corte tinha poucas chances de prosperar, dado o histórico do tribunal em raramente reconsiderar decisões. Apesar disso, representa mais um revés para os esforços de Trump em contestar as acusações de Carroll e evitar o pagamento das duas indenizações determinadas por júris. A equipe jurídica de Trump emitiu uma nota afirmando que “o povo americano está ao lado do presidente Trump ao exigir o fim imediato de todas as caçadas às bruxas”, referindo-se ao caso como uma “farsa financiada pelos democratas envolvendo as mentiras de Carroll”. A equipe acrescentou que Trump continuará vencendo o “aparelhamento esquerdista da Justiça”. Por outro lado, a advogada de E. Jean Carroll, Roberta Kaplan, expressou satisfação: “Estamos satisfeitos com o fato de a Suprema Corte dos Estados Unidos ter novamente se recusado a analisar este caso”. Kaplan concluiu que, com isso, o veredicto unânime do júri, que declarou Donald Trump culpado de agressão sexual e difamação, tornou-se definitivo. Detalhes do julgamento de maio de 2023 e o veredicto do júri O caso que resultou na condenação de US$ 5 milhões teve origem em um julgamento realizado em maio de 2023, em um tribunal federal em Nova York. Na ocasião, um júri considerou Donald Trump civilmente responsável por abuso sexual e difamação contra E. Jean Carroll. O júri concluiu que Trump agrediu sexualmente Carroll em um provador de uma loja de departamentos, onde se encontraram nos anos 90. Adicionalmente, o júri determinou que Trump difamou Carroll ao publicar nas redes sociais declarações que classificavam o caso como “uma fraude completa” e “uma

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Piscina Pública em Berlim: Extremistas de Direita Transformam Lazer em Palco de Debate Racista e Ameaças

Piscina Pública em Berlim: Extremistas de Direita Transformam Lazer em Palco de Debate Racista e Ameaças Uma iniciativa artística e social em Berlim, a piscina pública temporária “Volksbad”, projetada para oferecer alívio durante ondas de calor, transformou-se em um inesperado campo de batalha para a extrema direita alemã. O que era para ser um espaço de lazer e integração para a população da capital alemã, acabou se tornando o epicentro de um acalorado debate sobre racismo e discriminação. A polêmica surgiu quando um horário da piscina foi reservado para uma aula de natação exclusiva para crianças negras, promovida pela associação “Each One Teach One” (Eote). Essa reserva, justificada pela lei antidiscriminação de Berlim que prevê espaços para grupos historicamente discriminados, foi rapidamente rotulada como “racismo reverso” por políticos de direita e parte da imprensa. O caso ganhou repercussão nacional e internacional, expondo as tensões sociais e políticas na Alemanha em um momento pré-eleitoral. A situação escalou com ameaças e intimidações direcionadas à associação e às crianças, forçando o fechamento temporário da “Volksbad” e levantando questões sobre a segurança de projetos que visam combater o racismo. O Conceito Inovador da “Volksbad” e a Polêmica Inesperada A “Volksbad”, uma piscina de 25 metros de comprimento e 1,3 metro de profundidade, foi instalada em uma praça árida de Berlim como uma intervenção urbana idealizada por Matthias Lilienthal, diretor artístico do teatro Volksbühne. O projeto, orçado em cerca de 300 mil euros, buscava oferecer um respiro à população em meio a um verão de calor recorde e criticar a crescente comercialização e controle dos espaços públicos na cidade. O teatro descreve a iniciativa como um “manifesto” e um “convite de verão à capital”, visando suprir a falta de infraestrutura pública e lazer. Lilienthal explicou que a piscina funciona com recursos públicos, mas com gestão independente, e que o uso parcial do orçamento para lazer é uma forma de expor a necessidade de o poder público focar nas demandas da população. A piscina, que funcionaria gratuitamente e mediante reserva por oito semanas, segue regras de uso semelhantes às das outras 67 piscinas públicas de Berlim. Os horários matutinos são frequentemente destinados a clubes de natação e associações para aulas e atividades específicas, como seria o caso da Eote. A Reação da Extrema Direita e o Debate sobre “Racismo Reverso” A reserva de horário para crianças negras gerou uma reação imediata e intensa. Aileen Weibeler, vereadora distrital do partido CDU, criticou a medida em uma postagem que viralizou, alegando sentir-se discriminada por ser branca e não poder usar a piscina naquele momento. A crítica rapidamente alcançou figuras proeminentes da política alemã. Alice Weidel, colíder do partido populista de extrema direita AfD, comparou a situação a um “apartheid”. Stefan Evers, candidato da CDU à prefeitura de Berlim, declarou que não apoia a “divisão de pessoas com base na cor da pele”. Jornais conservadores como o Die Welt e o Bild ampliaram o debate, ignorando as explicações de Lilienthal sobre a lei antidiscriminação. Lilienthal defendeu a ação, afirmando

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Irã oferece recompensa milionária por morte ou captura de soldados americanos, elevando tensão no Oriente Médio

Em um movimento que intensifica as já elevadas tensões na região, o Irã anunciou neste domingo (16) a oferta de uma recompensa equivalente a US$ 30 mil (aproximadamente R$ 156 mil) para quem conseguir matar ou capturar soldados americanos. O valor dobra caso a ação seja executada por uma mulher, segundo informações da agência estatal de notícias Irna. O comandante do Exército persa, Amir Hatami, justificou a decisão como uma resposta ao “grande número de pedidos” para participar do apoio financeiro. A medida surge em um contexto de conflitos latentes entre o Irã e os Estados Unidos, com trocas de ataques esporádicos desde fevereiro, concentrados principalmente no sul do Irã e nos arredores do estratégico estreito de Hormuz. Apesar da declaração do Irã, não há registro de envio de forças terrestres americanas ao país durante a guerra em andamento no Oriente Médio, com exceção de uma missão pontual de resgate de um piloto abatido em abril. Hatami, contudo, não forneceu detalhes sobre onde ou quando se esperava que tais ações contra militares americanos ocorressem. Disputas por Pilotos Aumentam Atrito Paralelamente, a situação se complica com alegações iranianas contra o Qatar e o Kuwait. Um funcionário militar iraniano afirmou neste domingo que o Qatar deveria permitir a entrada de uma equipe do regime para investigar o paradeiro de pilotos persas, que, segundo Teerã, teriam sido capturados por forças qatares. Doha, no entanto, nega veementemente manter qualquer piloto iraniano sob custódia. A monarquia do Golfo informou no sábado que suas equipes de busca e resgate encontraram os restos mortais de um piloto após aeronaves iranianas violarem o espaço aéreo qatari em março e não responderem às tentativas de contato. O Qatar declarou ter contatado o Irã para coordenar a entrega dos restos mortais e convidado Teerã a analisar os detalhes de suas operações, mas alega não ter recebido resposta. Acusações de Retenção de Informações Mohammad Baqerzadeh, comandante do Comitê de Busca por Pessoas Desaparecidas do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, acusou as autoridades do Qatar de adiar repetidamente a investigação e impedir o retorno dos pilotos ao Irã. Ele solicitou ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha que acompanhe o caso com urgência, segundo a agência de notícias semioficial Tasnim. Baqerzadeh estendeu suas acusações ao Kuwait, alegando que o país também estaria retendo informações sobre o paradeiro de quatro iranianos detidos em seu território. Em maio, o Irã afirmou que os quatro indivíduos, ligados à Guarda Revolucionária, realizavam uma patrulha marítima e entraram acidentalmente em águas territoriais kuwaitianas devido a uma falha de navegação. O Kuwait, por sua vez, declarou que os quatro são suspeitos de planejar ações hostis contra o país. Contexto de Guerra e Negociações Fracassadas A guerra entre Irã e EUA teve início em 28 de fevereiro, após bombardeios americanos e israelenses contra alvos em território iraniano. Os confrontos, que duraram quase 40 dias, foram seguidos por um cessar-fogo em abril. Um acordo preliminar para negociações de paz chegou a ser alcançado em junho, mas posteriormente fracassou. Desde então,

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Israel: Ministro Extremista Propõe Matar ’30 a 40′ Palestinos Por Noite em Gaza e Reconstruir Assentamentos Judaicos

Ministro extremista de Israel sugere assassinatos seletivos diários em Gaza e restauração de assentamentos judaicos O Ministro da Segurança Nacional de Israel, o extremista Itamar Ben-Gvir, chocou o cenário internacional com declarações contundentes em uma entrevista recente. Ben-Gvir propôs que Israel deveria realizar de “30 a 40 assassinatos seletivos por noite” na Faixa de Gaza, argumentando que “há pessoas ali que não merecem viver. Elas nem sequer são pessoas”. As falas, proferidas em um podcast apresentado por Rom Braslavski, ex-refém do Hamas, foram além. Ben-Gvir também expressou forte apoio à reconstrução de assentamentos judaicos no território palestino, visualizando “toda Gaza” sob controle israelense e reiterando seu desejo pela “emigração” de palestinos. Essas declarações surgem em um momento delicado de negociações de paz e em meio à intensa ofensiva israelense em Gaza, que já resultou em um alto número de vítimas civis. O ministro demonstrou discordância com a recente redução das operações militares israelenses em Gaza, determinada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em um contexto de esforços diplomáticos dos Estados Unidos para implementar um plano de paz. As informações são do portal “O Globo”. Defesa de Ações Drásticas e Restauração de Assentamentos Na entrevista, Itamar Ben-Gvir detalhou sua visão radical para a Faixa de Gaza. “Acho que deveríamos realizar de 30 a 40 assassinatos seletivos por noite”, afirmou, ampliando o alvo para além de ameaças imediatas. Ele também defendeu o restabelecimento de assentamentos judaicos, mencionando especificamente “Gush Katif”, área desmantelada em 2005. “Imagino assentamentos não apenas em Gush Katif, mas em toda Gaza, além do incentivo à emigração — quanto mais, melhor”, disse o ministro. Para os combatentes palestinos, Ben-Gvir foi ainda mais explícito: “E, para os terroristas, não deveria haver emigração. Deveríamos simplesmente matá-los um por um.” Discordância com Netanyahu e Condenação Internacional As declarações de Ben-Gvir expõem uma fratura significativa na liderança israelense, especialmente em relação à condução da guerra e às estratégias futuras para Gaza. Ele explicitamente discordou da decisão do primeiro-ministro Netanyahu de diminuir a intensidade das operações militares, uma medida que vinha sendo pressionada por autoridades americanas no âmbito de planos de paz. Paralelamente, uma coalizão de países árabes e islâmicos, incluindo Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Indonésia, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão, condenou a rejeição do plano de paz por parte do governo de Netanyahu. Enviados do presidente dos EUA se reuniram com mediadores no Egito para discutir os próximos passos. Contexto da Guerra em Gaza e Acusações de Genocídio O conflito em Gaza foi desencadeado pelo ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que resultou na morte de cerca de 1.200 pessoas e no sequestro de mais de 250 reféns, segundo autoridades israelenses. A resposta de Israel resultou em mais de 73 mil mortes em Gaza, de acordo com autoridades palestinas, gerando uma grave crise humanitária. A intensidade da ofensiva israelense tem sido alvo de críticas globais, com diversas organizações internacionais, incluindo comissões da ONU e grupos de direitos humanos, acusando Israel de cometer genocídio contra os palestinos. Israel nega veementemente essas

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Livro ‘Born’ Revela o Caos Político e a Violência Que Precederam o Golpe Militar na Argentina

O livro ‘Born’ lança luz sobre a violência política e os sequestros que assolaram a Argentina antes da ditadura militar A Argentina da década de 1970 é frequentemente lembrada por sua brutal ditadura militar, mas o período que antecedeu o golpe de 1976 é menos explorado. Era uma democracia marcada pela crescente violência política, com guerrilhas de esquerda e grupos parapoliciais de direita em confronto direto, culminando em sequestros e assassinatos. É nesse cenário turbulento, entre a morte de Juan Domingo Perón em 1974 e o golpe militar de 1976, que se desenrola a história narrada em “Born”, livro da renomada jornalista argentina María O’Donnell. A obra reconstitui um episódio emblemático: o sequestro dos irmãos Juan e Jorge Born, herdeiros de um dos maiores impérios empresariais do país. O sequestro, ocorrido em 19 de setembro de 1974, foi um verdadeiro thriller político. Os irmãos Born foram interceptados por militantes dos Montoneros, uma guerrilha urbana de esquerda peronista, que exigiram um resgate milionário. Este evento, detalhado por O’Donnell, serve como porta de entrada para a compreensão de um país à beira do abismo. A pesquisa da jornalista, que contou com o crucial testemunho de Jorge Born, será adaptada para o cinema e tem lançamento previsto no Brasil em 2027. A escalada da violência em uma democracia fragilizada Após a morte de Perón, a presidência foi assumida por sua esposa, Isabelita. Nesse vácuo de poder, proliferaram organizações como a “Triple A”, um grupo parapolicial de extrema-direita, que perseguia opositores de esquerda. Simultaneamente, grupos guerrilheiros como os Montoneros e o Exército Revolucionário do Povo (ERP) intensificavam a luta armada. Os Montoneros, que inicialmente apoiaram o retorno de Perón do exílio com a esperança de uma revolução, viram suas expectativas frustradas com a aproximação do político ao sindicalismo tradicional. A guerrilha, buscando financiamento e alvos simbólicos, optou por sequestrar empresários de famílias ricas, como os Born, cujas fortunas eram vistas como um espólio da exploração capitalista. O sequestro dos Born: um marco na violência política A reconstituição do sequestro dos irmãos Born, realizada por O’Donnell, é descrita como eletrizante. Militantes disfarçados de funcionários públicos interceptaram os carros dos empresários em plena luz do dia. O episódio, que resultou no desaparecimento dos Born, exemplifica a audácia e a brutalidade das ações da guerrilha naquele período. A cena evoca a tensão de produções cinematográficas que retratam a violência estatal, mas em “Born” a inversão é notável: a esquerda revolucionária se torna a executora da ação armada contra figuras proeminentes da elite econômica. Essa dinâmica complexa é um dos pontos centrais da obra de O’Donnell. ‘Born’: um olhar crítico sobre a violência revolucionária O livro “Born”, publicado originalmente em 2015, tem sido associado a projetos cinematográficos, como o de Walter Salles, diretor de “Ainda Estou Aqui”. Enquanto “Ainda Estou Aqui” focava em uma narrativa que a esquerda latino-americana poderia abraçar, “Born” oferece uma perspectiva mais incômoda, forçando o leitor a confrontar a violência cometida em nome de ideais revolucionários. María O’Donnell, uma das jornalistas mais respeitadas da

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Eleições de Meio de Mandato nos EUA: O Futuro de Trump e o Poder no Congresso em Jogo

Eleições de Meio de Mandato nos EUA: O Futuro de Trump e o Poder no Congresso em Jogo As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, em novembro, prometem ser um divisor de águas na política americana. Embora Donald Trump não esteja diretamente nas cédulas, sua influência dominará a disputa, que pode definir o rumo de seu potencial retorno à Casa Branca e o equilíbrio de poder no Congresso. Com os índices de aprovação do presidente em queda, a questão central é se os eleitores darão uma reprimenda aos republicanos, tirando-lhes a maioria no Congresso, ou se Trump e seus aliados conseguirão desafiar a história e a tendência de o partido do presidente em exercício sofrer perdas. Entenda o que está em jogo. A análise do conteúdo divulgado por fontes especializadas indica que o resultado destas eleições terá um impacto significativo, moldando o cenário político para os próximos anos e influenciando diretamente as ambições de Donald Trump. A Batalha pelo Controle do Senado Os democratas enfrentam um desafio considerável para retomar o controle do Senado, onde 35 das 100 cadeiras estão em disputa. Atualmente, os republicanos detêm a maioria com 53 assentos contra 47 democratas (considerando os dois independentes alinhados aos democratas). Para alcançar a maioria, os democratas precisariam de um ganho líquido de quatro cadeiras, o que lhes daria 51 assentos, assumindo que o vice-presidente possa desempatar em um cenário de 50 a 50. Os republicanos, por sua vez, podem perder no máximo três assentos para manter o controle. As melhores chances democratas estão em estados como Carolina do Norte, Maine e Ohio. A conquista de uma quarta cadeira em Alasca, Iowa ou Texas também é uma possibilidade, mas o partido precisa defender suas posições em Michigan, Geórgia e New Hampshire. O controle do Senado é crucial para restringir o poder de Trump em seus últimos dois anos de mandato, caso ele vença a presidência em 2024, mas os mercados de previsão atuais indicam que essa meta pode ser difícil de alcançar. O Futuro da Câmara dos Deputados Manter o controle da Câmara dos Deputados é vital para o governo Trump, permitindo a aprovação de leis sem obstáculos. Se os democratas recuperarem a maioria, a capacidade do presidente de aprovar legislação será limitada, e investigações contra o republicano e seu gabinete se tornarão quase certas. Todas as 435 cadeiras da Câmara estão em disputa, pois os mandatos são de dois anos. A maioria das disputas é considerada segura para um dos partidos, resultado de décadas de redistritamento. No entanto, algumas poucas disputas decisivas atrairão grande atenção e recursos. Um exemplo é o sétimo distrito congressional da Pensilvânia. Nacionalmente, as pesquisas indicam uma tendência de voto democrata para o Congresso, e os mercados de previsão apontam para a retomada da Câmara pelos democratas. Disputas para Governador e Questões-Chave Além do Congresso, as eleições de meio de mandato definirão governadores em 36 estados, muitos dos quais são vistos como potenciais candidatos presidenciais em 2028. Disputas acirradas em estados como Arizona,

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Sinagoga em Ruínas e Santuário Fechado: Judeus no Irã Vivem Sob Tensão em Meio à Guerra e Incertezas

Judeus no Irã: Entre a Guerra e o Medo, Locais Sagrados Sofrem e a Comunidade Vive Sob Tensão O céu sobre Teerã foi rasgado por bombardeios em 7 de abril, poucas horas antes de um cessar-fogo tentar pacificar 40 dias de guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Um dos alvos, segundo informações, foi o bairro de Fariman, próximo à antiga embaixada israelense. Nesse ataque, a histórica sinagoga Rafi-Nia, um dos cerca de 30 templos judaicos da capital iraniana, foi destruída. Israel classificou o incidente como dano colateral, uma justificativa que se repete em situações semelhantes, conforme relatos de reportagem realizada no local uma semana após o ataque. A destruição da sinagoga e o fechamento de santuários como o túmulo de Ester em Hamadã expõem a delicada situação dos judeus no Irã, uma comunidade com mais de 2.500 anos de história, mas que vive sob constante vigilância e receio, especialmente em períodos de alta tensão geopolítica. Conforme informação divulgada pela reportagem que investigou o caso, a comunidade judaica iraniana se encontra em um paradoxo, buscando manter suas tradições enquanto lida com a desconfiança e a ameaça a seus locais de culto. A Sinagoga Rafi-Nia: Símbolo de Destruição e Questionamentos Legais A sinagoga Rafi-Nia, erguida em 1958, era um importante centro para uma comunidade com ritos e tradições litúrgicas próprias. Ao caminhar entre as ruínas em 14 de abril, era possível ver a magnitude da destruição, com paredes de menos de um metro de altura, madeiras e ferros retorcidos, e páginas soltas de livros de oração espalhadas entre os escombros. O local, que deveria ser protegido pelo direito internacional humanitário como bem civil, tornou-se um exemplo emblemático do padrão de destruição de locais religiosos durante o conflito. A destruição levanta questões legais importantes. O Protocolo Adicional I às Convenções de Genebra proíbe ataques que causem dano incidental excessivo a objetivos militares legítimos e exige precauções para evitar ou reduzir danos a locais de culto. A reportagem aponta que as circunstâncias do ataque à Rafi-Nia podem sustentar uma qualificação jurídica como crime de guerra, dada a proteção especial conferida a locais de culto. Yoram Masih, membro da junta responsável pela sinagoga, detalhou os danos: cerca de 400 livros de oração e exemplares da Torá foram danificados, assim como três rolos da Torá com quase cem anos, cujas capas foram destruídas, embora o texto sagrado tenha permanecido intacto. Homayoun Sameyah Najafabadi, único representante judeu no Parlamento iraniano, condenou o ataque, classificando-o como uma falta de piedade do “regime sionista” contra a comunidade. Medo e Desconfiança: A Comunidade Judaica no Irã Membros da comunidade judaica, que pediram para não ter seus nomes publicados, expressaram a outras organizações de direitos humanos que a agressão não foi apenas a destruição de um local sagrado, mas uma demonstração da desconfiança com que são vistos os judeus que não se alinham ao sionismo. Eles enfatizam a distinção entre judaísmo, uma fé, e sionismo, um projeto político. Esse receio tem um contexto real, com relatos de interrogatórios

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Tragédia nas Filipinas: Estudante mata colega e comete suicídio em ataque a tiros transmitido ao vivo

Estudante mata colega e comete suicídio em ataque a tiros transmitido ao vivo nas Filipinas Um chocante ataque a tiros em uma escola nas Filipinas, transmitido ao vivo por uma câmera corporal do agressor, resultou na morte de um estudante e no suicídio do atirador. O incidente, ocorrido na terça-feira (18) em Zamboanga, reacende o debate sobre a segurança em instituições de ensino no país. Este é o segundo ataque do tipo em menos de dois meses, aumentando a apreensão após um tiroteio similar em junho que vitimou três alunos em Tacloban. As autoridades estão investigando a motivação por trás da violência, que parece ter sido perpetrada com armas licenciadas pertencentes ao pai do atirador. O presidente Ferdinand Marcos Jr. já determinou uma investigação aprofundada e a proposição de medidas preventivas para evitar que tragédias como essa se repitam. Conforme informações divulgadas pela Reuters, o agressor, um estudante do 9º ano, invadiu o campus armado com uma pistola e um rifle, disparando contra colegas em salas de aula. Detalhes chocantes do ataque transmitido ao vivo Segundo um relatório preliminar da polícia, o estudante assassino, após o ataque inicial, trocou de arma e continuou os disparos em outra sala. A vítima fatal era um aluno do 10º ano, e outras duas pessoas ficaram feridas. A transmissão ao vivo, confirmada pelas autoridades, capturou imagens perturbadoras do estudante agindo dentro do campus, demonstrando a frieza com que o crime foi executado. A Reuters teve acesso ao vídeo, que mostra o agressor entrando em salas de aula e disparando contra os alunos. A crueldade das imagens, com um estudante visivelmente caído no chão, gerou comoção. Vídeos divulgados por redes de televisão locais e redes sociais, também verificados pela Reuters, exibem o pânico dos estudantes tentando se proteger e fugir do prédio. Investigação e preocupações com a segurança de armas A motivação para o ataque ainda é um mistério, mas as armas utilizadas, uma pistola e um rifle, eram licenciadas e pertenciam ao pai do estudante, segundo uma autoridade sênior da alfândega. Este fato levanta questionamentos sobre o controle e acesso a armas de fogo, mesmo em um país com regras consideradas relativamente rígidas para posse de armas, incluindo verificações de antecedentes e avaliações psicológicas. Apesar das leis existentes, a circulação de armas ilegais continua sendo um problema nas Filipinas. A raridade de tiroteios em escolas no país torna esses incidentes ainda mais alarmantes, exigindo respostas efetivas do governo para garantir a segurança dos estudantes e professores. Repercussão nacional e medidas preventivas O presidente Ferdinand Marcos Jr. expressou sua preocupação e determinou que as forças de segurança investiguem o caso minuciosamente. O objetivo é apresentar um plano de ação que possa prevenir futuros episódios de violência em escolas filipinas. A comunidade escolar e a sociedade em geral aguardam ansiosamente por medidas concretas que restaurem a sensação de segurança. Este trágico evento nas Filipinas serve como um alerta sombrio sobre a necessidade contínua de vigilância e intervenção em relação à violência armada, especialmente em ambientes educacionais.

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Eleições de Meio de Mandato: Desgaste Político de Trump Expõe Crise no Partido Republicano e Futuro Incerto da Democracia Americana

Eleições de meio de mandato expõem o desgaste político de Donald Trump e dividem o Partido Republicano A persistente crença de Donald Trump na fraude eleitoral é um pilar de sua identidade política. Ele frequentemente alerta seus apoiadores que, sem impedir o que ele alega ser um sistema manipulado, o país deixará de existir. Essa narrativa, que remonta a 2016, quando alegou ter sido prejudicado apesar da vitória, ganhou força após a derrota para Joe Biden em 2020, culminando na invasão do Capitólio. Em 2024, Trump sugeriu que sua vitória sobre Kamala Harris só ocorreu porque a margem foi “grande demais para fraudar”. Agora, o ex-presidente enfrenta um novo teste, mesmo sem estar diretamente nas cédulas. As eleições de meio de mandato para o Congresso, em novembro, são tradicionalmente um termômetro da popularidade do presidente em exercício. Especialmente quando seu partido detém a maioria em ambas as casas legislativas, como é o caso atualmente. A eleição ocorre em um momento de **profunda impopularidade para Trump**, cujos índices de aprovação, nesta fase de mandato, são os mais baixos em 80 anos, comparáveis apenas a Richard Nixon às vésperas de sua renúncia. No entanto, as ações de Trump sugerem um desinteresse crescente nos resultados eleitorais para seu partido. Ele tem se concentrado em questões pessoais e em retaliações políticas, ao mesmo tempo em que ignora problemas cruciais como a inflação. O ex-presidente parece mais preocupado em preservar seu legado e em se vingar de seus adversários do que em garantir as maiorias republicanas no Congresso. Conforme a análise, essa postura pode levar à perda da Câmara e a um Senado acirrado, com consequências significativas para o governo Biden e para a própria estrutura democrática americana. Conforme informação divulgada em análise política, Donald Trump tem reiterado suas alegações de fraude eleitoral, mesmo sem apresentar provas concretas. Ele já sugeriu que a China teria manipulado eleições e pressiona por leis que exijam identificação para votação, medidas que enfrentam resistência até mesmo dentro do Partido Republicano. Essa estratégia, contudo, não tem sido amplamente endossada por muitos republicanos que competem nas eleições de meio de mandato. Sabotagem Estratégica e Foco em Questões Pessoais A estratégia de Trump parece ser a de minar os candidatos mais fortes de seu partido. Em diversos estados, ele incentivou a aposentadoria de parlamentares republicanos experientes e independentes, preferindo apoiar candidatos leais a ele, mesmo que menos qualificados para derrotar adversários democratas populares. Essa **interferência direta** tem prejudicado a liderança republicana no Congresso, forçando-os a posições impopulares ou a defender projetos sem chance de aprovação. O ex-presidente também pressionou os parlamentares republicanos a cancelar o recesso de agosto, um período vital para campanhas eleitorais. Mais preocupante ainda é a atenção de Trump voltada para questões de interesse pessoal, como a construção de um novo salão de baile na Casa Branca e a criação de monumentos. Enquanto isso, ele tem **praticamente ignorado a inflação**, um problema que afeta diretamente os eleitores em todo o país. O Futuro Incerto das Maiorias Republicanas e a

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Taxa de Aprovação de Trump Cai para 33%, Menor Nível de Seu Mandato, Pressionada por Guerra no Irã e Inflação

Taxa de aprovação de Donald Trump atinge 33%, o menor índice de seu mandato, segundo pesquisa Reuters/Ipsos. Apenas um terço dos americanos aprova o trabalho do presidente Donald Trump, marcando o menor índice de sua gestão, de acordo com levantamento divulgado pela agência de notícias Reuters nesta segunda-feira (17). A pesquisa, realizada pelo Instituto Ipsos, indica uma **queda na popularidade** do republicano, atingindo níveis comparáveis a dezembro de 2017. Enquanto 33% dos entrevistados expressaram aprovação, um expressivo 64% afirmou desaprovar a atuação de Trump. Os 3% restantes não souberam responder. Essa desaprovação generalizada surge em um momento delicado para a Casa Branca, com a contínua tensão no Irã e o impacto da inflação no cotidiano dos americanos. O levantamento aponta que a **guerra no Irã**, iniciada em fevereiro, é uma das principais fontes de insatisfação. Apenas 80% dos americanos acreditam que o conflito, que já se estende por quase seis meses, terá uma longa duração. A situação se agrava com a ameaça de Trump de atacar o Omã, aliado estratégico, que atua como mediador no conflito, aumentando a instabilidade na região crucial do Estreito de Hormuz. Impacto da Guerra no Irã e Inflação na Popularidade de Trump O prolongamento do conflito, inicialmente previsto para durar poucas semanas, tem gerado um **aumento significativo nos preços dos combustíveis** em todo o mundo, incluindo os Estados Unidos. Essa escalada inflacionária contribui diretamente para o descontentamento popular, prejudicando a imagem de Trump em um ano eleitoral crucial para o seu partido. A **inflação crescente** é um dos principais fatores que afetam a aprovação do presidente, que se prepara para as eleições de meio de mandato. A perda de controle da Câmara dos Deputados, considerada provável pela oposição, pode dificultar a aprovação de pautas importantes para Trump, como o aumento do orçamento para sua política de deportação em massa e para o Pentágono. Riscos Políticos e Histórico de Aprovação Presidencial Caso os democratas também conquistem a maioria no Senado, o risco de um **impeachment contra Trump** se torna uma possibilidade real, o que poderia levar à sua remoção do cargo. Apesar da baixa aprovação atual, Trump não figura entre os presidentes com os menores índices históricos. Figuras como George W. Bush, George H.W. Bush, Richard Nixon, Jimmy Carter e Harry Truman registraram aprovações abaixo dos 30%. Harry Truman, por exemplo, deixou o cargo com apenas 22% de aprovação, em grande parte devido ao envolvimento na Guerra da Coreia. No entanto, Donald Trump detém o recorde de **menor aprovação média em um primeiro mandato**, com 41%, e é o único presidente a jamais registrar mais de 50% em uma pesquisa Gallup, demonstrando uma **volatilidade incomum em sua popularidade** ao longo de seu período na Casa Branca.

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Suprema Corte dos EUA nega novo recurso de Trump em caso de abuso sexual contra E. Jean Carroll, confirmando condenação de US$ 5 milhões

Suprema Corte dos EUA confirma decisão contra Donald Trump em caso de abuso sexual e difamação A Suprema Corte dos Estados Unidos reiterou sua posição ao rejeitar, pela segunda vez, um recurso apresentado pelo ex-presidente Donald Trump. O pedido visava anular uma condenação civil de US$ 5 milhões, imposta após um júri determinar em 2023 que Trump cometeu abuso sexual contra a escritora E. Jean Carroll e a difamou. O anúncio, feito na segunda-feira (17), não detalhou as justificativas dos magistrados para a decisão, um procedimento comum quando o tribunal opta por não revisar um caso. Não houve registro de votos discordantes. Trump já havia efetuado o pagamento da quantia a Carroll em julho, logo após a primeira rejeição do recurso. Ele, contudo, protocolou um pedido de reconsideração, que agora foi formalmente recusado pela corte, apesar das baixas expectativas de sucesso. Outro caso de difamação bilionária aguarda análise da Suprema Corte Em um processo separado, Donald Trump solicitou à Suprema Corte que invalide uma indenização ainda maior, de US$ 83,3 milhões. Esta decisão foi proferida por um júri em 2024, por difamação contra E. Jean Carroll em 2019, após ela o acusar de um estupro ocorrido décadas antes. Os juízes da Suprema Corte estão atualmente em recesso de verão e a análise sobre aceitar ou não este novo caso não deve ocorrer antes do final de setembro. Reveses contínuos para Trump nos processos movidos por E. Jean Carroll O pedido recentemente rejeitado pela Suprema Corte tinha poucas chances de prosperar, dado o histórico do tribunal em raramente reconsiderar decisões. Apesar disso, representa mais um revés para os esforços de Trump em contestar as acusações de Carroll e evitar o pagamento das duas indenizações determinadas por júris. A equipe jurídica de Trump emitiu uma nota afirmando que “o povo americano está ao lado do presidente Trump ao exigir o fim imediato de todas as caçadas às bruxas”, referindo-se ao caso como uma “farsa financiada pelos democratas envolvendo as mentiras de Carroll”. A equipe acrescentou que Trump continuará vencendo o “aparelhamento esquerdista da Justiça”. Por outro lado, a advogada de E. Jean Carroll, Roberta Kaplan, expressou satisfação: “Estamos satisfeitos com o fato de a Suprema Corte dos Estados Unidos ter novamente se recusado a analisar este caso”. Kaplan concluiu que, com isso, o veredicto unânime do júri, que declarou Donald Trump culpado de agressão sexual e difamação, tornou-se definitivo. Detalhes do julgamento de maio de 2023 e o veredicto do júri O caso que resultou na condenação de US$ 5 milhões teve origem em um julgamento realizado em maio de 2023, em um tribunal federal em Nova York. Na ocasião, um júri considerou Donald Trump civilmente responsável por abuso sexual e difamação contra E. Jean Carroll. O júri concluiu que Trump agrediu sexualmente Carroll em um provador de uma loja de departamentos, onde se encontraram nos anos 90. Adicionalmente, o júri determinou que Trump difamou Carroll ao publicar nas redes sociais declarações que classificavam o caso como “uma fraude completa” e “uma

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Piscina Pública em Berlim: Extremistas de Direita Transformam Lazer em Palco de Debate Racista e Ameaças

Piscina Pública em Berlim: Extremistas de Direita Transformam Lazer em Palco de Debate Racista e Ameaças Uma iniciativa artística e social em Berlim, a piscina pública temporária “Volksbad”, projetada para oferecer alívio durante ondas de calor, transformou-se em um inesperado campo de batalha para a extrema direita alemã. O que era para ser um espaço de lazer e integração para a população da capital alemã, acabou se tornando o epicentro de um acalorado debate sobre racismo e discriminação. A polêmica surgiu quando um horário da piscina foi reservado para uma aula de natação exclusiva para crianças negras, promovida pela associação “Each One Teach One” (Eote). Essa reserva, justificada pela lei antidiscriminação de Berlim que prevê espaços para grupos historicamente discriminados, foi rapidamente rotulada como “racismo reverso” por políticos de direita e parte da imprensa. O caso ganhou repercussão nacional e internacional, expondo as tensões sociais e políticas na Alemanha em um momento pré-eleitoral. A situação escalou com ameaças e intimidações direcionadas à associação e às crianças, forçando o fechamento temporário da “Volksbad” e levantando questões sobre a segurança de projetos que visam combater o racismo. O Conceito Inovador da “Volksbad” e a Polêmica Inesperada A “Volksbad”, uma piscina de 25 metros de comprimento e 1,3 metro de profundidade, foi instalada em uma praça árida de Berlim como uma intervenção urbana idealizada por Matthias Lilienthal, diretor artístico do teatro Volksbühne. O projeto, orçado em cerca de 300 mil euros, buscava oferecer um respiro à população em meio a um verão de calor recorde e criticar a crescente comercialização e controle dos espaços públicos na cidade. O teatro descreve a iniciativa como um “manifesto” e um “convite de verão à capital”, visando suprir a falta de infraestrutura pública e lazer. Lilienthal explicou que a piscina funciona com recursos públicos, mas com gestão independente, e que o uso parcial do orçamento para lazer é uma forma de expor a necessidade de o poder público focar nas demandas da população. A piscina, que funcionaria gratuitamente e mediante reserva por oito semanas, segue regras de uso semelhantes às das outras 67 piscinas públicas de Berlim. Os horários matutinos são frequentemente destinados a clubes de natação e associações para aulas e atividades específicas, como seria o caso da Eote. A Reação da Extrema Direita e o Debate sobre “Racismo Reverso” A reserva de horário para crianças negras gerou uma reação imediata e intensa. Aileen Weibeler, vereadora distrital do partido CDU, criticou a medida em uma postagem que viralizou, alegando sentir-se discriminada por ser branca e não poder usar a piscina naquele momento. A crítica rapidamente alcançou figuras proeminentes da política alemã. Alice Weidel, colíder do partido populista de extrema direita AfD, comparou a situação a um “apartheid”. Stefan Evers, candidato da CDU à prefeitura de Berlim, declarou que não apoia a “divisão de pessoas com base na cor da pele”. Jornais conservadores como o Die Welt e o Bild ampliaram o debate, ignorando as explicações de Lilienthal sobre a lei antidiscriminação. Lilienthal defendeu a ação, afirmando

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Irã oferece recompensa milionária por morte ou captura de soldados americanos, elevando tensão no Oriente Médio

Em um movimento que intensifica as já elevadas tensões na região, o Irã anunciou neste domingo (16) a oferta de uma recompensa equivalente a US$ 30 mil (aproximadamente R$ 156 mil) para quem conseguir matar ou capturar soldados americanos. O valor dobra caso a ação seja executada por uma mulher, segundo informações da agência estatal de notícias Irna. O comandante do Exército persa, Amir Hatami, justificou a decisão como uma resposta ao “grande número de pedidos” para participar do apoio financeiro. A medida surge em um contexto de conflitos latentes entre o Irã e os Estados Unidos, com trocas de ataques esporádicos desde fevereiro, concentrados principalmente no sul do Irã e nos arredores do estratégico estreito de Hormuz. Apesar da declaração do Irã, não há registro de envio de forças terrestres americanas ao país durante a guerra em andamento no Oriente Médio, com exceção de uma missão pontual de resgate de um piloto abatido em abril. Hatami, contudo, não forneceu detalhes sobre onde ou quando se esperava que tais ações contra militares americanos ocorressem. Disputas por Pilotos Aumentam Atrito Paralelamente, a situação se complica com alegações iranianas contra o Qatar e o Kuwait. Um funcionário militar iraniano afirmou neste domingo que o Qatar deveria permitir a entrada de uma equipe do regime para investigar o paradeiro de pilotos persas, que, segundo Teerã, teriam sido capturados por forças qatares. Doha, no entanto, nega veementemente manter qualquer piloto iraniano sob custódia. A monarquia do Golfo informou no sábado que suas equipes de busca e resgate encontraram os restos mortais de um piloto após aeronaves iranianas violarem o espaço aéreo qatari em março e não responderem às tentativas de contato. O Qatar declarou ter contatado o Irã para coordenar a entrega dos restos mortais e convidado Teerã a analisar os detalhes de suas operações, mas alega não ter recebido resposta. Acusações de Retenção de Informações Mohammad Baqerzadeh, comandante do Comitê de Busca por Pessoas Desaparecidas do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, acusou as autoridades do Qatar de adiar repetidamente a investigação e impedir o retorno dos pilotos ao Irã. Ele solicitou ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha que acompanhe o caso com urgência, segundo a agência de notícias semioficial Tasnim. Baqerzadeh estendeu suas acusações ao Kuwait, alegando que o país também estaria retendo informações sobre o paradeiro de quatro iranianos detidos em seu território. Em maio, o Irã afirmou que os quatro indivíduos, ligados à Guarda Revolucionária, realizavam uma patrulha marítima e entraram acidentalmente em águas territoriais kuwaitianas devido a uma falha de navegação. O Kuwait, por sua vez, declarou que os quatro são suspeitos de planejar ações hostis contra o país. Contexto de Guerra e Negociações Fracassadas A guerra entre Irã e EUA teve início em 28 de fevereiro, após bombardeios americanos e israelenses contra alvos em território iraniano. Os confrontos, que duraram quase 40 dias, foram seguidos por um cessar-fogo em abril. Um acordo preliminar para negociações de paz chegou a ser alcançado em junho, mas posteriormente fracassou. Desde então,

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Israel: Ministro Extremista Propõe Matar ’30 a 40′ Palestinos Por Noite em Gaza e Reconstruir Assentamentos Judaicos

Ministro extremista de Israel sugere assassinatos seletivos diários em Gaza e restauração de assentamentos judaicos O Ministro da Segurança Nacional de Israel, o extremista Itamar Ben-Gvir, chocou o cenário internacional com declarações contundentes em uma entrevista recente. Ben-Gvir propôs que Israel deveria realizar de “30 a 40 assassinatos seletivos por noite” na Faixa de Gaza, argumentando que “há pessoas ali que não merecem viver. Elas nem sequer são pessoas”. As falas, proferidas em um podcast apresentado por Rom Braslavski, ex-refém do Hamas, foram além. Ben-Gvir também expressou forte apoio à reconstrução de assentamentos judaicos no território palestino, visualizando “toda Gaza” sob controle israelense e reiterando seu desejo pela “emigração” de palestinos. Essas declarações surgem em um momento delicado de negociações de paz e em meio à intensa ofensiva israelense em Gaza, que já resultou em um alto número de vítimas civis. O ministro demonstrou discordância com a recente redução das operações militares israelenses em Gaza, determinada pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, em um contexto de esforços diplomáticos dos Estados Unidos para implementar um plano de paz. As informações são do portal “O Globo”. Defesa de Ações Drásticas e Restauração de Assentamentos Na entrevista, Itamar Ben-Gvir detalhou sua visão radical para a Faixa de Gaza. “Acho que deveríamos realizar de 30 a 40 assassinatos seletivos por noite”, afirmou, ampliando o alvo para além de ameaças imediatas. Ele também defendeu o restabelecimento de assentamentos judaicos, mencionando especificamente “Gush Katif”, área desmantelada em 2005. “Imagino assentamentos não apenas em Gush Katif, mas em toda Gaza, além do incentivo à emigração — quanto mais, melhor”, disse o ministro. Para os combatentes palestinos, Ben-Gvir foi ainda mais explícito: “E, para os terroristas, não deveria haver emigração. Deveríamos simplesmente matá-los um por um.” Discordância com Netanyahu e Condenação Internacional As declarações de Ben-Gvir expõem uma fratura significativa na liderança israelense, especialmente em relação à condução da guerra e às estratégias futuras para Gaza. Ele explicitamente discordou da decisão do primeiro-ministro Netanyahu de diminuir a intensidade das operações militares, uma medida que vinha sendo pressionada por autoridades americanas no âmbito de planos de paz. Paralelamente, uma coalizão de países árabes e islâmicos, incluindo Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Indonésia, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão, condenou a rejeição do plano de paz por parte do governo de Netanyahu. Enviados do presidente dos EUA se reuniram com mediadores no Egito para discutir os próximos passos. Contexto da Guerra em Gaza e Acusações de Genocídio O conflito em Gaza foi desencadeado pelo ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que resultou na morte de cerca de 1.200 pessoas e no sequestro de mais de 250 reféns, segundo autoridades israelenses. A resposta de Israel resultou em mais de 73 mil mortes em Gaza, de acordo com autoridades palestinas, gerando uma grave crise humanitária. A intensidade da ofensiva israelense tem sido alvo de críticas globais, com diversas organizações internacionais, incluindo comissões da ONU e grupos de direitos humanos, acusando Israel de cometer genocídio contra os palestinos. Israel nega veementemente essas

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