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Mundo

Nicarágua Defende ‘Nossa Democracia, Nossas Eleições’ Após Crítica do Brasil sobre Fim de Votações

Nicarágua Responde ao Brasil: ‘Nossa Democracia, Nossas Eleições’ em Meio a Polêmica sobre Fim de Votações A chancelaria da Nicarágua emitiu um comunicado nesta quinta-feira (23) em resposta às críticas do governo brasileiro sobre os planos do ditador Daniel Ortega de extinguir as eleições no país centro-americano. A resposta contundente reafirma a soberania nacional nicaraguense. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil havia expressado preocupação com as declarações de Ortega, destacando a importância de eleições livres, periódicas, plurais e transparentes como pilares da democracia, um valor ao qual o Brasil se diz profundamente comprometido. A controvérsia teve início no último domingo (19), quando o líder nicaraguense anunciou o fim das eleições no país, referindo-se a opositores como “partidos políticos criados pelos ianques”. A Assembleia Nacional, controlada por seus aliados, já iniciou análises para alinhar-se a essa orientação presidencial, conforme divulgado pelo portal G1. Ortega Anuncia Fim das Eleições e Brasil Manifesta Preocupação A declaração de Daniel Ortega, feita durante uma cerimônia de celebração da Revolução Sandinista, pegou o cenário internacional de surpresa. O ditador, que governa a Nicarágua há duas décadas, afirmou categoricamente: “Esqueçam! Não haverá mais eleições aqui para que eles possam tentar tomar o governo, tomar o poder”. Essa fala gerou imediatas reações, incluindo a do governo brasileiro. Em nota oficial, o Itamaraty ressaltou que “A realização de eleições livres, periódicas, plurais e transparentes é um dos esteios da democracia, valor com que o Brasil tem um profundo compromisso”. A posição brasileira ecoa preocupações de outras nações sobre o retrocesso democrático na Nicarágua. Histórico de Tensões Entre Brasil e Nicarágua A relação entre o Brasil e o regime de Daniel Ortega tem sido marcada por atritos. Embora o presidente Lula tenha, em 2021, aconselhado Ortega a “não abrir mão” da democracia, a aproximação se desfez com o tempo. O regime nicaraguense é alvo de acusações de fraudes eleitorais desde 2008. Em 2023, o Brasil congelou as atividades de sua embaixada em Manágua após uma tentativa frustrada de diálogo para a libertação de lideranças católicas. No ano seguinte, um novo impasse levou à expulsão do embaixador brasileiro, medida que foi retribuída por Brasília. Nicarágua Já Respondeu a Outros Países Não é a primeira vez que o regime de Daniel Ortega responde a críticas internacionais. Anteriormente, o governo nicaraguense respondeu a manifestações de preocupação de países como o Chile, de José Antonio Kast, classificando as declarações como “intervencionistas”. À Bolívia, a ditadura afirmou que as decisões de cada nação são “próprias, dignas e soberanas”. A retórica da Nicarágua, ao se defender e reafirmar a “soberania nacional”, busca legitimar suas ações internas perante a comunidade internacional, apesar das crescentes denúncias de autoritarismo.

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Brasil assina aliança de IA da China em Xangai, enquanto marco legal da tecnologia engavetado no Congresso

China lidera nova ordem global de Inteligência Artificial com aliança que inclui o Brasil; marco legal nacional segue parado A China deu um passo significativo na disputa pela governança global da inteligência artificial (IA) ao lançar, na semana passada, a Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial. Com sede em Xangai, a iniciativa conta com 29 países fundadores, entre eles o Brasil, Indonésia, Malásia, África do Sul, Senegal e Rússia. O presidente chinês, Xi Jinping, defendeu a proposta em discurso, ressaltando que “nenhum país deve dominar” a tecnologia e apresentando o modelo de código aberto, impulsionado por gigantes tecnológicas chinesas, como uma “oportunidade histórica” de cooperação com o Sul Global. Essa articulação representa uma mudança na estratégia diplomática chinesa, que passa a disputar não apenas infraestrutura e padrões técnicos, mas também as regras e instituições que moldarão o futuro da IA. A iniciativa surge em um cenário onde os Estados Unidos parecem recuar em normas cibernéticas e em diplomacia digital, abrindo espaço para Pequim propor uma governança centrada no Estado para a IA. A carta de fundação da nova organização promete coordenar a regulamentação da IA entre os membros, mas não detalha investimentos em infraestrutura de computação ou transferência de tecnologia de chips. Especialistas como Arindrajit Basu, do Centro para Internet e Sociedade da Índia, veem essa movimentação como a China buscando ampliar sua rede de centros de cooperação em IA e influenciar discussões em fóruns internacionais como a ONU. O modelo chinês: regras antes da adoção global A estratégia chinesa de estabelecer normas internas antes de abrir seus modelos de IA ao mundo reflete uma abordagem já aplicada anteriormente, por exemplo, na internet. Ao chegar à mesa de negociações globais com uma posição definida, a China busca ditar os rumos da tecnologia. A distribuição de pesos de modelos de IA, por exemplo, não exige a transferência de fábricas ou chips, tornando a oferta chinesa economicamente atrativa. Países que adotarem serviços públicos baseados em modelos de IA chineses gratuitos, sem regulamentação própria clara, podem se encontrar em uma posição vulnerável, sem contratos ou foros para reclamações futuras. A China, ao fechar suas normas internas antes de expor seus modelos, chegou à arena internacional com uma base sólida. O Brasil, por outro lado, adere a um foro global de normas antes de finalizar sua própria legislação. Marco legal da IA no Brasil: um caminho tortuoso No Brasil, o Projeto de Lei 2338/23, que visa estabelecer o marco legal da IA, enfrenta um **impasse no Congresso Nacional**. Aprovado no Senado em dezembro de 2024, o texto chegou à Câmara em março de 2025, mas ainda aguarda a apresentação do parecer do relator. A expectativa era de que o relatório fosse apresentado em 9 de junho, mas o recesso parlamentar iniciado em 18 de julho suspendeu o andamento da matéria. O atraso não se resume apenas ao calendário. O texto aprovado no Senado propõe a criação de autoridades e despesas que são de iniciativa exclusiva do Poder Executivo. Sem ajustes, o marco legal

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Embaixador dos EUA no Brasil: Senado Americano pode aprovar Daniel Perez antes das eleições brasileiras, entenda os próximos passos

Senado dos EUA se aproxima de aprovar novo embaixador para o Brasil, Daniel Perez, em meio a movimentações diplomáticas antes das eleições. O plenário do Senado dos Estados Unidos deve votar a aprovação de Daniel Perez, indicado pelo governo Donald Trump para o cargo de embaixador no Brasil, no início de agosto. A decisão ocorrerá em um momento crucial, com o processo eleitoral brasileiro se aproximando, o que pode influenciar o cenário diplomático entre os dois países. A aprovação no comitê de Relações Exteriores já foi obtida, e o nome de Perez está incluído em um pacote de indicações que será analisado pelo plenário, onde os republicanos detêm a maioria. Essa etapa é a última no lado americano antes que a nomeação seja formalizada, abrindo caminho para sua possível posse. No entanto, a efetivação de Daniel Perez no posto em Brasília ainda depende da concessão do agrément pelo governo brasileiro. Este procedimento, que formaliza a aceitação do nome pelo país anfitrião, foi solicitado pelos Estados Unidos um mês após o anúncio da indicação, uma conduta considerada incomum e que rompeu com a prática diplomática tradicional. Conforme informações divulgadas, integrantes do governo Lula avaliam que a forma como o processo foi conduzido contrariou o rito previsto pela Convenção de Viena, que geralmente submete o nome do embaixador ao Legislativo após a obtenção do agrément. A ausência de um prazo definido para a resposta brasileira adiciona incerteza ao cronograma. Atraso no processo e a importância do agrément O agrément é um passo fundamental no processo de nomeação de embaixadores. É através dele que o país que receberá o representante diplomático manifesta formalmente sua concordância com o nome indicado. Sem essa aprovação, o diplomata não pode assumir suas funções. Apesar de a indicação ter sido anunciada publicamente pelos EUA antes da consulta formal ao Brasil, o pedido de agrément só foi enviado posteriormente. Essa abordagem gerou questionamentos sobre o cumprimento dos protocolos diplomáticos estabelecidos. Histórico de Daniel Perez e a relação EUA-Brasil Daniel Perez, descrito como cubano-americano de primeira geração, tem experiência como deputado estadual na Flórida desde 2017. Sua trajetória política, conforme seu site oficial, não detalha cargos anteriores relacionados à política externa, o que pode gerar atenções sobre sua experiência diplomática. Caso confirmado, a chegada de Perez ao Brasil marcará o retorno de um embaixador titular americano no país, uma vez que o posto está vago desde a saída de Elizabeth Bagley, indicada por Joe Biden. Atualmente, a missão americana em Brasília é liderada pelo encarregado de negócios, Gabriel Escobar. O rito diplomático e a expectativa para as eleições A dinâmica de aprovação de embaixadores, especialmente em períodos pré-eleitorais, pode ser sensível. A forma como os Estados Unidos conduziram a indicação de Daniel Perez e a resposta brasileira a este processo são pontos de atenção para as relações bilaterais. A ausência de um prazo para a resposta do Brasil ao pedido de agrément significa que o tempo de análise pode variar. Essa indefinição adiciona um elemento de expectativa sobre quando, e

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Trump em Jantar de Jornalistas: “Não Cederemos à Violência Política” Três Meses Após Atentado

Trump defende debate público contra violência política em evento com jornalistas Três meses após um atentado frustrado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou da edição remarcada do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca. Na ocasião, ele declarou enfaticamente que o país não cederá à violência política, mesmo diante de episódios graves. O republicano relembrou o ataque de abril, quando um atirador invadiu o local, descrevendo-o como um “ataque à nossa democracia” que poderia ter resultado em uma tragédia de grandes proporções. “Hoje, nos reunimos novamente para responder àquele ataque hediondo com determinação inabalável. Nós não vamos ceder à violência política”, afirmou Trump. A declaração foi feita em um contexto onde Trump é frequentemente alvo de críticas por, segundo adversários e especialistas, contribuir para o aumento da polarização e da violência política no país. Conforme informação divulgada pela fonte, o presidente defendeu que as divergências políticas devem ser sanadas por meio do debate público e não da força. Divergências resolvidas no debate, não com balas Trump enfatizou a importância da liberdade de expressão nos Estados Unidos, declarando que as diferenças devem ser resolvidas “não com balas, mas com um debate aberto e vigoroso”. Ele acrescentou que “nenhum perdedor armado mudará isso”, reforçando seu posicionamento contra o uso da violência como ferramenta política. O presidente também abordou sua relação com a imprensa, comentando sobre a cobertura negativa que recebe. “Às vezes eu realmente acho que alguns de vocês não gostam de mim. Na verdade, li em um relatório que eu recebo 93% de cobertura negativa. Então, como diabos eu ganhei a eleição com tanta vantagem? Pensem nisso”, disse ele, em tom provocativo. Críticas à imprensa e insinuações sobre futuro político Em um momento de descontração, Trump fez piadas sobre os prêmios entregues pela associação de correspondentes, muitos dos quais premiaram coberturas com impacto negativo para sua administração. Ele também comentou sobre a possibilidade de intervir em reportagens, tentando “transformar uma história fake em uma boa história”. O presidente, que reafirmou sua intenção de concorrer a um terceiro mandato, chegou a vestir um boné escrito “Trump 2028”, embora a Constituição americana limite a dois mandatos. Ele brincou dizendo que a “segunda vez é sempre melhor” e a “terceira vez será ainda melhor”, insinuando uma possível candidatura futura. Elogios ao Serviço Secreto e ao agente ferido Durante seu discurso, Trump fez questão de enaltecer o trabalho do Serviço Secreto e do agente que foi atingido por um tiro durante a tentativa de atentado. O agente, que não sofreu ferimentos graves por estar usando colete à prova de balas, foi elogiado por sua bravura. “Como eu disse há três meses, o show precisa continuar”, declarou o republicano, referindo-se à suspensão do evento em abril. Ele parabenizou a presidente da associação de correspondentes, Weijia Jiang, e a futura presidente, Jacqui Heinrich, antes de finalizar seu discurso com mais uma provocação à imprensa presente, chamando o grupo de “o maior grupo de pessoas com síndrome de transtorno de personalidade anti-Trump já reunido”.

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Arábia Saudita busca energia nuclear: diversificação econômica, modernização e prestígio regional explicam a ambição saudita

Arábia Saudita mira energia nuclear: entenda os motivos por trás da ambição saudita e o acordo com os EUA O recente acordo entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita para permitir um programa de enriquecimento nuclear no reino tem gerado apreensão sobre uma possível corrida armamentista nuclear no Oriente Médio. O líder de fato saudita, príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, não descartou a possibilidade de desenvolver armas nucleares no futuro, especialmente se o Irã, seu rival histórico, o fizer. No entanto, as ambições da Arábia Saudita na área nuclear são antigas e não se limitam ao desenvolvimento de armamentos. O país busca um programa de energia nuclear civil por uma série de razões estratégicas e econômicas que visam moldar seu futuro. Conforme informações divulgadas, o reino saudita possui objetivos claros que vão desde a diversificação de sua economia até a projeção de uma imagem de modernização e aumento de seu prestígio regional e global. Vamos detalhar os principais motivos. Diversificação Econômica: Menos Petróleo, Mais Futuro Em 2022, o petróleo bruto representou uma parcela significativa, 40%, do Produto Interno Bruto (PIB) da Arábia Saudita. Os líderes sauditas reconhecem há tempos a necessidade de reduzir a dependência das exportações de combustíveis fósseis para garantir a sustentabilidade econômica do país a longo prazo. Apesar da vasta riqueza em recursos naturais, a Arábia Saudita enfrentou déficits orçamentários na maioria dos últimos dez anos. O país possui projetos ambiciosos que demandam alto consumo de energia, como empreendimentos de construção futuristas e data centers para inteligência artificial. A instabilidade em rotas de exportação de petróleo, como o estreito de Ormuz, já demonstrou os riscos de uma economia tão dependente do petróleo, embora o aumento nos preços do petróleo durante conflitos tenha, em parte, mitigado o impacto econômico. A Arábia Saudita também almeja se tornar um grande exportador de minério de urânio. Embora a extensão e a viabilidade econômica dos depósitos sauditas ainda sejam incertas, a capacidade de enriquecer urânio, seja de origem doméstica ou importada, poderia suprir a crescente demanda energética do país. Isso liberaria uma quantidade maior de suas reservas de combustíveis fósseis para exportação, gerando novas fontes de receita. Visão de Modernização: Rumo à “Visão 2030” Há uma década, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman lançou a iniciativa “Visão 2030”, um plano abrangente para transformar a Arábia Saudita, com o objetivo declarado de acabar com a dependência do petróleo. Este plano engloba reformas financeiras, mudanças culturais e vastos projetos de construção. Além disso, o reino estabeleceu metas climáticas ambiciosas, comprometendo-se em 2021 a gerar metade de sua eletricidade a partir de fontes renováveis até 2030. No entanto, o progresso tem sido lento, com menos de 1% da eletricidade saudita proveniente de energia solar e eólica, segundo a Associação Nuclear Mundial. Quase toda a energia restante é gerada por gás e petróleo. Apesar das críticas sobre o ritmo das mudanças e o papel do país em cúpulas climáticas globais, o programa de enriquecimento nuclear pode ser apresentado pelos líderes sauditas como um componente chave

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Adolescentes Buscam Corpo da Mãe em Escombros na Venezuela: A Dor Que Move Milhares Após Terremotos Devastadores

A Busca Incansável Pelo Amor Perdido Entre os Escombros da Venezuela A tragédia causada pelos terremotos na Venezuela deixou um rastro de destruição e dor em La Guaira. Um mês após os abalos, a paisagem ainda é marcada por montanhas de escombros, onde milhares de sobreviventes se dedicam a uma tarefa extenuante e dolorosa: a busca por seus entes queridos. O cenário é desolador. Mãos sangram, pulmões se enchem de poeira e os olhos ardem sob o sol implacável. A esperança de encontrar os corpos de mães, pais e irmãos move esses sobreviventes, que cavam dia e noite, impulsionados por um amor que transcende a exaustão e o perigo. Em meio a essa luta, adolescentes como Winder Delfín, de 17 anos, e seu irmão Deivi, de 15, emergem como símbolos de resiliência. Eles, junto com seus pais e padrasto, lideram a busca pelo corpo de sua mãe e irmãozinho em meio aos destroços de seu antigo prédio. Conforme informações divulgadas, a busca por entes queridos se tornou uma corrida contra o tempo e a devastação. Jovens Heróis Entre os Escombros: A Força Que Abre Caminho Winder e Deivi Delfín são apenas dois exemplos da juventude que se dedica incansavelmente à busca por seus familiares. Winder, com apenas 17 anos, já demonstrava uma força e determinação impressionantes. Ele liderava a escavação em um túnel profundo, quebrando concreto e serrando vergalhões com uma perseverança admirável, mesmo diante do calor, da poeira e da exaustão. No 25º dia de sua busca incessante, Winder finalmente encontrou um vislumbre de esperança: o vestido florido de sua avó. A descoberta o impulsionou, alimentando a crença de que sua mãe e irmãozinho estariam logo adiante. “Há corpos por perto”, relatou ele ao pai, a voz embargada pela emoção e pelo cansaço. O Estado e a Responsabilidade Dividida na Tragédia Venezuelana A situação na Venezuela, marcada por anos de dificuldades econômicas, má gestão e sanções, reflete-se na resposta à tragédia. Em La Guaira, a presença militar é notável, mas a tarefa árdua de resgate e recuperação de corpos tem recaído, em grande parte, sobre os ombros dos civis e voluntários. O Estado, com suas capacidades limitadas, tem demonstrado dificuldades em suprir a demanda. Enquanto soldados patrulham as ruas e auxiliam em tarefas secundárias, são os sobreviventes que, com ferramentas improvisadas como picaretas, marretas e até facas de cozinha, se desdobram para encontrar seus entes queridos. A comunidade se une, compartilhando recursos e forças em um esforço coletivo de solidariedade e amor. A Longa Jornada em Busca de Respostas e Conforto A família Delfín vivia em um apartamento no primeiro andar de um prédio de 12 andares. No dia dos terremotos, Winder e Deivi estavam em um parque aquático e, ao retornarem, depararam-se com o desaparecimento de seu lar. Desde então, a busca por sua mãe, Yusmani, 35 anos, e o irmão Moissés, 10 anos, se tornou a prioridade absoluta. O pai de Winder e Deivi, Deivid Delfín, 44 anos, e o padrasto, Giovanni Berroterán, 50 anos, trabalham lado

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França Proíbe Redes Sociais para Menores de 15 Anos: Lei Eficaz ou Medida Punitiva Incerta?

França impõe restrições sobre redes sociais para menores de 15 anos, gerando debates sobre sua aplicabilidade e impacto. A França deu um passo significativo ao proibir o uso de redes sociais por crianças e adolescentes com menos de 15 anos. A medida, celebrada pelo presidente Emmanuel Macron, visa combater problemas graves como o bullying online e a pedofilia, questões que o presidente tem enfrentado em seu mandato. Esta iniciativa francesa se insere em um contexto global de crescente preocupação com o impacto das plataformas digitais na saúde mental e no desenvolvimento de jovens. Diversos países já implementam ou discutem restrições semelhantes para proteger o público infanto-juvenil. Apesar das boas intenções, a eficácia de tais proibições é um ponto de grande debate. Um estudo recente sobre a lei australiana, pioneira neste tipo de legislação, levanta questões importantes sobre a capacidade de controle e a adaptação das plataformas e usuários às novas regras. A informação foi divulgada pelo The British Medical Journal. A experiência australiana: um alerta para generalizações A lei australiana, implementada em 2025, obriga as plataformas a buscarem meios para impedir a criação de contas por menores de idade. No entanto, uma pesquisa multidisciplinar acompanhada por profissionais de saúde mental revelou que a lei pode não ter o efeito desejado. O estudo analisou 436 jovens usuários de redes sociais, com idades entre 12 e 17 anos, antes e três meses após a entrada em vigor da legislação. Os resultados expõem que 85% dos entrevistados continuam a acessar conteúdos, indicando um fraco compromisso das plataformas em garantir um ambiente online seguro. Um terço dos jovens relatou não ter passado por nenhuma verificação de idade, e a maioria mantém o acesso por meio de contas de terceiros ou declarando informações falsas sobre seu perfil, evidenciando a facilidade em burlar verificações de documentos. A pesquisa sugere que a legislação australiana está divorciada de sua aplicação prática. O ambiente online é dinâmico, e tanto usuários quanto as próprias tecnologias e plataformas se adaptam para contornar as restrições impostas. Redes sociais e a necessidade de uma abordagem multifacetada O estudo australiano recomenda que os legisladores compreendam melhor o funcionamento das redes sociais, pois cada plataforma opera de maneira distinta, gerando consequências variadas. A simples criação de leis, segundo os pesquisadores, não é suficiente para resolver o problema da superexposição de crianças e adolescentes. A superexposição predatória de jovens nas redes sociais os torna o elo mais frágil nessa cadeia. É fundamental uma concertação social que vá além de legisladores, empresas e governos. É preciso convocar múltiplos atores para buscar modelos educacionais atualizados e incentivar atividades fora das telas. A valorização de esportes, artes e outras atividades que ressignifiquem a vida fora do ambiente digital é crucial. Uma abordagem coletiva e integrada pode ser mais eficaz para salvaguardar o bem-estar dos jovens no mundo conectado. Pequenos prazeres redescobertos longe das telas Apesar dos desafios, o estudo australiano também trouxe um ponto de esperança. Crianças mais novas, quando afastadas das redes sociais, relataram ter redescoberto o prazer

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Socorrista de Israel narra ‘desastre colossal’ na Venezuela e encontra família abraçada um mês após terremotos

Israelenses detalham ‘desastre colossal’ na Venezuela e encontram corpos de família abraçada um mês após terremotos O major Roni Kaplan, porta-voz das Forças Armadas de Israel, descreveu a situação em La Guaira, região mais afetada pelos terremotos na Venezuela, como um “desastre colossal”. Kaplan, que integrou a equipe de 64 socorristas israelenses enviada ao país, comparou a tragédia a “uma das maiores do século 21”. A missão, que durou 24 dias, marcou a mais longa do tipo na história do Exército israelense. Apesar do rompimento das relações diplomáticas com a Venezuela desde 2009, Israel participou de um esforço internacional de solidariedade, ao lado de outros países como o Brasil. A equipe focou na transição das operações de resgate para a fase de reconstrução e remoção de escombros. “Nunca vi nada parecido”, afirmou Kaplan em entrevista à Folha, destacando o trabalho árduo e a sensibilidade humana necessária para lidar com as consequências dos abalos. A delegação israelense atuou em conjunto com engenheiros e autoridades venezuelanas, oferecendo treinamento em técnicas de demolição segura, reforço estrutural e reconstrução. Conforme informação divulgada pelo major, a equipe foi a última delegação internacional a deixar o país. Família encontrada abraçada em meio a escombros Um dos momentos mais marcantes da missão ocorreu na quarta-feira (22), quando a equipe de Kaplan retirou os corpos de uma família em Caraballeda, estado de La Guaira. A operação exigiu uma demolição controlada do edifício para permitir o acesso às vítimas. “Quando encontramos a família, o pai, de 41 anos, estava abraçado à mãe, também de 41 anos. Entre eles estava o filho, um menino de nove anos. Os dois estavam abraçando a criança, como se estivessem protegendo o filho. A avó, de 67 anos, estava a poucos metros dali”, relatou o major. Kaplan ressaltou a importância de preservar a dignidade do sepultamento e honrar a memória dos falecidos, um valor fundamental para o povo de Israel e para qualquer sociedade. A experiência da equipe em desastres naturais e acidentes industriais, incluindo a atuação em Brumadinho, Brasil, foi crucial, mas a sensibilidade humana foi apontada como o fator mais importante. Desafios emocionais e transferência de tecnologia Lidar com a carga emocional do trabalho foi um desafio significativo para os socorristas. Kaplan mencionou que, diariamente, a equipe realizava conversas para compartilhar as experiências vividas, uma forma de processar o trauma. “É difícil”, admitiu. A missão israelense não se limitou ao resgate e à remoção de escombros. A equipe entregou às autoridades venezuelanas um sistema inovador desenvolvido em Israel. Este software utiliza big data para classificar edifícios conforme o grau de risco, auxiliando na tomada de decisões sobre quais estruturas podem ser imediatamente ocupadas, quais necessitam de novas inspeções e quais exigem reforço estrutural ou demolição. Tecnologia para reconstrução em cenário de recursos limitados O sistema foi projetado para apoiar as autoridades venezuelanas em um cenário de recursos limitados, permitindo a definição de prioridades para o uso de equipes e equipamentos. Kaplan explicou que a ferramenta visa otimizar o processo de reconstrução, que

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Trump Retorna ao Jantar da Casa Branca com Segurança Máxima Após Tentativa de Assassinato

Jantar da Casa Branca: Trump participa com segurança reforçada após atentado O tradicional jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA) volta a acontecer nesta sexta-feira (24), em Washington D.C., com uma edição especial e sob um esquema de segurança sem precedentes. O evento, que havia sido interrompido em abril por uma tentativa de assassinato contra Donald Trump, agora conta com a presença confirmada do ex-presidente, prometendo uma noite de discursos e homenagens. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, destacou que a participação de Trump é uma celebração da liberdade de expressão e da Primeira Emenda. Ela afirmou que a expectativa é concluir o que foi iniciado antes do ataque, garantindo uma noite divertida e memorável para os jornalistas e convidados presentes. Este jantar remarcado não apenas traz de volta um evento importante para a imprensa e a política americana, mas também sublinha a importância da segurança em eventos de alto perfil. As lições aprendidas com o incidente de abril foram incorporadas em um plano robusto para garantir a tranquilidade de todos os presentes. As informações foram divulgadas pela Casa Branca. Novo Local e Rigoroso Esquema de Segurança Diferente das edições anteriores, que ocorriam no Washington Hilton, o jantar desta sexta-feira será realizado no hotel Waldorf Astoria. A mudança de local foi acompanhada por um plano de segurança detalhado, envolvendo o Serviço Secreto dos EUA, a WHCA e a equipe de segurança do hotel, além de autoridades federais e locais. Segundo Anthony Guglielmi, chefe de comunicação do Serviço Secreto, haverá forte presença policial nas proximidades, bloqueios de rua e o uso de detectores de metal para o acesso ao evento. Guglielmi assegurou que a agência está comprometida com a segurança de todos os eventos sob sua proteção e que o planejamento foi adaptado com base nas experiências passadas. O Serviço Secreto também trabalhou para garantir que os participantes recebam informações rápidas em caso de emergência. Antes da inspeção, todos os ingressos serão conferidos pela equipe de organização, reforçando os protocolos de segurança. Homenagem a Heróis e Críticas à Segurança Anterior Durante o jantar, o policial do Serviço Secreto Victor Gonzales será homenageado com o Prémio Presidencial de Serviço Excepcional à WHCA. Gonzales agiu com bravura durante a tentativa de assassinato em abril, enfrentando o atirador armado e ajudando a impedir seu avanço, mesmo após ser atingido no colete à prova de balas. A equipe do Washington Hilton também receberá o mesmo prêmio em reconhecimento ao apoio prestado aos convidados após o cancelamento abrupto do evento e pela doação de mais de 2.000 refeições não servidas a abrigos locais. A organização do evento busca, com estas homenagens, reconhecer a resiliência e o profissionalismo diante de uma situação de crise. Após o incidente, testemunhas relataram falhas na segurança e na inspeção de entrada, críticas que foram confirmadas pelo próprio atirador, Cole Tomas Allen, em um manifesto divulgado posteriormente. Allen mencionou a falta de segurança do evento e sua intenção de atacar autoridades americanas. O Ataque e as Acusações Contra

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Destroços de Avião da Pan Am Encontrados Após 74 Anos: A Tragédia Que Revolucionou a Segurança Aérea Mundial

A Descoberta Histórica do Clipper Endeavour e Seu Legado na Aviação Setenta e quatro anos após seu trágico desaparecimento no Oceano Atlântico, os destroços do avião da Pan American Airways, o Clipper Endeavour, foram finalmente localizados. A descoberta, realizada por um drone equipado com sonar a 610 metros de profundidade na costa de Porto Rico, não é apenas um marco na exploração submarina, mas também um poderoso lembrete de um evento que, em 1952, desencadeou uma série de reformas fundamentais na segurança da aviação comercial global. O acidente do Clipper Endeavour, ocorrido em 11 de abril de 1952, logo após a decolagem de Porto Rico com destino a Nova York, resultou em uma falha múltipla de motores. O piloto foi forçado a um pouso de emergência na água. Embora todos os 64 passageiros e 5 tripulantes tenham sobrevivido ao impacto inicial, a rápida submersão da aeronave e a confusão subsequente em encontrar equipamentos de segurança levaram à perda de 52 vidas. Das 69 pessoas a bordo, apenas 17 foram resgatadas com vida. A tragédia do Clipper Endeavour se tornou um catalisador para a implementação de protocolos de segurança que hoje são considerados padrão em todos os voos comerciais. A dificuldade enfrentada pelos sobreviventes em acessar coletes salva-vidas e botes infláveis após o pouso forçado evidenciou a necessidade urgente de melhorias nos equipamentos de segurança e nas instruções de evacuação. Conforme informações divulgadas pela BBC News, este evento foi crucial para a segurança aérea que conhecemos. O Impacto Duradouro nas Instruções de Segurança Pré-Voo A confusão e a falta de preparo durante o naufrágio do Clipper Endeavour foram um ponto de inflexão para a indústria da aviação. O especialista em segurança aérea John Cox, em declarações à agência de notícias AP, destacou que o acidente foi o principal impulsionador para as regulamentações modernas que agora tornam as instruções de segurança obrigatórias antes de cada voo. Essas instruções detalham a localização e o uso de saídas de emergência e equipamentos de flutuação. A Busca Emocionante Pelos Destroços do Clipper Endeavour A expedição que culminou na descoberta dos destroços foi liderada pela Air/Sea Heritage Foundation em colaboração com o programa Expedition Unknown, do Discovery Channel. Após anos de pesquisa, incluindo a análise de registros históricos e relatos de testemunhas, a equipe conseguiu delimitar a área de busca. A descoberta ocorreu em junho, quando um drone identificou a fuselagem e a cauda da aeronave, partes que ainda ostentavam o logotipo da Pan Am e o nome da aeronave visíveis, como relatado pela BBC News. Lições Aprendidas e o Futuro da Segurança Aérea Josh Gates, apresentador do Expedition Unknown, ressaltou a importância da descoberta: “Toda vez que você embarca em um avião hoje, você está mais seguro por causa do que aconteceu com o Clipper Endeavour e seus passageiros há 75 anos”. Essa afirmação sublinha como os sacrifícios do passado moldaram a segurança do presente, oferecendo novas esperanças para a resolução de mistérios aéreos, como o caso do voo MH370 da Malaysia Airlines, que desapareceu

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Nicarágua Defende ‘Nossa Democracia, Nossas Eleições’ Após Crítica do Brasil sobre Fim de Votações

Nicarágua Responde ao Brasil: ‘Nossa Democracia, Nossas Eleições’ em Meio a Polêmica sobre Fim de Votações A chancelaria da Nicarágua emitiu um comunicado nesta quinta-feira (23) em resposta às críticas do governo brasileiro sobre os planos do ditador Daniel Ortega de extinguir as eleições no país centro-americano. A resposta contundente reafirma a soberania nacional nicaraguense. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil havia expressado preocupação com as declarações de Ortega, destacando a importância de eleições livres, periódicas, plurais e transparentes como pilares da democracia, um valor ao qual o Brasil se diz profundamente comprometido. A controvérsia teve início no último domingo (19), quando o líder nicaraguense anunciou o fim das eleições no país, referindo-se a opositores como “partidos políticos criados pelos ianques”. A Assembleia Nacional, controlada por seus aliados, já iniciou análises para alinhar-se a essa orientação presidencial, conforme divulgado pelo portal G1. Ortega Anuncia Fim das Eleições e Brasil Manifesta Preocupação A declaração de Daniel Ortega, feita durante uma cerimônia de celebração da Revolução Sandinista, pegou o cenário internacional de surpresa. O ditador, que governa a Nicarágua há duas décadas, afirmou categoricamente: “Esqueçam! Não haverá mais eleições aqui para que eles possam tentar tomar o governo, tomar o poder”. Essa fala gerou imediatas reações, incluindo a do governo brasileiro. Em nota oficial, o Itamaraty ressaltou que “A realização de eleições livres, periódicas, plurais e transparentes é um dos esteios da democracia, valor com que o Brasil tem um profundo compromisso”. A posição brasileira ecoa preocupações de outras nações sobre o retrocesso democrático na Nicarágua. Histórico de Tensões Entre Brasil e Nicarágua A relação entre o Brasil e o regime de Daniel Ortega tem sido marcada por atritos. Embora o presidente Lula tenha, em 2021, aconselhado Ortega a “não abrir mão” da democracia, a aproximação se desfez com o tempo. O regime nicaraguense é alvo de acusações de fraudes eleitorais desde 2008. Em 2023, o Brasil congelou as atividades de sua embaixada em Manágua após uma tentativa frustrada de diálogo para a libertação de lideranças católicas. No ano seguinte, um novo impasse levou à expulsão do embaixador brasileiro, medida que foi retribuída por Brasília. Nicarágua Já Respondeu a Outros Países Não é a primeira vez que o regime de Daniel Ortega responde a críticas internacionais. Anteriormente, o governo nicaraguense respondeu a manifestações de preocupação de países como o Chile, de José Antonio Kast, classificando as declarações como “intervencionistas”. À Bolívia, a ditadura afirmou que as decisões de cada nação são “próprias, dignas e soberanas”. A retórica da Nicarágua, ao se defender e reafirmar a “soberania nacional”, busca legitimar suas ações internas perante a comunidade internacional, apesar das crescentes denúncias de autoritarismo.

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Brasil assina aliança de IA da China em Xangai, enquanto marco legal da tecnologia engavetado no Congresso

China lidera nova ordem global de Inteligência Artificial com aliança que inclui o Brasil; marco legal nacional segue parado A China deu um passo significativo na disputa pela governança global da inteligência artificial (IA) ao lançar, na semana passada, a Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial. Com sede em Xangai, a iniciativa conta com 29 países fundadores, entre eles o Brasil, Indonésia, Malásia, África do Sul, Senegal e Rússia. O presidente chinês, Xi Jinping, defendeu a proposta em discurso, ressaltando que “nenhum país deve dominar” a tecnologia e apresentando o modelo de código aberto, impulsionado por gigantes tecnológicas chinesas, como uma “oportunidade histórica” de cooperação com o Sul Global. Essa articulação representa uma mudança na estratégia diplomática chinesa, que passa a disputar não apenas infraestrutura e padrões técnicos, mas também as regras e instituições que moldarão o futuro da IA. A iniciativa surge em um cenário onde os Estados Unidos parecem recuar em normas cibernéticas e em diplomacia digital, abrindo espaço para Pequim propor uma governança centrada no Estado para a IA. A carta de fundação da nova organização promete coordenar a regulamentação da IA entre os membros, mas não detalha investimentos em infraestrutura de computação ou transferência de tecnologia de chips. Especialistas como Arindrajit Basu, do Centro para Internet e Sociedade da Índia, veem essa movimentação como a China buscando ampliar sua rede de centros de cooperação em IA e influenciar discussões em fóruns internacionais como a ONU. O modelo chinês: regras antes da adoção global A estratégia chinesa de estabelecer normas internas antes de abrir seus modelos de IA ao mundo reflete uma abordagem já aplicada anteriormente, por exemplo, na internet. Ao chegar à mesa de negociações globais com uma posição definida, a China busca ditar os rumos da tecnologia. A distribuição de pesos de modelos de IA, por exemplo, não exige a transferência de fábricas ou chips, tornando a oferta chinesa economicamente atrativa. Países que adotarem serviços públicos baseados em modelos de IA chineses gratuitos, sem regulamentação própria clara, podem se encontrar em uma posição vulnerável, sem contratos ou foros para reclamações futuras. A China, ao fechar suas normas internas antes de expor seus modelos, chegou à arena internacional com uma base sólida. O Brasil, por outro lado, adere a um foro global de normas antes de finalizar sua própria legislação. Marco legal da IA no Brasil: um caminho tortuoso No Brasil, o Projeto de Lei 2338/23, que visa estabelecer o marco legal da IA, enfrenta um **impasse no Congresso Nacional**. Aprovado no Senado em dezembro de 2024, o texto chegou à Câmara em março de 2025, mas ainda aguarda a apresentação do parecer do relator. A expectativa era de que o relatório fosse apresentado em 9 de junho, mas o recesso parlamentar iniciado em 18 de julho suspendeu o andamento da matéria. O atraso não se resume apenas ao calendário. O texto aprovado no Senado propõe a criação de autoridades e despesas que são de iniciativa exclusiva do Poder Executivo. Sem ajustes, o marco legal

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Embaixador dos EUA no Brasil: Senado Americano pode aprovar Daniel Perez antes das eleições brasileiras, entenda os próximos passos

Senado dos EUA se aproxima de aprovar novo embaixador para o Brasil, Daniel Perez, em meio a movimentações diplomáticas antes das eleições. O plenário do Senado dos Estados Unidos deve votar a aprovação de Daniel Perez, indicado pelo governo Donald Trump para o cargo de embaixador no Brasil, no início de agosto. A decisão ocorrerá em um momento crucial, com o processo eleitoral brasileiro se aproximando, o que pode influenciar o cenário diplomático entre os dois países. A aprovação no comitê de Relações Exteriores já foi obtida, e o nome de Perez está incluído em um pacote de indicações que será analisado pelo plenário, onde os republicanos detêm a maioria. Essa etapa é a última no lado americano antes que a nomeação seja formalizada, abrindo caminho para sua possível posse. No entanto, a efetivação de Daniel Perez no posto em Brasília ainda depende da concessão do agrément pelo governo brasileiro. Este procedimento, que formaliza a aceitação do nome pelo país anfitrião, foi solicitado pelos Estados Unidos um mês após o anúncio da indicação, uma conduta considerada incomum e que rompeu com a prática diplomática tradicional. Conforme informações divulgadas, integrantes do governo Lula avaliam que a forma como o processo foi conduzido contrariou o rito previsto pela Convenção de Viena, que geralmente submete o nome do embaixador ao Legislativo após a obtenção do agrément. A ausência de um prazo definido para a resposta brasileira adiciona incerteza ao cronograma. Atraso no processo e a importância do agrément O agrément é um passo fundamental no processo de nomeação de embaixadores. É através dele que o país que receberá o representante diplomático manifesta formalmente sua concordância com o nome indicado. Sem essa aprovação, o diplomata não pode assumir suas funções. Apesar de a indicação ter sido anunciada publicamente pelos EUA antes da consulta formal ao Brasil, o pedido de agrément só foi enviado posteriormente. Essa abordagem gerou questionamentos sobre o cumprimento dos protocolos diplomáticos estabelecidos. Histórico de Daniel Perez e a relação EUA-Brasil Daniel Perez, descrito como cubano-americano de primeira geração, tem experiência como deputado estadual na Flórida desde 2017. Sua trajetória política, conforme seu site oficial, não detalha cargos anteriores relacionados à política externa, o que pode gerar atenções sobre sua experiência diplomática. Caso confirmado, a chegada de Perez ao Brasil marcará o retorno de um embaixador titular americano no país, uma vez que o posto está vago desde a saída de Elizabeth Bagley, indicada por Joe Biden. Atualmente, a missão americana em Brasília é liderada pelo encarregado de negócios, Gabriel Escobar. O rito diplomático e a expectativa para as eleições A dinâmica de aprovação de embaixadores, especialmente em períodos pré-eleitorais, pode ser sensível. A forma como os Estados Unidos conduziram a indicação de Daniel Perez e a resposta brasileira a este processo são pontos de atenção para as relações bilaterais. A ausência de um prazo para a resposta do Brasil ao pedido de agrément significa que o tempo de análise pode variar. Essa indefinição adiciona um elemento de expectativa sobre quando, e

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Trump em Jantar de Jornalistas: “Não Cederemos à Violência Política” Três Meses Após Atentado

Trump defende debate público contra violência política em evento com jornalistas Três meses após um atentado frustrado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou da edição remarcada do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca. Na ocasião, ele declarou enfaticamente que o país não cederá à violência política, mesmo diante de episódios graves. O republicano relembrou o ataque de abril, quando um atirador invadiu o local, descrevendo-o como um “ataque à nossa democracia” que poderia ter resultado em uma tragédia de grandes proporções. “Hoje, nos reunimos novamente para responder àquele ataque hediondo com determinação inabalável. Nós não vamos ceder à violência política”, afirmou Trump. A declaração foi feita em um contexto onde Trump é frequentemente alvo de críticas por, segundo adversários e especialistas, contribuir para o aumento da polarização e da violência política no país. Conforme informação divulgada pela fonte, o presidente defendeu que as divergências políticas devem ser sanadas por meio do debate público e não da força. Divergências resolvidas no debate, não com balas Trump enfatizou a importância da liberdade de expressão nos Estados Unidos, declarando que as diferenças devem ser resolvidas “não com balas, mas com um debate aberto e vigoroso”. Ele acrescentou que “nenhum perdedor armado mudará isso”, reforçando seu posicionamento contra o uso da violência como ferramenta política. O presidente também abordou sua relação com a imprensa, comentando sobre a cobertura negativa que recebe. “Às vezes eu realmente acho que alguns de vocês não gostam de mim. Na verdade, li em um relatório que eu recebo 93% de cobertura negativa. Então, como diabos eu ganhei a eleição com tanta vantagem? Pensem nisso”, disse ele, em tom provocativo. Críticas à imprensa e insinuações sobre futuro político Em um momento de descontração, Trump fez piadas sobre os prêmios entregues pela associação de correspondentes, muitos dos quais premiaram coberturas com impacto negativo para sua administração. Ele também comentou sobre a possibilidade de intervir em reportagens, tentando “transformar uma história fake em uma boa história”. O presidente, que reafirmou sua intenção de concorrer a um terceiro mandato, chegou a vestir um boné escrito “Trump 2028”, embora a Constituição americana limite a dois mandatos. Ele brincou dizendo que a “segunda vez é sempre melhor” e a “terceira vez será ainda melhor”, insinuando uma possível candidatura futura. Elogios ao Serviço Secreto e ao agente ferido Durante seu discurso, Trump fez questão de enaltecer o trabalho do Serviço Secreto e do agente que foi atingido por um tiro durante a tentativa de atentado. O agente, que não sofreu ferimentos graves por estar usando colete à prova de balas, foi elogiado por sua bravura. “Como eu disse há três meses, o show precisa continuar”, declarou o republicano, referindo-se à suspensão do evento em abril. Ele parabenizou a presidente da associação de correspondentes, Weijia Jiang, e a futura presidente, Jacqui Heinrich, antes de finalizar seu discurso com mais uma provocação à imprensa presente, chamando o grupo de “o maior grupo de pessoas com síndrome de transtorno de personalidade anti-Trump já reunido”.

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Arábia Saudita busca energia nuclear: diversificação econômica, modernização e prestígio regional explicam a ambição saudita

Arábia Saudita mira energia nuclear: entenda os motivos por trás da ambição saudita e o acordo com os EUA O recente acordo entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita para permitir um programa de enriquecimento nuclear no reino tem gerado apreensão sobre uma possível corrida armamentista nuclear no Oriente Médio. O líder de fato saudita, príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, não descartou a possibilidade de desenvolver armas nucleares no futuro, especialmente se o Irã, seu rival histórico, o fizer. No entanto, as ambições da Arábia Saudita na área nuclear são antigas e não se limitam ao desenvolvimento de armamentos. O país busca um programa de energia nuclear civil por uma série de razões estratégicas e econômicas que visam moldar seu futuro. Conforme informações divulgadas, o reino saudita possui objetivos claros que vão desde a diversificação de sua economia até a projeção de uma imagem de modernização e aumento de seu prestígio regional e global. Vamos detalhar os principais motivos. Diversificação Econômica: Menos Petróleo, Mais Futuro Em 2022, o petróleo bruto representou uma parcela significativa, 40%, do Produto Interno Bruto (PIB) da Arábia Saudita. Os líderes sauditas reconhecem há tempos a necessidade de reduzir a dependência das exportações de combustíveis fósseis para garantir a sustentabilidade econômica do país a longo prazo. Apesar da vasta riqueza em recursos naturais, a Arábia Saudita enfrentou déficits orçamentários na maioria dos últimos dez anos. O país possui projetos ambiciosos que demandam alto consumo de energia, como empreendimentos de construção futuristas e data centers para inteligência artificial. A instabilidade em rotas de exportação de petróleo, como o estreito de Ormuz, já demonstrou os riscos de uma economia tão dependente do petróleo, embora o aumento nos preços do petróleo durante conflitos tenha, em parte, mitigado o impacto econômico. A Arábia Saudita também almeja se tornar um grande exportador de minério de urânio. Embora a extensão e a viabilidade econômica dos depósitos sauditas ainda sejam incertas, a capacidade de enriquecer urânio, seja de origem doméstica ou importada, poderia suprir a crescente demanda energética do país. Isso liberaria uma quantidade maior de suas reservas de combustíveis fósseis para exportação, gerando novas fontes de receita. Visão de Modernização: Rumo à “Visão 2030” Há uma década, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman lançou a iniciativa “Visão 2030”, um plano abrangente para transformar a Arábia Saudita, com o objetivo declarado de acabar com a dependência do petróleo. Este plano engloba reformas financeiras, mudanças culturais e vastos projetos de construção. Além disso, o reino estabeleceu metas climáticas ambiciosas, comprometendo-se em 2021 a gerar metade de sua eletricidade a partir de fontes renováveis até 2030. No entanto, o progresso tem sido lento, com menos de 1% da eletricidade saudita proveniente de energia solar e eólica, segundo a Associação Nuclear Mundial. Quase toda a energia restante é gerada por gás e petróleo. Apesar das críticas sobre o ritmo das mudanças e o papel do país em cúpulas climáticas globais, o programa de enriquecimento nuclear pode ser apresentado pelos líderes sauditas como um componente chave

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Adolescentes Buscam Corpo da Mãe em Escombros na Venezuela: A Dor Que Move Milhares Após Terremotos Devastadores

A Busca Incansável Pelo Amor Perdido Entre os Escombros da Venezuela A tragédia causada pelos terremotos na Venezuela deixou um rastro de destruição e dor em La Guaira. Um mês após os abalos, a paisagem ainda é marcada por montanhas de escombros, onde milhares de sobreviventes se dedicam a uma tarefa extenuante e dolorosa: a busca por seus entes queridos. O cenário é desolador. Mãos sangram, pulmões se enchem de poeira e os olhos ardem sob o sol implacável. A esperança de encontrar os corpos de mães, pais e irmãos move esses sobreviventes, que cavam dia e noite, impulsionados por um amor que transcende a exaustão e o perigo. Em meio a essa luta, adolescentes como Winder Delfín, de 17 anos, e seu irmão Deivi, de 15, emergem como símbolos de resiliência. Eles, junto com seus pais e padrasto, lideram a busca pelo corpo de sua mãe e irmãozinho em meio aos destroços de seu antigo prédio. Conforme informações divulgadas, a busca por entes queridos se tornou uma corrida contra o tempo e a devastação. Jovens Heróis Entre os Escombros: A Força Que Abre Caminho Winder e Deivi Delfín são apenas dois exemplos da juventude que se dedica incansavelmente à busca por seus familiares. Winder, com apenas 17 anos, já demonstrava uma força e determinação impressionantes. Ele liderava a escavação em um túnel profundo, quebrando concreto e serrando vergalhões com uma perseverança admirável, mesmo diante do calor, da poeira e da exaustão. No 25º dia de sua busca incessante, Winder finalmente encontrou um vislumbre de esperança: o vestido florido de sua avó. A descoberta o impulsionou, alimentando a crença de que sua mãe e irmãozinho estariam logo adiante. “Há corpos por perto”, relatou ele ao pai, a voz embargada pela emoção e pelo cansaço. O Estado e a Responsabilidade Dividida na Tragédia Venezuelana A situação na Venezuela, marcada por anos de dificuldades econômicas, má gestão e sanções, reflete-se na resposta à tragédia. Em La Guaira, a presença militar é notável, mas a tarefa árdua de resgate e recuperação de corpos tem recaído, em grande parte, sobre os ombros dos civis e voluntários. O Estado, com suas capacidades limitadas, tem demonstrado dificuldades em suprir a demanda. Enquanto soldados patrulham as ruas e auxiliam em tarefas secundárias, são os sobreviventes que, com ferramentas improvisadas como picaretas, marretas e até facas de cozinha, se desdobram para encontrar seus entes queridos. A comunidade se une, compartilhando recursos e forças em um esforço coletivo de solidariedade e amor. A Longa Jornada em Busca de Respostas e Conforto A família Delfín vivia em um apartamento no primeiro andar de um prédio de 12 andares. No dia dos terremotos, Winder e Deivi estavam em um parque aquático e, ao retornarem, depararam-se com o desaparecimento de seu lar. Desde então, a busca por sua mãe, Yusmani, 35 anos, e o irmão Moissés, 10 anos, se tornou a prioridade absoluta. O pai de Winder e Deivi, Deivid Delfín, 44 anos, e o padrasto, Giovanni Berroterán, 50 anos, trabalham lado

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França Proíbe Redes Sociais para Menores de 15 Anos: Lei Eficaz ou Medida Punitiva Incerta?

França impõe restrições sobre redes sociais para menores de 15 anos, gerando debates sobre sua aplicabilidade e impacto. A França deu um passo significativo ao proibir o uso de redes sociais por crianças e adolescentes com menos de 15 anos. A medida, celebrada pelo presidente Emmanuel Macron, visa combater problemas graves como o bullying online e a pedofilia, questões que o presidente tem enfrentado em seu mandato. Esta iniciativa francesa se insere em um contexto global de crescente preocupação com o impacto das plataformas digitais na saúde mental e no desenvolvimento de jovens. Diversos países já implementam ou discutem restrições semelhantes para proteger o público infanto-juvenil. Apesar das boas intenções, a eficácia de tais proibições é um ponto de grande debate. Um estudo recente sobre a lei australiana, pioneira neste tipo de legislação, levanta questões importantes sobre a capacidade de controle e a adaptação das plataformas e usuários às novas regras. A informação foi divulgada pelo The British Medical Journal. A experiência australiana: um alerta para generalizações A lei australiana, implementada em 2025, obriga as plataformas a buscarem meios para impedir a criação de contas por menores de idade. No entanto, uma pesquisa multidisciplinar acompanhada por profissionais de saúde mental revelou que a lei pode não ter o efeito desejado. O estudo analisou 436 jovens usuários de redes sociais, com idades entre 12 e 17 anos, antes e três meses após a entrada em vigor da legislação. Os resultados expõem que 85% dos entrevistados continuam a acessar conteúdos, indicando um fraco compromisso das plataformas em garantir um ambiente online seguro. Um terço dos jovens relatou não ter passado por nenhuma verificação de idade, e a maioria mantém o acesso por meio de contas de terceiros ou declarando informações falsas sobre seu perfil, evidenciando a facilidade em burlar verificações de documentos. A pesquisa sugere que a legislação australiana está divorciada de sua aplicação prática. O ambiente online é dinâmico, e tanto usuários quanto as próprias tecnologias e plataformas se adaptam para contornar as restrições impostas. Redes sociais e a necessidade de uma abordagem multifacetada O estudo australiano recomenda que os legisladores compreendam melhor o funcionamento das redes sociais, pois cada plataforma opera de maneira distinta, gerando consequências variadas. A simples criação de leis, segundo os pesquisadores, não é suficiente para resolver o problema da superexposição de crianças e adolescentes. A superexposição predatória de jovens nas redes sociais os torna o elo mais frágil nessa cadeia. É fundamental uma concertação social que vá além de legisladores, empresas e governos. É preciso convocar múltiplos atores para buscar modelos educacionais atualizados e incentivar atividades fora das telas. A valorização de esportes, artes e outras atividades que ressignifiquem a vida fora do ambiente digital é crucial. Uma abordagem coletiva e integrada pode ser mais eficaz para salvaguardar o bem-estar dos jovens no mundo conectado. Pequenos prazeres redescobertos longe das telas Apesar dos desafios, o estudo australiano também trouxe um ponto de esperança. Crianças mais novas, quando afastadas das redes sociais, relataram ter redescoberto o prazer

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Socorrista de Israel narra ‘desastre colossal’ na Venezuela e encontra família abraçada um mês após terremotos

Israelenses detalham ‘desastre colossal’ na Venezuela e encontram corpos de família abraçada um mês após terremotos O major Roni Kaplan, porta-voz das Forças Armadas de Israel, descreveu a situação em La Guaira, região mais afetada pelos terremotos na Venezuela, como um “desastre colossal”. Kaplan, que integrou a equipe de 64 socorristas israelenses enviada ao país, comparou a tragédia a “uma das maiores do século 21”. A missão, que durou 24 dias, marcou a mais longa do tipo na história do Exército israelense. Apesar do rompimento das relações diplomáticas com a Venezuela desde 2009, Israel participou de um esforço internacional de solidariedade, ao lado de outros países como o Brasil. A equipe focou na transição das operações de resgate para a fase de reconstrução e remoção de escombros. “Nunca vi nada parecido”, afirmou Kaplan em entrevista à Folha, destacando o trabalho árduo e a sensibilidade humana necessária para lidar com as consequências dos abalos. A delegação israelense atuou em conjunto com engenheiros e autoridades venezuelanas, oferecendo treinamento em técnicas de demolição segura, reforço estrutural e reconstrução. Conforme informação divulgada pelo major, a equipe foi a última delegação internacional a deixar o país. Família encontrada abraçada em meio a escombros Um dos momentos mais marcantes da missão ocorreu na quarta-feira (22), quando a equipe de Kaplan retirou os corpos de uma família em Caraballeda, estado de La Guaira. A operação exigiu uma demolição controlada do edifício para permitir o acesso às vítimas. “Quando encontramos a família, o pai, de 41 anos, estava abraçado à mãe, também de 41 anos. Entre eles estava o filho, um menino de nove anos. Os dois estavam abraçando a criança, como se estivessem protegendo o filho. A avó, de 67 anos, estava a poucos metros dali”, relatou o major. Kaplan ressaltou a importância de preservar a dignidade do sepultamento e honrar a memória dos falecidos, um valor fundamental para o povo de Israel e para qualquer sociedade. A experiência da equipe em desastres naturais e acidentes industriais, incluindo a atuação em Brumadinho, Brasil, foi crucial, mas a sensibilidade humana foi apontada como o fator mais importante. Desafios emocionais e transferência de tecnologia Lidar com a carga emocional do trabalho foi um desafio significativo para os socorristas. Kaplan mencionou que, diariamente, a equipe realizava conversas para compartilhar as experiências vividas, uma forma de processar o trauma. “É difícil”, admitiu. A missão israelense não se limitou ao resgate e à remoção de escombros. A equipe entregou às autoridades venezuelanas um sistema inovador desenvolvido em Israel. Este software utiliza big data para classificar edifícios conforme o grau de risco, auxiliando na tomada de decisões sobre quais estruturas podem ser imediatamente ocupadas, quais necessitam de novas inspeções e quais exigem reforço estrutural ou demolição. Tecnologia para reconstrução em cenário de recursos limitados O sistema foi projetado para apoiar as autoridades venezuelanas em um cenário de recursos limitados, permitindo a definição de prioridades para o uso de equipes e equipamentos. Kaplan explicou que a ferramenta visa otimizar o processo de reconstrução, que

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Trump Retorna ao Jantar da Casa Branca com Segurança Máxima Após Tentativa de Assassinato

Jantar da Casa Branca: Trump participa com segurança reforçada após atentado O tradicional jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA) volta a acontecer nesta sexta-feira (24), em Washington D.C., com uma edição especial e sob um esquema de segurança sem precedentes. O evento, que havia sido interrompido em abril por uma tentativa de assassinato contra Donald Trump, agora conta com a presença confirmada do ex-presidente, prometendo uma noite de discursos e homenagens. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, destacou que a participação de Trump é uma celebração da liberdade de expressão e da Primeira Emenda. Ela afirmou que a expectativa é concluir o que foi iniciado antes do ataque, garantindo uma noite divertida e memorável para os jornalistas e convidados presentes. Este jantar remarcado não apenas traz de volta um evento importante para a imprensa e a política americana, mas também sublinha a importância da segurança em eventos de alto perfil. As lições aprendidas com o incidente de abril foram incorporadas em um plano robusto para garantir a tranquilidade de todos os presentes. As informações foram divulgadas pela Casa Branca. Novo Local e Rigoroso Esquema de Segurança Diferente das edições anteriores, que ocorriam no Washington Hilton, o jantar desta sexta-feira será realizado no hotel Waldorf Astoria. A mudança de local foi acompanhada por um plano de segurança detalhado, envolvendo o Serviço Secreto dos EUA, a WHCA e a equipe de segurança do hotel, além de autoridades federais e locais. Segundo Anthony Guglielmi, chefe de comunicação do Serviço Secreto, haverá forte presença policial nas proximidades, bloqueios de rua e o uso de detectores de metal para o acesso ao evento. Guglielmi assegurou que a agência está comprometida com a segurança de todos os eventos sob sua proteção e que o planejamento foi adaptado com base nas experiências passadas. O Serviço Secreto também trabalhou para garantir que os participantes recebam informações rápidas em caso de emergência. Antes da inspeção, todos os ingressos serão conferidos pela equipe de organização, reforçando os protocolos de segurança. Homenagem a Heróis e Críticas à Segurança Anterior Durante o jantar, o policial do Serviço Secreto Victor Gonzales será homenageado com o Prémio Presidencial de Serviço Excepcional à WHCA. Gonzales agiu com bravura durante a tentativa de assassinato em abril, enfrentando o atirador armado e ajudando a impedir seu avanço, mesmo após ser atingido no colete à prova de balas. A equipe do Washington Hilton também receberá o mesmo prêmio em reconhecimento ao apoio prestado aos convidados após o cancelamento abrupto do evento e pela doação de mais de 2.000 refeições não servidas a abrigos locais. A organização do evento busca, com estas homenagens, reconhecer a resiliência e o profissionalismo diante de uma situação de crise. Após o incidente, testemunhas relataram falhas na segurança e na inspeção de entrada, críticas que foram confirmadas pelo próprio atirador, Cole Tomas Allen, em um manifesto divulgado posteriormente. Allen mencionou a falta de segurança do evento e sua intenção de atacar autoridades americanas. O Ataque e as Acusações Contra

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Destroços de Avião da Pan Am Encontrados Após 74 Anos: A Tragédia Que Revolucionou a Segurança Aérea Mundial

A Descoberta Histórica do Clipper Endeavour e Seu Legado na Aviação Setenta e quatro anos após seu trágico desaparecimento no Oceano Atlântico, os destroços do avião da Pan American Airways, o Clipper Endeavour, foram finalmente localizados. A descoberta, realizada por um drone equipado com sonar a 610 metros de profundidade na costa de Porto Rico, não é apenas um marco na exploração submarina, mas também um poderoso lembrete de um evento que, em 1952, desencadeou uma série de reformas fundamentais na segurança da aviação comercial global. O acidente do Clipper Endeavour, ocorrido em 11 de abril de 1952, logo após a decolagem de Porto Rico com destino a Nova York, resultou em uma falha múltipla de motores. O piloto foi forçado a um pouso de emergência na água. Embora todos os 64 passageiros e 5 tripulantes tenham sobrevivido ao impacto inicial, a rápida submersão da aeronave e a confusão subsequente em encontrar equipamentos de segurança levaram à perda de 52 vidas. Das 69 pessoas a bordo, apenas 17 foram resgatadas com vida. A tragédia do Clipper Endeavour se tornou um catalisador para a implementação de protocolos de segurança que hoje são considerados padrão em todos os voos comerciais. A dificuldade enfrentada pelos sobreviventes em acessar coletes salva-vidas e botes infláveis após o pouso forçado evidenciou a necessidade urgente de melhorias nos equipamentos de segurança e nas instruções de evacuação. Conforme informações divulgadas pela BBC News, este evento foi crucial para a segurança aérea que conhecemos. O Impacto Duradouro nas Instruções de Segurança Pré-Voo A confusão e a falta de preparo durante o naufrágio do Clipper Endeavour foram um ponto de inflexão para a indústria da aviação. O especialista em segurança aérea John Cox, em declarações à agência de notícias AP, destacou que o acidente foi o principal impulsionador para as regulamentações modernas que agora tornam as instruções de segurança obrigatórias antes de cada voo. Essas instruções detalham a localização e o uso de saídas de emergência e equipamentos de flutuação. A Busca Emocionante Pelos Destroços do Clipper Endeavour A expedição que culminou na descoberta dos destroços foi liderada pela Air/Sea Heritage Foundation em colaboração com o programa Expedition Unknown, do Discovery Channel. Após anos de pesquisa, incluindo a análise de registros históricos e relatos de testemunhas, a equipe conseguiu delimitar a área de busca. A descoberta ocorreu em junho, quando um drone identificou a fuselagem e a cauda da aeronave, partes que ainda ostentavam o logotipo da Pan Am e o nome da aeronave visíveis, como relatado pela BBC News. Lições Aprendidas e o Futuro da Segurança Aérea Josh Gates, apresentador do Expedition Unknown, ressaltou a importância da descoberta: “Toda vez que você embarca em um avião hoje, você está mais seguro por causa do que aconteceu com o Clipper Endeavour e seus passageiros há 75 anos”. Essa afirmação sublinha como os sacrifícios do passado moldaram a segurança do presente, oferecendo novas esperanças para a resolução de mistérios aéreos, como o caso do voo MH370 da Malaysia Airlines, que desapareceu

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