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Mundo

Herói Inesperado: Socorrista Voluntário é Chamado de Anjo por Homem Salvo Após 30 Horas Sob Escombros na Venezuela

Homem renasce após 30 horas em posição fetal sob escombros e emociona com agradecimento a “anjo” socorrista na Venezuela Em meio à devastação causada pelos fortes terremotos que assolaram a Venezuela em 24 de junho, uma história de esperança e resiliência emerge do estado de La Guaira. Pedro Cordido, que passou cerca de 30 horas preso entre os escombros de seu prédio desabado, foi milagrosamente resgatado graças à bravura de voluntários. A força dos abalos, com magnitude 7,2 e 7,5, transformou um edifício de 12 andares em pó em questão de segundos. Durante esse caos, Pedro testemunhou, impotente, o desaparecimento de seu filho adotivo e esposa em um redemoinho de poeira e destruição. A escuridão total, a falta de ar e a imobilidade, preso por fragmentos de concreto, o levaram ao limiar da desesperança. Foi nesse momento crítico que uma voz familiar soou, trazendo consigo a promessa de salvação. Conforme informação divulgada pela AFP, o sobrevivente descreve o socorrista Erick Roa, de 50 anos, como um verdadeiro anjo. A atuação de Roa e sua equipe de voluntários, unidos pela necessidade de ajudar, demonstra o poder da compaixão humana em face da adversidade. A Voz da Esperança em Meio à Escuridão Quando a esperança parecia ter se esvaído, a voz de Erick Roa, um dos cinco socorristas voluntários reunidos em La Guaira, rompeu o silêncio opressor. Roa, ex-enfermeiro militar, guiou Pedro por mais de quatro horas e meia, mantendo-o acordado e focado na possibilidade de resgate. A força e a determinação de Erick e seus companheiros, que se organizaram em uma corrente humana para alcançar o local, foram cruciais. “Não havia qualquer luz entrando por uma fresta dos escombros, o desespero quase tomou conta”, relatou Pedro à AFP. A equipe, munida apenas de uma pequena lanterna, trabalhou incansavelmente para remover os destroços e abrir caminho até o sobrevivente. A dedicação desses voluntários, que buscam tanto resgatar vivos quanto recuperar corpos para as famílias, tem sido exaustiva. Um Propósito Renascido nas Ruínas Erick Roa carrega em seu dedo a tatuagem “Fé em Deus”, um lembrete de seu próprio renascimento. Há dois anos, ele superou uma tentativa de suicídio com a ajuda de um pastor evangélico, o que o impulsionou a dedicar sua vida a ajudar o próximo. Essa nova missão se tornou ainda mais clara quando ele se juntou aos esforços de resgate após os terremotos. “Eu estava desesperado para conseguir isso; sempre falava com ele, dizia: ‘Fica quieto, você vai sair daqui comigo’”, relembra Erick sobre suas conversas com Pedro. Ele se dirigiu a La Guaira após saber que sua ex-namorada estava desaparecida, mas ao presenciar a extensão da tragédia, decidiu permanecer para ajudar em outras buscas. Solidariedade que Move Montanhas (e Escombros) Apesar da falta de equipamentos sofisticados, Erick e outros socorristas como Enmanuel Andrade, José Luis Fonseca e Carlos Alexander Marval Balza, moveram pedras com as próprias mãos para libertar Pedro. “Sem nenhum material específico para mover as pedras, eles foram removendo as pedras com suas mãos até conseguirem

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Trump é condenado a pagar US$ 5,8 milhões por abuso sexual e difamação à escritora Elizabeth Jean Carroll

Justiça americana determina que Donald Trump pague indenização milionária a escritora por abuso sexual e difamação Um juiz federal em Manhattan, Nova York, determinou nesta quarta-feira (8) que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pague uma indenização de US$ 5,8 milhões (aproximadamente R$ 30 milhões) à escritora Elizabeth Jean Carroll. O valor engloba a indenização original de US$ 5 milhões, estabelecida em uma sentença de 2023, acrescida de juros. Trump foi considerado culpado por abuso sexual e difamação contra Carroll. A decisão judicial ocorre após a Suprema Corte dos EUA, em 29 de junho, recusar-se a julgar o recurso do ex-presidente, sem que nenhum dos nove juízes, incluindo os indicados por ele, apresentasse dissidência. Apesar da decisão, os advogados de Trump reagiram rapidamente, anunciando um novo recurso ao tribunal federal de apelações de Manhattan. Um porta-voz da equipe jurídica do ex-presidente classificou o processo como uma “caça às bruxas” e uma “farsa financiada pelos democratas”. As informações foram divulgadas conforme apuração de agências de notícias internacionais. Trump alega danos irreparáveis e busca adiar pagamento Os advogados de Donald Trump haviam solicitado, em um documento apresentado na terça-feira (7), que o pagamento da indenização fosse adiado até que a Suprema Corte analisasse um novo recurso para anular o veredito. Eles argumentaram que Trump sofreria danos irreparáveis caso Carroll doasse o dinheiro, pois sua recuperação seria improvável. A defesa do ex-presidente também sustentou que permitir o recebimento da indenização por Carroll antes de uma nova análise da Suprema Corte “minaria a confiança do público em um processo judicial ordenado”. Segundo os advogados, tanto apoiadores quanto críticos de Trump expressam preocupações sobre a instrumentalização do sistema jurídico para fins políticos. Batalha judicial se arrasta por quase sete anos A escritora Elizabeth Jean Carroll, de 82 anos, e Donald Trump, de 80, travam uma batalha judicial há quase sete anos. As acusações começaram quando Carroll tornou público que o ex-presidente a teria estuprado por volta de 1996, em um provador de uma loja de departamentos em Manhattan. Trump, por sua vez, sempre negou veementemente as acusações, classificando-as como uma “farsa” e um “golpe”. Ele afirma não conhecer Carroll e sustenta que a história do suposto estupro foi inventada por ela. Vereditos anteriores e novos recursos Em um veredito anterior, os jurados concederam a Carroll US$ 5 milhões, embora não tenham concluído que Trump a estuprou. Posteriormente, em janeiro de 2024, um júri diferente condenou o republicano a pagar uma indenização de US$ 83,3 milhões a Carroll. O 2º Tribunal de Apelações do Circuito dos EUA, em Manhattan, já havia se recusado a anular o veredito de US$ 83,3 milhões em setembro passado. Trump manifestou a intenção de recorrer dessa decisão à Suprema Corte, com a defesa argumentando que um recurso bem-sucedido poderia impactar a base do veredito de US$ 5 milhões. Carroll, por sua vez, acusou Trump de protelar os processos para evitar responsabilidades.

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EUA Reiniciam Ataques ao Irã Após Ameaça de Trump e Escalada Tensa no Estreito de Hormuz

Tensões Globais: EUA e Irã em Confronto Direto Após Quebra de Trégua e Ameaças de Trump As forças dos Estados Unidos retomaram ataques contra alvos iranianos nesta quarta-feira (8), horas depois que o presidente Donald Trump declarou o fim da trégua e prometeu uma resposta contundente. A escalada militar ocorre em meio a ameaças mútuas e a um cenário de instabilidade crescente na região do Oriente Médio. O Comando Central das Forças Armadas dos EUA informou que os ataques visam **impedir o Irã de fechar o estratégico Estreito de Hormuz**, uma rota vital para o transporte global de petróleo. A nova fase de hostilidades começou após o Irã atacar três petroleiros na área, que deveria estar sob proteção. A situação representa um risco de escalada com **impactos significativos no mercado internacional de petróleo**, conforme alertado pela Guarda Revolucionária iraniana. As informações foram divulgadas pelo São Paulo. Nova Rodada de Ataques e Retaliações A mais recente onda de confrontos teve início com o ataque iraniano a três petroleiros em uma região que deveria estar em segurança, segundo os termos do acordo com Washington. Em resposta, os EUA bombardearam posições iranianas no Golfo Pérsico na terça-feira (7), resultando nas primeiras mortes militares desde o estabelecimento da trégua. O Irã retaliou nesta quarta-feira, lançando mísseis e drones contra bases americanas no Bahrein e no Kuwait. O presidente Trump utilizou a rede social Truth Social para afirmar que a ação americana era uma punição pelo incidente com os petroleiros, alertando que “Se acontecer de novo, vai piorar bastante!”. Riscos de Guerra Total e Impacto Econômico A Guarda Revolucionária iraniana prometeu o **dobro de ataques em relação à retaliação anterior**, aumentando o temor de uma guerra total. Essa ameaça direta pode levar a uma nova guerra, com consequências imprevisíveis para a economia global, especialmente no que diz respeito ao preço do petróleo, que já sente os efeitos da instabilidade. A trégua de 60 dias, estabelecida em um memorando entre americanos e iranianos, parece ter chegado ao fim, gerando preocupações sobre a paz na região. A chancelaria em Teerã declarou que os bombardeios americanos violaram os termos do cessar-fogo, enquanto a agência iraniana Nournews reporta que uma retaliação massiva está sendo preparada. Ataques Abrangem Múltiplas Regiões Os ataques americanos não se limitaram a uma única área. Houve relatos de explosões na região costeira de Hormuz e mais ao sul, no Golfo de Omã. Uma ação também foi relatada em Bushehr, onde fica a única usina nuclear civil do Irã, gerenciada pela russa Rosatom. Segundo o governo local, não houve danos às instalações nucleares. O conflito entre EUA e Irã já durou cinco semanas neste ano, até abril, com renovações de cessar-fogo pontuadas por trocas de ataques. O recente memorando visava estabilizar a situação, mas as contínuas violações de ambos os lados, especialmente a busca iraniana por controle sobre o Estreito de Hormuz, reacenderam as tensões. O Papel de Omã e a Tensão no Estreito de Hormuz Washington não reconhece oficialmente o controle iraniano sobre o Estreito

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Venezuelanas em Roraima Mobilizam Doações Massivas para Vítimas de Terremotos na Venezuela

Venezuelanas em Roraima Lideram Ação Humanitária para Socorrer Vítimas de Terremotos na Venezuela Um caminhão de 14 metros, carregado com cerca de 17 toneladas de donativos, partiu de Boa Vista, Roraima, com destino a Santa Elena de Uairén, na Venezuela. A carga, composta por alimentos, água potável, produtos de higiene, medicamentos, roupas e outros itens essenciais, é um gesto de solidariedade vindo de venezuelanas que reconstruíram suas vidas no Brasil. A iniciativa foi organizada por quatro empresárias venezuelanas que, ao acompanharem as notícias dos devastadores terremotos que atingiram a Venezuela, sentiram a necessidade de agir. A campanha, que começou há pouco mais de uma semana, rapidamente mobilizou a comunidade em Roraima e em outros estados brasileiros, demonstrando a força da união em tempos de crise. As doações foram arrecadadas através de uma rede de apoio que incluiu outros empresários, igrejas, instituições e moradores locais. O objetivo é levar socorro às regiões mais afetadas, como La Guaira, que sofreu o impacto principal em 24 de junho. A ação, conforme divulgado pelas organizadoras, visa levar ajuda humanitária direta às famílias necessitadas, segundo relata a empresária Katherine Motta. Solidariedade Transcende Fronteiras: A Jornada da Arrecadação A mobilização para arrecadar os donativos ocorreu em tempo recorde, com cerca de 900 pessoas participando diretamente das doações e aproximadamente 60 voluntários dedicados à triagem, separação e carregamento dos materiais. A campanha optou por focar exclusivamente em produtos, recusando contribuições em dinheiro para garantir que a ajuda chegasse de forma tangível. A rede de solidariedade se expandiu rapidamente, ultrapassando os limites de Boa Vista. Clientes de outros estados brasileiros realizaram compras online de alimentos e medicamentos em supermercados e farmácias, enviando os produtos para os pontos de coleta em Roraima. Essa colaboração inter-estadual amplificou o alcance da campanha. As idealizadoras da iniciativa compartilham histórias semelhantes de migração para o Brasil em decorrência da crise venezuelana. Ao reconstruírem suas vidas em Boa Vista, elas agora utilizam suas empresas e visibilidade nas redes sociais para impulsionar a campanha. “Quando pensei nisso, percebi que talvez eu não tivesse dinheiro para fazer uma grande doação, mas tinha uma marca conhecida e podia usar essa visibilidade para mobilizar pessoas”, afirma Gresliz Aguilera, proprietária de uma loja de donuts. Voluntariado Brasileiro se Une ao Esforço Humanitário A solidariedade não se limitou à comunidade venezuelana. Voluntários brasileiros também se engajaram ativamente na ação. Carina Frota Farias, servidora pública e diretora da unidade da Nova Acrópole em Boa Vista, uma instituição sem fins lucrativos, destacou a importância da generosidade. “A generosidade não é sobre dar o que sobra, mas oferecer nossa humanidade a quem precisa”, disse. A transportadora responsável pelo envio do caminhão também cedeu o transporte gratuitamente até a fronteira, reforçando o caráter humanitário da missão. Francisco Faustino, sócio da empresa com vasta experiência na fronteira venezuelana, declarou que a viagem possui um significado especial. “É uma ajuda humanitária. Tenho muito respeito pelo povo venezuelano e faço isso com muito prazer.” Dois socorristas brasileiros, Pedro Ortiz, bombeiro civil, e Maria Albuquerque, técnica em enfermagem,

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Justiça Turca em Julgamento: Prefeito de Istambul Enfrenta Acusações em Meio a Tensão Política e Atenção Internacional

Turquia: O Futuro Político de Istambul em Jogo em Tribunais Sob Olhar Internacional Enquanto líderes da OTAN se reúnem em Ancara, um drama judicial se desenrola na maior prisão da Europa, em Silivri. O popular prefeito de Istambul, Ekrem Imamoglu, democraticamente eleito, comparece a um tribunal para defender-se de múltiplas acusações. A situação atrai a atenção de observadores internacionais e gera forte mobilização popular, evidenciando a polarização política no país. Centenas de apoiadores tentaram assistir ao julgamento, mas foram contidos por forças policiais. Entre os poucos que conseguiram acesso, estava uma delegação de observadores internacionais, incluindo representantes do Parlamento Europeu e de partidos políticos europeus. A presença deles sinaliza a preocupação global com o estado de direito e a democracia na Turquia. Os processos contra Imamoglu abrangem acusações de espionagem, corrupção e, mais crucialmente, a anulação de seu diploma universitário. Esta última acusação, aparentemente a menos relevante, possui um impacto político significativo, pois, segundo a lei turca, a perda do diploma o impediria de concorrer à presidência. Conforme informações divulgadas por fontes presentes no local, Imamoglu é visto como um forte opositor ao atual presidente, Recep Tayyip Erdogan, e pesquisas indicam que ele poderia derrotá-lo em eleições livres. O Julgamento por “Espionagem” e a Sombra da Incerteza Um dos julgamentos em andamento trata de uma acusação de “espionagem”. No entanto, os detalhes são escassos, envoltos em alegações de “segredos de Estado”. A falta de clareza sobre a natureza da suposta espionagem e a quem ela seria direcionada alimenta o clima de incerteza e desconfiança em relação ao processo judicial. A Anulação do Diploma: O Obstáculo à Presidência O caso que aparenta ser o menos grave, a contestação do diploma universitário de Imamoglu, é paradoxalmente o mais estratégico politicamente. A lei turca estipula que a perda do diploma universitário impede a candidatura a cargos públicos importantes, como a presidência. O objetivo dessa ação judicial, segundo críticos, seria impedir que Imamoglu dispute o poder com o presidente Erdogan, que governa a Turquia desde 2003. Imamoglu Defende-se com Firmeza e Conquista Apoio Ao ter a oportunidade de falar, Imamoglu demonstrou serenidade e confiança, defendendo-se das acusações sem a necessidade de intervenção de seus advogados. Sua defesa articulada e tranquila, mesmo após meses de prisão, ressoa com seus apoiadores e ganha destaque na mídia. A capacidade de se defender de três processos simultaneamente, com brilho, o transforma em uma figura cada vez mais forte no cenário político turco. A Justiça como Alicerce da Sociedade, Segundo Imamoglu O julgamento foi adiado para o final do ano, com Imamoglu permanecendo preso. Contudo, sua postura e defesa eloquente em meio à adversidade reforçam sua imagem como um potencial líder. Em suas próprias palavras, captadas em gravação e citadas por observadores, Imamoglu declarou: “A justiça é um alicerce invisível sobre o qual o lojista que abre a sua loja de manhã, a mãe que manda o filho para a escola, o reformado que trabalhou toda a vida apenas para poder se alimentar e o jovem que conquista um

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Trump declara fim de acordo com o Irã após ataques retaliatórios no Golfo Pérsico; petróleo sobe e bolsas caem

Tensões no Oriente Médio se intensificam: EUA e Irã trocam ataques e acordo de cessar-fogo é declarado extinto por Trump O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (8) que o acordo de cessar-fogo entre seu país e o Irã chegou ao fim. A declaração ocorreu após ataques retaliatórios do Irã contra alvos americanos em países do Golfo Pérsico. A escalada da violência impactou os mercados globais, com o preço do petróleo Brent registrando alta de 5% e as Bolsas da Ásia e Europa sofrendo quedas. As hostilidades reacenderam o conflito entre os rivais, que haviam assinado uma trégua de 60 dias em 17 de junho. O Irã acusou os Estados Unidos de violarem a promessa de manter a navegação livre no estratégico Estreito de Ormuz, ao atingir três petroleiros. Em resposta, os EUA efetuaram o que foi descrito como o mais duro bombardeio desde a implementação do memorando de entendimento com Teerã. Conforme informação divulgada pelo g1, foram alvejados 60 alvos em regiões costeiras associadas às atividades militares iranianas no estreito. A Guarda Revolucionária do Irã, por sua vez, lançou mísseis e drones contra instalações americanas no Bahrein e no Kuwait, derrubando um drone MQ-9 Reaper. A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, lamentou o aumento da tensão, enquanto a OTAN, através de seu secretário-geral Mark Rutte, expressou solidariedade aos EUA, considerando a reação americana como “absolutamente necessária”. Irã reage com desafio e acusa EUA de “regime renegado” A chancelaria iraniana afirmou que o acordo com os Estados Unidos não está mais em vigor e culpou o “regime renegado americano” pelas “perigosas consequências” da escalada. O Irã também se queixou dos ataques, das ações de Israel no Líbano e da revogação da licença temporária para a venda de petróleo iraniano pelos EUA. O principal negociador iraniano, Mohammad Baghaer Ghalibaf, declarou em uma publicação no X que “a era de intimidação e extorsão acabou” e que o país “não vai ceder”. Trump mantém tom ambíguo, mas declara acordo “perdido” Apesar de declarar o acordo “acabado”, Donald Trump, ao lado de Mark Rutte em Ancara, Turquia, durante a cúpula da OTAN, admitiu que ainda pode haver negociações. “Até onde sei, é só uma perda de tempo lidar com eles [iranianos]. Eles são mentirosos, há algo errado com eles. Eles são loucos. Até onde sei, acabou [o acordo]”, disse Trump. Contudo, acrescentou: “Eu vou falar com nossos negociadores. Eles querem negociar, são boas pessoas, [os enviados americanos] Steve Witkoff, Jared Kushner, mas eles têm de falar comigo”. Mercados reagem à escalada de tensões no Oriente Médio A retomada das hostilidades entre EUA e Irã gerou forte reação nos mercados financeiros. O preço do barril de petróleo Brent, referência internacional, subiu 5%. Paralelamente, as Bolsas de Valores na Ásia e na Europa registraram quedas expressivas, refletindo a incerteza e o aumento do risco geopolítico na região do Golfo Pérsico. Histórico de conflitos e a trégua quebrada A escalada atual ocorre após um período de cinco semanas de guerra entre EUA e

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Erika Kirk: Viúva de Charlie Kirk Encarna Paradoxo ao Liderar Movimento Conservador e Ser Criticada por ‘Olhar de Demônio’

Erika Kirk no centro do furacão: Liderança conservadora e críticas à viúva de Charlie Kirk Erika Kirk, a viúva de Charlie Kirk, uma figura proeminente no movimento conservador americano, encontra-se em um dilema complexo. Ela lidera o Turning Point USA, organização fundada pelo falecido marido, mas suas ações e postura têm gerado controvérsia dentro do próprio campo conservador. A questão central é se Erika deve seguir a cartilha de submissão feminina, tão defendida por seu movimento, ou se sua posição de liderança a coloca em uma contradição. Charlie Kirk, um jovem e influente líder do trumpismo, foi tragicamente assassinado em setembro de 2025, deixando um vácuo de liderança que Erika, aos 37 anos, assumiu. Desde então, ela tem sido alvo de críticas, tanto por sua aparência, considerada moderna demais para o paladar conservador, quanto por sua rotina pública, que muitos sentem não condizer com a imagem da

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Clamor por Vingança em Teerã: Multidão em Luto Despede-se de Khamenei com Gritos de “Yalasarat al-Khamenei”

Multidão em Teerã clama por vingança na despedida de Khamenei, ecoando “Yalasarat al-Khamenei” em funeral de Estado. Na madrugada desta terça-feira, Teerã já exalava calor e um clima de comoção. Uma maré humana se formou nos túneis do metrô, buscando desesperadamente chegar à praça Enghelab, um dos pontos centrais do cortejo fúnebre do aiatolá Ali Khamenei. O ar estava carregado, com vagões vestidos de preto e uma multidão unida em seu luto. A aglomeração, embora uniforme à distância, revelava fissuras. Entre as mulheres com chadores idênticos, observavam-se outras com cabelos descobertos, vestidas fora do código tradicional. Milhares lotaram a rede metroviária, com oito estações fechadas por saturação, evidenciando a magnitude da mobilização. A descida na plataforma da Universidade Sharif empurrou centenas em direção à praça Enghelab. O cheiro que pairava no ar, uma mistura de água de rosas e suor, remetia a outras despedidas em países vizinhos. Conforme informações divulgadas, o funeral de Khamenei tomou emprestada a rica cultura de serviço husseiní, com centenas de “mokebs” – postos de alimentos, bebidas e descanso – instalados ao longo do percurso do cortejo fúnebre. A Cultura do Serviço Husseiní Presente no Funeral de Khamenei A avenida Enghelab, também conhecida como Avenida da Revolução, foi o ponto de partida do cortejo. Caminhando em seu sentido, recorda-se a multidão de 1979 que impôs este nome à antiga Avenida Xá Reza. A rua, palco de inúmeras marchas na história da cidade, abriga a Universidade de Teerã e as livrarias mais antigas do país. O asfalto quente sob os pés não impedia a espera de milhares de pessoas, ombro a ombro, pelo caixão coberto de veludo verde e preto. Em meio à espera, garrafas de água e sucos gelados circulavam de mão em mão, um gesto de solidariedade em meio ao calor intenso. Essa organização remete à peregrinação de Arbaeen, que celebra o imã Hussein, neto do profeta Maomé. O imã Hussein foi decapitado no ano 680 por recusar-se a jurar lealdade a um poder considerado ilegítimo. Ao receberem as provisões, as pessoas gritavam “Yalasarat al-Hussein”, um grito ritual que pede vingança. Agora, para os muçulmanos xiitas, este mesmo grito se tornou “Yalasarat al-Khamenei”, inscrevendo a morte do aiatolá Khamenei na cadeia histórica de sangue não vingado. “Yalasarat al-Khamenei”: Um Grito de Vingança com 14 Séculos de História A praça Enghelab, onde a monarquia iraniana chegou ao fim há 47 anos, continua sendo um termômetro político em Teerã. Quatro meses após o início da guerra, a praça exibe um mural gigante do líder assassinado, ladeado por cenas de combatentes e outros clérigos. A mensagem é clara: um chamado à ação e à retaliação. A marcha seguiu pela avenida Valiasr, a mais longa alameda da capital iraniana, com seus 18 quilômetros e plátanos orientais plantados em 1939. Apesar de muitas árvores terem sido dizimadas, as que restam oferecem a única sombra ao longo do extenso trajeto. A avenida, que já teve nomes como Pahlevi e Mosadeq, hoje leva o nome do 12º imã aguardado pelos xiitas. Em

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Otan: Negócios Militares Bilionários Ganham Destaque na Cúpula com Trump e Foco em Rearmamento Europeu

Otan: Negócios Militares Bilionários Ganham Destaque na Cúpula com Trump e Foco em Rearmamento Europeu A mais recente cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada em Ancara, Turquia, foi marcada por um forte enfoque em negócios militares e um acelerado rearmamento dos membros europeus. A aliança, sob a influência de Donald Trump, que retornou ao poder nos Estados Unidos, intensificou a produção de material de defesa no continente, com anúncios de investimentos na casa dos US$ 50 bilhões (aproximadamente R$ 258 bilhões). O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, ressaltou a urgência da situação, afirmando que “o zumbido das máquinas precisa se transformar em um rugido”. Essa declaração reflete a crescente preocupação com ameaças externas, como Rússia, China e Coreia do Norte, e a necessidade de uma resposta robusta da aliança. A presença de Trump na cúpula, apesar das críticas anteriores à Otan, foi vista com alívio pelos aliados. O cenário de gastos militares na Europa mudou drasticamente após a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014 e a invasão da Ucrânia em 2022. Atualmente, a maioria dos 32 membros da Otan cumpre a meta de gastar pelo menos 2% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em defesa. Rutte, em particular, comprometeu-se a elevar esse índice para 5% em dez anos, com uma parcela significativa destinada à aquisição de armamentos, conforme divulgado pelos organizadores do evento. Investimentos Massivos e Novos Acordos de Defesa A cúpula testemunhou a assinatura de diversos acordos militares de grande porte. Um dos mais notáveis foi a compra pela aliança de dez aviões-radar GlobalEye da sueca Saab, em um negócio que superou a oferta da americana Boeing. Cada aeronave custa até US$ 450 milhões (cerca de R$ 2,3 bilhões) e as entregas estão previstas para iniciar a partir de 2030. Além disso, foram anunciadas a aquisição de cinco drones americanos MQ-4C Triton e a criação de uma frota continental de aviões de transporte e reabastecimento, centrada no modelo Airbus A-400M. A gigante alemã Rheinmetall também firmou um acordo para a produção de mísseis balísticos ATACMS, em parceria com a americana Lockheed Martin, visando fortalecer as defesas europeias e da Ucrânia. Em um movimento estratégico anterior à cúpula, o Canadá anunciou a compra de 12 submarinos da alemã TKMS, um contrato que pode atingir US$ 70 bilhões (aproximadamente R$ 361 bilhões) ao longo dos anos. Essas aquisições demonstram um claro realinhamento e fortalecimento da capacidade militar dos países membros. Ameaças Externas e o Papel de Trump na Otan As motivações para esse aumento expressivo nos gastos com defesa são claras, segundo Mark Rutte: a crescente assertividade da Rússia, a ascensão da China como potência global e as ações provocativas da Coreia do Norte. Rutte alertou que “esses países estão trabalhando cada vez mais juntos, e isso deveria nos preocupar a todos, porque garanto que eles não têm nossos melhores interesses em mente”. O presidente Donald Trump, com suas críticas anteriores à Otan, como chamá-la de “covarde” e “tigre de papel”, continua a exercer influência sobre

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Suspeita de atentado a oligarca ucraniano em Mônaco é encontrada morta a tiros perto de Kiev; dois são presos

Mulher procurada por ataque a oligarca ucraniano em Mônaco é achada morta na Ucrânia; dois homens são detidos A ucraniana Anastasiia Berezovska, de 39 anos, que era procurada pela Interpol sob suspeita de tentar assassinar um empresário de seu país em um atentado a bomba em Mônaco, foi encontrada morta nos arredores de Kiev, capital da Ucrânia. Ela apresentava ferimentos de bala na cabeça. O corpo de Berezovska foi localizado na noite de segunda-feira (6). A polícia ucraniana divulgou a informação nesta terça-feira (7), anunciando também a prisão de dois homens suspeitos de serem os responsáveis pela morte da mulher. O caso ganha contornos ainda mais complexos com a prisão de um ex-integrante das forças de segurança da Ucrânia e de um funcionário do serviço secreto militar do país, o GUR. A descoberta do corpo e as prisões ocorrem após Berezovska ser alvo de um alerta vermelho da Interpol, emitido a pedido das autoridades de Mônaco. O atentado em Mônaco e a fuga da suspeita O atentado em questão aconteceu na semana passada no principado de Mônaco e tinha como alvo o oligarca ucraniano Vadim Irmolaiev. Segundo relatos, Irmolaiev, sua companheira e o filho ficaram feridos após a explosão. Conforme informações do vice-promotor de Mônaco, Morgan Raymond, Berezovska teria deixado um pacote em frente a um prédio e detonado a bomba remotamente quando as vítimas se aproximaram. Ela teria fugido a pé em direção à França e, posteriormente, se deslocado de carro para a Alemanha, passando por diversos países europeus, como a Itália. Despistando as autoridades com disfarces As investigações em Mônaco indicam que a suspeita esteve na área do ataque dias antes, utilizando roupas semelhantes às do dia do atentado. Em uma dessas ocasiões, seu cabelo longo e escuro ficou visível, permitindo aos investigadores deduzir que a pessoa se tratava de uma mulher disfarçada de homem. A complexidade do ataque levou as autoridades a considerar a possibilidade de que Berezovska não tenha agido sozinha. Quem é Vadim Irmolaiev, o alvo do atentado Vadim Irmolaiev, o oligarca ucraniano alvo do atentado, obteve cidadania cipriota em 2019. Ele foi incluído na lista de sanções da Ucrânia em 2023. A imprensa ucraniana aponta que essa medida se deu devido a supostos negócios mantidos por ele na Crimeia, península anexada pela Rússia e considerada território ucraniano por Kiev.

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Trump é condenado a pagar US$ 5,8 milhões por abuso sexual e difamação à escritora Elizabeth Jean Carroll

Justiça americana determina que Donald Trump pague indenização milionária a escritora por abuso sexual e difamação Um juiz federal em Manhattan, Nova York, determinou nesta quarta-feira (8) que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pague uma indenização de US$ 5,8 milhões (aproximadamente R$ 30 milhões) à escritora Elizabeth Jean Carroll. O valor engloba a indenização original de US$ 5 milhões, estabelecida em uma sentença de 2023, acrescida de juros. Trump foi considerado culpado por abuso sexual e difamação contra Carroll. A decisão judicial ocorre após a Suprema Corte dos EUA, em 29 de junho, recusar-se a julgar o recurso do ex-presidente, sem que nenhum dos nove juízes, incluindo os indicados por ele, apresentasse dissidência. Apesar da decisão, os advogados de Trump reagiram rapidamente, anunciando um novo recurso ao tribunal federal de apelações de Manhattan. Um porta-voz da equipe jurídica do ex-presidente classificou o processo como uma “caça às bruxas” e uma “farsa financiada pelos democratas”. As informações foram divulgadas conforme apuração de agências de notícias internacionais. Trump alega danos irreparáveis e busca adiar pagamento Os advogados de Donald Trump haviam solicitado, em um documento apresentado na terça-feira (7), que o pagamento da indenização fosse adiado até que a Suprema Corte analisasse um novo recurso para anular o veredito. Eles argumentaram que Trump sofreria danos irreparáveis caso Carroll doasse o dinheiro, pois sua recuperação seria improvável. A defesa do ex-presidente também sustentou que permitir o recebimento da indenização por Carroll antes de uma nova análise da Suprema Corte “minaria a confiança do público em um processo judicial ordenado”. Segundo os advogados, tanto apoiadores quanto críticos de Trump expressam preocupações sobre a instrumentalização do sistema jurídico para fins políticos. Batalha judicial se arrasta por quase sete anos A escritora Elizabeth Jean Carroll, de 82 anos, e Donald Trump, de 80, travam uma batalha judicial há quase sete anos. As acusações começaram quando Carroll tornou público que o ex-presidente a teria estuprado por volta de 1996, em um provador de uma loja de departamentos em Manhattan. Trump, por sua vez, sempre negou veementemente as acusações, classificando-as como uma “farsa” e um “golpe”. Ele afirma não conhecer Carroll e sustenta que a história do suposto estupro foi inventada por ela. Vereditos anteriores e novos recursos Em um veredito anterior, os jurados concederam a Carroll US$ 5 milhões, embora não tenham concluído que Trump a estuprou. Posteriormente, em janeiro de 2024, um júri diferente condenou o republicano a pagar uma indenização de US$ 83,3 milhões a Carroll. O 2º Tribunal de Apelações do Circuito dos EUA, em Manhattan, já havia se recusado a anular o veredito de US$ 83,3 milhões em setembro passado. Trump manifestou a intenção de recorrer dessa decisão à Suprema Corte, com a defesa argumentando que um recurso bem-sucedido poderia impactar a base do veredito de US$ 5 milhões. Carroll, por sua vez, acusou Trump de protelar os processos para evitar responsabilidades.

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EUA Reiniciam Ataques ao Irã Após Ameaça de Trump e Escalada Tensa no Estreito de Hormuz

Tensões Globais: EUA e Irã em Confronto Direto Após Quebra de Trégua e Ameaças de Trump As forças dos Estados Unidos retomaram ataques contra alvos iranianos nesta quarta-feira (8), horas depois que o presidente Donald Trump declarou o fim da trégua e prometeu uma resposta contundente. A escalada militar ocorre em meio a ameaças mútuas e a um cenário de instabilidade crescente na região do Oriente Médio. O Comando Central das Forças Armadas dos EUA informou que os ataques visam **impedir o Irã de fechar o estratégico Estreito de Hormuz**, uma rota vital para o transporte global de petróleo. A nova fase de hostilidades começou após o Irã atacar três petroleiros na área, que deveria estar sob proteção. A situação representa um risco de escalada com **impactos significativos no mercado internacional de petróleo**, conforme alertado pela Guarda Revolucionária iraniana. As informações foram divulgadas pelo São Paulo. Nova Rodada de Ataques e Retaliações A mais recente onda de confrontos teve início com o ataque iraniano a três petroleiros em uma região que deveria estar em segurança, segundo os termos do acordo com Washington. Em resposta, os EUA bombardearam posições iranianas no Golfo Pérsico na terça-feira (7), resultando nas primeiras mortes militares desde o estabelecimento da trégua. O Irã retaliou nesta quarta-feira, lançando mísseis e drones contra bases americanas no Bahrein e no Kuwait. O presidente Trump utilizou a rede social Truth Social para afirmar que a ação americana era uma punição pelo incidente com os petroleiros, alertando que “Se acontecer de novo, vai piorar bastante!”. Riscos de Guerra Total e Impacto Econômico A Guarda Revolucionária iraniana prometeu o **dobro de ataques em relação à retaliação anterior**, aumentando o temor de uma guerra total. Essa ameaça direta pode levar a uma nova guerra, com consequências imprevisíveis para a economia global, especialmente no que diz respeito ao preço do petróleo, que já sente os efeitos da instabilidade. A trégua de 60 dias, estabelecida em um memorando entre americanos e iranianos, parece ter chegado ao fim, gerando preocupações sobre a paz na região. A chancelaria em Teerã declarou que os bombardeios americanos violaram os termos do cessar-fogo, enquanto a agência iraniana Nournews reporta que uma retaliação massiva está sendo preparada. Ataques Abrangem Múltiplas Regiões Os ataques americanos não se limitaram a uma única área. Houve relatos de explosões na região costeira de Hormuz e mais ao sul, no Golfo de Omã. Uma ação também foi relatada em Bushehr, onde fica a única usina nuclear civil do Irã, gerenciada pela russa Rosatom. Segundo o governo local, não houve danos às instalações nucleares. O conflito entre EUA e Irã já durou cinco semanas neste ano, até abril, com renovações de cessar-fogo pontuadas por trocas de ataques. O recente memorando visava estabilizar a situação, mas as contínuas violações de ambos os lados, especialmente a busca iraniana por controle sobre o Estreito de Hormuz, reacenderam as tensões. O Papel de Omã e a Tensão no Estreito de Hormuz Washington não reconhece oficialmente o controle iraniano sobre o Estreito

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Venezuelanas em Roraima Mobilizam Doações Massivas para Vítimas de Terremotos na Venezuela

Venezuelanas em Roraima Lideram Ação Humanitária para Socorrer Vítimas de Terremotos na Venezuela Um caminhão de 14 metros, carregado com cerca de 17 toneladas de donativos, partiu de Boa Vista, Roraima, com destino a Santa Elena de Uairén, na Venezuela. A carga, composta por alimentos, água potável, produtos de higiene, medicamentos, roupas e outros itens essenciais, é um gesto de solidariedade vindo de venezuelanas que reconstruíram suas vidas no Brasil. A iniciativa foi organizada por quatro empresárias venezuelanas que, ao acompanharem as notícias dos devastadores terremotos que atingiram a Venezuela, sentiram a necessidade de agir. A campanha, que começou há pouco mais de uma semana, rapidamente mobilizou a comunidade em Roraima e em outros estados brasileiros, demonstrando a força da união em tempos de crise. As doações foram arrecadadas através de uma rede de apoio que incluiu outros empresários, igrejas, instituições e moradores locais. O objetivo é levar socorro às regiões mais afetadas, como La Guaira, que sofreu o impacto principal em 24 de junho. A ação, conforme divulgado pelas organizadoras, visa levar ajuda humanitária direta às famílias necessitadas, segundo relata a empresária Katherine Motta. Solidariedade Transcende Fronteiras: A Jornada da Arrecadação A mobilização para arrecadar os donativos ocorreu em tempo recorde, com cerca de 900 pessoas participando diretamente das doações e aproximadamente 60 voluntários dedicados à triagem, separação e carregamento dos materiais. A campanha optou por focar exclusivamente em produtos, recusando contribuições em dinheiro para garantir que a ajuda chegasse de forma tangível. A rede de solidariedade se expandiu rapidamente, ultrapassando os limites de Boa Vista. Clientes de outros estados brasileiros realizaram compras online de alimentos e medicamentos em supermercados e farmácias, enviando os produtos para os pontos de coleta em Roraima. Essa colaboração inter-estadual amplificou o alcance da campanha. As idealizadoras da iniciativa compartilham histórias semelhantes de migração para o Brasil em decorrência da crise venezuelana. Ao reconstruírem suas vidas em Boa Vista, elas agora utilizam suas empresas e visibilidade nas redes sociais para impulsionar a campanha. “Quando pensei nisso, percebi que talvez eu não tivesse dinheiro para fazer uma grande doação, mas tinha uma marca conhecida e podia usar essa visibilidade para mobilizar pessoas”, afirma Gresliz Aguilera, proprietária de uma loja de donuts. Voluntariado Brasileiro se Une ao Esforço Humanitário A solidariedade não se limitou à comunidade venezuelana. Voluntários brasileiros também se engajaram ativamente na ação. Carina Frota Farias, servidora pública e diretora da unidade da Nova Acrópole em Boa Vista, uma instituição sem fins lucrativos, destacou a importância da generosidade. “A generosidade não é sobre dar o que sobra, mas oferecer nossa humanidade a quem precisa”, disse. A transportadora responsável pelo envio do caminhão também cedeu o transporte gratuitamente até a fronteira, reforçando o caráter humanitário da missão. Francisco Faustino, sócio da empresa com vasta experiência na fronteira venezuelana, declarou que a viagem possui um significado especial. “É uma ajuda humanitária. Tenho muito respeito pelo povo venezuelano e faço isso com muito prazer.” Dois socorristas brasileiros, Pedro Ortiz, bombeiro civil, e Maria Albuquerque, técnica em enfermagem,

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Justiça Turca em Julgamento: Prefeito de Istambul Enfrenta Acusações em Meio a Tensão Política e Atenção Internacional

Turquia: O Futuro Político de Istambul em Jogo em Tribunais Sob Olhar Internacional Enquanto líderes da OTAN se reúnem em Ancara, um drama judicial se desenrola na maior prisão da Europa, em Silivri. O popular prefeito de Istambul, Ekrem Imamoglu, democraticamente eleito, comparece a um tribunal para defender-se de múltiplas acusações. A situação atrai a atenção de observadores internacionais e gera forte mobilização popular, evidenciando a polarização política no país. Centenas de apoiadores tentaram assistir ao julgamento, mas foram contidos por forças policiais. Entre os poucos que conseguiram acesso, estava uma delegação de observadores internacionais, incluindo representantes do Parlamento Europeu e de partidos políticos europeus. A presença deles sinaliza a preocupação global com o estado de direito e a democracia na Turquia. Os processos contra Imamoglu abrangem acusações de espionagem, corrupção e, mais crucialmente, a anulação de seu diploma universitário. Esta última acusação, aparentemente a menos relevante, possui um impacto político significativo, pois, segundo a lei turca, a perda do diploma o impediria de concorrer à presidência. Conforme informações divulgadas por fontes presentes no local, Imamoglu é visto como um forte opositor ao atual presidente, Recep Tayyip Erdogan, e pesquisas indicam que ele poderia derrotá-lo em eleições livres. O Julgamento por “Espionagem” e a Sombra da Incerteza Um dos julgamentos em andamento trata de uma acusação de “espionagem”. No entanto, os detalhes são escassos, envoltos em alegações de “segredos de Estado”. A falta de clareza sobre a natureza da suposta espionagem e a quem ela seria direcionada alimenta o clima de incerteza e desconfiança em relação ao processo judicial. A Anulação do Diploma: O Obstáculo à Presidência O caso que aparenta ser o menos grave, a contestação do diploma universitário de Imamoglu, é paradoxalmente o mais estratégico politicamente. A lei turca estipula que a perda do diploma universitário impede a candidatura a cargos públicos importantes, como a presidência. O objetivo dessa ação judicial, segundo críticos, seria impedir que Imamoglu dispute o poder com o presidente Erdogan, que governa a Turquia desde 2003. Imamoglu Defende-se com Firmeza e Conquista Apoio Ao ter a oportunidade de falar, Imamoglu demonstrou serenidade e confiança, defendendo-se das acusações sem a necessidade de intervenção de seus advogados. Sua defesa articulada e tranquila, mesmo após meses de prisão, ressoa com seus apoiadores e ganha destaque na mídia. A capacidade de se defender de três processos simultaneamente, com brilho, o transforma em uma figura cada vez mais forte no cenário político turco. A Justiça como Alicerce da Sociedade, Segundo Imamoglu O julgamento foi adiado para o final do ano, com Imamoglu permanecendo preso. Contudo, sua postura e defesa eloquente em meio à adversidade reforçam sua imagem como um potencial líder. Em suas próprias palavras, captadas em gravação e citadas por observadores, Imamoglu declarou: “A justiça é um alicerce invisível sobre o qual o lojista que abre a sua loja de manhã, a mãe que manda o filho para a escola, o reformado que trabalhou toda a vida apenas para poder se alimentar e o jovem que conquista um

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Trump declara fim de acordo com o Irã após ataques retaliatórios no Golfo Pérsico; petróleo sobe e bolsas caem

Tensões no Oriente Médio se intensificam: EUA e Irã trocam ataques e acordo de cessar-fogo é declarado extinto por Trump O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (8) que o acordo de cessar-fogo entre seu país e o Irã chegou ao fim. A declaração ocorreu após ataques retaliatórios do Irã contra alvos americanos em países do Golfo Pérsico. A escalada da violência impactou os mercados globais, com o preço do petróleo Brent registrando alta de 5% e as Bolsas da Ásia e Europa sofrendo quedas. As hostilidades reacenderam o conflito entre os rivais, que haviam assinado uma trégua de 60 dias em 17 de junho. O Irã acusou os Estados Unidos de violarem a promessa de manter a navegação livre no estratégico Estreito de Ormuz, ao atingir três petroleiros. Em resposta, os EUA efetuaram o que foi descrito como o mais duro bombardeio desde a implementação do memorando de entendimento com Teerã. Conforme informação divulgada pelo g1, foram alvejados 60 alvos em regiões costeiras associadas às atividades militares iranianas no estreito. A Guarda Revolucionária do Irã, por sua vez, lançou mísseis e drones contra instalações americanas no Bahrein e no Kuwait, derrubando um drone MQ-9 Reaper. A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, lamentou o aumento da tensão, enquanto a OTAN, através de seu secretário-geral Mark Rutte, expressou solidariedade aos EUA, considerando a reação americana como “absolutamente necessária”. Irã reage com desafio e acusa EUA de “regime renegado” A chancelaria iraniana afirmou que o acordo com os Estados Unidos não está mais em vigor e culpou o “regime renegado americano” pelas “perigosas consequências” da escalada. O Irã também se queixou dos ataques, das ações de Israel no Líbano e da revogação da licença temporária para a venda de petróleo iraniano pelos EUA. O principal negociador iraniano, Mohammad Baghaer Ghalibaf, declarou em uma publicação no X que “a era de intimidação e extorsão acabou” e que o país “não vai ceder”. Trump mantém tom ambíguo, mas declara acordo “perdido” Apesar de declarar o acordo “acabado”, Donald Trump, ao lado de Mark Rutte em Ancara, Turquia, durante a cúpula da OTAN, admitiu que ainda pode haver negociações. “Até onde sei, é só uma perda de tempo lidar com eles [iranianos]. Eles são mentirosos, há algo errado com eles. Eles são loucos. Até onde sei, acabou [o acordo]”, disse Trump. Contudo, acrescentou: “Eu vou falar com nossos negociadores. Eles querem negociar, são boas pessoas, [os enviados americanos] Steve Witkoff, Jared Kushner, mas eles têm de falar comigo”. Mercados reagem à escalada de tensões no Oriente Médio A retomada das hostilidades entre EUA e Irã gerou forte reação nos mercados financeiros. O preço do barril de petróleo Brent, referência internacional, subiu 5%. Paralelamente, as Bolsas de Valores na Ásia e na Europa registraram quedas expressivas, refletindo a incerteza e o aumento do risco geopolítico na região do Golfo Pérsico. Histórico de conflitos e a trégua quebrada A escalada atual ocorre após um período de cinco semanas de guerra entre EUA e

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Erika Kirk: Viúva de Charlie Kirk Encarna Paradoxo ao Liderar Movimento Conservador e Ser Criticada por ‘Olhar de Demônio’

Erika Kirk no centro do furacão: Liderança conservadora e críticas à viúva de Charlie Kirk Erika Kirk, a viúva de Charlie Kirk, uma figura proeminente no movimento conservador americano, encontra-se em um dilema complexo. Ela lidera o Turning Point USA, organização fundada pelo falecido marido, mas suas ações e postura têm gerado controvérsia dentro do próprio campo conservador. A questão central é se Erika deve seguir a cartilha de submissão feminina, tão defendida por seu movimento, ou se sua posição de liderança a coloca em uma contradição. Charlie Kirk, um jovem e influente líder do trumpismo, foi tragicamente assassinado em setembro de 2025, deixando um vácuo de liderança que Erika, aos 37 anos, assumiu. Desde então, ela tem sido alvo de críticas, tanto por sua aparência, considerada moderna demais para o paladar conservador, quanto por sua rotina pública, que muitos sentem não condizer com a imagem da

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Clamor por Vingança em Teerã: Multidão em Luto Despede-se de Khamenei com Gritos de “Yalasarat al-Khamenei”

Multidão em Teerã clama por vingança na despedida de Khamenei, ecoando “Yalasarat al-Khamenei” em funeral de Estado. Na madrugada desta terça-feira, Teerã já exalava calor e um clima de comoção. Uma maré humana se formou nos túneis do metrô, buscando desesperadamente chegar à praça Enghelab, um dos pontos centrais do cortejo fúnebre do aiatolá Ali Khamenei. O ar estava carregado, com vagões vestidos de preto e uma multidão unida em seu luto. A aglomeração, embora uniforme à distância, revelava fissuras. Entre as mulheres com chadores idênticos, observavam-se outras com cabelos descobertos, vestidas fora do código tradicional. Milhares lotaram a rede metroviária, com oito estações fechadas por saturação, evidenciando a magnitude da mobilização. A descida na plataforma da Universidade Sharif empurrou centenas em direção à praça Enghelab. O cheiro que pairava no ar, uma mistura de água de rosas e suor, remetia a outras despedidas em países vizinhos. Conforme informações divulgadas, o funeral de Khamenei tomou emprestada a rica cultura de serviço husseiní, com centenas de “mokebs” – postos de alimentos, bebidas e descanso – instalados ao longo do percurso do cortejo fúnebre. A Cultura do Serviço Husseiní Presente no Funeral de Khamenei A avenida Enghelab, também conhecida como Avenida da Revolução, foi o ponto de partida do cortejo. Caminhando em seu sentido, recorda-se a multidão de 1979 que impôs este nome à antiga Avenida Xá Reza. A rua, palco de inúmeras marchas na história da cidade, abriga a Universidade de Teerã e as livrarias mais antigas do país. O asfalto quente sob os pés não impedia a espera de milhares de pessoas, ombro a ombro, pelo caixão coberto de veludo verde e preto. Em meio à espera, garrafas de água e sucos gelados circulavam de mão em mão, um gesto de solidariedade em meio ao calor intenso. Essa organização remete à peregrinação de Arbaeen, que celebra o imã Hussein, neto do profeta Maomé. O imã Hussein foi decapitado no ano 680 por recusar-se a jurar lealdade a um poder considerado ilegítimo. Ao receberem as provisões, as pessoas gritavam “Yalasarat al-Hussein”, um grito ritual que pede vingança. Agora, para os muçulmanos xiitas, este mesmo grito se tornou “Yalasarat al-Khamenei”, inscrevendo a morte do aiatolá Khamenei na cadeia histórica de sangue não vingado. “Yalasarat al-Khamenei”: Um Grito de Vingança com 14 Séculos de História A praça Enghelab, onde a monarquia iraniana chegou ao fim há 47 anos, continua sendo um termômetro político em Teerã. Quatro meses após o início da guerra, a praça exibe um mural gigante do líder assassinado, ladeado por cenas de combatentes e outros clérigos. A mensagem é clara: um chamado à ação e à retaliação. A marcha seguiu pela avenida Valiasr, a mais longa alameda da capital iraniana, com seus 18 quilômetros e plátanos orientais plantados em 1939. Apesar de muitas árvores terem sido dizimadas, as que restam oferecem a única sombra ao longo do extenso trajeto. A avenida, que já teve nomes como Pahlevi e Mosadeq, hoje leva o nome do 12º imã aguardado pelos xiitas. Em

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Otan: Negócios Militares Bilionários Ganham Destaque na Cúpula com Trump e Foco em Rearmamento Europeu

Otan: Negócios Militares Bilionários Ganham Destaque na Cúpula com Trump e Foco em Rearmamento Europeu A mais recente cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), realizada em Ancara, Turquia, foi marcada por um forte enfoque em negócios militares e um acelerado rearmamento dos membros europeus. A aliança, sob a influência de Donald Trump, que retornou ao poder nos Estados Unidos, intensificou a produção de material de defesa no continente, com anúncios de investimentos na casa dos US$ 50 bilhões (aproximadamente R$ 258 bilhões). O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, ressaltou a urgência da situação, afirmando que “o zumbido das máquinas precisa se transformar em um rugido”. Essa declaração reflete a crescente preocupação com ameaças externas, como Rússia, China e Coreia do Norte, e a necessidade de uma resposta robusta da aliança. A presença de Trump na cúpula, apesar das críticas anteriores à Otan, foi vista com alívio pelos aliados. O cenário de gastos militares na Europa mudou drasticamente após a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014 e a invasão da Ucrânia em 2022. Atualmente, a maioria dos 32 membros da Otan cumpre a meta de gastar pelo menos 2% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em defesa. Rutte, em particular, comprometeu-se a elevar esse índice para 5% em dez anos, com uma parcela significativa destinada à aquisição de armamentos, conforme divulgado pelos organizadores do evento. Investimentos Massivos e Novos Acordos de Defesa A cúpula testemunhou a assinatura de diversos acordos militares de grande porte. Um dos mais notáveis foi a compra pela aliança de dez aviões-radar GlobalEye da sueca Saab, em um negócio que superou a oferta da americana Boeing. Cada aeronave custa até US$ 450 milhões (cerca de R$ 2,3 bilhões) e as entregas estão previstas para iniciar a partir de 2030. Além disso, foram anunciadas a aquisição de cinco drones americanos MQ-4C Triton e a criação de uma frota continental de aviões de transporte e reabastecimento, centrada no modelo Airbus A-400M. A gigante alemã Rheinmetall também firmou um acordo para a produção de mísseis balísticos ATACMS, em parceria com a americana Lockheed Martin, visando fortalecer as defesas europeias e da Ucrânia. Em um movimento estratégico anterior à cúpula, o Canadá anunciou a compra de 12 submarinos da alemã TKMS, um contrato que pode atingir US$ 70 bilhões (aproximadamente R$ 361 bilhões) ao longo dos anos. Essas aquisições demonstram um claro realinhamento e fortalecimento da capacidade militar dos países membros. Ameaças Externas e o Papel de Trump na Otan As motivações para esse aumento expressivo nos gastos com defesa são claras, segundo Mark Rutte: a crescente assertividade da Rússia, a ascensão da China como potência global e as ações provocativas da Coreia do Norte. Rutte alertou que “esses países estão trabalhando cada vez mais juntos, e isso deveria nos preocupar a todos, porque garanto que eles não têm nossos melhores interesses em mente”. O presidente Donald Trump, com suas críticas anteriores à Otan, como chamá-la de “covarde” e “tigre de papel”, continua a exercer influência sobre

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Suspeita de atentado a oligarca ucraniano em Mônaco é encontrada morta a tiros perto de Kiev; dois são presos

Mulher procurada por ataque a oligarca ucraniano em Mônaco é achada morta na Ucrânia; dois homens são detidos A ucraniana Anastasiia Berezovska, de 39 anos, que era procurada pela Interpol sob suspeita de tentar assassinar um empresário de seu país em um atentado a bomba em Mônaco, foi encontrada morta nos arredores de Kiev, capital da Ucrânia. Ela apresentava ferimentos de bala na cabeça. O corpo de Berezovska foi localizado na noite de segunda-feira (6). A polícia ucraniana divulgou a informação nesta terça-feira (7), anunciando também a prisão de dois homens suspeitos de serem os responsáveis pela morte da mulher. O caso ganha contornos ainda mais complexos com a prisão de um ex-integrante das forças de segurança da Ucrânia e de um funcionário do serviço secreto militar do país, o GUR. A descoberta do corpo e as prisões ocorrem após Berezovska ser alvo de um alerta vermelho da Interpol, emitido a pedido das autoridades de Mônaco. O atentado em Mônaco e a fuga da suspeita O atentado em questão aconteceu na semana passada no principado de Mônaco e tinha como alvo o oligarca ucraniano Vadim Irmolaiev. Segundo relatos, Irmolaiev, sua companheira e o filho ficaram feridos após a explosão. Conforme informações do vice-promotor de Mônaco, Morgan Raymond, Berezovska teria deixado um pacote em frente a um prédio e detonado a bomba remotamente quando as vítimas se aproximaram. Ela teria fugido a pé em direção à França e, posteriormente, se deslocado de carro para a Alemanha, passando por diversos países europeus, como a Itália. Despistando as autoridades com disfarces As investigações em Mônaco indicam que a suspeita esteve na área do ataque dias antes, utilizando roupas semelhantes às do dia do atentado. Em uma dessas ocasiões, seu cabelo longo e escuro ficou visível, permitindo aos investigadores deduzir que a pessoa se tratava de uma mulher disfarçada de homem. A complexidade do ataque levou as autoridades a considerar a possibilidade de que Berezovska não tenha agido sozinha. Quem é Vadim Irmolaiev, o alvo do atentado Vadim Irmolaiev, o oligarca ucraniano alvo do atentado, obteve cidadania cipriota em 2019. Ele foi incluído na lista de sanções da Ucrânia em 2023. A imprensa ucraniana aponta que essa medida se deu devido a supostos negócios mantidos por ele na Crimeia, península anexada pela Rússia e considerada território ucraniano por Kiev.

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