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Mundo

Marine Le Pen pode concorrer à Presidência da França com tornozeleira eletrônica após condenação por peculato

Marine Le Pen enfrenta restrições judiciais que podem impactar sua campanha presidencial de 2027 A líder da ultradireita francesa, Marine Le Pen, poderá disputar as eleições presidenciais de 2027, mas com a imposição de uma tornozeleira eletrônica. Uma decisão da Justiça francesa nesta terça-feira (7) negou parcialmente seu recurso contra uma condenação por peculato, estabelecendo novas condições para sua liberdade e eventual candidatura. A condenação, que inclui pena de prisão com sursis, inegibilidade e multa, levanta questionamentos sobre a viabilidade de uma campanha eleitoral sob monitoramento judicial. A dificuldade logística e as restrições impostas podem levar Le Pen a considerar a possibilidade de ceder sua candidatura a Jordan Bardella, presidente e figura popular do partido Reunião Nacional. A decisão do Tribunal de Apelações de Paris determinou três anos de prisão para Le Pen, com dois anos de suspensão condicional da pena e o uso de tornozeleira eletrônica por um ano. Além disso, foi fixada sua inegibilidade por 45 meses, com suspensão da pena por 30 meses, e mantida uma multa de 100 mil euros. Conforme a fonte, a intenção de Le Pen de concorrer pela quarta vez depende agora da sua capacidade de lidar com uma circunstância de campanha que ela previamente declarou não tolerar. As informações são do portal G1. Penalidades e o futuro político de Le Pen Apesar da possibilidade de um novo recurso à Corte de Cassação, Marine Le Pen já expressou anteriormente o desejo de não estender o processo judicial. A condenação em questão remonta a 2015, quando foi acusada de ter utilizado 1,4 milhão de euros de recursos do Parlamento Europeu para pagar funcionários de seu partido. Le Pen foi eurodeputada entre 2004 e 2017. Em depoimento anterior ao Tribunal de Apelações, Le Pen negou qualquer esquema fraudulento, mas admitiu equívocos na gestão de seus assistentes parlamentares. A parlamentar tem uma entrevista agendada na TV onde se espera que ela aborde o tema e revele se irá ou não se submeter à campanha com a tornozeleira eletrônica, algo que ela já afirmou que não faria por necessitar de “total liberdade de movimento”. Reações e o cenário eleitoral de 2027 Espera-se que Le Pen e seus aliados acusem a decisão de ativismo judicial, considerando o impacto direto no pleito de 2027. O Tribunal de Apelações, em comunicado, afirmou ter considerado “a liberdade de escolha do eleitor” e ponderou que, “à época dos fatos, [as penas de ineligibilidade] não eram obrigatórias”. A eleição de abril de 2027 marcará o fim da era Emmanuel Macron, que não poderá concorrer a um terceiro mandato consecutivo. Le Pen, que em 2017 e 2022 foi superada apenas por Macron, chega a esta disputa com popularidade significativamente maior. O presidente francês, Emmanuel Macron, em visita à Síria, declarou que “saudável para a democracia é que o presidente da República não comente decisões judiciais”. A ascensão da ultradireita e o papel de Jordan Bardella Marine Le Pen, filha de Jean-Marie Le Pen, fundador da Frente Nacional, tem buscado, nos últimos dez anos, tornar

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Ataques em Hormuz: Irã Condiciona Negociações de Paz ao Fim das Ameaças de Trump em Meio a Luto Nacional

Ataques em Hormuz e Condições Irã para Negociações: Tensão e Luto Marcam o Oriente Médio A região do Estreito de Hormuz tornou-se palco de novos e preocupantes incidentes nesta terça-feira (7), com o ataque a dois navios, um deles um navio-tanque de GNL do Catar. Paralelamente, o Irã estabeleceu uma condição clara para o avanço das negociações de paz: o fim das ameaças de guerra proferidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A situação se desenrola em um momento delicado, com o Irã imerso nas cerimônias fúnebres de seu ex-líder supremo, Ali Khamenei. As tensões na rota marítima estratégica ganham contornos ainda mais dramáticos com a eclosão de ataques a embarcações. O navio-tanque qatari Al Rekayyat foi atingido, resultando em um incêndio em sua casa de máquinas e emitindo sinais de socorro. A tripulação foi resgatada em segurança, mas os danos e a fumaça dificultaram a avaliação inicial da extensão do incidente. O Catar, por meio de suas autoridades, responsabilizou diretamente o Irã pelo ataque, classificando-o como uma ação “inaceitável”. Embora Teerã ainda não tenha se pronunciado oficialmente sobre este incidente específico, fontes americanas, sob condição de anonimato, indicaram que as evidências preliminares apontam para a responsabilidade do regime persa. Um segundo navio, um petroleiro saudita, também foi atingido na costa de Omã, com a causa ainda sob investigação. Irã Exige Fim das Ameaças de Trump para Avançar em Negociações Em meio à crescente instabilidade, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou que as negociações para um acordo de paz definitivo “não terão início enquanto as ameaças continuarem”. A fala do chanceler iraniano, divulgada na plataforma X, é um recado direto ao presidente americano, Donald Trump, que reiterou sua postura de “ou vamos fazer um acordo ou vamos terminar o serviço”. Ataques a navios no Estreito de Hormuz, um dos pontos mais críticos para o transporte de energia global, são os primeiros registrados desde o início do luto nacional no Irã. Esses eventos sublinham a fragilidade da segurança na navegação do Golfo, mesmo após um acordo provisório firmado entre Washington e Teerã no mês passado. Armadores e empresas de navegação enfrentam um dilema complexo. Navegar por águas consideradas mais seguras, sob controle iraniano, implicaria em um reconhecimento tácito do domínio de Teerã sobre o estreito. Por outro lado, as rotas patrulhadas pelos Estados Unidos e Omã ainda apresentam riscos significativos de ataques. Luto Nacional e Sinais de Controle Iraniano A semana de luto pelo aiatolá Ali Khamenei tem demonstrado a capacidade da liderança religiosa iraniana em manter o controle do país. O cortejo fúnebre em Qom e Teerã reuniu milhares de pessoas, com manifestações de pesar e promessas de vingança, incluindo cartazes com a inscrição “Matem Trump”. A guerra entre os países está suspensa devido a um acordo de paz provisório, que estabelece um período de 60 dias para negociações de um pacto permanente. Contudo, uma rodada de negociações indiretas realizada no Catar na semana passada terminou sem avanços concretos, evidenciando a dificuldade em se chegar

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Cuba Restabelece Energia em Havana Após Apagão Geral: Crise Energética Agrava-se com Bloqueio dos EUA e Infraestrutura Obsoleta

Apagão em Cuba: Energia Retorna Parcialmente a Havana em Meio a Crise Energética Persistente A capital cubana, Havana, começou a ter parte de seu fornecimento de energia elétrica restabelecido nesta terça-feira (7), após um apagão nacional que afetou toda a ilha. A Empresa Elétrica de Havana informou que mais de 30% dos circuitos de distribuição foram recuperados, beneficiando cerca de 262 mil clientes. Este incidente marca o oitavo apagão desde o fim de 2024 e o terceiro nos últimos seis meses, evidenciando a profunda crise energética que assola o país. A situação é agravada pela escassez de combustível para as usinas termelétricas, um problema diretamente ligado ao bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos. A falta de insumos dificulta o processo de restabelecimento da energia, conforme admitiu Lázaro Guerra, diretor do setor de eletricidade do Ministério de Minas e Energia, em pronunciamento na TV estatal. O líder cubano, Miguel Díaz-Canel, classificou a política de sanções americanas como um “bloqueio energético genocida”, acusando os EUA de tentarem causar instabilidade social por meio da asfixia econômica. Conforme informação divulgada pela Empresa Elétrica de Cuba, o restabelecimento da energia ocorre de forma gradual, à medida que as condições técnicas permitem. A complexidade do cenário é acentuada pelo envelhecimento da infraestrutura elétrica cubana e pela interrupção dos envios de petróleo da Venezuela, principal fornecedora da ilha, sob ameaça de sanções americanas. Esses fatores combinados resultam em longos períodos de corte de energia, que podem chegar a 30 horas na capital e a vários dias no interior do país. Impacto na Vida Cotidiana e na Economia A falta de energia elétrica tem um impacto devastador na vida dos cubanos. Meybol Font, 51, trabalhadora autônoma, descreve a situação como angustiante, com “três ou quatro horas de eletricidade por dia”, tornando imprevisível o retorno do pouco fornecimento disponível. A incerteza afeta diretamente atividades essenciais, como o trabalho. Um jovem programador, que prefere não se identificar, relatou à AFP a frustração de não conseguir trabalhar devido à falta de wi-fi e eletricidade em Havana Velha. Infraestrutura Obsoleta e Falhas Constantes A geração de energia em Cuba depende majoritariamente de sete usinas termelétricas antigas, algumas com mais de 40 anos de operação. Essas instalações são propensas a falhas frequentes e necessitam de paralisações constantes para manutenção. Um exemplo crítico é a usina termelétrica Antonio Guiteras, a principal do país, que está paralisada há dias devido a um defeito. Desde o início do ano, o local já registrou mais de 15 paralisações consecutivas, contribuindo para os cortes e racionamentos que se tornaram rotina, apesar dos esforços em construir parques solares. Tensões Diplomáticas e Busca por Soluções Internacionais A crise energética se insere em um contexto de grave crise econômica em Cuba, marcada pela escassez de alimentos, medicamentos e alta inflação. Em resposta à pressão americana, Cuba solicitou uma sessão especial da Assembleia-Geral da ONU para discutir o impacto das sanções. O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, acusou Washington de tentar impedir que o órgão internacional se pronuncie sobre os efeitos do

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Hamas Cede Controle Civil em Gaza, Mas Mantém Influência e Aumenta Pressão sobre Israel

Hamas Renuncia ao Governo Civil em Gaza, Gerando Nova Dinâmica de Pressão sobre Israel e o Futuro do Território O Hamas anunciou nesta segunda-feira (6) a renúncia ao comando do comitê de emergência que administra o governo civil da Faixa de Gaza. A medida abre caminho para a ascensão de um grupo tecnocrático, composto por especialistas palestinos, que assumiria o controle administrativo, mas não militar, do território. Essa transição estava prevista em um plano de paz assinado em outubro de 2025, patrocinado por Donald Trump. Ismail Al-Thawabta, porta-voz do Hamas, declarou que a renúncia demonstra a seriedade do grupo em cumprir os acordos e facilitar a transição administrativa. O plano prevê a transferência da supervisão para um Comitê Nacional para a Administração de Gaza, liderado por Ali Shaath, que se disse pronto para assumir as responsabilidades assim que as condições necessárias forem atendidas. Especialistas ouvidos pela Folha avaliam que a decisão do Hamas tem um caráter mais simbólico do que prático. A consequência imediata seria o aumento da pressão sobre Israel para que cumpra sua parte no acordo de paz, incluindo a retirada de tropas e a permissão para a entrada de materiais de construção em Gaza. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo. Impacto Simbólico e Pressão Internacional sobre Israel A saída do Hamas do governo civil é vista por especialistas como uma demonstração de boa vontade, cedendo à pressão dos Estados Unidos e da comunidade internacional. No entanto, há ceticismo quanto ao cumprimento das obrigações por parte de Israel. João Koatz Miragaya, mestre em história pela Universidade de Tel Aviv, sugere que o Hamas pode saber que Israel não cumprirá sua parte do acordo voluntariamente. Atualmente, o controle israelense sobre a Faixa de Gaza varia entre 65% e 77%, segundo estimativas da ONU e do próprio Hamas, respectivamente. O governo de Benjamin Netanyahu afirma que esses avanços são respostas a ataques e violações do acordo por parte do Hamas. Miragaya aponta um impasse, onde Israel alega que o Hamas não cumpre sua parte, enquanto o Hamas critica a restrição à entrada de ajuda humanitária e materiais de construção, que Israel teme serem usados para fins militares. A falta de interesse aparente da comunidade internacional e do governo Trump em solucionar o impasse é destacada. A decisão do Hamas de abrir mão do governo civil é vista como uma forma de quebrar essa inércia e pressionar Israel, que ainda impede a entrada dos membros da comissão tecnocrática em Gaza. O Desafio do Desarmamento e a Nova Relação de Forças Danny Zahreddine, professor de relações internacionais da PUC Minas, considera o desarmamento do Hamas a questão central. Ele compara a situação à do Hezbollah no Líbano, um grupo armado que, embora não controle a política diretamente, exerce forte pressão sobre Israel. A renúncia ao governo civil sem um cronograma de entrega de armas pode dar ao Hamas mais liberdade de ação. Essa nova realidade representa um desafio para Israel e para a Autoridade Palestina, que não deseja um

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Petro Não Reconhece Eleição na Colômbia e Convoca Mobilização Popular em Massa para 20 de Julho

Petro Desafia Resultado Eleitoral e Chama Povo para as Praças Públicas em Dia de Independência Gustavo Petro, presidente da Colômbia, declarou nesta segunda-feira (6) que não reconhece a vitória de Abelardo de la Espriella nas eleições presidenciais. A declaração surge um dia após Petro convocar manifestações em todo o país para a “defesa das reformas sociais” de seu governo. Em uma publicação em seu perfil na rede social X, Petro afirmou que “O presidente da Colômbia não reconhece a legitimidade do novo governo. Abelardo não venceu as eleições”. Ele adicionou que, “de acordo com a decisão do povo colombiano”, o presidente eleito é o filósofo Iván Cepeda, a quem ele apoia. As declarações do presidente vêm em um momento de crescente tensão política, com acusações de irregularidades eleitorais que surgiram desde o primeiro turno, quando Espriella superou as projeções das pesquisas. O advogado Luis Guillermo Pérez, próximo a Petro, anunciou que entrará com uma ação judicial para anular a eleição de Espriella, conforme divulgado pela rádio Blu Radio. Argumentos Contra a Eleição de Espriella Ganham Força Um dos principais argumentos levantados por Pérez para anular a eleição de Espriella é a sua nacionalidade americana. Petro, que também possui dupla nacionalidade (colombiana e italiana), argumenta que o juramento de fidelidade à Constituição dos Estados Unidos pode comprometer a soberania colombiana. No entanto, a Constituição colombiana não proíbe a eleição de presidentes com dupla nacionalidade, e o Tribunal Superior de Bogotá já se posicionou sobre a questão. Além da nacionalidade, Pérez aponta o apoio de Donald Trump a Espriella como uma “violação grosseira da soberania”. A retórica agressiva da campanha de Espriella, que se autodenominou “El Tigre” e chamou seus seguidores de “matilha”, também é citada como motivo de preocupação. O advogado descreveu a situação como “Ele é um tigre e tem uma matilha, uma matilha pronta para nos estripar quando o tigre ordenar”, em alusão à forma como Espriella se referia à esquerda. Irregularidades na Contagem de Votos e Declarações de Observadores Por fim, o advogado Luis Guillermo Pérez levanta a suspeita de irregularidades na contagem dos votos. Petro já vinha expressando dúvidas sobre a integridade de empresas envolvidas no processo de apuração eleitoral desde antes da votação. Contudo, observadores nacionais e internacionais atestam a segurança e a transparência do processo eleitoral colombiano. A missão de observação da União Europeia, por exemplo, declarou que o segundo turno das eleições foi “transparente e bem organizado”, além de “apoiado por sólidas instituições democráticas”. A organização destacou que “juízes e notários garantiram uma revisão e processamento independentes dos resultados das seções eleitorais, enquanto as equipes jurídicas de ambos os candidatos estiveram presentes na grande maioria das comissões observadas”. Convocação para o Dia da Independência e Discurso de Despedida Petro também convocou a população a se reunir nas praças públicas no dia 20 de julho, data em que se comemora a Independência da Colômbia. Este dia, que tradicionalmente celebra a independência do país com desfiles e cerimônias oficiais, pode se tornar palco de protestos caso

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Roberto Sánchez reconhece vitória de Keiko Fujimori no Peru, mas levanta suspeitas sobre votos no exterior sem provas

Sánchez contesta resultado eleitoral no Peru, mas é forçado a reconhecer vitória de Keiko Fujimori Em um comunicado que gerou controvérsia, o candidato derrotado nas eleições presidenciais do Peru, Roberto Sánchez, admitiu o resultado proclamado pelo Jurado Nacional de Eleições (JNE), que declarou a vitória de Keiko Fujimori. Contudo, Sánchez não deixou de lado as alegações de supostas irregularidades no processo eleitoral, mesmo sem apresentar evidências concretas. O documento, assinado por Sánchez e outros líderes da coalizão de oposição Juntos pelo Peru, expressou o reconhecimento da oficialização dos resultados pelo JNE. No entanto, a declaração ressalta que isso não significa desistir de apontar e denunciar as falhas observadas durante o pleito, que, segundo a avaliação da oposição, teriam impactado o resultado final. A principal objeção de Roberto Sánchez recai sobre os votos vindos do exterior, que foram determinantes para a eleição de Keiko Fujimori em sua quarta tentativa de chegar à presidência. O candidato aponta uma suposta quebra de regras eleitorais, argumentando que, diferentemente do primeiro turno, os votos enviados de consulados não foram digitalizados antes de serem encaminhados ao Peru no segundo turno. Contestação de votos no exterior e alegações de Sánchez Roberto Sánchez tentou invalidar milhares de votos, comparando a situação com o caso de 2021, quando Keiko Fujimori contestou os votos rurais que levaram à vitória de Pedro Castillo, padrinho político de Sánchez. A margem de vitória de Keiko Fujimori foi apertada, com 50,135% dos votos contra 49,865% de seu oponente, uma diferença de quase 50 mil votos. Observadores internacionais e nacionais apontam normalidade nas eleições Apesar das acusações de Roberto Sánchez, missões de observadores nacionais e internacionais não identificaram quaisquer fraudes significativas durante o processo eleitoral. A missão da União Europeia, em sua declaração preliminar, afirmou que a campanha foi competitiva e as liberdades fundamentais foram respeitadas. A declaração da UE também destacou que o dia da eleição transcorreu de forma ordenada, com incidentes isolados, e que a contagem de votos foi rápida e transparente. Essas constatações divergem das alegações apresentadas pela coalizão de oposição liderada por Sánchez. Oposição anuncia vigilância política no Congresso A coalizão Juntos pelo Peru declarou que, a partir de sua atuação no Congresso, exercerá um controle político rigoroso e responsável. O objetivo é defender os direitos fundamentais dos cidadãos peruanos. O próximo Legislativo se mostra fragmentado, com o partido Força Popular, de Keiko Fujimori, detendo a maior bancada. A bancada de oposição planeja focar em uma agenda que inclui a revogação de leis consideradas favoráveis ao crime, a recuperação do direito ao referendo e o restabelecimento da estabilidade jurídica. Uma das promessas de campanha de Sánchez, que também será buscada no Congresso, é a liberdade do ex-presidente Pedro Castillo, preso após uma tentativa de autogolpe em 2022.

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Cortejo Fúnebre de Ali Khamenei: Multidões em Teerã e Ameaças a Trump e Israel Pós-Guerra

Multidões em Teerã para o cortejo fúnebre de Ali Khamenei, com forte carga de protesto contra EUA e Israel Centenas de milhares de iranianos se reuniram em Teerã nesta segunda-feira para o cortejo fúnebre do aiatolá Ali Khamenei, ex-líder supremo do país. O evento marcou o ápice de uma semana de cerimônias que demonstraram a força política da liderança clerical iraniana. As imagens aéreas exibidas pela televisão estatal mostraram uma massa humana ocupando uma ampla avenida central da capital. Caixões do líder falecido e de familiares foram transportados em um caminhão, com jatos de água de caminhões de bombeiros ajudando a amenizar o calor intenso sobre os presentes. Durante o percurso, manifestantes atiraram pedras em um painel com a imagem do presidente americano Donald Trump, que ostentava uma bala direcionada à sua cabeça, um ato que reflete a tensão política e o clima de revolta após o fim de um conflito. A informação foi divulgada pela mídia estatal iraniana. Protestos e Ameaças Diretas a Líderes Ocidentais e Israelenses O cortejo fúnebre se tornou palco de expressivos protestos contra os Estados Unidos e Israel. Bandeiras americanas e britânicas foram queimadas por manifestantes, enquanto mulheres em chadores pretos erguiam cartazes com a frase em inglês “Matem Trump” em letras maiúsculas. Outros painéis exibiam os rostos de Donald Trump, do vice-presidente J.D. Vance, do secretário de Defesa Pete Hegseth e do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, todos retratados na mira de uma arma, acompanhados da ameaça “haverá sangue”. A maior parte dos participantes agitava bandeiras iranianas e faixas vermelhas com o chamado aos “vingadores de Khamenei”, uma expressão que remete ao martírio xiita. Em resposta, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que Ali Khamenei liderava um programa com o objetivo de destruir Israel e que qualquer líder iraniano que tentar repetir tal plano também será morto. Ausência de Mojtaba Khamenei e Detalhes das Cerimônias No domingo, três filhos do líder falecido rezaram ao lado de seu caixão. Contudo, Mojtaba Khamenei, apontado como seu provável sucessor na liderança suprema, não foi visto publicamente desde o início da guerra em 28 de fevereiro, levantando especulações sobre possíveis ferimentos sofridos no ataque que vitimou seu pai. As cerimônias iniciadas na sexta-feira incluíram a exposição dos caixões de Ali Khamenei e de quatro familiares para autoridades iranianas e estrangeiras. As autoridades anunciaram que o corpo de Ali Khamenei será levado para Qom, centro religioso xiita, e para cidades sagradas no Iraque, antes de retornar ao Irã para o sepultamento em Mashhad, sua cidade natal. O fim da guerra recente foi marcado por um acordo preliminar de paz que manteve a liderança clerical no poder, com o regime iraniano afirmando ter saído vitorioso e ampliado sua influência. Retórica de Trump e Resposta Iraniana Donald Trump declarou vitória no conflito, apesar de seus objetivos iniciais, como a destruição dos programas nuclear e de mísseis do Irã, não terem sido totalmente alcançados. O presidente americano anunciou o adiamento das negociações de paz com o Irã por uma

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Neto de Raúl Castro abre as portas para negociação com Trump em meio a crise em Cuba

Neto de Raúl Castro se diz disposto a negociar com Trump em meio a tensões EUA-Cuba Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-líder cubano Raúl Castro, declarou em entrevista ao jornal USA Today sua abertura para negociar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração surge em um cenário de intensa pressão por parte de Washington e de uma grave crise econômica e humanitária enfrentada pela população cubana. “Posso negociar com qualquer pessoa designada pelos EUA. Se tiver a oportunidade, claro que com Trump”, afirmou Rodríguez Castro, que também indicou a possibilidade de Cuba libertar prisioneiros políticos, um ponto crucial de discórdia entre os dois países. Essas falas foram divulgadas nesta segunda-feira (6). A entrevista ocorre em um contexto de elevadas tensões diplomáticas. Em maio, os EUA indiciaram Raúl Castro, de 94 anos, por seu suposto envolvimento na derrubada de dois aviões civis cubanos em 1996, enfrentando acusações de homicídio e destruição de aeronave. Essa medida acentuou o distanciamento entre os rivais, enquanto Trump intensifica a pressão por mudanças no regime comunista cubano, no poder desde 1959. Cuba busca amenizar crise com reformas econômicas e gestos de boa vontade Em resposta à crise e à pressão internacional, Cuba tem implementado medidas significativas. Em abril, o governo anunciou um decreto concedendo “perdão pleno e definitivo” a milhares de detentos, classificado como um “gesto humanitário e soberano”. Essa ação ocorreu paralelamente a conversas com os EUA que incluíam a questão dos presos políticos. O Parlamento cubano, em junho, aprovou o maior pacote de reformas econômicas desde a Revolução de 1959. As mudanças visam transformar empresas estatais em sociedades comerciais, autorizar empresas privadas com mais de cem funcionários, permitir a participação de capital estrangeiro no setor privado e possibilitar a abertura de contas em moeda estrangeira para pessoas físicas. Essas reformas buscam mitigar a crise econômica e energética, agravada pelas sanções impostas pelo governo Trump. A pressão americana sobre países fornecedores de petróleo e energia para Cuba reduziu o acesso a combustíveis, intensificou apagões e aprofundou a deterioração econômica na ilha. Influência e estratégia política em Havana Raúl Guillermo Rodríguez Castro, coronel do Ministério do Interior e assessor próximo de seu avô, representa uma figura importante dentro do governo cubano. Seu avô, Raúl Castro, ainda detém considerável influência política. Especialistas sugerem que Havana pode estar explorando uma possível disposição de Trump para negociar acordos sem exigir mudanças estruturais profundas na ilha, uma estratégia que poderia ser comparada à situação atual na Venezuela, aliada de Cuba. O próprio presidente americano já expressou o desejo de “tomar Cuba”, em declarações que aumentam a apreensão em Havana.

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Onda de Calor Brutal em Nova Jersey: 19 Vítimas e Alerta Máximo para Risco Climático Extremo

Onda de Calor Extrema Mata 19 em Nova Jersey e Acende Sinal Vermelho para Crise Climática O estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos, está enfrentando uma situação alarmante com a onda de calor que assola a região. Autoridades confirmaram a morte de ao menos 19 pessoas, com suspeita de que a **temperatura elevada** tenha sido o fator determinante para os óbitos. Os casos mais trágicos envolveram vítimas encontradas em residências sem climatização adequada, em locais abertos como ruas e até mesmo dentro de carros estacionados. O cenário é um alerta severo sobre os perigos de **eventos climáticos extremos**. Este período de calor intenso, o mais severo em mais de uma década, levou as autoridades a emitirem recomendações urgentes à população. O comissário de Saúde estadual, Raynard Washington, destacou a necessidade de buscar ambientes refrigerados e manter a hidratação em alta. Conforme informação divulgada pelas autoridades de saúde de Nova Jersey, muitas destas pessoas foram encontradas em residências sem ar-condicionado, algumas estavam fora de suas casas, algumas na rua e outras, inclusive, em carros estacionados. O Alerta das Autoridades e a Gravidade da Situação A governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, classificou o clima como extremo e perigoso, enfatizando que este é o período de calor mais intenso observado nos últimos 14 anos. As recomendações incluem permanecer em ambientes fechados sempre que possível, aumentar o consumo de água e buscar refúgio em locais com ar-condicionado para aqueles que não possuem o aparelho em casa. Mudanças Climáticas: A Raiz do Problema Especialistas apontam as mudanças climáticas, impulsionadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis, como a causa raiz para a crescente frequência e intensidade de ondas de calor. Este fenômeno global não afeta apenas os Estados Unidos, mas também outras partes do mundo. Impactos Globais e Cancelamentos de Eventos O calor extremo também levou ao cancelamento de eventos importantes nos EUA, como as celebrações do 250º aniversário da Independência do país. A sobrecarga na rede elétrica, devido ao uso intensivo de aparelhos de ar condicionado, resultou em quedas de energia em diversas áreas. Na Europa, a terceira onda de calor do ano provocou incêndios florestais de grandes proporções em países como França, Portugal, Espanha e Grécia, evidenciando a escala global da crise climática. Prevenção e Conscientização são Chave Diante deste cenário preocupante, a conscientização e a adoção de medidas preventivas são fundamentais. A busca por ambientes climatizados, o consumo abundante de água e a atenção aos sinais de exaustão pelo calor são essenciais para a segurança da população. As autoridades reforçam que o clima atual representa um risco significativo à saúde pública, exigindo atenção redobrada de todos.

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Lula adia conselho de política externa com sociedade civil por atraso e ano eleitoral; Boulos lamenta

Plano de Lula para criar conselho inédito de política externa é suspenso devido a atrasos e período eleitoral O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adiou a criação do Conselho Nacional de Política Externa (Conpeb), que seria o primeiro órgão permanente com participação da sociedade civil na formulação da política externa brasileira. O lançamento, previsto para esta semana, foi suspenso por falta de tempo hábil para a conclusão de sua composição e discussões sobre o formato. A iniciativa, anunciada em junho pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, visava democratizar o debate sobre as relações internacionais do Brasil. A decisão de suspender o lançamento também considera o início do período de restrições eleitorais, que impede a viabilização de novas iniciativas do tipo a partir de sábado, 4 de maio. A notícia frustra as expectativas geradas pelo anúncio, que prometia um avanço significativo na inclusão de diferentes setores da sociedade no processo decisório sobre a política externa do país. O governo afirma que a proposta ainda está em discussão, mas não há data prevista para o lançamento. Conpeb: Um marco prometido na democratização da política externa Guilherme Boulos, que liderou o projeto, destacou em junho que a política externa deixaria de ser um tema restrito a especialistas. Ele afirmou que o Conpeb seria um espaço crucial para o debate e a participação da sociedade civil, com o objetivo de democratizar e incluir diversas manifestações sociais na formulação das diretrizes internacionais do Brasil. Boulos mencionou que, junto ao Ministro Mauro Vieira, do Itamaraty, ocorreria a primeira reunião do conselho. Discussões sobre o formato e funcionamento do conselho Na ocasião do anúncio, Fabrício Araújo Prado, chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais da Secretaria-Geral da Presidência, indicou que o foco já não era mais o

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Marine Le Pen pode concorrer à Presidência da França com tornozeleira eletrônica após condenação por peculato

Marine Le Pen enfrenta restrições judiciais que podem impactar sua campanha presidencial de 2027 A líder da ultradireita francesa, Marine Le Pen, poderá disputar as eleições presidenciais de 2027, mas com a imposição de uma tornozeleira eletrônica. Uma decisão da Justiça francesa nesta terça-feira (7) negou parcialmente seu recurso contra uma condenação por peculato, estabelecendo novas condições para sua liberdade e eventual candidatura. A condenação, que inclui pena de prisão com sursis, inegibilidade e multa, levanta questionamentos sobre a viabilidade de uma campanha eleitoral sob monitoramento judicial. A dificuldade logística e as restrições impostas podem levar Le Pen a considerar a possibilidade de ceder sua candidatura a Jordan Bardella, presidente e figura popular do partido Reunião Nacional. A decisão do Tribunal de Apelações de Paris determinou três anos de prisão para Le Pen, com dois anos de suspensão condicional da pena e o uso de tornozeleira eletrônica por um ano. Além disso, foi fixada sua inegibilidade por 45 meses, com suspensão da pena por 30 meses, e mantida uma multa de 100 mil euros. Conforme a fonte, a intenção de Le Pen de concorrer pela quarta vez depende agora da sua capacidade de lidar com uma circunstância de campanha que ela previamente declarou não tolerar. As informações são do portal G1. Penalidades e o futuro político de Le Pen Apesar da possibilidade de um novo recurso à Corte de Cassação, Marine Le Pen já expressou anteriormente o desejo de não estender o processo judicial. A condenação em questão remonta a 2015, quando foi acusada de ter utilizado 1,4 milhão de euros de recursos do Parlamento Europeu para pagar funcionários de seu partido. Le Pen foi eurodeputada entre 2004 e 2017. Em depoimento anterior ao Tribunal de Apelações, Le Pen negou qualquer esquema fraudulento, mas admitiu equívocos na gestão de seus assistentes parlamentares. A parlamentar tem uma entrevista agendada na TV onde se espera que ela aborde o tema e revele se irá ou não se submeter à campanha com a tornozeleira eletrônica, algo que ela já afirmou que não faria por necessitar de “total liberdade de movimento”. Reações e o cenário eleitoral de 2027 Espera-se que Le Pen e seus aliados acusem a decisão de ativismo judicial, considerando o impacto direto no pleito de 2027. O Tribunal de Apelações, em comunicado, afirmou ter considerado “a liberdade de escolha do eleitor” e ponderou que, “à época dos fatos, [as penas de ineligibilidade] não eram obrigatórias”. A eleição de abril de 2027 marcará o fim da era Emmanuel Macron, que não poderá concorrer a um terceiro mandato consecutivo. Le Pen, que em 2017 e 2022 foi superada apenas por Macron, chega a esta disputa com popularidade significativamente maior. O presidente francês, Emmanuel Macron, em visita à Síria, declarou que “saudável para a democracia é que o presidente da República não comente decisões judiciais”. A ascensão da ultradireita e o papel de Jordan Bardella Marine Le Pen, filha de Jean-Marie Le Pen, fundador da Frente Nacional, tem buscado, nos últimos dez anos, tornar

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Ataques em Hormuz: Irã Condiciona Negociações de Paz ao Fim das Ameaças de Trump em Meio a Luto Nacional

Ataques em Hormuz e Condições Irã para Negociações: Tensão e Luto Marcam o Oriente Médio A região do Estreito de Hormuz tornou-se palco de novos e preocupantes incidentes nesta terça-feira (7), com o ataque a dois navios, um deles um navio-tanque de GNL do Catar. Paralelamente, o Irã estabeleceu uma condição clara para o avanço das negociações de paz: o fim das ameaças de guerra proferidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A situação se desenrola em um momento delicado, com o Irã imerso nas cerimônias fúnebres de seu ex-líder supremo, Ali Khamenei. As tensões na rota marítima estratégica ganham contornos ainda mais dramáticos com a eclosão de ataques a embarcações. O navio-tanque qatari Al Rekayyat foi atingido, resultando em um incêndio em sua casa de máquinas e emitindo sinais de socorro. A tripulação foi resgatada em segurança, mas os danos e a fumaça dificultaram a avaliação inicial da extensão do incidente. O Catar, por meio de suas autoridades, responsabilizou diretamente o Irã pelo ataque, classificando-o como uma ação “inaceitável”. Embora Teerã ainda não tenha se pronunciado oficialmente sobre este incidente específico, fontes americanas, sob condição de anonimato, indicaram que as evidências preliminares apontam para a responsabilidade do regime persa. Um segundo navio, um petroleiro saudita, também foi atingido na costa de Omã, com a causa ainda sob investigação. Irã Exige Fim das Ameaças de Trump para Avançar em Negociações Em meio à crescente instabilidade, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou que as negociações para um acordo de paz definitivo “não terão início enquanto as ameaças continuarem”. A fala do chanceler iraniano, divulgada na plataforma X, é um recado direto ao presidente americano, Donald Trump, que reiterou sua postura de “ou vamos fazer um acordo ou vamos terminar o serviço”. Ataques a navios no Estreito de Hormuz, um dos pontos mais críticos para o transporte de energia global, são os primeiros registrados desde o início do luto nacional no Irã. Esses eventos sublinham a fragilidade da segurança na navegação do Golfo, mesmo após um acordo provisório firmado entre Washington e Teerã no mês passado. Armadores e empresas de navegação enfrentam um dilema complexo. Navegar por águas consideradas mais seguras, sob controle iraniano, implicaria em um reconhecimento tácito do domínio de Teerã sobre o estreito. Por outro lado, as rotas patrulhadas pelos Estados Unidos e Omã ainda apresentam riscos significativos de ataques. Luto Nacional e Sinais de Controle Iraniano A semana de luto pelo aiatolá Ali Khamenei tem demonstrado a capacidade da liderança religiosa iraniana em manter o controle do país. O cortejo fúnebre em Qom e Teerã reuniu milhares de pessoas, com manifestações de pesar e promessas de vingança, incluindo cartazes com a inscrição “Matem Trump”. A guerra entre os países está suspensa devido a um acordo de paz provisório, que estabelece um período de 60 dias para negociações de um pacto permanente. Contudo, uma rodada de negociações indiretas realizada no Catar na semana passada terminou sem avanços concretos, evidenciando a dificuldade em se chegar

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Cuba Restabelece Energia em Havana Após Apagão Geral: Crise Energética Agrava-se com Bloqueio dos EUA e Infraestrutura Obsoleta

Apagão em Cuba: Energia Retorna Parcialmente a Havana em Meio a Crise Energética Persistente A capital cubana, Havana, começou a ter parte de seu fornecimento de energia elétrica restabelecido nesta terça-feira (7), após um apagão nacional que afetou toda a ilha. A Empresa Elétrica de Havana informou que mais de 30% dos circuitos de distribuição foram recuperados, beneficiando cerca de 262 mil clientes. Este incidente marca o oitavo apagão desde o fim de 2024 e o terceiro nos últimos seis meses, evidenciando a profunda crise energética que assola o país. A situação é agravada pela escassez de combustível para as usinas termelétricas, um problema diretamente ligado ao bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos. A falta de insumos dificulta o processo de restabelecimento da energia, conforme admitiu Lázaro Guerra, diretor do setor de eletricidade do Ministério de Minas e Energia, em pronunciamento na TV estatal. O líder cubano, Miguel Díaz-Canel, classificou a política de sanções americanas como um “bloqueio energético genocida”, acusando os EUA de tentarem causar instabilidade social por meio da asfixia econômica. Conforme informação divulgada pela Empresa Elétrica de Cuba, o restabelecimento da energia ocorre de forma gradual, à medida que as condições técnicas permitem. A complexidade do cenário é acentuada pelo envelhecimento da infraestrutura elétrica cubana e pela interrupção dos envios de petróleo da Venezuela, principal fornecedora da ilha, sob ameaça de sanções americanas. Esses fatores combinados resultam em longos períodos de corte de energia, que podem chegar a 30 horas na capital e a vários dias no interior do país. Impacto na Vida Cotidiana e na Economia A falta de energia elétrica tem um impacto devastador na vida dos cubanos. Meybol Font, 51, trabalhadora autônoma, descreve a situação como angustiante, com “três ou quatro horas de eletricidade por dia”, tornando imprevisível o retorno do pouco fornecimento disponível. A incerteza afeta diretamente atividades essenciais, como o trabalho. Um jovem programador, que prefere não se identificar, relatou à AFP a frustração de não conseguir trabalhar devido à falta de wi-fi e eletricidade em Havana Velha. Infraestrutura Obsoleta e Falhas Constantes A geração de energia em Cuba depende majoritariamente de sete usinas termelétricas antigas, algumas com mais de 40 anos de operação. Essas instalações são propensas a falhas frequentes e necessitam de paralisações constantes para manutenção. Um exemplo crítico é a usina termelétrica Antonio Guiteras, a principal do país, que está paralisada há dias devido a um defeito. Desde o início do ano, o local já registrou mais de 15 paralisações consecutivas, contribuindo para os cortes e racionamentos que se tornaram rotina, apesar dos esforços em construir parques solares. Tensões Diplomáticas e Busca por Soluções Internacionais A crise energética se insere em um contexto de grave crise econômica em Cuba, marcada pela escassez de alimentos, medicamentos e alta inflação. Em resposta à pressão americana, Cuba solicitou uma sessão especial da Assembleia-Geral da ONU para discutir o impacto das sanções. O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, acusou Washington de tentar impedir que o órgão internacional se pronuncie sobre os efeitos do

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Hamas Cede Controle Civil em Gaza, Mas Mantém Influência e Aumenta Pressão sobre Israel

Hamas Renuncia ao Governo Civil em Gaza, Gerando Nova Dinâmica de Pressão sobre Israel e o Futuro do Território O Hamas anunciou nesta segunda-feira (6) a renúncia ao comando do comitê de emergência que administra o governo civil da Faixa de Gaza. A medida abre caminho para a ascensão de um grupo tecnocrático, composto por especialistas palestinos, que assumiria o controle administrativo, mas não militar, do território. Essa transição estava prevista em um plano de paz assinado em outubro de 2025, patrocinado por Donald Trump. Ismail Al-Thawabta, porta-voz do Hamas, declarou que a renúncia demonstra a seriedade do grupo em cumprir os acordos e facilitar a transição administrativa. O plano prevê a transferência da supervisão para um Comitê Nacional para a Administração de Gaza, liderado por Ali Shaath, que se disse pronto para assumir as responsabilidades assim que as condições necessárias forem atendidas. Especialistas ouvidos pela Folha avaliam que a decisão do Hamas tem um caráter mais simbólico do que prático. A consequência imediata seria o aumento da pressão sobre Israel para que cumpra sua parte no acordo de paz, incluindo a retirada de tropas e a permissão para a entrada de materiais de construção em Gaza. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S.Paulo. Impacto Simbólico e Pressão Internacional sobre Israel A saída do Hamas do governo civil é vista por especialistas como uma demonstração de boa vontade, cedendo à pressão dos Estados Unidos e da comunidade internacional. No entanto, há ceticismo quanto ao cumprimento das obrigações por parte de Israel. João Koatz Miragaya, mestre em história pela Universidade de Tel Aviv, sugere que o Hamas pode saber que Israel não cumprirá sua parte do acordo voluntariamente. Atualmente, o controle israelense sobre a Faixa de Gaza varia entre 65% e 77%, segundo estimativas da ONU e do próprio Hamas, respectivamente. O governo de Benjamin Netanyahu afirma que esses avanços são respostas a ataques e violações do acordo por parte do Hamas. Miragaya aponta um impasse, onde Israel alega que o Hamas não cumpre sua parte, enquanto o Hamas critica a restrição à entrada de ajuda humanitária e materiais de construção, que Israel teme serem usados para fins militares. A falta de interesse aparente da comunidade internacional e do governo Trump em solucionar o impasse é destacada. A decisão do Hamas de abrir mão do governo civil é vista como uma forma de quebrar essa inércia e pressionar Israel, que ainda impede a entrada dos membros da comissão tecnocrática em Gaza. O Desafio do Desarmamento e a Nova Relação de Forças Danny Zahreddine, professor de relações internacionais da PUC Minas, considera o desarmamento do Hamas a questão central. Ele compara a situação à do Hezbollah no Líbano, um grupo armado que, embora não controle a política diretamente, exerce forte pressão sobre Israel. A renúncia ao governo civil sem um cronograma de entrega de armas pode dar ao Hamas mais liberdade de ação. Essa nova realidade representa um desafio para Israel e para a Autoridade Palestina, que não deseja um

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Petro Não Reconhece Eleição na Colômbia e Convoca Mobilização Popular em Massa para 20 de Julho

Petro Desafia Resultado Eleitoral e Chama Povo para as Praças Públicas em Dia de Independência Gustavo Petro, presidente da Colômbia, declarou nesta segunda-feira (6) que não reconhece a vitória de Abelardo de la Espriella nas eleições presidenciais. A declaração surge um dia após Petro convocar manifestações em todo o país para a “defesa das reformas sociais” de seu governo. Em uma publicação em seu perfil na rede social X, Petro afirmou que “O presidente da Colômbia não reconhece a legitimidade do novo governo. Abelardo não venceu as eleições”. Ele adicionou que, “de acordo com a decisão do povo colombiano”, o presidente eleito é o filósofo Iván Cepeda, a quem ele apoia. As declarações do presidente vêm em um momento de crescente tensão política, com acusações de irregularidades eleitorais que surgiram desde o primeiro turno, quando Espriella superou as projeções das pesquisas. O advogado Luis Guillermo Pérez, próximo a Petro, anunciou que entrará com uma ação judicial para anular a eleição de Espriella, conforme divulgado pela rádio Blu Radio. Argumentos Contra a Eleição de Espriella Ganham Força Um dos principais argumentos levantados por Pérez para anular a eleição de Espriella é a sua nacionalidade americana. Petro, que também possui dupla nacionalidade (colombiana e italiana), argumenta que o juramento de fidelidade à Constituição dos Estados Unidos pode comprometer a soberania colombiana. No entanto, a Constituição colombiana não proíbe a eleição de presidentes com dupla nacionalidade, e o Tribunal Superior de Bogotá já se posicionou sobre a questão. Além da nacionalidade, Pérez aponta o apoio de Donald Trump a Espriella como uma “violação grosseira da soberania”. A retórica agressiva da campanha de Espriella, que se autodenominou “El Tigre” e chamou seus seguidores de “matilha”, também é citada como motivo de preocupação. O advogado descreveu a situação como “Ele é um tigre e tem uma matilha, uma matilha pronta para nos estripar quando o tigre ordenar”, em alusão à forma como Espriella se referia à esquerda. Irregularidades na Contagem de Votos e Declarações de Observadores Por fim, o advogado Luis Guillermo Pérez levanta a suspeita de irregularidades na contagem dos votos. Petro já vinha expressando dúvidas sobre a integridade de empresas envolvidas no processo de apuração eleitoral desde antes da votação. Contudo, observadores nacionais e internacionais atestam a segurança e a transparência do processo eleitoral colombiano. A missão de observação da União Europeia, por exemplo, declarou que o segundo turno das eleições foi “transparente e bem organizado”, além de “apoiado por sólidas instituições democráticas”. A organização destacou que “juízes e notários garantiram uma revisão e processamento independentes dos resultados das seções eleitorais, enquanto as equipes jurídicas de ambos os candidatos estiveram presentes na grande maioria das comissões observadas”. Convocação para o Dia da Independência e Discurso de Despedida Petro também convocou a população a se reunir nas praças públicas no dia 20 de julho, data em que se comemora a Independência da Colômbia. Este dia, que tradicionalmente celebra a independência do país com desfiles e cerimônias oficiais, pode se tornar palco de protestos caso

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Roberto Sánchez reconhece vitória de Keiko Fujimori no Peru, mas levanta suspeitas sobre votos no exterior sem provas

Sánchez contesta resultado eleitoral no Peru, mas é forçado a reconhecer vitória de Keiko Fujimori Em um comunicado que gerou controvérsia, o candidato derrotado nas eleições presidenciais do Peru, Roberto Sánchez, admitiu o resultado proclamado pelo Jurado Nacional de Eleições (JNE), que declarou a vitória de Keiko Fujimori. Contudo, Sánchez não deixou de lado as alegações de supostas irregularidades no processo eleitoral, mesmo sem apresentar evidências concretas. O documento, assinado por Sánchez e outros líderes da coalizão de oposição Juntos pelo Peru, expressou o reconhecimento da oficialização dos resultados pelo JNE. No entanto, a declaração ressalta que isso não significa desistir de apontar e denunciar as falhas observadas durante o pleito, que, segundo a avaliação da oposição, teriam impactado o resultado final. A principal objeção de Roberto Sánchez recai sobre os votos vindos do exterior, que foram determinantes para a eleição de Keiko Fujimori em sua quarta tentativa de chegar à presidência. O candidato aponta uma suposta quebra de regras eleitorais, argumentando que, diferentemente do primeiro turno, os votos enviados de consulados não foram digitalizados antes de serem encaminhados ao Peru no segundo turno. Contestação de votos no exterior e alegações de Sánchez Roberto Sánchez tentou invalidar milhares de votos, comparando a situação com o caso de 2021, quando Keiko Fujimori contestou os votos rurais que levaram à vitória de Pedro Castillo, padrinho político de Sánchez. A margem de vitória de Keiko Fujimori foi apertada, com 50,135% dos votos contra 49,865% de seu oponente, uma diferença de quase 50 mil votos. Observadores internacionais e nacionais apontam normalidade nas eleições Apesar das acusações de Roberto Sánchez, missões de observadores nacionais e internacionais não identificaram quaisquer fraudes significativas durante o processo eleitoral. A missão da União Europeia, em sua declaração preliminar, afirmou que a campanha foi competitiva e as liberdades fundamentais foram respeitadas. A declaração da UE também destacou que o dia da eleição transcorreu de forma ordenada, com incidentes isolados, e que a contagem de votos foi rápida e transparente. Essas constatações divergem das alegações apresentadas pela coalizão de oposição liderada por Sánchez. Oposição anuncia vigilância política no Congresso A coalizão Juntos pelo Peru declarou que, a partir de sua atuação no Congresso, exercerá um controle político rigoroso e responsável. O objetivo é defender os direitos fundamentais dos cidadãos peruanos. O próximo Legislativo se mostra fragmentado, com o partido Força Popular, de Keiko Fujimori, detendo a maior bancada. A bancada de oposição planeja focar em uma agenda que inclui a revogação de leis consideradas favoráveis ao crime, a recuperação do direito ao referendo e o restabelecimento da estabilidade jurídica. Uma das promessas de campanha de Sánchez, que também será buscada no Congresso, é a liberdade do ex-presidente Pedro Castillo, preso após uma tentativa de autogolpe em 2022.

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Cortejo Fúnebre de Ali Khamenei: Multidões em Teerã e Ameaças a Trump e Israel Pós-Guerra

Multidões em Teerã para o cortejo fúnebre de Ali Khamenei, com forte carga de protesto contra EUA e Israel Centenas de milhares de iranianos se reuniram em Teerã nesta segunda-feira para o cortejo fúnebre do aiatolá Ali Khamenei, ex-líder supremo do país. O evento marcou o ápice de uma semana de cerimônias que demonstraram a força política da liderança clerical iraniana. As imagens aéreas exibidas pela televisão estatal mostraram uma massa humana ocupando uma ampla avenida central da capital. Caixões do líder falecido e de familiares foram transportados em um caminhão, com jatos de água de caminhões de bombeiros ajudando a amenizar o calor intenso sobre os presentes. Durante o percurso, manifestantes atiraram pedras em um painel com a imagem do presidente americano Donald Trump, que ostentava uma bala direcionada à sua cabeça, um ato que reflete a tensão política e o clima de revolta após o fim de um conflito. A informação foi divulgada pela mídia estatal iraniana. Protestos e Ameaças Diretas a Líderes Ocidentais e Israelenses O cortejo fúnebre se tornou palco de expressivos protestos contra os Estados Unidos e Israel. Bandeiras americanas e britânicas foram queimadas por manifestantes, enquanto mulheres em chadores pretos erguiam cartazes com a frase em inglês “Matem Trump” em letras maiúsculas. Outros painéis exibiam os rostos de Donald Trump, do vice-presidente J.D. Vance, do secretário de Defesa Pete Hegseth e do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, todos retratados na mira de uma arma, acompanhados da ameaça “haverá sangue”. A maior parte dos participantes agitava bandeiras iranianas e faixas vermelhas com o chamado aos “vingadores de Khamenei”, uma expressão que remete ao martírio xiita. Em resposta, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que Ali Khamenei liderava um programa com o objetivo de destruir Israel e que qualquer líder iraniano que tentar repetir tal plano também será morto. Ausência de Mojtaba Khamenei e Detalhes das Cerimônias No domingo, três filhos do líder falecido rezaram ao lado de seu caixão. Contudo, Mojtaba Khamenei, apontado como seu provável sucessor na liderança suprema, não foi visto publicamente desde o início da guerra em 28 de fevereiro, levantando especulações sobre possíveis ferimentos sofridos no ataque que vitimou seu pai. As cerimônias iniciadas na sexta-feira incluíram a exposição dos caixões de Ali Khamenei e de quatro familiares para autoridades iranianas e estrangeiras. As autoridades anunciaram que o corpo de Ali Khamenei será levado para Qom, centro religioso xiita, e para cidades sagradas no Iraque, antes de retornar ao Irã para o sepultamento em Mashhad, sua cidade natal. O fim da guerra recente foi marcado por um acordo preliminar de paz que manteve a liderança clerical no poder, com o regime iraniano afirmando ter saído vitorioso e ampliado sua influência. Retórica de Trump e Resposta Iraniana Donald Trump declarou vitória no conflito, apesar de seus objetivos iniciais, como a destruição dos programas nuclear e de mísseis do Irã, não terem sido totalmente alcançados. O presidente americano anunciou o adiamento das negociações de paz com o Irã por uma

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Neto de Raúl Castro abre as portas para negociação com Trump em meio a crise em Cuba

Neto de Raúl Castro se diz disposto a negociar com Trump em meio a tensões EUA-Cuba Raúl Guillermo Rodríguez Castro, neto do ex-líder cubano Raúl Castro, declarou em entrevista ao jornal USA Today sua abertura para negociar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração surge em um cenário de intensa pressão por parte de Washington e de uma grave crise econômica e humanitária enfrentada pela população cubana. “Posso negociar com qualquer pessoa designada pelos EUA. Se tiver a oportunidade, claro que com Trump”, afirmou Rodríguez Castro, que também indicou a possibilidade de Cuba libertar prisioneiros políticos, um ponto crucial de discórdia entre os dois países. Essas falas foram divulgadas nesta segunda-feira (6). A entrevista ocorre em um contexto de elevadas tensões diplomáticas. Em maio, os EUA indiciaram Raúl Castro, de 94 anos, por seu suposto envolvimento na derrubada de dois aviões civis cubanos em 1996, enfrentando acusações de homicídio e destruição de aeronave. Essa medida acentuou o distanciamento entre os rivais, enquanto Trump intensifica a pressão por mudanças no regime comunista cubano, no poder desde 1959. Cuba busca amenizar crise com reformas econômicas e gestos de boa vontade Em resposta à crise e à pressão internacional, Cuba tem implementado medidas significativas. Em abril, o governo anunciou um decreto concedendo “perdão pleno e definitivo” a milhares de detentos, classificado como um “gesto humanitário e soberano”. Essa ação ocorreu paralelamente a conversas com os EUA que incluíam a questão dos presos políticos. O Parlamento cubano, em junho, aprovou o maior pacote de reformas econômicas desde a Revolução de 1959. As mudanças visam transformar empresas estatais em sociedades comerciais, autorizar empresas privadas com mais de cem funcionários, permitir a participação de capital estrangeiro no setor privado e possibilitar a abertura de contas em moeda estrangeira para pessoas físicas. Essas reformas buscam mitigar a crise econômica e energética, agravada pelas sanções impostas pelo governo Trump. A pressão americana sobre países fornecedores de petróleo e energia para Cuba reduziu o acesso a combustíveis, intensificou apagões e aprofundou a deterioração econômica na ilha. Influência e estratégia política em Havana Raúl Guillermo Rodríguez Castro, coronel do Ministério do Interior e assessor próximo de seu avô, representa uma figura importante dentro do governo cubano. Seu avô, Raúl Castro, ainda detém considerável influência política. Especialistas sugerem que Havana pode estar explorando uma possível disposição de Trump para negociar acordos sem exigir mudanças estruturais profundas na ilha, uma estratégia que poderia ser comparada à situação atual na Venezuela, aliada de Cuba. O próprio presidente americano já expressou o desejo de “tomar Cuba”, em declarações que aumentam a apreensão em Havana.

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Onda de Calor Brutal em Nova Jersey: 19 Vítimas e Alerta Máximo para Risco Climático Extremo

Onda de Calor Extrema Mata 19 em Nova Jersey e Acende Sinal Vermelho para Crise Climática O estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos, está enfrentando uma situação alarmante com a onda de calor que assola a região. Autoridades confirmaram a morte de ao menos 19 pessoas, com suspeita de que a **temperatura elevada** tenha sido o fator determinante para os óbitos. Os casos mais trágicos envolveram vítimas encontradas em residências sem climatização adequada, em locais abertos como ruas e até mesmo dentro de carros estacionados. O cenário é um alerta severo sobre os perigos de **eventos climáticos extremos**. Este período de calor intenso, o mais severo em mais de uma década, levou as autoridades a emitirem recomendações urgentes à população. O comissário de Saúde estadual, Raynard Washington, destacou a necessidade de buscar ambientes refrigerados e manter a hidratação em alta. Conforme informação divulgada pelas autoridades de saúde de Nova Jersey, muitas destas pessoas foram encontradas em residências sem ar-condicionado, algumas estavam fora de suas casas, algumas na rua e outras, inclusive, em carros estacionados. O Alerta das Autoridades e a Gravidade da Situação A governadora de Nova Jersey, Mikie Sherrill, classificou o clima como extremo e perigoso, enfatizando que este é o período de calor mais intenso observado nos últimos 14 anos. As recomendações incluem permanecer em ambientes fechados sempre que possível, aumentar o consumo de água e buscar refúgio em locais com ar-condicionado para aqueles que não possuem o aparelho em casa. Mudanças Climáticas: A Raiz do Problema Especialistas apontam as mudanças climáticas, impulsionadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis, como a causa raiz para a crescente frequência e intensidade de ondas de calor. Este fenômeno global não afeta apenas os Estados Unidos, mas também outras partes do mundo. Impactos Globais e Cancelamentos de Eventos O calor extremo também levou ao cancelamento de eventos importantes nos EUA, como as celebrações do 250º aniversário da Independência do país. A sobrecarga na rede elétrica, devido ao uso intensivo de aparelhos de ar condicionado, resultou em quedas de energia em diversas áreas. Na Europa, a terceira onda de calor do ano provocou incêndios florestais de grandes proporções em países como França, Portugal, Espanha e Grécia, evidenciando a escala global da crise climática. Prevenção e Conscientização são Chave Diante deste cenário preocupante, a conscientização e a adoção de medidas preventivas são fundamentais. A busca por ambientes climatizados, o consumo abundante de água e a atenção aos sinais de exaustão pelo calor são essenciais para a segurança da população. As autoridades reforçam que o clima atual representa um risco significativo à saúde pública, exigindo atenção redobrada de todos.

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Lula adia conselho de política externa com sociedade civil por atraso e ano eleitoral; Boulos lamenta

Plano de Lula para criar conselho inédito de política externa é suspenso devido a atrasos e período eleitoral O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adiou a criação do Conselho Nacional de Política Externa (Conpeb), que seria o primeiro órgão permanente com participação da sociedade civil na formulação da política externa brasileira. O lançamento, previsto para esta semana, foi suspenso por falta de tempo hábil para a conclusão de sua composição e discussões sobre o formato. A iniciativa, anunciada em junho pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, visava democratizar o debate sobre as relações internacionais do Brasil. A decisão de suspender o lançamento também considera o início do período de restrições eleitorais, que impede a viabilização de novas iniciativas do tipo a partir de sábado, 4 de maio. A notícia frustra as expectativas geradas pelo anúncio, que prometia um avanço significativo na inclusão de diferentes setores da sociedade no processo decisório sobre a política externa do país. O governo afirma que a proposta ainda está em discussão, mas não há data prevista para o lançamento. Conpeb: Um marco prometido na democratização da política externa Guilherme Boulos, que liderou o projeto, destacou em junho que a política externa deixaria de ser um tema restrito a especialistas. Ele afirmou que o Conpeb seria um espaço crucial para o debate e a participação da sociedade civil, com o objetivo de democratizar e incluir diversas manifestações sociais na formulação das diretrizes internacionais do Brasil. Boulos mencionou que, junto ao Ministro Mauro Vieira, do Itamaraty, ocorreria a primeira reunião do conselho. Discussões sobre o formato e funcionamento do conselho Na ocasião do anúncio, Fabrício Araújo Prado, chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais da Secretaria-Geral da Presidência, indicou que o foco já não era mais o

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