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Mundo

Terremotos na Venezuela: Repórter da Folha Detalha Resgates e Crise Política em Meio a Tragédia

Enviada especial da Folha descreve a dura realidade na Venezuela após série de terremotos e o impacto da crise política nos esforços de resgate. Caracas foi novamente abalada por um tremor de magnitude 4,6 nesta segunda-feira (29), adicionando mais apreensão em meio aos esforços de resgate das vítimas dos terremotos da semana passada. As buscas continuam intensas, especialmente no estado de La Guaira, o mais atingido pelos abalos. O número de mortos já ultrapassa a marca de 1.719, e cerca de 50 mil pessoas ainda estão desaparecidas. Em La Guaira, a situação é desoladora, com as próprias famílias dos desaparecidos liderando as frentes de resgate, munidas de poucos recursos, mas muita esperança. O podcast “Café da Manhã” da Folha, publicado nesta terça-feira (30), apresenta um panorama detalhado da tragédia venezuelana, com a reportagem de Mayara Paixão, enviada especial, que compartilha suas impressões e análises sobre como a crise política e social do país agrava a situação humanitária. A reportagem traz informações coletadas em campo, explicando a dinâmica dos trabalhos de resgate e as complexas relações políticas que cercam a tragédia. Resgates em La Guaira: Famílias na Linha de Frente Em La Guaira, a angústia se mistura à determinação. Familiares de pessoas desaparecidas assumiram um papel crucial nas buscas, muitas vezes improvisando ferramentas e trabalhando incansavelmente. A solidariedade internacional se manifestou com a chegada de suprimentos e profissionais de resgate de 24 países, um esforço conjunto para lidar com a dimensão da catástrofe. Crise Política e Tragédia Natural: Uma Combinação Devastadora A tragédia natural na Venezuela é agravada por um cenário político já conturbado. Críticos acusam a líder interina Delcy Rodríguez de politizar a situação, enquanto apoiadores do governo imputam aos opositores a exploração da crise. Há relatos de que aliados da líder opositora, María Corina Machado, estariam tentando retornar ao país. O Podcast “Café da Manhã”: Um Olhar Aprofundado O episódio especial do “Café da Manhã” conta com a narração da repórter Mayara Paixão, que compartilha suas experiências e descobertas. O podcast, disponível no Spotify, serviço parceiro da Folha, oferece uma análise aprofundada sobre os desafios enfrentados pela Venezuela, abordando tanto os esforços de resgate quanto as complexas dinâmicas políticas. Produção e Apresentação do Podcast O “Café da Manhã” é uma produção diária da Folha, publicada de segunda a sexta-feira. Os apresentadores Gabriela Mayer e Gustavo Simon conduzem as discussões, com produção de Gustavo Luiz e Laura Lewer, e edição de som de Raphael Concli. O episódio sobre a Venezuela promete oferecer um olhar detalhado e humano sobre a crise que assola o país.

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Reino Unido Anuncia Maior Investimento em Defesa Desde a Guerra Fria com Foco em IA e Drones

Reino Unido Aumenta Gastos com Defesa para Níveis Históricos em Resposta a Ameaças Globais O governo do Reino Unido anunciou um plano ambicioso de investimento em defesa, o maior desde o fim da Guerra Fria. A iniciativa, com um aporte de 15 bilhões de libras (aproximadamente R$ 102 bilhões) ao longo dos próximos quatro anos, visa modernizar as forças armadas e prepará-las para os desafios geopolíticos atuais. Esta medida surge em um momento de crescentes tensões internacionais, incluindo a guerra na Ucrânia e a instabilidade global, que têm levado países a reavaliar suas capacidades de defesa. A decisão também pode ser vista como um último grande ato do primeiro-ministro Keir Starmer, que em breve deixará o cargo. Apesar do montante expressivo, críticos e analistas apontam que o investimento pode ter demorado a ser implementado e talvez não seja suficiente para acompanhar a velocidade das mudanças no cenário mundial. A informação foi divulgada nesta terça-feira (30) e detalhada em análises recentes. Contexto Geopolítico e Histórico do Investimento O Reino Unido, que já possui o quinto maior orçamento militar do mundo, com estimados R$ 488 bilhões em 2025 segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), discute o aumento de seus gastos em defesa desde 2014, após a anexação da Crimeia pela Rússia. A invasão da Ucrânia em 2022 e a possibilidade de mudanças na política externa dos Estados Unidos intensificaram a urgência desse debate. Em julho de 2025, foi publicada a Revisão Estratégica de Defesa, que delineia a preparação para um potencial confronto com a Rússia. Como parte dessa estratégia, o país anunciou a aquisição de 12 caças F-35A dos EUA, equipados com capacidade para armamento nuclear tático. Esta aquisição reforça a capacidade de dissuasão britânica. Metas de Gasto e Foco em Tecnologia de Ponta O governo britânico se comprometeu a atingir a meta de gastar 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em defesa até 2035. Deste percentual, 3,5% seriam destinados a capacidades militares e 1,5% a infraestrutura. Esse objetivo foi estabelecido, em parte, para alinhar-se às expectativas de parceiros como os Estados Unidos, especialmente no contexto da OTAN. O plano de investimento atual eleva o gasto para 4,2% do PIB, com a meta de alcançar 3% em breve e 5% até 2035. O foco principal do programa está na chamada “guerra do futuro”, com ênfase em combate com drones e sistemas de inteligência artificial (IA). A percepção no Reino Unido é de um certo atraso em relação a outras potências que já exploram essas tecnologias. Comparativo com Outras Nações Europeias e Fontes de Financiamento Em 2025, o gasto do Reino Unido com defesa representa 2,38% do PIB, um índice inferior aos mais de 4% da Polônia, mas superior aos 2,14% da Alemanha. No entanto, a Alemanha está em processo de aceleração, dobrando seu investimento militar desde 2021 e prevendo comprometer cerca de 3% do PIB até 2029. Para financiar esse aumento, o primeiro-ministro Starmer indicou que cortes serão necessários em outras áreas, como projetos de estradas e energia, justificando a

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Colapso na Saúde da Venezuela: Hospitais Superlotados e Danificados Pós-Terremotos, Alerta OMS

OMS revela cenário caótico na saúde venezuelana após tremores, com unidades danificadas e falta de profissionais. A Venezuela enfrenta uma crise sanitária sem precedentes após os recentes terremotos, segundo um alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS). A infraestrutura hospitalar sofreu danos significativos, agravando a já precária situação do sistema de saúde no país. Profissionais de saúde relatam condições de trabalho extremas, com unidades abertas operando muito além de sua capacidade. A falta de pessoal especializado, especialmente em áreas críticas como obstetrícia, compromete ainda mais o atendimento à população afetada. A situação é alarmante, com a OMS apontando para um risco crescente de surtos de doenças. A combinação de infraestrutura danificada, superlotação e interrupções no saneamento básico pode criar um ambiente propício para a disseminação de enfermidades. Danos e Sobrecarga nos Hospitais Venezolanos A Organização Mundial da Saúde divulgou um relatório nesta terça-feira (30) detalhando o impacto dos terremotos no sistema de saúde da Venezuela. De acordo com o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, ao menos **três unidades de saúde sofreram danos graves**, enquanto outras seis foram parcialmente afetadas ou operam com capacidade reduzida. Os demais hospitais, apesar de funcionarem, estão sob **enorme sobrecarga**. Atendimento Caótico e Falta de Profissionais Especializados Lindmeier descreveu um cenário de atendimento em condições caóticas, com **fluxo desorganizado de pacientes**, superlotação e um aumento considerável na fila de espera por cirurgias. A situação é especialmente crítica na região de La Guaira, a mais atingida pelos tremores, onde a **falta de profissionais de saúde especializados em atendimento materno** compromete a assistência obstétrica. Risco de Surtos de Doenças e Crise Humanitária Agravada A OMS também alertou para as graves consequências a longo prazo. As **interrupções nos serviços de saúde**, somadas aos problemas no abastecimento de água e saneamento, e o deslocamento da população, criam um ambiente propício para o surgimento de doenças. Há um risco real de **surtos de doenças preveníveis por vacinação**, como sarampo, difteria e coqueluche, além da possível aceleração na disseminação de febre amarela, dengue e malária. Números Alarmantes de Vítimas Pós-Terremotos Os terremotos que atingiram a Venezuela deixaram um rastro de destruição e tragédia. Segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades venezuelanas, o número de mortes devido ao desastre aumentou para **1.943 pessoas**, e ao menos **10.571 pessoas ficaram feridas**. A crise humanitária, já existente, foi drasticamente agravada pela catástrofe natural, evidenciando a fragilidade do sistema de saúde e a necessidade urgente de apoio internacional.

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Oligarca Ucraniano Vadim Irmolaiev Ferido em Explosão de Pacote-Bomba em Mônaco; Autoridades Investigam Crime Atroz

Explosão em Prédio Residencial Choca Mônaco e Deixa Três Feridos, Incluindo Oligarca Ucraniano Um violento pacote-bomba explodiu em um prédio residencial em Mônaco na noite desta segunda-feira, 29 de abril, deixando três pessoas feridas. Entre os atingidos está o oligarca ucraniano Vadim Irmolaiev, que reside no principado. A explosão, ocorrida por volta das 21h (16h no horário de Brasília), marca o primeiro incidente desse tipo na história de Mônaco, conforme divulgado pelas autoridades locais. O governo de Mônaco confirmou inicialmente dois feridos em estado grave, um casal com idades entre 50 e 60 anos, e um adolescente de 13 anos com lesões. A identidade das vítimas, no entanto, não foi oficialmente revelada pelo principado. A notícia sobre o envolvimento de Irmolaiev foi assegurada por uma fonte próxima ao caso à agência AFP, confirmando informações preliminares da rede de televisão francesa BFMTV. Este incidente ocorre em um momento delicado para Vadim Irmolaiev, que está sob sanções impostas pela Ucrânia desde dezembro de 2023. A decisão, promulgada pelo presidente Volodimir Zelenski, estaria relacionada à continuidade das atividades comerciais do bilionário no ramo de bebidas alcoólicas na Crimeia, península anexada pela Rússia. Conforme noticiado pela imprensa, os serviços de segurança ucranianos estariam por trás dessas sanções. As autoridades de Mônaco planejam conceder uma coletiva de imprensa nesta terça-feira, 30 de abril, para detalhar as investigações. Detalhes da Explosão e Investigação em Andamento O procurador-geral de Mônaco, Stéphane Thibault, informou à AFP que o artefato explosivo estava contido em uma bolsa ou pacote. Este item foi deixado no saguão do edifício por uma pessoa não identificada, que posteriormente deixou o local. A descrição aponta para um ato premeditado, o que intensifica a investigação sobre a autoria e os motivos por trás do ataque com o pacote-bomba. Reações e Reforço na Segurança do Principado O príncipe Albert 2º de Mônaco classificou o ocorrido como um “crime atroz” e um “golpe para toda a comunidade monegasca”. Em comunicado oficial, Sua Alteza Serenidade reafirmou que a segurança do microestado europeu “sempre foi uma prioridade” e que “continuará a sê-lo mais do que nunca”. Em resposta ao atentado, as autoridades já reforçaram as medidas de segurança no principado, que já é conhecido por seu alto nível de proteção. Vítimas Transferidas para Tratamento na França As três vítimas do atentado com pacote-bomba foram transferidas para a cidade de Nice, na França, localizada a aproximadamente 20 quilômetros de Mônaco. A mudança foi realizada para que recebessem atendimento médico especializado. A investigação segue em sigilo, com o objetivo de identificar os responsáveis pelo ataque que abalou a tranquilidade do principado.

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Milagre nos Escombros: Mãe e Bebê de 18 Dias Resgatados Vivos na Venezuela Após Terremoto Brutal

Mãe Relata Força do Filho de 18 Dias para Sobreviver em Escombros de Terremoto na Venezuela A força de um recém-nascido foi o principal motor para a sobrevivência de sua mãe, Dayana Patino, que foi resgatada com seu bebê de apenas 18 dias dos escombros de sua casa destruída na Venezuela. O relato comovente foi divulgado pela rede BBC, destacando a resiliência humana em face de uma tragédia natural. Dayana descreveu o pequeno Juan David como sua “motivação para ficar acordada e alerta”. A cada instante, ela verificava se o filho ainda respirava, sentindo que enquanto ele estivesse vivo, ela também teria forças para lutar pela vida. As imagens do resgate circularam o globo, transformando o bebê em um ícone de esperança para um país assolado por uma catástrofe. A Venezuela foi severamente atingida por dois terremotos na quarta-feira, dia 24, que deixaram um rastro de destruição e mais de 1.700 mortos. Dezenas de milhares de pessoas ainda estão desaparecidas, em um cenário que a própria vice-presidente do país, Delcy Rodríguez, classificou como a “catástrofe natural mais brutal” da história venezuelana. Conforme informação divulgada pela BBC, as buscas por sobreviventes continuam, mas as esperanças diminuem a cada hora. O Momento do Desastre e a Luta pela Vida Em uma clínica na capital, Caracas, Dayana Patino narrou as angustiantes horas que passou sob os escombros, com o bebê aninhado junto ao corpo, em meio a preces por salvação. Ela estava na cozinha de seu apartamento, no oitavo andar de um prédio na região costeira de La Guaira, quando os tremores começaram. Sua primeira reação foi correr para abraçar o filho, acreditando inicialmente ser apenas um tremor leve. “Senti como se estivesse voando. Depois, senti como se estivesse afundando na água e na terra e, então, caí no buraco onde fiquei. Não sei como não soltei meu bebê porque eu estava voando. Fui esmagada contra os móveis”, relatou Dayana, descrevendo o caos do desabamento. Inicialmente, ela gritou em busca de ajuda, mas logo percebeu o silêncio opressor ao redor. “Eu disse para mim mesma, não vou desperdiçar minha energia, vou gritar quando for necessário, quando ouvir vozes ou passos por perto”, contou. A mãe relatou a dificuldade de manter a calma, com sua perna esquerda presa sob o concreto e a têmpora pressionada contra uma rocha. Um Ponto de Luz e a Promessa de Resgate Em meio ao desespero, Dayana encontrou esperança ao sentir uma Bíblia sob si. “Ali começou minha jornada de sobrevivência”, disse. Na escuridão, um “ponto de luz que parecia a lua” ofereceu um vislumbre de esperança. O resgate se tornou iminente quando ela ouviu seu irmão chamando seu nome. “Eu disse para mim mesma, esta é minha única chance. Gritei com toda a força dos meus pulmões… Gritei ‘Estou aqui’ com toda a minha força, e ele disse, ‘Eu te encontrei e prometo que não vou embora até te tirar daqui’”, relembrou, emocionada. A promessa foi cumprida em uma operação delicada que, na noite de quinta-feira, dia 25,

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Ataques no Afeganistão: Paquistão mira TTP e deixa dezenas de mortos em ação que afeta civis, diz Talibã

Ataques aéreos paquistaneses deixam dezenas de mortos no Afeganistão, com vítimas civis, dizem autoridades talibãs A recente escalada de violência entre Paquistão e Afeganistão ganhou novos contornos com ataques aéreos do Paquistão no leste afegão. O regime talibã no Afeganistão relatou a morte de dezenas de pessoas, incluindo civis, em resposta a ações que, segundo Islamabad, visavam o grupo extremista Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP). As autoridades paquistanesas afirmam que os ataques atingiram acampamentos do TTP e de uma facção ligada a ele, o Jamaat ul Ahrar, em retaliação a recentes atentados no próprio Paquistão. No entanto, o governo afegão contesta a versão, denunciando um alto número de mortes entre a população civil e feridos. Essa nova ofensiva eleva a tensão na já volátil fronteira entre os dois países, que piorou significativamente desde a tomada do poder pelos talibãs em Cabul em 2021. Esforços de mediação internacional não conseguiram pacificar a região, e a fronteira permanece em grande parte fechada desde outubro passado. Paquistão detalha ofensiva contra o TTP e alega neutralização de 25 combatentes O ministro da Informação do Paquistão, Ataullah Tarar, informou que a operação, realizada na noite de domingo, atingiu três alvos nas províncias de Paktia, Paktika e Kunar. Segundo ele, a ação resultou na morte de 25 combatentes do grupo Jamaat ul Ahrar, uma facção do TTP conhecida por intensificar ataques no Paquistão nos últimos anos. A ofensiva, que também incluiu operações terrestres nas áreas de fronteira, é apresentada por Islamabad como uma resposta direta a um ataque a um acampamento militar em Karachi no sábado e a incidentes recentes em províncias fronteiriças. Governo Talibã no Afeganistão relata 36 civis mortos e 163 feridos O porta-voz adjunto do governo afegão, Hamdullah Fitrat, apresentou um balanço trágico dos ataques, afirmando que 36 civis morreram, incluindo mulheres e crianças. Além disso, outras 163 pessoas ficaram feridas. Fitrat relatou que a área atingida foi bombardeada uma segunda vez enquanto os moradores realizavam operações de resgate, agravando a tragédia. As autoridades afegãs rejeitam as alegações paquistanesas de que apenas combatentes foram alvos. Espirala de violência na fronteira: confrontos e vítimas civis se acumulam Os confrontos esporádicos entre Paquistão e Afeganistão escalaram para um conflito mais aberto no final de fevereiro. Um relatório da ONU publicado em maio indicou que pelo menos 372 civis afegãos morreram entre 1º de janeiro e 31 de março devido à espiral de violência. Apesar de uma trégua ter sido respeitada em março, os ataques e as tensões continuam, impactando diretamente a população local. Relações tensas e fronteira fechada marcam o conflito entre vizinhos As relações entre Paquistão e Afeganistão se deterioraram consideravelmente desde que os talibãs retomaram o controle do país em 2021. A acusação mútua de abrigar grupos terroristas, especialmente o TTP, tem sido um ponto central de discórdia. A fronteira comum, vital para o comércio e a vida das populações locais, está em grande parte fechada desde que a violência se intensificou no final do ano passado, dificultando o diálogo e a resolução pacífica dos

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Famílias Venezolanas Lideram Busca por Corpos em Escombros e Revoltadas Exigem Respeito das Autoridades

A dor e a revolta tomam conta de La Guaira, Venezuela, onde famílias buscam incessantemente por entes queridos desaparecidos após terremotos devastadores. O cenário é de destruição e desespero, com autoridades sendo criticadas pela lentidão e insuficiência nas operações de resgate. O que antes era um refúgio de descanso, a praia em La Guaira, na Venezuela, transformou-se em um cenário de completa destruição após os recentes terremotos. O mar caribenho, de um azul intenso, agora serve de pano de fundo para a tragédia, com o odor de corpos em decomposição e o som de tratores misturando-se ao choro e à angústia de familiares. Os números oficiais indicam ao menos 1.450 mortos na região, mas a contagem em meio ao caos é incerta. Em edifícios como o Aguja Azul, listas improvisadas com nomes de desaparecidos e contatos são a única esperança de quem busca informações, demonstrando a ausência de um sistema oficial organizado para lidar com a catástrofe. As famílias venezolanas se tornaram a linha de frente nas buscas por corpos, assumindo um papel que deveria ser das autoridades. Elas se trajam como podem e iniciam um trabalho incessante nos escombros, movidas pela necessidade de um desfecho e pela indignação com a resposta governamental. Conforme informações divulgadas, equipes de resgate muitas vezes se retiram ao constatar a baixa probabilidade de encontrar sobreviventes, deixando o fardo para os entes queridos. Famílias na linha de frente da busca por dignidade Dajameles Ramires, por exemplo, está no que restou do edifício Aguja Azul com dez membros de sua família. Eles buscam por parentes que foram pegos pelo desabamento, incluindo uma irmã, uma sobrinha que havia comemorado seus 15 anos e a amiga de outra sobrinha, que foi resgatada viva após um milagre. A família foi encontrada no corredor do andar onde moravam, tentando fugir do prédio. “No final ficamos nós, as famílias, porque precisamos de um desfecho”, relatou Dajameles, expressando a frustração com a retirada das equipes de resgate. A busca por entes queridos se torna um ato de desespero e de exigência por dignidade para os que se foram, em um cenário onde o Estado parece ausente. Confronto e indignação em La Guaira A lentidão e a insuficiência do trabalho de busca levaram a confrontos entre familiares e agentes de segurança no edifício Luiza Cáceres de Arismendi. Os moradores formaram um cordão humano para impedir a saída de veículos e maquinário pesado, exigindo que as buscas por seus parentes continuem. O edifício, parte de um complexo residencial construído na era de Hugo Chávez, está prestes a desabar completamente. “Até quando vamos esperar?”, “Estamos sozinhos, sem ajuda de ninguém, estamos cansados”, gritam os familiares, evidenciando a revolta com a falta de apoio estatal. A população sente que precisa agir por conta própria para dar um destino digno aos seus mortos, em meio à destruição que expõe os interiores dos apartamentos como uma gigantesca casa de bonecas. Resgates milagrosos e a realidade cruel Apesar do cenário desolador, houve casos de resgates milagrosos. Dois meninos de

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Chefe de Gabinete de Javier Milei Renuncia em Meio a Escândalo de Corrupção e Crescimento Patrimonial Investigado

Escândalo de Corrupção Abala Governo Milei: Chefe de Gabinete Renuncia Sob Investigação O cenário político argentino foi abalado neste sábado (27) com a renúncia de Manuel Adorni, chefe de gabinete do presidente Javier Milei. A decisão ocorre após mais de três meses de intensa pressão e uma investigação sobre o crescimento de seu patrimônio, que se tornou o maior escândalo do governo ultraliberal. Adorni, que era considerado o braço direito de Milei, anunciou sua saída através de uma carta publicada em sua conta na rede social X. Ele afirmou deixar o cargo com “paz e serenidade”, mas principalmente com a “consciência tranquila e firme de minhas convicções”. A pressão sobre Adorni se intensificou em março deste ano, quando veio à tona que sua esposa, Betina Angeletti, viajou com a comitiva oficial da Presidência a Nova York sem ter uma função oficial. A partir daí, diversas outras revelações financeiras surgiram, levantando sérias dúvidas sobre a origem dos recursos. Conforme informação divulgada pela fonte, essas revelações incluem uma viagem familiar às ilhas caribenhas de Aruba, com custos estimados entre US$ 14 mil e US$ 15 mil, e a aquisição de dois imóveis em 2024 e 2025: uma casa em nome de sua esposa em um condomínio a 80 km de Buenos Aires e um apartamento de US$ 230 mil no bairro de Caballito, na capital argentina. Gastos Incompatíveis e Impopularidade Crescente Os gastos revelados parecem incompatíveis com o salário atual de ministro e com a situação financeira anterior de Adorni. Essa discrepância o tornou o ministro mais impopular do governo Milei. Uma pesquisa do Ceop (Centro de Estudos de Opinião Pública) realizada na semana anterior à renúncia indicou que 78% dos argentinos acreditavam que o político deveria se afastar de suas funções. Apesar da crescente pressão e das evidências, Javier Milei manteve seu apoio a Adorni durante todo o período. O presidente chegou a comparecer ao Congresso para acompanhar seu chefe de gabinete, que foi interrogado pelos legisladores sobre suspeitas de enriquecimento ilícito. Milei também fez declarações públicas defendendo Adorni, afirmando em maio que “De jeito nenhum ele vai sair. Estou tranquilo, Adorni é uma pessoa honesta”. Estilo de Comunicação e Críticas Internas Como porta-voz do governo, cargo que ocupou até 19 de junho, Adorni era conhecido por suas respostas curtas e, por vezes, ríspidas aos jornalistas. Sua longa carta de renúncia, com três páginas, destoou de seu estilo usual de comunicação. A renúncia ocorre semanas após o desconforto com sua situação se tornar público até mesmo entre aliados de Milei. No início de maio, Patricia Bullrich, presidente do partido de Milei no Senado, A Liberdade Avança, expressou sua preocupação. Ela afirmou que “quanto antes” Adorni provasse a origem de seu patrimônio, melhor. Bullrich destacou a importância de que a situação se resolvesse rapidamente para que o público não tivesse a impressão de que o governo atual era semelhante aos anteriores, que foram criticados por escândalos de corrupção. Milei havia vencido as eleições de 2023 com uma plataforma de combate à “casta”

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Cubanos Buscam Refúgio no Brasil: Venda de Casas e Jornadas Amazônicas por Ar, Terra e Água

Cubanos vendem tudo para cruzar a Amazônia e buscar refúgio no Brasil, enfrentando rotas perigosas por ar, terra e água. No extremo norte do Brasil, a cidade de Oiapoque, no Amapá, se tornou um ponto de entrada crucial para migrantes cubanos que buscam refúgio no país. Esses viajantes enfrentam jornadas extenuantes, atravessando a densa floresta amazônica e utilizando diversos meios de transporte, em uma busca desesperada por melhores condições de vida. A situação em Cuba, marcada por crises econômicas e políticas severas, tem impulsionado um êxodo sem precedentes. Relatos apontam para apagões constantes, desabastecimento generalizado e a desvalorização da moeda, fatores que levam muitos a tomar a difícil decisão de deixar tudo para trás. Esses fluxos migratórios, embora intensos, muitas vezes operam em zonas cinzentas e enfrentam a exploração de redes criminosas que lucram com a vulnerabilidade dos migrantes. A Polícia Federal (PF) investiga essas atividades, que incluem extorsão e contrabando. Conforme dados do Observatório das Migrações Internacionais, em 2025, os pedidos de refúgio de cubanos superaram os de venezuelanos, totalizando 41,9 mil solicitações. A complexa rota migratória pela Amazônia A travessia para o Brasil envolve uma série de etapas complexas. Iniciando com voos até Paramaribo, capital do Suriname, os migrantes seguem por estradas em vans e carros até o rio Oiapoque. A travessia fluvial, em pequenas embarcações conhecidas como catraias, marca a entrada em território brasileiro. De Oiapoque, a jornada continua por rodovias até Santana, cidade vizinha a Macapá, para então pegar barcos comerciais em direção a Belém, e, finalmente, ônibus para destinos finais em diversas partes do Brasil. Essa rota, embora longa e árdua, é escolhida por muitos para evitar exigências de visto mais rigorosas em outros países, como o Panamá. A família de Antonio Jimenez, por exemplo, vendeu sua casa e móveis em Havana para custear os cerca de US$ 6.000 necessários para chegar ao sul do Brasil, em Joinville, onde esperam encontrar compatriotas e oportunidades de trabalho. A situação em Cuba é descrita como insustentável. “Em Cuba não se vive, só se sobrevive. E piorou muito”, relata Antonio, ecoando o sentimento de muitos que deixam a ilha. A falta de itens básicos como combustível, água potável, alimentos e comunicação, aliada à impossibilidade de protesto, motiva a emigração. Exploração e extorsão nas rotas de fronteira As redes que operam a logística dessa travessia são suspeitas de envolvimento em crimes como organização criminosa, contrabando de migrantes, extorsão e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal no Amapá já realizou buscas e apreensões e monitora suspeitos brasileiros com tornozeleiras eletrônicas. A extorsão se manifesta em todos os elos da cadeia, desde a alimentação até o transporte. O custo da travessia é inflado para os cubanos. Enquanto um trajeto de Oiapoque a Macapá custa R$ 250 para brasileiros, os migrantes são cobrados R$ 1.000, com relatos de valores chegando a US$ 350 (aproximadamente R$ 1.800). A travessia de catraia, que normalmente custa R$ 20, pode saltar para R$ 100 ou até US$ 100 (R$ 520). Esses grupos, muitas vezes formados por

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Venezuela: Terremotos Devastadores Abalam Tentativa de Renascimento Econômico Após Décadas de Crise e Intervenção Americana

Após sofrer colapso econômico, intervenção dos EUA e fome, Venezuela é atingida por terremotos que podem custar até US$ 100 bilhões A Venezuela, que há mais de uma década mergulhou em um colapso econômico severo, viu hospitais sucumbirem, apagões se tornarem rotina e o desaparecimento de produtos básicos. Milhões de venezuelanos fugiram do país, muitos a pé, espalhando-se pelo mundo. O governo, diante do declínio acentuado, intensificou o controle, fraudou eleições e frustrou as esperanças de mudança. Em seguida, ataques militares dos EUA, um bloqueio parcial do petróleo e uma intervenção surpreendente levaram à captura do líder autoritário Nicolás Maduro e a um governo de transição liderado por Delcy Rodríguez, apoiado por Washington. Este cenário de crises avassaladoras parecia dar lugar a um renascimento econômico. O petróleo voltava a fluir, líderes restabeleciam laços com credores e executivos do setor de energia demonstravam interesse. Contudo, dois terremotos devastadores na semana passada viraram tudo de cabeça para baixo, conforme informações divulgadas por fontes internacionais. Um Desastre sobre Outro: A Luta pela Sobrevivência Com recursos escassos e lidando com a maior inflação do mundo, o regime venezuelano agora enfrenta o desafio colossal de responder a um desastre natural. A remoção de escombros, o resgate de milhares de desabrigados e a restauração de serviços básicos são tarefas urgentes em uma nação já em crise. Francisco Rodríguez, um proeminente economista venezuelano, destacou a gravidade da situação: “Este é um país que já tinha enormes necessidades de reconstrução. Agora, além disso, eles precisam reconstruir sem ter acesso imediato a recursos.” A tragédia pode intensificar as expectativas em relação aos EUA, especialmente após o governo Trump assumir o controle da indústria petrolífera venezuelana após a prisão de Maduro em janeiro. Trump descreveu a transformação da Venezuela em um Estado cliente rico em recursos, liderado por Delcy Rodríguez, como um sucesso. Expectativas e Críticas ao Governo e aos EUA No entanto, mesmo antes dos terremotos, a frustração com a falta de melhoria nas condições de vida sob o novo regime apoiado pelos EUA crescia. Trump declarou que os EUA estão “prontos, dispostos e aptos a ajudar” o país após os terremotos. Apesar disso, venezuelanos já criticam a resposta governamental ao desastre, apontando que civis lideram muitos dos esforços de resgate. Omar Zambrano, economista da Universidade Católica Andrés Bello, em Caracas, afirma: “Isso definitivamente aumenta a pressão sobre o governo de Delcy Rodríguez e seu patrocinador, o governo dos EUA, para começarem a apresentar mais resultados.” O número de mortos já ultrapassa 1.430 e tende a aumentar. Cerca de 1.400 edifícios foram danificados, incluindo 13 hospitais, segundo o regime. As perdas econômicas podem variar de menos de US$ 10 bilhões a até US$ 100 bilhões, de acordo com o Serviço Geológico dos EUA. Impacto Econômico e Desafios de Recuperação Para contextualizar, perdas na casa dos US$ 10 bilhões equivaleriam a 10% da produção econômica anual total da Venezuela. Se as perdas atingirem US$ 100 bilhões, valor que Trump indicou ser necessário para reativar a indústria petrolífera, a recuperação entraria

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Terremotos na Venezuela: Repórter da Folha Detalha Resgates e Crise Política em Meio a Tragédia

Enviada especial da Folha descreve a dura realidade na Venezuela após série de terremotos e o impacto da crise política nos esforços de resgate. Caracas foi novamente abalada por um tremor de magnitude 4,6 nesta segunda-feira (29), adicionando mais apreensão em meio aos esforços de resgate das vítimas dos terremotos da semana passada. As buscas continuam intensas, especialmente no estado de La Guaira, o mais atingido pelos abalos. O número de mortos já ultrapassa a marca de 1.719, e cerca de 50 mil pessoas ainda estão desaparecidas. Em La Guaira, a situação é desoladora, com as próprias famílias dos desaparecidos liderando as frentes de resgate, munidas de poucos recursos, mas muita esperança. O podcast “Café da Manhã” da Folha, publicado nesta terça-feira (30), apresenta um panorama detalhado da tragédia venezuelana, com a reportagem de Mayara Paixão, enviada especial, que compartilha suas impressões e análises sobre como a crise política e social do país agrava a situação humanitária. A reportagem traz informações coletadas em campo, explicando a dinâmica dos trabalhos de resgate e as complexas relações políticas que cercam a tragédia. Resgates em La Guaira: Famílias na Linha de Frente Em La Guaira, a angústia se mistura à determinação. Familiares de pessoas desaparecidas assumiram um papel crucial nas buscas, muitas vezes improvisando ferramentas e trabalhando incansavelmente. A solidariedade internacional se manifestou com a chegada de suprimentos e profissionais de resgate de 24 países, um esforço conjunto para lidar com a dimensão da catástrofe. Crise Política e Tragédia Natural: Uma Combinação Devastadora A tragédia natural na Venezuela é agravada por um cenário político já conturbado. Críticos acusam a líder interina Delcy Rodríguez de politizar a situação, enquanto apoiadores do governo imputam aos opositores a exploração da crise. Há relatos de que aliados da líder opositora, María Corina Machado, estariam tentando retornar ao país. O Podcast “Café da Manhã”: Um Olhar Aprofundado O episódio especial do “Café da Manhã” conta com a narração da repórter Mayara Paixão, que compartilha suas experiências e descobertas. O podcast, disponível no Spotify, serviço parceiro da Folha, oferece uma análise aprofundada sobre os desafios enfrentados pela Venezuela, abordando tanto os esforços de resgate quanto as complexas dinâmicas políticas. Produção e Apresentação do Podcast O “Café da Manhã” é uma produção diária da Folha, publicada de segunda a sexta-feira. Os apresentadores Gabriela Mayer e Gustavo Simon conduzem as discussões, com produção de Gustavo Luiz e Laura Lewer, e edição de som de Raphael Concli. O episódio sobre a Venezuela promete oferecer um olhar detalhado e humano sobre a crise que assola o país.

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Reino Unido Anuncia Maior Investimento em Defesa Desde a Guerra Fria com Foco em IA e Drones

Reino Unido Aumenta Gastos com Defesa para Níveis Históricos em Resposta a Ameaças Globais O governo do Reino Unido anunciou um plano ambicioso de investimento em defesa, o maior desde o fim da Guerra Fria. A iniciativa, com um aporte de 15 bilhões de libras (aproximadamente R$ 102 bilhões) ao longo dos próximos quatro anos, visa modernizar as forças armadas e prepará-las para os desafios geopolíticos atuais. Esta medida surge em um momento de crescentes tensões internacionais, incluindo a guerra na Ucrânia e a instabilidade global, que têm levado países a reavaliar suas capacidades de defesa. A decisão também pode ser vista como um último grande ato do primeiro-ministro Keir Starmer, que em breve deixará o cargo. Apesar do montante expressivo, críticos e analistas apontam que o investimento pode ter demorado a ser implementado e talvez não seja suficiente para acompanhar a velocidade das mudanças no cenário mundial. A informação foi divulgada nesta terça-feira (30) e detalhada em análises recentes. Contexto Geopolítico e Histórico do Investimento O Reino Unido, que já possui o quinto maior orçamento militar do mundo, com estimados R$ 488 bilhões em 2025 segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), discute o aumento de seus gastos em defesa desde 2014, após a anexação da Crimeia pela Rússia. A invasão da Ucrânia em 2022 e a possibilidade de mudanças na política externa dos Estados Unidos intensificaram a urgência desse debate. Em julho de 2025, foi publicada a Revisão Estratégica de Defesa, que delineia a preparação para um potencial confronto com a Rússia. Como parte dessa estratégia, o país anunciou a aquisição de 12 caças F-35A dos EUA, equipados com capacidade para armamento nuclear tático. Esta aquisição reforça a capacidade de dissuasão britânica. Metas de Gasto e Foco em Tecnologia de Ponta O governo britânico se comprometeu a atingir a meta de gastar 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em defesa até 2035. Deste percentual, 3,5% seriam destinados a capacidades militares e 1,5% a infraestrutura. Esse objetivo foi estabelecido, em parte, para alinhar-se às expectativas de parceiros como os Estados Unidos, especialmente no contexto da OTAN. O plano de investimento atual eleva o gasto para 4,2% do PIB, com a meta de alcançar 3% em breve e 5% até 2035. O foco principal do programa está na chamada “guerra do futuro”, com ênfase em combate com drones e sistemas de inteligência artificial (IA). A percepção no Reino Unido é de um certo atraso em relação a outras potências que já exploram essas tecnologias. Comparativo com Outras Nações Europeias e Fontes de Financiamento Em 2025, o gasto do Reino Unido com defesa representa 2,38% do PIB, um índice inferior aos mais de 4% da Polônia, mas superior aos 2,14% da Alemanha. No entanto, a Alemanha está em processo de aceleração, dobrando seu investimento militar desde 2021 e prevendo comprometer cerca de 3% do PIB até 2029. Para financiar esse aumento, o primeiro-ministro Starmer indicou que cortes serão necessários em outras áreas, como projetos de estradas e energia, justificando a

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Colapso na Saúde da Venezuela: Hospitais Superlotados e Danificados Pós-Terremotos, Alerta OMS

OMS revela cenário caótico na saúde venezuelana após tremores, com unidades danificadas e falta de profissionais. A Venezuela enfrenta uma crise sanitária sem precedentes após os recentes terremotos, segundo um alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS). A infraestrutura hospitalar sofreu danos significativos, agravando a já precária situação do sistema de saúde no país. Profissionais de saúde relatam condições de trabalho extremas, com unidades abertas operando muito além de sua capacidade. A falta de pessoal especializado, especialmente em áreas críticas como obstetrícia, compromete ainda mais o atendimento à população afetada. A situação é alarmante, com a OMS apontando para um risco crescente de surtos de doenças. A combinação de infraestrutura danificada, superlotação e interrupções no saneamento básico pode criar um ambiente propício para a disseminação de enfermidades. Danos e Sobrecarga nos Hospitais Venezolanos A Organização Mundial da Saúde divulgou um relatório nesta terça-feira (30) detalhando o impacto dos terremotos no sistema de saúde da Venezuela. De acordo com o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, ao menos **três unidades de saúde sofreram danos graves**, enquanto outras seis foram parcialmente afetadas ou operam com capacidade reduzida. Os demais hospitais, apesar de funcionarem, estão sob **enorme sobrecarga**. Atendimento Caótico e Falta de Profissionais Especializados Lindmeier descreveu um cenário de atendimento em condições caóticas, com **fluxo desorganizado de pacientes**, superlotação e um aumento considerável na fila de espera por cirurgias. A situação é especialmente crítica na região de La Guaira, a mais atingida pelos tremores, onde a **falta de profissionais de saúde especializados em atendimento materno** compromete a assistência obstétrica. Risco de Surtos de Doenças e Crise Humanitária Agravada A OMS também alertou para as graves consequências a longo prazo. As **interrupções nos serviços de saúde**, somadas aos problemas no abastecimento de água e saneamento, e o deslocamento da população, criam um ambiente propício para o surgimento de doenças. Há um risco real de **surtos de doenças preveníveis por vacinação**, como sarampo, difteria e coqueluche, além da possível aceleração na disseminação de febre amarela, dengue e malária. Números Alarmantes de Vítimas Pós-Terremotos Os terremotos que atingiram a Venezuela deixaram um rastro de destruição e tragédia. Segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades venezuelanas, o número de mortes devido ao desastre aumentou para **1.943 pessoas**, e ao menos **10.571 pessoas ficaram feridas**. A crise humanitária, já existente, foi drasticamente agravada pela catástrofe natural, evidenciando a fragilidade do sistema de saúde e a necessidade urgente de apoio internacional.

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Oligarca Ucraniano Vadim Irmolaiev Ferido em Explosão de Pacote-Bomba em Mônaco; Autoridades Investigam Crime Atroz

Explosão em Prédio Residencial Choca Mônaco e Deixa Três Feridos, Incluindo Oligarca Ucraniano Um violento pacote-bomba explodiu em um prédio residencial em Mônaco na noite desta segunda-feira, 29 de abril, deixando três pessoas feridas. Entre os atingidos está o oligarca ucraniano Vadim Irmolaiev, que reside no principado. A explosão, ocorrida por volta das 21h (16h no horário de Brasília), marca o primeiro incidente desse tipo na história de Mônaco, conforme divulgado pelas autoridades locais. O governo de Mônaco confirmou inicialmente dois feridos em estado grave, um casal com idades entre 50 e 60 anos, e um adolescente de 13 anos com lesões. A identidade das vítimas, no entanto, não foi oficialmente revelada pelo principado. A notícia sobre o envolvimento de Irmolaiev foi assegurada por uma fonte próxima ao caso à agência AFP, confirmando informações preliminares da rede de televisão francesa BFMTV. Este incidente ocorre em um momento delicado para Vadim Irmolaiev, que está sob sanções impostas pela Ucrânia desde dezembro de 2023. A decisão, promulgada pelo presidente Volodimir Zelenski, estaria relacionada à continuidade das atividades comerciais do bilionário no ramo de bebidas alcoólicas na Crimeia, península anexada pela Rússia. Conforme noticiado pela imprensa, os serviços de segurança ucranianos estariam por trás dessas sanções. As autoridades de Mônaco planejam conceder uma coletiva de imprensa nesta terça-feira, 30 de abril, para detalhar as investigações. Detalhes da Explosão e Investigação em Andamento O procurador-geral de Mônaco, Stéphane Thibault, informou à AFP que o artefato explosivo estava contido em uma bolsa ou pacote. Este item foi deixado no saguão do edifício por uma pessoa não identificada, que posteriormente deixou o local. A descrição aponta para um ato premeditado, o que intensifica a investigação sobre a autoria e os motivos por trás do ataque com o pacote-bomba. Reações e Reforço na Segurança do Principado O príncipe Albert 2º de Mônaco classificou o ocorrido como um “crime atroz” e um “golpe para toda a comunidade monegasca”. Em comunicado oficial, Sua Alteza Serenidade reafirmou que a segurança do microestado europeu “sempre foi uma prioridade” e que “continuará a sê-lo mais do que nunca”. Em resposta ao atentado, as autoridades já reforçaram as medidas de segurança no principado, que já é conhecido por seu alto nível de proteção. Vítimas Transferidas para Tratamento na França As três vítimas do atentado com pacote-bomba foram transferidas para a cidade de Nice, na França, localizada a aproximadamente 20 quilômetros de Mônaco. A mudança foi realizada para que recebessem atendimento médico especializado. A investigação segue em sigilo, com o objetivo de identificar os responsáveis pelo ataque que abalou a tranquilidade do principado.

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Milagre nos Escombros: Mãe e Bebê de 18 Dias Resgatados Vivos na Venezuela Após Terremoto Brutal

Mãe Relata Força do Filho de 18 Dias para Sobreviver em Escombros de Terremoto na Venezuela A força de um recém-nascido foi o principal motor para a sobrevivência de sua mãe, Dayana Patino, que foi resgatada com seu bebê de apenas 18 dias dos escombros de sua casa destruída na Venezuela. O relato comovente foi divulgado pela rede BBC, destacando a resiliência humana em face de uma tragédia natural. Dayana descreveu o pequeno Juan David como sua “motivação para ficar acordada e alerta”. A cada instante, ela verificava se o filho ainda respirava, sentindo que enquanto ele estivesse vivo, ela também teria forças para lutar pela vida. As imagens do resgate circularam o globo, transformando o bebê em um ícone de esperança para um país assolado por uma catástrofe. A Venezuela foi severamente atingida por dois terremotos na quarta-feira, dia 24, que deixaram um rastro de destruição e mais de 1.700 mortos. Dezenas de milhares de pessoas ainda estão desaparecidas, em um cenário que a própria vice-presidente do país, Delcy Rodríguez, classificou como a “catástrofe natural mais brutal” da história venezuelana. Conforme informação divulgada pela BBC, as buscas por sobreviventes continuam, mas as esperanças diminuem a cada hora. O Momento do Desastre e a Luta pela Vida Em uma clínica na capital, Caracas, Dayana Patino narrou as angustiantes horas que passou sob os escombros, com o bebê aninhado junto ao corpo, em meio a preces por salvação. Ela estava na cozinha de seu apartamento, no oitavo andar de um prédio na região costeira de La Guaira, quando os tremores começaram. Sua primeira reação foi correr para abraçar o filho, acreditando inicialmente ser apenas um tremor leve. “Senti como se estivesse voando. Depois, senti como se estivesse afundando na água e na terra e, então, caí no buraco onde fiquei. Não sei como não soltei meu bebê porque eu estava voando. Fui esmagada contra os móveis”, relatou Dayana, descrevendo o caos do desabamento. Inicialmente, ela gritou em busca de ajuda, mas logo percebeu o silêncio opressor ao redor. “Eu disse para mim mesma, não vou desperdiçar minha energia, vou gritar quando for necessário, quando ouvir vozes ou passos por perto”, contou. A mãe relatou a dificuldade de manter a calma, com sua perna esquerda presa sob o concreto e a têmpora pressionada contra uma rocha. Um Ponto de Luz e a Promessa de Resgate Em meio ao desespero, Dayana encontrou esperança ao sentir uma Bíblia sob si. “Ali começou minha jornada de sobrevivência”, disse. Na escuridão, um “ponto de luz que parecia a lua” ofereceu um vislumbre de esperança. O resgate se tornou iminente quando ela ouviu seu irmão chamando seu nome. “Eu disse para mim mesma, esta é minha única chance. Gritei com toda a força dos meus pulmões… Gritei ‘Estou aqui’ com toda a minha força, e ele disse, ‘Eu te encontrei e prometo que não vou embora até te tirar daqui’”, relembrou, emocionada. A promessa foi cumprida em uma operação delicada que, na noite de quinta-feira, dia 25,

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Ataques no Afeganistão: Paquistão mira TTP e deixa dezenas de mortos em ação que afeta civis, diz Talibã

Ataques aéreos paquistaneses deixam dezenas de mortos no Afeganistão, com vítimas civis, dizem autoridades talibãs A recente escalada de violência entre Paquistão e Afeganistão ganhou novos contornos com ataques aéreos do Paquistão no leste afegão. O regime talibã no Afeganistão relatou a morte de dezenas de pessoas, incluindo civis, em resposta a ações que, segundo Islamabad, visavam o grupo extremista Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP). As autoridades paquistanesas afirmam que os ataques atingiram acampamentos do TTP e de uma facção ligada a ele, o Jamaat ul Ahrar, em retaliação a recentes atentados no próprio Paquistão. No entanto, o governo afegão contesta a versão, denunciando um alto número de mortes entre a população civil e feridos. Essa nova ofensiva eleva a tensão na já volátil fronteira entre os dois países, que piorou significativamente desde a tomada do poder pelos talibãs em Cabul em 2021. Esforços de mediação internacional não conseguiram pacificar a região, e a fronteira permanece em grande parte fechada desde outubro passado. Paquistão detalha ofensiva contra o TTP e alega neutralização de 25 combatentes O ministro da Informação do Paquistão, Ataullah Tarar, informou que a operação, realizada na noite de domingo, atingiu três alvos nas províncias de Paktia, Paktika e Kunar. Segundo ele, a ação resultou na morte de 25 combatentes do grupo Jamaat ul Ahrar, uma facção do TTP conhecida por intensificar ataques no Paquistão nos últimos anos. A ofensiva, que também incluiu operações terrestres nas áreas de fronteira, é apresentada por Islamabad como uma resposta direta a um ataque a um acampamento militar em Karachi no sábado e a incidentes recentes em províncias fronteiriças. Governo Talibã no Afeganistão relata 36 civis mortos e 163 feridos O porta-voz adjunto do governo afegão, Hamdullah Fitrat, apresentou um balanço trágico dos ataques, afirmando que 36 civis morreram, incluindo mulheres e crianças. Além disso, outras 163 pessoas ficaram feridas. Fitrat relatou que a área atingida foi bombardeada uma segunda vez enquanto os moradores realizavam operações de resgate, agravando a tragédia. As autoridades afegãs rejeitam as alegações paquistanesas de que apenas combatentes foram alvos. Espirala de violência na fronteira: confrontos e vítimas civis se acumulam Os confrontos esporádicos entre Paquistão e Afeganistão escalaram para um conflito mais aberto no final de fevereiro. Um relatório da ONU publicado em maio indicou que pelo menos 372 civis afegãos morreram entre 1º de janeiro e 31 de março devido à espiral de violência. Apesar de uma trégua ter sido respeitada em março, os ataques e as tensões continuam, impactando diretamente a população local. Relações tensas e fronteira fechada marcam o conflito entre vizinhos As relações entre Paquistão e Afeganistão se deterioraram consideravelmente desde que os talibãs retomaram o controle do país em 2021. A acusação mútua de abrigar grupos terroristas, especialmente o TTP, tem sido um ponto central de discórdia. A fronteira comum, vital para o comércio e a vida das populações locais, está em grande parte fechada desde que a violência se intensificou no final do ano passado, dificultando o diálogo e a resolução pacífica dos

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Famílias Venezolanas Lideram Busca por Corpos em Escombros e Revoltadas Exigem Respeito das Autoridades

A dor e a revolta tomam conta de La Guaira, Venezuela, onde famílias buscam incessantemente por entes queridos desaparecidos após terremotos devastadores. O cenário é de destruição e desespero, com autoridades sendo criticadas pela lentidão e insuficiência nas operações de resgate. O que antes era um refúgio de descanso, a praia em La Guaira, na Venezuela, transformou-se em um cenário de completa destruição após os recentes terremotos. O mar caribenho, de um azul intenso, agora serve de pano de fundo para a tragédia, com o odor de corpos em decomposição e o som de tratores misturando-se ao choro e à angústia de familiares. Os números oficiais indicam ao menos 1.450 mortos na região, mas a contagem em meio ao caos é incerta. Em edifícios como o Aguja Azul, listas improvisadas com nomes de desaparecidos e contatos são a única esperança de quem busca informações, demonstrando a ausência de um sistema oficial organizado para lidar com a catástrofe. As famílias venezolanas se tornaram a linha de frente nas buscas por corpos, assumindo um papel que deveria ser das autoridades. Elas se trajam como podem e iniciam um trabalho incessante nos escombros, movidas pela necessidade de um desfecho e pela indignação com a resposta governamental. Conforme informações divulgadas, equipes de resgate muitas vezes se retiram ao constatar a baixa probabilidade de encontrar sobreviventes, deixando o fardo para os entes queridos. Famílias na linha de frente da busca por dignidade Dajameles Ramires, por exemplo, está no que restou do edifício Aguja Azul com dez membros de sua família. Eles buscam por parentes que foram pegos pelo desabamento, incluindo uma irmã, uma sobrinha que havia comemorado seus 15 anos e a amiga de outra sobrinha, que foi resgatada viva após um milagre. A família foi encontrada no corredor do andar onde moravam, tentando fugir do prédio. “No final ficamos nós, as famílias, porque precisamos de um desfecho”, relatou Dajameles, expressando a frustração com a retirada das equipes de resgate. A busca por entes queridos se torna um ato de desespero e de exigência por dignidade para os que se foram, em um cenário onde o Estado parece ausente. Confronto e indignação em La Guaira A lentidão e a insuficiência do trabalho de busca levaram a confrontos entre familiares e agentes de segurança no edifício Luiza Cáceres de Arismendi. Os moradores formaram um cordão humano para impedir a saída de veículos e maquinário pesado, exigindo que as buscas por seus parentes continuem. O edifício, parte de um complexo residencial construído na era de Hugo Chávez, está prestes a desabar completamente. “Até quando vamos esperar?”, “Estamos sozinhos, sem ajuda de ninguém, estamos cansados”, gritam os familiares, evidenciando a revolta com a falta de apoio estatal. A população sente que precisa agir por conta própria para dar um destino digno aos seus mortos, em meio à destruição que expõe os interiores dos apartamentos como uma gigantesca casa de bonecas. Resgates milagrosos e a realidade cruel Apesar do cenário desolador, houve casos de resgates milagrosos. Dois meninos de

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Chefe de Gabinete de Javier Milei Renuncia em Meio a Escândalo de Corrupção e Crescimento Patrimonial Investigado

Escândalo de Corrupção Abala Governo Milei: Chefe de Gabinete Renuncia Sob Investigação O cenário político argentino foi abalado neste sábado (27) com a renúncia de Manuel Adorni, chefe de gabinete do presidente Javier Milei. A decisão ocorre após mais de três meses de intensa pressão e uma investigação sobre o crescimento de seu patrimônio, que se tornou o maior escândalo do governo ultraliberal. Adorni, que era considerado o braço direito de Milei, anunciou sua saída através de uma carta publicada em sua conta na rede social X. Ele afirmou deixar o cargo com “paz e serenidade”, mas principalmente com a “consciência tranquila e firme de minhas convicções”. A pressão sobre Adorni se intensificou em março deste ano, quando veio à tona que sua esposa, Betina Angeletti, viajou com a comitiva oficial da Presidência a Nova York sem ter uma função oficial. A partir daí, diversas outras revelações financeiras surgiram, levantando sérias dúvidas sobre a origem dos recursos. Conforme informação divulgada pela fonte, essas revelações incluem uma viagem familiar às ilhas caribenhas de Aruba, com custos estimados entre US$ 14 mil e US$ 15 mil, e a aquisição de dois imóveis em 2024 e 2025: uma casa em nome de sua esposa em um condomínio a 80 km de Buenos Aires e um apartamento de US$ 230 mil no bairro de Caballito, na capital argentina. Gastos Incompatíveis e Impopularidade Crescente Os gastos revelados parecem incompatíveis com o salário atual de ministro e com a situação financeira anterior de Adorni. Essa discrepância o tornou o ministro mais impopular do governo Milei. Uma pesquisa do Ceop (Centro de Estudos de Opinião Pública) realizada na semana anterior à renúncia indicou que 78% dos argentinos acreditavam que o político deveria se afastar de suas funções. Apesar da crescente pressão e das evidências, Javier Milei manteve seu apoio a Adorni durante todo o período. O presidente chegou a comparecer ao Congresso para acompanhar seu chefe de gabinete, que foi interrogado pelos legisladores sobre suspeitas de enriquecimento ilícito. Milei também fez declarações públicas defendendo Adorni, afirmando em maio que “De jeito nenhum ele vai sair. Estou tranquilo, Adorni é uma pessoa honesta”. Estilo de Comunicação e Críticas Internas Como porta-voz do governo, cargo que ocupou até 19 de junho, Adorni era conhecido por suas respostas curtas e, por vezes, ríspidas aos jornalistas. Sua longa carta de renúncia, com três páginas, destoou de seu estilo usual de comunicação. A renúncia ocorre semanas após o desconforto com sua situação se tornar público até mesmo entre aliados de Milei. No início de maio, Patricia Bullrich, presidente do partido de Milei no Senado, A Liberdade Avança, expressou sua preocupação. Ela afirmou que “quanto antes” Adorni provasse a origem de seu patrimônio, melhor. Bullrich destacou a importância de que a situação se resolvesse rapidamente para que o público não tivesse a impressão de que o governo atual era semelhante aos anteriores, que foram criticados por escândalos de corrupção. Milei havia vencido as eleições de 2023 com uma plataforma de combate à “casta”

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Cubanos Buscam Refúgio no Brasil: Venda de Casas e Jornadas Amazônicas por Ar, Terra e Água

Cubanos vendem tudo para cruzar a Amazônia e buscar refúgio no Brasil, enfrentando rotas perigosas por ar, terra e água. No extremo norte do Brasil, a cidade de Oiapoque, no Amapá, se tornou um ponto de entrada crucial para migrantes cubanos que buscam refúgio no país. Esses viajantes enfrentam jornadas extenuantes, atravessando a densa floresta amazônica e utilizando diversos meios de transporte, em uma busca desesperada por melhores condições de vida. A situação em Cuba, marcada por crises econômicas e políticas severas, tem impulsionado um êxodo sem precedentes. Relatos apontam para apagões constantes, desabastecimento generalizado e a desvalorização da moeda, fatores que levam muitos a tomar a difícil decisão de deixar tudo para trás. Esses fluxos migratórios, embora intensos, muitas vezes operam em zonas cinzentas e enfrentam a exploração de redes criminosas que lucram com a vulnerabilidade dos migrantes. A Polícia Federal (PF) investiga essas atividades, que incluem extorsão e contrabando. Conforme dados do Observatório das Migrações Internacionais, em 2025, os pedidos de refúgio de cubanos superaram os de venezuelanos, totalizando 41,9 mil solicitações. A complexa rota migratória pela Amazônia A travessia para o Brasil envolve uma série de etapas complexas. Iniciando com voos até Paramaribo, capital do Suriname, os migrantes seguem por estradas em vans e carros até o rio Oiapoque. A travessia fluvial, em pequenas embarcações conhecidas como catraias, marca a entrada em território brasileiro. De Oiapoque, a jornada continua por rodovias até Santana, cidade vizinha a Macapá, para então pegar barcos comerciais em direção a Belém, e, finalmente, ônibus para destinos finais em diversas partes do Brasil. Essa rota, embora longa e árdua, é escolhida por muitos para evitar exigências de visto mais rigorosas em outros países, como o Panamá. A família de Antonio Jimenez, por exemplo, vendeu sua casa e móveis em Havana para custear os cerca de US$ 6.000 necessários para chegar ao sul do Brasil, em Joinville, onde esperam encontrar compatriotas e oportunidades de trabalho. A situação em Cuba é descrita como insustentável. “Em Cuba não se vive, só se sobrevive. E piorou muito”, relata Antonio, ecoando o sentimento de muitos que deixam a ilha. A falta de itens básicos como combustível, água potável, alimentos e comunicação, aliada à impossibilidade de protesto, motiva a emigração. Exploração e extorsão nas rotas de fronteira As redes que operam a logística dessa travessia são suspeitas de envolvimento em crimes como organização criminosa, contrabando de migrantes, extorsão e lavagem de dinheiro. A Polícia Federal no Amapá já realizou buscas e apreensões e monitora suspeitos brasileiros com tornozeleiras eletrônicas. A extorsão se manifesta em todos os elos da cadeia, desde a alimentação até o transporte. O custo da travessia é inflado para os cubanos. Enquanto um trajeto de Oiapoque a Macapá custa R$ 250 para brasileiros, os migrantes são cobrados R$ 1.000, com relatos de valores chegando a US$ 350 (aproximadamente R$ 1.800). A travessia de catraia, que normalmente custa R$ 20, pode saltar para R$ 100 ou até US$ 100 (R$ 520). Esses grupos, muitas vezes formados por

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Venezuela: Terremotos Devastadores Abalam Tentativa de Renascimento Econômico Após Décadas de Crise e Intervenção Americana

Após sofrer colapso econômico, intervenção dos EUA e fome, Venezuela é atingida por terremotos que podem custar até US$ 100 bilhões A Venezuela, que há mais de uma década mergulhou em um colapso econômico severo, viu hospitais sucumbirem, apagões se tornarem rotina e o desaparecimento de produtos básicos. Milhões de venezuelanos fugiram do país, muitos a pé, espalhando-se pelo mundo. O governo, diante do declínio acentuado, intensificou o controle, fraudou eleições e frustrou as esperanças de mudança. Em seguida, ataques militares dos EUA, um bloqueio parcial do petróleo e uma intervenção surpreendente levaram à captura do líder autoritário Nicolás Maduro e a um governo de transição liderado por Delcy Rodríguez, apoiado por Washington. Este cenário de crises avassaladoras parecia dar lugar a um renascimento econômico. O petróleo voltava a fluir, líderes restabeleciam laços com credores e executivos do setor de energia demonstravam interesse. Contudo, dois terremotos devastadores na semana passada viraram tudo de cabeça para baixo, conforme informações divulgadas por fontes internacionais. Um Desastre sobre Outro: A Luta pela Sobrevivência Com recursos escassos e lidando com a maior inflação do mundo, o regime venezuelano agora enfrenta o desafio colossal de responder a um desastre natural. A remoção de escombros, o resgate de milhares de desabrigados e a restauração de serviços básicos são tarefas urgentes em uma nação já em crise. Francisco Rodríguez, um proeminente economista venezuelano, destacou a gravidade da situação: “Este é um país que já tinha enormes necessidades de reconstrução. Agora, além disso, eles precisam reconstruir sem ter acesso imediato a recursos.” A tragédia pode intensificar as expectativas em relação aos EUA, especialmente após o governo Trump assumir o controle da indústria petrolífera venezuelana após a prisão de Maduro em janeiro. Trump descreveu a transformação da Venezuela em um Estado cliente rico em recursos, liderado por Delcy Rodríguez, como um sucesso. Expectativas e Críticas ao Governo e aos EUA No entanto, mesmo antes dos terremotos, a frustração com a falta de melhoria nas condições de vida sob o novo regime apoiado pelos EUA crescia. Trump declarou que os EUA estão “prontos, dispostos e aptos a ajudar” o país após os terremotos. Apesar disso, venezuelanos já criticam a resposta governamental ao desastre, apontando que civis lideram muitos dos esforços de resgate. Omar Zambrano, economista da Universidade Católica Andrés Bello, em Caracas, afirma: “Isso definitivamente aumenta a pressão sobre o governo de Delcy Rodríguez e seu patrocinador, o governo dos EUA, para começarem a apresentar mais resultados.” O número de mortos já ultrapassa 1.430 e tende a aumentar. Cerca de 1.400 edifícios foram danificados, incluindo 13 hospitais, segundo o regime. As perdas econômicas podem variar de menos de US$ 10 bilhões a até US$ 100 bilhões, de acordo com o Serviço Geológico dos EUA. Impacto Econômico e Desafios de Recuperação Para contextualizar, perdas na casa dos US$ 10 bilhões equivaleriam a 10% da produção econômica anual total da Venezuela. Se as perdas atingirem US$ 100 bilhões, valor que Trump indicou ser necessário para reativar a indústria petrolífera, a recuperação entraria

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