
BC pode elevar juros para conter inflação; taxa pode atingir patamar da crise de 2015
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (18) e deve aumentar a taxa básica de juros (Selic) de 13,25% para 14,25% ao ano, segundo expectativas do mercado financeiro. Se confirmado, este será o maior patamar desde 2006, durante o primeiro mandato de Lula, quando os juros estavam em 14,75% ao ano. Essa também será a segunda reunião presidida por Gabriel Galípolo, indicado por Lula. A diretoria do BC, agora com maioria de indicações do atual governo, será responsável pela decisão. Inflação elevada e preocupação econômica O Banco Central justifica a possível alta dos juros como medida para conter a inflação, que atingiu 1,31% em fevereiro, o maior índice para o período desde 2003. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 5,06%, ultrapassando a meta de 3% estabelecida para 2025. Para conter essa alta, o BC utiliza a política monetária de elevação da Selic, buscando reduzir o consumo e a oferta de crédito, freando a demanda. Contudo, especialistas apontam que o crescimento do PIB, que fechou 2024 em 3,4%, e a pressão do dólar, também influenciam a inflação. Impactos da alta dos juros A possível elevação da Selic trará impactos significativos: Reação do governo A estratégia do BC tem sido criticada por autoridades do governo, como o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que chamou a política de elevação dos juros de “imbecilidade” por frear o crescimento econômico. Enquanto o Brasil discute sua taxa de juros, o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, deve manter os juros entre 4,25% e 4,50% ao ano. Investidores americanos monitoram o impacto das tarifas comerciais impostas por Donald Trump sobre a inflação e a economia. A decisão do Copom será anunciada no fim da tarde desta quarta-feira, podendo impactar diretamente os rumos da economia brasileira.








