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Netanyahu promete impedir Irã de ter bomba nuclear, enquanto houthis atacam refinaria saudita no Mar Vermelho

Tensão no Oriente Médio: Israel afirma que impedirá Irã de obter armas nucleares, e grupo houthis ataca refinaria saudita

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, reiterou neste domingo (9) seu compromisso em **impedir que o Irã desenvolva armas nucleares**, independentemente do resultado das negociações diplomáticas em andamento com os Estados Unidos e países do Golfo. A declaração surge em um contexto de crescente instabilidade regional.

“Quero enfatizar mais uma vez: com um acordo ou sem um acordo, enquanto eu for primeiro-ministro, o Irã não terá armas nucleares”, afirmou Netanyahu durante uma reunião de gabinete. Suas palavras ecoam em meio a uma escalada de conflitos após o fracasso de um cessar-fogo temporário em outra frente de tensão.

No Iêmen, os houthis, grupo alinhado ao Irã, reivindicaram a autoria de um ataque com drone contra a refinaria de Jazan, operada pela Saudi Aramco e localizada na costa do Mar Vermelho. Este incidente ocorre apenas dois dias após a Arábia Saudita ter assinado um pacto de defesa com a Turquia e o Paquistão, em resposta à crescente instabilidade na região provocada pelo conflito.

Incêndio controlado em refinaria saudita, mas causa não divulgada

O Ministério da Energia saudita confirmou a ocorrência de um incêndio na refinaria de Jazan, que foi posteriormente controlado. As autoridades informaram que não houve feridos, mas **não divulgaram a causa do incidente**. A refinaria, com capacidade para processar cerca de 400 mil barris de petróleo bruto diariamente, já havia sido fechada no fim de julho, segundo informações de uma consultoria.

Os houthis, através de seu porta-voz militar Yahya Saree, declararam que o ataque foi realizado com um drone. Este não é o primeiro ataque do grupo contra instalações da Aramco ou áreas costeiras do Mar Vermelho, tendo o grupo também reivindicado ataques com mísseis e drones contra a cidade portuária de Mocha, que abriga tropas sauditas e um depósito de armas.

Houthis intensificam ataques e impõem bloqueio naval

Segundo Saree, o ataque em Mocha resultou na morte de sete pessoas. A cidade é controlada pelo governo iemenita sediado em Áden, reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita. O governo saudita ainda não comentou oficialmente os ataques recentes.

Paralelamente, e enquanto o Irã e os Estados Unidos buscam definir os termos de um possível acordo de paz, os houthis declararam um **bloqueio naval contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho** no mês passado. Desde o início do conflito, o Irã e seus aliados xiitas têm intensificado ataques contra outros países do Golfo e contra carregamentos de energia.

Irã apresenta exigências para reabertura do Estreito de Ormuz

Um alto funcionário da área de segurança nacional iraniana apresentou, no último sábado (8), uma lista de exigências que, segundo ele, os EUA precisam cumprir para que o **Estreito de Ormuz seja reaberto ao tráfego marítimo**. Mohammad Bagher Zolghadr, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, divulgou um comunicado detalhando as condições.

Dentre as exigências estão a suspensão do bloqueio naval e das sanções contra o Irã, a retirada das forças militares americanas da região, o pagamento de reparações de guerra e a liberação de ativos iranianos congelados. Além disso, o Irã exige o fim dos ataques contra seus aliados na região e das ameaças contra o próprio país. Essas condições levantam dúvidas sobre o futuro da rota comercial.

Informações desencontradas sobre o líder supremo iraniano

A mídia estatal iraniana também noticiou que o presidente do país, Masoud Pezeshkian, reuniu-se com o líder supremo, Mojtaba Khamenei, no final de julho. Um comandante de uma força paramilitar prometeu que imagens de Mojtaba seriam divulgadas futuramente. No entanto, as declarações de Pezeshkian sobre seu acesso a Khamenei, que não é visto em público desde março, têm variado.

Em 21 de julho, o presidente afirmou que suas interações com o líder supremo estavam “aumentando dia após dia”, mas no início de agosto, declarou que se comunicar com Mojtaba era “muito difícil”. Segundo a mídia estatal, a reunião de julho abordou questões militares e econômicas, e Mojtaba teria ficado gravemente ferido em um ataque em fevereiro que vitimou seu pai e antecessor, Ali Khamenei.

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