Nova Identidade Digital pode barrar viajantes na imigração: entenda o que muda e evite problemas
A Carteira de Identidade Nacional (CIN), o novo RG, trouxe mais praticidade com sua versão digital. No entanto, essa comodidade pode se tornar um obstáculo inesperado para quem planeja viajar para países vizinhos. O “RG digital”, amplamente aceito em território nacional, não tem validade em controles de fronteira.
A facilidade de ter o documento no celular, disponibilizado pelo gov.br, pode levar ao esquecimento da versão física. Isso acarreta o risco de ser impedido de embarcar ou entrar em outros países, mesmo que a CIN física seja aceita. É crucial estar atento às regras para evitar transtornos em viagens internacionais.
A recomendação é clara: sempre leve consigo a identidade física ou, como alternativa segura, o passaporte. A falta de conhecimento sobre essa especificidade pode custar caro, resultando em imprevistos e frustrações durante a viagem. Conforme informação divulgada sobre a nova identidade digital, o “RG digital” não é aceito em nenhum controle fronteiriço.
Países Sul-Americanos Aceitam a CIN Física, Mas Não a Digital
Oito países da América do Sul que possuem acordos para dispensa do uso de passaporte agora aceitam a CIN como documento de entrada em viagens internacionais. Estes países são Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai. A aceitação da CIN nesses locais é equivalente à do antigo RG.
Basta apresentar o documento físico nos controles de fronteira durante os procedimentos de imigração. É fundamental lembrar que a CIN possui uma validade de 10 anos a partir da emissão, com exceções para crianças e idosos. Documentos vencidos, tanto a CIN quanto o antigo RG, não são válidos para viagens.
O Fim do RG e a Unificação do CPF como Número Único
A CIN representa uma mudança significativa, pois estabelece o CPF como o único número de identificação nacional para brasileiros. O objetivo principal é combater fraudes e evitar a duplicidade de registros, já que os antigos RGs eram de competência estadual. Essa unificação simplifica o sistema de identificação do país.
Mais de 50 milhões de brasileiros já emitiram a nova CIN, de acordo com dados governamentais. Para quem ainda não realizou a transição, o prazo final para a substituição completa do antigo RG é 28 de fevereiro de 2032. Até lá, os dois documentos coexistirão, mas a CIN é o futuro da identificação.
Atenção à Validade da Nova Carteira de Identidade Nacional
Um ponto crucial sobre a CIN é a sua data de validade. O documento é válido por 10 anos a partir da emissão. Para crianças de até 12 anos, a validade é de 5 anos, e para idosos com mais de 60 anos, a validade é indeterminada. Essa padronização visa garantir que os documentos estejam sempre atualizados.
Anteriormente, a recomendação extraoficial era que o RG tivesse menos de 10 anos para uso em viagens. Agora, com a CIN, essa validade é oficial. Após o prazo expirar, o documento se torna inválido tanto dentro quanto fora do Brasil, reforçando a necessidade de atenção à data de emissão.
Evite Ser Barrado na Imigração: Dicas Essenciais
Para garantir uma viagem tranquila, a dica principal é sempre verificar a validade do seu documento de identificação. Se for viajar para os países sul-americanos mencionados, certifique-se de levar a Carteira de Identidade Nacional (CIN) física ou o passaporte. O “RG digital” não é uma opção válida em postos de fronteira.
A implementação da CIN é um avanço, mas é fundamental que os cidadãos estejam cientes das suas particularidades, especialmente em relação ao uso em viagens internacionais. Planejamento e informação correta são as chaves para evitar contratempos em seus deslocamentos.




