Evento na ONU é criticado por Cuba como farsa e violação de princípios internacionais
A Organização das Nações Unidas (ONU) foi palco de um evento controverso na última segunda-feira (19), segundo Cuba. O país caribenho denuncia que pessoas ligadas ao governo dos Estados Unidos e a grupos anticubanos da Flórida foram convidadas para um encontro que contradiz frontalmente os princípios da organização.
Cuba questiona a cessão de espaços em uma instituição criada para zelar pela paz mundial a um grupo com supostos antecedentes terroristas, cujos interesses estariam alheios à Carta das Nações Unidas. A denúncia cubana aponta para uma manobra política que visa distorcer a realidade e justificar ações contra a ilha.
A nação caribenha considera a punição coletiva imposta por Washington um crime contra a humanidade. Cuba argumenta que não há justificativa para classificar o país como uma “ameaça incomum e extraordinária”, especialmente após mais de 60 anos de uma guerra multidimensional que forçou a construção de um modelo social, político e econômico próprio. Essas informações foram divulgadas em uma nota oficial cubana.
Bloqueio econômico é classificado como “ato de genocídio”
A Assembleia Geral da ONU debaterá em breve a resolução sobre o fim do bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba. A diplomacia americana, segundo a ilha, tentará novamente enganar a comunidade internacional com pressões e narrativas falsas, ignorando a rejeição global a essa política.
Cuba descreve o bloqueio como uma tentativa de asfixiar seu povo, negando acesso a alimentos, medicamentos e combustíveis. Essa ação é categorizada pela nação caribenha como um **ato de genocídio**, alertando que o alvo de hoje pode ser qualquer outra nação soberana amanhã.
Vitória da dignidade cubana é esperada na ONU
Apesar das pressões ilegais e do que chama de “espetáculo político” para manipular a opinião pública, Cuba espera uma nova e contundente vitória em 28 de outubro na ONU. A nação caribenha reafirma que **Cuba não é uma ameaça**, mas sim o bloqueio imposto pelos EUA.
A postura cubana é de **resistência e defesa de sua soberania**, buscando na comunidade internacional o apoio para o fim de uma política que considera injusta e desumana. A expectativa é que a votação reforce o isolamento da política de sanções americanas.





