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ONU Pede Libertação de Thiago Ávila e Ativista Palestino Presos em Israel Após Flotilha Humanitária

ONU exige libertação imediata de ativistas brasileiros e palestinos detidos por Israel após tentativa de levar ajuda a Gaza.

A Organização das Nações Unidas (ONU) manifestou-se nesta quarta-feira (6) exigindo a libertação imediata do ativista brasileiro Thiago Ávila e do espanhol-palestino Saif Abu Keshek. Ambos participavam de uma flotilha com destino à Faixa de Gaza e foram detidos por Israel.

A decisão de manter os dois ativistas em prisão preventiva até domingo (10) foi criticada por organizações de direitos humanos e pelo governo brasileiro. Um recurso contra a detenção foi rejeitado, aumentando a preocupação com a situação dos detidos.

O porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU, Thameen Al-Kheetan, declarou que não é crime demonstrar solidariedade e tentar levar ajuda humanitária à população de Gaza, que vive em situação de necessidade urgente. A ONU também solicitou uma investigação sobre as denúncias de maus-tratos. Conforme informação divulgada pela ONU, o porta-voz afirmou: “Não é crime demonstrar solidariedade e tentar levar ajuda humanitária à população palestina de Gaza, que precisa urgentemente”.

Acusações e Condições de Detenção

Israel acusa Thiago Ávila e Saif Abu Keshek de crimes como filiação a organização terrorista e assistência ao terrorismo, com penas que podem chegar a 20 anos de prisão. Os ativistas negam todas as acusações. A flotilha, composta por mais de 50 embarcações, partiu de portos europeus com o objetivo de entregar suprimentos a Gaza, mas foi interceptada pelas forças israelenses em águas internacionais.

O grupo israelense de direitos humanos Adalah, que representa os ativistas, classificou a prisão como ilegal e denunciou maus-tratos. Segundo a ONG, os detidos foram submetidos a interrogatórios de até oito horas, mantidos em celas com iluminação constante e vendados durante deslocamentos, inclusive para visitas médicas. Tel Aviv nega veementemente as acusações de maus-tratos.

Reações Internacionais e Luto Familiar

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a decisão do tribunal israelense, pedindo a libertação dos ativistas em suas redes sociais. Lula classificou a detenção como “injustificável” e que causa “grande preocupação”. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, em nota conjunta com o governo espanhol, condenou o que chamou de “sequestro de dois de seus cidadãos em águas internacionais” por parte de Israel.

Em meio à tensão diplomática, a mãe de Thiago Ávila, Teresa Regina de Ávila e Silva, faleceu aos 63 anos em Brasília na noite de terça-feira (5). A família ainda não divulgou informações sobre os procedimentos de velório e sepultamento.

Contexto da Flotilha Humanitária

Thiago Ávila e Saif Abu Keshek estavam entre os 175 ativistas de diversas nacionalidades que participavam da flotilha. Enquanto a maioria foi liberada na Grécia, os dois foram levados para Israel. A ação visava furar o bloqueio israelense sobre a Faixa de Gaza, território que sofre com a escassez de recursos básicos devido ao conflito.

A detenção dos ativistas ocorreu na madrugada de quinta-feira (30), quando as forças israelenses abordaram as embarcações em águas internacionais, próximo à costa da Grécia. A flotilha, nomeada “Global Sumud”, levava suprimentos essenciais para a população civil palestina.

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