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Pentágono Oculta Dezenas de Militares Feridos em Ataques do Irã na Jordânia, Revelam Fontes Anônimas

Pentágono Sob Fogo por Falta de Transparência em Divulgação de Baixas Militares na Guerra Contra o Irã

Na semana que antecedeu a mais recente ofensiva iraniana, que resultou na morte de dois soldados americanos e um desaparecido na Jordânia, o Irã executou outros três ataques contra forças dos Estados Unidos no país. Essas operações causaram ferimentos em dezenas de militares americanos e danificaram helicópteros, segundo autoridades que preferiram o anonimato.

O Pentágono optou por não divulgar publicamente esses ataques anteriores, nem as baixas e os danos resultantes. Apenas na segunda-feira (20), o porta-voz do Pentágono anunciou nas redes sociais que o número de militares americanos feridos em ataques iranianos desde 7 de julho havia subido para quase cem.

Este episódio evidencia a tensão entre a necessidade de segurança operacional, alegada pelo Pentágono, e a obrigação do governo em informar o público sobre a condução da guerra. A falta de detalhes sobre os incidentes levanta preocupações sobre a transparência na divulgação de informações cruciais sobre o conflito.

Avanço Iraniano e Omissão do Pentágono

Em declarações após os ataques aéreos contra alvos militares iranianos na semana passada, o Comando Central dos EUA mencionou retaliações às ofensivas do Irã contra navios comerciais no estreito de Hormuz. No entanto, as ações contra bases americanas na região, incluindo na Jordânia, foram omitidas.

Uma autoridade militar americana explicou que o Comando Central não é obrigado a divulgar informações sobre militares feridos, especialmente quando retornam rapidamente ao serviço. Outra autoridade acrescentou que divulgar tais informações poderia ajudar o Irã a direcionar seus mísseis balísticos e ataques com drones contra bases americanas no Oriente Médio.

O Comando Central também deixou de informar o número de alvos atacados pelo Irã diariamente, pela mesma razão, segundo autoridades americanas. A falta de divulgação completa de dados sobre os ataques iranianos e suas consequências gera desconfiança.

Defesa do Pentágono e Estatísticas de Baixas

Sean Parnell, porta-voz-chefe do Pentágono, negou que as Forças Armadas tenham ocultado ou deturpado baixas americanas. Ele classificou as acusações de ocultação como “invenções destinadas a causar ainda mais angústia ao povo americano após a morte de três militares em combate”.

Parnell citou o Sistema de Análise de Baixas de Defesa do Pentágono, que, segundo ele, é atualizado regularmente. O site público oferece números agregados, mas não detalhes sobre ataques específicos com grande número de vítimas, como os ocorridos na Jordânia. Parnell afirmou que “selecionar números brutos sem contexto cria um quadro deliberadamente enganoso e incompleto”.

Ele detalhou que a “grande maioria” das quase cem vítimas desde 7 de julho sofreu “concussões leves”, e 96% desses militares já retornaram ao serviço. A divulgação de estatísticas sobre baixas militares, especialmente em conflitos prolongados, sempre gerou debates sobre transparência e o impacto na opinião pública.

Falta de Informações e Contexto da Guerra

Nos últimos meses, o Pentágono tem fornecido poucas informações sobre a estratégia militar dos EUA após quase cinco meses de guerra. A última grande entrevista coletiva sobre o conflito ocorreu no início de maio. O governo Trump não divulgou detalhes sobre como a guerra esgotou os estoques de armas americanas nem como o Irã manteve e reconstruiu suas capacidades de mísseis.

O tema das baixas americanas é particularmente sensível. As mortes recentes na Jordânia e no Iraque elevaram para 17 o número total de militares americanos mortos desde 28 de fevereiro. Os protocolos do Pentágono preveem a notificação aos familiares antes da divulgação pública dos nomes dos falecidos, e os nomes dos feridos em combate geralmente não são divulgados.

Comunicação Oficial e Dados do Pentágono

Em comunicado divulgado no sábado, o Comando Central informou que quatro militares americanos feridos no ataque de sexta foram levados a hospitais jordanianos e já receberam alta. Outros sofreram ferimentos leves e retornaram ao serviço, mas o número exato não foi especificado. O comunicado não mencionou os militares feridos nos três ataques anteriores na Jordânia.

O presidente Donald Trump declarou que os soldados morreram “a serviço do país” e reiterou o objetivo de “nunca permitir que o Irã tenha uma arma nuclear”. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que a perda dos soldados “fortaleceria a determinação dos EUA”.

Segundo o site do Pentágono, 427 militares americanos ficaram feridos no conflito com o Irã, e 14 soldados morreram em incidentes hostis e não hostis. Parnell ressaltou que os números de feridos incluem “tudo, desde pequenas entorses de tornozelo até incidentes totalmente alheios a operações de combate”, e que em governos anteriores o Pentágono adiava a divulgação de detalhes sobre militares feridos até a conclusão das notificações familiares.

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